Os cartunistas Flávio Luiz (Áu, O Cabra), Luis Augusto (Fala Menino) e Wilton Bernardo (Oficina HQ) em livro digital grátis!


A Ação Cultural Oficina HQ em parceria com a GRIOTI (livraria exclusivamente digital) criou um livro digital para comemorar o dia nacional dos quadrinhos em 30 de janeiro deste ano. O livro estava disoponível no blog da livraria, ma a partir de hoje, qualquer um pode acessar a livraria e encontrá-lo nas prateleitas virtuais. A diferença é que o livro que reúne além de um artigo de Wilton Bernardo, entrevistas do Flávio Luiz (criador do “Aú, o capoeirista” e “O Cabra”), Luis Agusto (criadir do “Fala Menino”).

Arte de FLávio Luiz, criador dos sucessos "Áu, o capoeirista", "O Cabra", "Rota 66", entre muitos outros trabalhos excelentes.

O livro digita promocional “Artigo e Revistas da Oficina HQ” pode ser lido por diversos suportes (iPad, iPod, iPhone, notebook, eBook Reader e PC), bem como todo o acervo da livraria.

Luis Augusto, criador do Fala Menino, mestre na sesibilidade dos temas infantís, com diversas publicações no mercado.

Essa parceria promete e já se conversa possibilidades de lançamentos para serem comercializados ainda em 2001. Já existe um projeto que logo se tornará público e diversos artistas e roteiristas poderão se inscrever.

A comercialização de livros digitais pela GRIOTI já é uma realidade. A livraria já possui conteúdo em diversas categorias, e com certeza a parceria com a Oficina HQ vai gerar muitos trabalhos gráficos!

Oficina de Quadrinhos no Engenho Velho da Federação, um dos bairros populares da cidade de Salvador que em 2010, através do projeto Oficina HQ Itinerante apoiado pelo Fundo de Cultura da Bahia, recebeu gratuitamente equipe da Oficina HQ (Talyta Almeida, produtora; Lucas Pimenta, oficineiro; Wilton Bernardo, coordenador)

Se você é cartunista ou roteirista, prepare logo algo pra mostrar, pois oportunidades surgirão ainda neste primeiro semestre!

Baixar o livro gratuíto

:: Oficina HQ
www.oficinahq.com

Adele, 22 anos, é sensação mundial


Não tem para ninguém: a maior sensação musical do mundo nos primeiros quatro meses de 2011 é a cantora e compositora inglesa Adele, 22 anos. O seu novo disco, 21 (Sony Music), chega agora ao Brasil e vem quebrando recordes na Inglaterra e nos EUA, com mais de 2 milhões de cópias já vendidas nos dois países.

Adele Laurie Blue Adkins, seu nome de batismo, não faz música pop para dançar e não tem o corpo e nem a sensualidade de Beyoncé, Rihanna, Katy Perry, Britney Spears e Lady Gaga, que costumam exibir suas curvas e outras partes da anatomia em videoclipes.

Com vozeirão lindo e boas canções soul pop, a inglesa Adele, 22 anos, é sensação mundial. Seu novo disco, 21, já vendeu 2 milhões de cópias nos EUA e Inglaterra, e saiu esta semana no Brasil

Boa de garfo – Pelo contrário. Mesmo que algumas fotos de divulgação da gravadora Sony e a capa da Rolling Stone americana de abril a mostrem (quase) magra por meio do Photoshop, Adele é gordinha, sim, o que não a impede de ser bonita, a começar pelos olhos azuis claros – e meio verdes ao mesmo tempo.

“A minha vida tem muitos dramas e não tenho tempo para me preocupar com uma coisa tão trivial quanto a minha imagem.  Não gosto de ir à academia”, esclarece a cantora à Rolling Stone, dizendo ainda que aprecia uma boa refeição e um bom vinho. “Não faço música para os olhos, faço música para os ouvidos”, conclui.

Em contrapartida a qualquer possível falta de padrão físico de beldade, Adele tem um vozeirão lindíssimo  de cantora negra  e compõe canções soul pop muito bem, como prova Rolling in the deep. Com batida forte e linha de baixo marcante, a música começou a ser trabalhada quarta-feira (20) nas rádios do Brasil.

A artista é mesmo um talento muito acima da média. O  primeiro disco, 19 (2008) era um trabalho artesanal com influências do R&B e do folk americano, mas já mostrava quão interessante Adele é. Rendeu um Brit Award 2008 da escolha da crítica e dois prêmios Grammy 2009: revelação do ano e melhor performance de vocal pop feminino pela canção Chasing pavements.

