Black Kiss: A Devir Livraria irá publicar a polêmica HQ

A Devir Livraria anunciou que irá publicar aqui no Brasil a polêmica HQ underground Black Kiss. Originalmente publicada no exterior nos anos 80 do século passado esta revista que mistura muito sexo e violência chegou a ser proibida em diversos países, agora será lançada aqui no Brasil pela Devir Livraria.

Veja o release oficial:

Considerada um verdadeiro best-seller dos quadrinhos underground na década de 1980, a história chegou a ser proibida na Inglaterra e queimada na Austrália devido ao seu teor, que mistura sexo e violência.

O “herói” desta história é Cass Pollack, um sujeito boa pinta, mas muito azarado… Músico de jazz, recém saído de uma clínica de recuperação para drogados e metido com o submundo do crime, ele da carona para uma loira estonteante e acaba se envolvendo numa trama macabra cheia de pornografia, cultos satânicos, prostituição, drogas, sociedades secretas, corrupção, violência, muito sexo, morte… e vida eterna!

No meio disso tudo há ainda um segredo ou dois guardados a sete chaves… Mas isso você só descobrira lendo as páginas picantes desta edição…

Isso parece pouco pra você?! Acontece que quem escreve e desenha este mistério noir é Howard Chaykin, um dos quadrinistas mais cultuados de todos os tempos!

Uma das histórias em quadrinhos mais polemicas dos anos 1980, BALCK KISS está de volta, numa luxuosa edição, para provar por que é considerada uma obra-prima do erotismo.

Lançada originalmente pela editora Dynamite, Black Kiss já saiu da gráfica e provavelmente seja lançada ainda nesta semana, conforme informações divulgadas pela Devir.

A história escrita e desenhada por Howard Chaykin será lançada em duas versões: uma com capa-dura que terá sua capa colorida com laminação fosca e reserva de verniz, miolo contendo 152 páginas em preto e branco e papel off-set 90 g/m² e no formato de 28,0 cm × 21,0 cm; e a outra em encadernação tipo brochura, com capa em cartão 250 g/m², colorida, com laminação fosca e reserva de verniz, com interior igual a versão com capa-dura e no formato de 27,5 cm × 20,5 cm.

Ainda não foram divulgados os preços das versões de Black Kiss, mas assim que soubermos informaremos aqui, lembrando que o produto é destinado a adultos em razão de seu conteúdo forte.

Fonte: www.minasmorgul.com.br

Amy Adams será Lois Lane em ‘Superman- O Homem de Aço’

EM longa dirigido por Zack Snyder, atriz estrelará ums dos papéis principais ao lado de Henry Cavill

Amy Adams será a jornalista Lois Lane no filme “Superman – O Homem de Aço”, dirigido por Zack Snyder. Segundo o site Socialitelife, o anúncio de que a atriz fará par com Henry Cavill -no papel do herói Clark Kent – foi anunciado no domingo (27).

“Perdendo apenas para o próprio Superman, a questão de quem iria interpretar Lois Lane era, sem dúvida, o que os fãs mais estavam esperando”, disse Snyder em comunicado.

“Amy Adams é uma das atrizes mais versáteis e respeitadas em filmes de hoje. Ela tem talento para capturar todas as qualidades que nós amamos sobre Lois: inteligente, forte, engraçado, caloroso, ambiciosa e, claro, lindo “, completou ele. 

A atriz foi indicada três vezes ao Oscar, por ‘Junebug’, ‘Dúvida’ e ‘O Vencedor’. “Houve uma grande busca pela nova Lois, pois é um papel importante. Fizemos muitos testes, mas no momento que encontramos Amy,  percebemos que ela era ideal para o papel”, revelou Snyder.

O filme terá ainda Kevin Costner como Jonathan Kent, pai adotivo de Clark Kent, Diane Lane como a mãe adotiva, Martha. A Warner pretende lançar a produção em 2012. Zack Snyder (‘300’) dirige. As informações são do EGO.

Fonte: www.correio24horas.com.br

A última deusa de Hollywood

Por Hagamenon Brito

Elizabeth Taylor (1932-2011): uma das maiores estrelas da história do cinema

A última deusa de Hollywood se foi: Elizabeth Taylor (1932-2011). Estrela da sua grandeza, da época de ouro do cinema americano, não existe mais. Como estreou menina e aos 12 já era famosa, foram 70 anos de estrelato. Sobretudo, entre os anos 50 e 60, quando seu nome era sinônimo de muita beleza (incluindo os raros olhos cor azul-violeta), glamour, talento (indicada cinco vezes ao Oscar, ganhou duas) e diamantes, tendo uma coleção valiosíssima de joias.

