‘O turista’: beleza e tédio em Veneza

Filme "O Turista", dirigido por Florian Henckel von Donnersmarck

O turista, com a deslumbrante Angelina Jolie e Johnny Depp: fraco, filme oferece bem menos do que promete

O turista, que estreou este fim de semana nos cinemas, tinha tudo para dar certo. Um roteiro de espionagem baseado em um filme francês (Anthony Zimmer: A caçada, de 2005), uma megaprodução rodada na belíssima Veneza, a Cidade dos Amantes, e juntos, pela primeira vez, as superestrelas americanas Angelina Jolie, 35 anos, e Johnny Depp, 47.

Ela, a mulher que recebe US$ 20 milhões de cachê, cujos filmes na última década arrecadaram US$ 1,5 bilhão em todo o mundo e que é casada com o homem mais desejado do cinema: Brad Pitt. Depp, o astro mais popular e lucrativo do cinema de Hollywood.

A sequência inicial em Paris é promissora: agentes da Interpol vigiam os passos da inglesa Elise (Angelina), uma mulher sexy e provocante que está sendo investigada por suspeita de envolvimento com Alexandre Pearce, um fugitivo da polícia por roubar mais de 700 milhões de libras de um mafioso.

Depp entra na história como Frank, um pacato professor americano de matemática que Elise conhece numa viagem de trem para Veneza: ela vai seduzi-lo e fazer com que a polícia acredite que, Frank, um simples turista, seja Pearce.

Almejando provavelmente ter o charme e a competência de filmes como Onze homens e um segredo (2001), O turista, porém, deixa muito a desejar, exceto pela beleza deslumbrante de Angelina Jolie (incluindo seu figurino, assinado por Collen Atwood) e de Veneza, histórica cidade italiana.

Além do roteiro frágil, o diretor alemão Florian Henckel von Donnersmarck, vencedor do Oscar pelo excepcional A vida dos outros (2006), não foi capaz de extrair bons desempenhos dos seus astros. Angelina Jolie e Johnny Depp quando soltos demais não passam de canastrões, como já mostraram algumas vezes. Ou talvez, Florian tenha se intimidado diante de Angelina Jolie, que ofusca todo o resto do elenco. Bem, se foi isso, o diretor pode até ser perdoado, porque ela é realmente demais.
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Crítica publicada originalmente no Guia CORREIO #40, de 21 de janeiro de 2010.
Fonte: http://www.correio24horas.com.br/blogs/pop-head/
:: Hagamenon Brito (Editor de Cultura do CORREIO)

Assista o trailler:

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