Batendo Beatles e Madonna – Diferentemente da estreia, 21 é um álbum com alto investimento, grande produção. Gravado em Malibu (EUA) e em Londres, colocou Adele em contato com produtores poderosos como Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, Bob Dylan) e Paul Epworth (Bloc Party, Cee-Lo Green).

“Descobri muitos artistas dos quais nunca tinha ouvido falar, especialmente Wanda Jackson, Allison Krauss, Yvonne Fair, Andrew Bird, Neko Case, Lady Antebellum e Steel Drivers, por quem me apaixonei. Depois, mergulhei em busca de mais músicas de artistas que já conhecia como Mary J. Blige, Kanye West, Elbow, Mos Def, Alanis Morissette, Tom Waits e Sinead O’Connor”, conta Adele sobre os artistas que a inspiraram em 21.

Com composições românticas intensas como Set Fire to the rain e He won’t go (com influência discoteca), o álbum  causou impacto ao ser lançado no final de janeiro na Inglaterra e nos EUA, quebrando recordes dos gigantes Beatles e Madonna.

Com 21 e   Someone like you, ela tornou-se a primeira artista, ainda viva, a ter uma canção e um álbum como número 1, ao mesmo tempo, na Inglaterra desde os Beatles, em 1964. O disco  ficou 11 semanas consecutivas no topo da parada inglesa e superou The Immaculate Collection (1990), de Madonna, que havia permanecido  nove semanas.

Espetacular e glamourosa no disco 21, que traz também uma linda versão bossa jazzy de Lovesong, de Robert Smith (The Cure), a fofucha Adele ainda é inexperiente ao vivo. Ela revelou em entrevista que tem tanto medo do palco que já chegou a vomitar: “Em um show em Amsterdã, estava tão nervosa que fugi pela saída de emergência. Já vomitei algumas vezes”. O episódio se repetiu em Bruxelas – e pior, em cima de uma pessoa.

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* Matéria publicada originalmente no jornal CORREIO, dia 21 de abril de 2011
Matéria de hagamenon Brito – Editor de Cultura do Jornal CORREIO

Um bailarino operário


Muitos esperavam um fiasco, mas John Lennon da Silva surpreendeu no programa Se Ela Dança, Eu Danço, do SBT. Com uma roupa simples, como as que costuma utilizar no dia a dia, o garoto de apenas 21 anos, morador da periferia paulistana, arrancou aplausos e lágrimas dos jurados que o avaliavam.  Ele apresentou o solo A Morte do Cisne, um clássico do repertório erudito, sob o viés da street dance (ou dança de rua). A exibição não só lhe rendeu a classificação para a próxima fase da disputa como fez do rapaz a aposta de BRAVO! deste mês.
Veja abaixo a apresentação do jovem talentoso no programa Se Ela Dança, Eu Danço, do SBT:

Fonte: Revista Bravo

Gisele Bündchen, só de meia-calça

Gisele Bündchen é a estrela da edição comemorativa da revista ELLE

 

Gisele Bündchen foi o rosto escolhido para ilustrar a capa da edição de maio da revista de moda ELLE, em comemoração aos 23 anos da publicação no Brasil.

Com os cabelos à la década de 60, Gisele aparece usando apenas uma meia-calça preta, cobrindo os seios com os braços. A über model também está nas páginas internas da revista, em um folder triplo. Na foto, a loira exibe um penteado “pantera”, maquiagem leve e vestidinho curto.

Além de Gisele, outros nomes importantes no mundo da moda farão parte da edição comemorativa: Tom Ford, Alexandre Birman, Diane von Furstenberg, Alexandre Herchcovitch e Juliana Jabour.

A revista francesa, presente em 40 países, também comemora a data com a ELLE Party, neste sábado (30), a partir das 10h. O evento será aberto ao público, na rua Oscar Freire, em São Paulo, e contará com a participação de 79 grifes. Haverá modelos desfilando ao longo do dia e o consultor de moda e apresentador do programa Esquadrão da Moda, Arlindo Grund, fará assessoria gratuita de moda nas lojas Arezzo, Iodice e Tufi Duek.
Fonte: www.terra.com.br

Drica Moraes sobre leucemia: “morri e não posso voltar”

Drica Moraes falou sobre a luta contra a leucemia no programa de Marília Gabriela, atomo

Drica Moraes abre o coração no Marília Gabriela Entrevista, do GNT, no ar dia 8, às 22h, e conta tudo sobre sua luta contra a leucemia. A doença foi diagnosticada em fevereiro do ano passado, e ela diz como reagiu ao receber a notícia e passar pelo tratamento: “Eu morri e não posso voltar. Tenho que ser essa pessoa aí”.