Como toda lenda de Hollywood, Elizabeth Taylor também provocou polêmica: amores (oito casamentos e sete maridos, já que se casou duas vezes com Richard Burton), doenças,  vícios em analgésicos e álcool… Com a morte do amigo e ator Rock Hudson, de Aids, em 1985, iniciou uma grande e premiada campanha humanitária em prol dos portadores da doença. A seguir, 5 filmes de Liz Taylor que você, que adora cinema, tem que ver ou rever…

* Quem tem medo de Virginia Woolf?, drama dirigido em 1966 por Mike Nichols, baseado na peça homônima de Edward Albee e no qual Elizabeth Taylor faz uma mulher em crise no casamento. Ganhou seu segundo Oscar de melhor atriz e contracenou com o grande amor de sua vida, Richard Burton.

* Assim caminha a humanidade, drama/western moderno de 1956, do diretor George Stevens, sobre o impacto do petróleo na transformação da sociedade americana, criando novas famílias ricas. Liz ao lado de Rock Hudson e do mito James Dean, em seu último filme.

* Gata em teto de zinco quente. Drama de 1958 baseado na peça homônima de Tennessee Williams e dirigido por Richard Brooks. Liz Taylor e Paul Newman brilham como um casal em crise. Nem sequer a rígida censura da época, que camuflou a homossexualidade do personagem de Newman, tira o brilho e a tensão do filme.

* O pecado de todos nós, de 1967. Liz Taylor e o gigante Marlon Brandon (no papel de um major decadente) dirigidos pelo mestre John Huston em uma história dramática que exala tensão, incluindo adultério e homossexualidade. Aliás, fazer papel de mulher casada em crise era com ela mesma.

* Cleópatra, de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Caríssimo para os padrões da época (US$ 44 milhões), fracassou na bilheteria, foi detonado pela crítica e quase levou a 20th Century Fox a fechar as portas. Durante as filmagens, Liz, mais esplendorosa do que nunca e com cachê de US$ 1 milhão ( foi a primeira mulher a receber esse valor por um filme), conheceu Richard Burton. A narrativa é arrastada, mas o visual (fotografia, direção de arte, vestuário) é sensacional: a apoteose do kitsch.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/blogs/pop-head/

iPad 2 chega a lojas no exterior depois de esgotar nos EUA

Centenas de compradores formaram longas filas diante de lojas da Apple nesta sexta-feira para o lançamento internacional do iPad 2, que vem sendo vendido rapidamente nos Estados Unidos, causando dificuldades à empresa para atender a demanda.

Analistas estimam que cerca de 1 milhão de aparelhos podem ter sido vendidos no primeiro final de semana de comercialização nos EUA, e muitos alertam que não está claro de que maneira problemas de suprimento podem afetar a disponibilidade depois que um terremoto e tsunami prejudicaram o setor tecnológico japonês.

O iPad 2, uma versão mais fina e mais rápida do tablet da Apple que incorpora duas câmeras para bate-papo em vídeo, foi lançado em 11 de março nos EUA. Alguns consumidores expressaram frustração diante da dificuldade de encontrar o produto, o que criou avaliações no mercado de que a Apple possa ter subestimado a demanda.

O lançamento internacional começou pela Nova Zelândia, seguida pela Austrália, e se estenderá a outros países entre os quais França, Reino Unido, Dinamarca, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Canadá e México.

“Fantástico, minha irmã vai adorar”, disse Alex Lee, um mochileiro canadense que tinha em mãos um iPad 2. Ele ocupava o primeiro lugar da fila formada duas noites antes diante da loja da Apple no centro financeiro de Sydney.

“Não fosse o iPad, eu não estaria na Austrália hoje”, disse Lee, que já tinha comprado um iPad 2 nos EUA. “É como um hábito. Também entrei na fila para comprar o iPhone, na Regent Street, em Londres.”

O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, declarou na terça-feira que a empresa estava “trabalhando com dedicação para produzir iPads para todos”, numa reação aos problemas que vem sendo encontrados para atender a demanda norte-americana.

Fiona Martin, porta-voz da Apple na Austrália, se recusou a comentar sobre haver ou não estoque suficiente para atender a demanda, mas tentou acalmar os temores. “Temos um bom estoque aqui para o pessoal que está nas filas”, disse.

O primeiro iPad, que chegou ao mercado um ano atrás, vendeu 500 mil unidades na primeira semana e chegou à marca do milhão em 28 dias. Quase 15 milhões de iPads foram vendidos em nove meses, em 2010, duas ou três vezes mais que os analistas haviam previsto.