A experiência mudou definitivamente a atriz, que passou por sessões de quimioterapia e fez transplante de medula. Por conta do procedimento ficou careca, mas garante: “Quando caiu o cabelo, não foi nada demais”. Drica também revela que aprendeu a lidar com as limitações que a doença impõe e que se tornou uma pessoa menos exigente com ela mesma: “Não posso colocar botox, não posso pintar o cabelo, pintar a unha… Vou fazer o quê, ficar triste?”. E assegura: “Acho que sou bonita, sim. Eu me gosto”.

Mãe de Mateus, 2 anos, ela declara emocionada: “acho lindo saber que tudo que me é vital veio de uma pessoa que eu não conheço. A minha medula e o meu filho. Ele foi um gás para eu continuar. Sou mãe 24 horas”.

Depois do que passou, Drica ainda se considera uma sortuda: “tive muita sorte no momento histórico da minha doença. É difícil por um lado, mas se a gente estivesse aqui há dez anos, seria impossível. Hoje sou uma mistura entre eu e o meu doador”. Curada, ela volta aos poucos ao trabalho. “Ser atriz faz bem para a saúde”, afirma.
Fonte: www.terra.com.br

Mike Deodato ganha homenagem de luxo da Marvel

O quadrinista Mike Deodato Jr. – nome artístico do paraibano Deodato Taumaturgo Borges Filho – terá sua carreira homenageada em um livro de luxo a ser publicado em julho pela Marvel Comics. “The art of Mike Deodato HC” reúne trabalhos do brasileiro que já assinou desenhos de Homem-Aranha, Hulk, Thor e Vingadores para a editora de quadrinhos norte-americana.

Capa de ‘The marvel art of Mike Deodato HC’, livro de luxo dedicado ao artista brasileiro que desenhou alguns dos principais heróis da Marvel, incluindo Thor, Hulk e Homem-Aranha (Foto: Divulgação/Marvel Comics).

“Desde que eu era criança, eu sempre adorei livros que reuniam os meus artistas favoritos”, disse Deodato em comunicado divulgado nesta quinta (28) pela editora. “Meu pai, que me comprou todos os álbuns capa-dura do [desenhista Frank] Frazetta, estava cheio de orgulho quando disse a ele que a Marvel faria um sobre mim. Me sinto honrado”, completou.

“The marvel art of Mike Deodato HC” tem texto de John Rhett Thomas e depoimentos de alguns dos principais colaboradores do brasileiro na Marvel, incluindo os roteiristas Mark Benson e Charlie Huston e o editor-chefe Axel Alonso. Ainda não há previsão de lançamento do livro no Brasil.

Nascido em Campina Grande, na Paraíba, Deodato começou a trabalhar para o mercado norte-americano de quadrinhos no início da década de 1990. Além da Marvel – onde atualmente ilustra a série “Secret Avengers”, com texto de Ed Brubaker -, o brasileiro já passou pelas principais editoras de quadrinhos dos EUA, incluindo DC, Image e Dark Horse.

Fonte: G1

Super-Homem rejeita cidadania americana

Los Angeles (EUA.), 28 abr (EFE) – A intenção expressada pelo Super-Homem em sua última aventura nos quadrinhos de renunciar à cidadania americana deu origem a críticas nos Estados Unidos contra o personagem e a editora DC Comics, que é acusada de menosprezar o país.

As polêmicas declarações do Homem de Aço foram publicadas na edição número 900 das histórias do super-herói nos quadrinhos, lançada na quarta-feira, e não passaram despercebidas pelos fãs e setores mais tradicionais, que veem o personagem como um porta-estandarte de seus valores nacionais.

“Pretendo falar nas Nações Unidas amanhã e informar-lhes que renuncio à minha cidadania americana. Estou farto de que minhas ações sejam interpretadas como instrumentos da política dos EUA”, assegurou o super-herói nos quadrinhos depois de ser recriminado por participar de uma manifestação no Irã contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Publicações conservadoras e fãs do personagem atacaram a editora DC Comics, acusada de derrubar um “símbolo da força e da liberdade dos EUA”.

Momento em que o Super-Homem diz que pretende renunciar à sua cidadania norte-americana

 

Em sua defesa, a editora argumentou que o plano do personagem a partir de agora é dar um “enfoque global a sua batalha interminável, embora sempre vá estar comprometido com sua família adotiva e suas raízes quando criança na fazenda no Kansas”.

Segundo a “The Hollywood Repórter”, por trás das intenções do Super-Homem está a tentativa da editora e dos estúdios de cinema de consolidar o Homem de Aço como um personagem transnacional que atraia o maior número possível de audiência e