Analistas antecipam vendas de 30 milhões de unidades ou mais este ano, o que deve gerar um faturamento de 20 bilhões de dólares, mesmo diante dos aparelhos rivais lançados por outras empresas.

A equipe da Apple em Sydney distribuiu sanduíches para os compradores que esperavam na fila, e em Perth foram distribuídos água, sorvete e protetor solar, por conta de uma temperatura que deve chegar aos 36 graus.

Já em Helsinque, onde o iPad 2 deve começar a ser vendido em algumas horas, a neve e temperaturas de menos três graus pareciam estar dissuadindo os compradores de formar filas.

Myles Jihme, estudante da Malásia, aguardava diante da loja da Apple em Sydney e disse que pretendia comprar dois iPads, o máximo permitido pela Apple, e que leiloaria um deles para fins de caridade. “O dinheiro vai para um fundo de assistência ao Japão”, disse.

Na Ásia, o iPad 2 estará oficialmente disponível em Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura e outros países a partir de abril.

Fonte: www.grioti.com.br/blog

PIXAR É ACUSADA DE PLÁGIO POR “CARROS”

Quando a Pixar lançou o primeiro CARROS, em 2006, muita gente acusou o filme de ter uma trama quase igual à de Dr. Hollywood – não o enlatado exibido pela RedeTV, mas o filme de 1991 em que Michael J. Fox vivia um cirurgião plástico que, no auge de sua carreira profissional, vai parar (sem querer) na cidadezinha de Grady e acaba passando por uma importante mudança pessoal.

De acordo com um roteirista inglês, a história de Relâmpago McQueen é ainda menos original do que parecia. O Hollywood Reporter informa que Jake Mandeville-Anthony está processando a Disney e a Pixar, alegando que CARROS e sua sequência, prevista para estrear em 24 de junho, são parcialmente baseados em criações suas. Além de buscar as devidas compensações, ele pretende impedir o lançamento de CARROS 2.

Mandeville diz que, no início dos anos 90, enviou para vários estúdios cópias de dois projetos que desenvolveu – um, de nome “Cookie & Co”, sobre a história real do piloto Michael Owen Perkins, que venceu uma corrida em 1988, e um outro chamado “Cars,” que incluia tratamento, amostra do roteiro, descrições de 46 personagens carros, esboços de 10 deles, e um planejamento de marketing e merchandising. Em sua queixa, Mandeville lista uma série de similaridades entre a obra da Pixar e a dele.

Entre os estúdios para os quais Mandeville diz ter enviado seu material está a Disney. Além disso, ele afirma ter se encontrado pessoalmente com um executivo da Lucasfilm chamado Jim Morris em 1993 e entregado a ele cópias de seu trabalho. A Pixar e a Lucasfilm tinham uma certa proximidade desde os anos 80, afinal, o estúdio de TOY STORY surgiu a partir de uma subdivisão da Lucasfilm. De acordo com Mandeville, em 2005 Morris passou a fazer parte da Pixar.

O queixoso alega violação de direitos autorais e de contrato implícito. Mas esta ação não é a primeira que ele move contra a Disney/Pixar. Já vinha rolando antes uma outra disputa judicial envolvendo os dois lados, sigilosamente.

A Pixar ainda não se pronunciou a respeito.
Fonte: www.animatoons.com.br

TAYLOR SWIFT SE UNE AO ELENCO DE THE LORAX, PRÓXIMA ANIMAÇÃO DA ILLUMINATION

Adaptado de um clássico conto do Dr. Seuss, THE LORAX conta a jornada de um garoto que procura a única coisa que poderá fazer com que ele conquiste a afeição da garota de seus sonhos. Para encontrá-la, ele tem que descobrir a história do Lorax, a zangada porém charmosa criatura que luta para proteger seu mundo. A aventura animada é o terceiro filme criado pela Illumination Entertainment e pela Universal (responsáveis por MEU MALVADO FAVORITO e Hop – Rebelde Sem Páscoa) e será lançada em 2 de março de 2012.

A cantora Taylor Swift foi adicionada ao elenco de DR. SEUSS’ THE LORAX. Ela vai se juntar a Danny DeVito, Ed Helms, Zac Efron, Rob Riggle e Betty White interpretando Audrey, a garota dos sonhos de Ted (Efron).

O adorado conto infantil “The Lorax”, de Dr. Seuss, foi publicado pela primeira vez em 1971 e vendeu mais de um milhão de exemplares em todo o mundo. “Em 1970, durante sua viagem ao Serengeti, Ted Geisel rabiscou anotações em um guardanapo. Estas ideias se tornaram a base para seu livro favorito, ‘O Lorax’”, disse Chris Meledandri, fundador da Illumination. “Por trás dos temas indestrutíveis da história, existe um grupo de personagens Seussianos inesquecíveis, e a criatura que é o personagem título é ao mesmo tempo insolente e adorável. Levando seu humor afiado, grande coração e profunda consciência para o projeto, Danny DeVito representa o Lorax e temos um elenco de apoio absolutamente estelar, liderado por Ed, Taylor, Zac, Rob e Betty”.

DR. SEUSS’ THE LORAX reúne novamente uma boa parte da equipe que levou para as telas de cinema o sucesso de bilheterias MEU MALVADO FAVORITO. O filme será dirigido por Chris Renaud (MEU MALVADO FAVORITO) a partir do roteiro de Cinco Paul & Ken Daurio (MEU MALVADO FAVORITO, Hop – Rebelde Sem Páscoa, HORTON E O MUNDO DOS QUEM!). Meledandri e a colega produtora de MEU MALVADO FAVORITO Janet Healey, produzirão o longa para a Illumination juntamente com Audrey Geisel, que é a produtora executiva do filme. Esta é a segunda colaboração entre Geisel e Meledandri, o próximo projeto juntos depois de seu trabalho como produtores executivos de HORTON E O MUNDO DOS QUEM!.

Kyle Balda, um importante líder criativo de MEU MALVADO FAVORITO, é o co-diretor do filme. Eric Guillon, que foi o diretor de arte de MEU MALVADO FAVORITO e o desenhista de produção Yarrow Cheney irão trabalhar nas mesmas funções em DR. SEUSS’ THE LORAX. John Powell, que irá compor a música para o filme, colaborou anteriormente com Meledandri em ROBÔS, A ERA DO GELO e HORTON E O MUNDO DOS QUEM!.

fonte: www.animatoons.com.br

A volta da influente coletânea Dark Horse Presents!

O fundador da Dark Horse Comics, Mike Richardson, contou em uma entrevista ao site Newsarama mais detalhes sobre a volta da influente coletânea Dark Horse Presents, que revelou autores como Paul Chadwick (Concreto) e personagens como o Máscara.

O editor – e agora produtor de cinema – lembrou que a antologia, em sua primeira encarnação, foi bem sucedida por contar com trabalhos de qualidade de autores que já lançavam material profissional pela editora (como Randy Stradley, Chris Warner e Randy Emberlin), misturados com histórias de novos quadrinistas. O incentivo à novidade e o respeito com o direito autoral ajudou a atrair profissionais como Frank Miller, que, por exemplo, escolheu lançar Sin City com eles.

A mais recente versão da Dark Horse Presents contará com alguns grandes nomes da época (Chadwick, Howard Chaykin, Michael T. Gilbert, o autor de ficção científica Harlan Ellison e o ilustrador Richard Corben), artistas independentes consagrados (Eric Powell, Sanford Greene, David Chelsea e Carla Speed McNeil) e grandes nomes do mainstream, como Mike Mignola, Dave Gibbons e o citado Frank Miller, que apresentará na revista um preview de Xerxes, a continuação de 300. Além deles, material novo também terá espaço, como o do australiano Patrick Alexander, cujas tiras aparecerão em todas as edições.

A DHP também terá material licenciado, o outro pilar da Dark Horse. Richardson, Stradley e Paul Gulacy farão a terceira e última parte de Star Wars – Crimson Empire, cujos primeiros capítulos anteciparam conceitos que apareceriam na segunda trilogia da franquia Star Wars no cinema.

A revista de 80 páginas será bimestral e terá, a cada edição, 10 páginas de autores distintos. Sem esquecer a encarnação anterior, publicada exclusivamente na internet, também haverá material exclusivo na versão online, como novas histórias dos Mistery Men de Bob Burden.

A coletânea chega às lojas especializadas em maio.

Fonte: www.omelete.com.br

Papel higiênico com histórias em quadrinhos

Já pensou como seria divertido ter elementos das histórias em quadrinhos ilustrados no seu papel higiênico? É, o melhor que agora isso já pode acontecer você só precisa esperar o lançamento para comprar. É gente, a nossa querida loja Perpetual Kid vai lançar em breve o Comic Toilet Paper, um papel higiênico que vem com ilustrações de ruídos que aparecem nas histórias em quadrinhos. O rolo conta com as seguintes expressões: SPLASH! POP! PARP! FLUSH! A loja já está fazendo contagem regressiva para o lançamento do Comic Toilet Paper e cada rolo vai custar R$ 11,60. Incrível né? Você usaria?

Fonte: http://chicclete.com

“Sucker Punch – Mundo Surreal” é ação disfarçada de autoajuda

Sucker Punch, filme de Zack Snyder, entra em cartaz 25/03/11, Brasil

Mistura de referências do universo pop, filme de Zack Snyder não se contenta em ser apenas entretenimento

Para fazer “Sucker Punch – Mundo Surreal”, Zack Snyder se portou como um menino de 6 anos solto na loja de doces com a carteira de seu pai. Após os sucessos comerciais de “300” e “Watchmen”, adaptações de histórias de outros artistas, o cineasta resolveu investir num projeto autoral. Mas as ideias eram tantas, que ele resolveu colocar tudo no mesmo filme: cabarés, nazistas, robôs, samurais, gângster, dragões, garotas de programa com roupas de colegiais… e o resultado é algo como um porco pizza do cinema pop. Acesse o especial de “Sucker Punch no Omelete

Porco pizza, para quem não conhece, é uma curiosidade culinária do sul do país, em que ervilha, milho, pimentão, tomate, corações de galinha, linguiças, frango, mussarela e requeijão são servidos em cima de um porco inteiro assado – um banquete que, como o longa-metragem em questão, pode causar azia aos despreparados.

A trama, a princípio, é simples: após perder a mãe e ser acusada pela morte da irmã, a jovem Babydoll (Emily Browning), herdeira única de uma provável fortuna, é enviada pelo padrasto a um sanatório onde, mediante um pagamento, será lobotomizada. Como o profissional responsável pelo procedimento (Jon Hamm) vai demorar cinco dias para chegar, a jovem desenvolve um plano para escapar da intervenção cirúrgica, que após atingir o cérebro pode deixar o paciente em estado de sedação permanente.

Como filmar a fuga de Babydoll e suas belas amigas Sweet Pea (Abbie Cornish), Rocket (Jena Malone), Amber (Jamie Chung) e Blondie (Vanessa Hudgens) pode soar meio monótono, Snyder adotou como solução entrar na mente da protagonista, substituindo o ambiente da clínica psiquiátrica por cenários distintos, como um templo oriental, as trincheiras da Segunda Guerra e um castelo de fantasia medieval.

Para deleite dos garotos de 14 anos, que poderão vibrar com cenas de ação protagonizadas por garotas em trajes curtos, em cada cenário mais e mais referências pop são misturadas à trama, como o animê “Dragon Ball Z” e a série setentista “As Panteras” – aliás, em cada ocasião a trupe é agenciada pelo velho sábio interpretado por Scott Glenn, um tipo de guia espiritual que sempre tem uma máxima edificante para suas pupilas antes da batalha.

Quando deixa de lado a estética dos videoclipes e a dinâmica dos videogames, em que as personagens precisam passar por fases e enfrentar “chefões” ao som de versões de “Sweet Dreams” e “Search and Destroy”, Snyder falha ao tentar promover tensão com as ameaças do vilão Blue, um tipo de Wilson Grey – imortalizado como um dos principais antagonistas dos filmes d’Os Trapalhões – em início de carreira.

Apesar de conter cenas de ação minuciosamente elaboradas, não há emoção nas sequências compostas pelo cineasta – e a culpa não é dos efeitos especiais. Suas heroínas são tão poderosas que dragões e exércitos inteiros parecem não apresentar quaisquer desafios – perto das tropas inimigas de “Sucker Punch” os stormtroopers, soldados imperiais da série “Star Wars”, famosos por não acertar sequer um tiro, são atiradores de elite!

Se Zack Snyder fizesse tudo isso com o único intuito de divertir plateias adolescentes pelo planeta, não haveria muito que criticar em “Sucker Punch – Mundo Surreal”. Porém, o cineasta joga sujo com a plateia ao tentar justificar seu porco pizza com uma mensagem séria, transformando-o num tipo de autoajuda voltado ao público nerd. É como se o menininho do primeiro parágrafo fosse tomado por um sentimento de culpa e tentasse justificar os abusos cometidos na loja de doces.

Outros cineastas, como Robert Rodriguez e John Carpenter, por exemplo, não têm problemas em entupir seus filmes com frases de efeito e gastar milhões em explosões apenas pela diversão de fazê-lo. Assumir a vocação que o longa-metragem tem para “filme pipoca” não é demérito algum, além de ser mais honesto consigo e com seu público.
Veja o trailler: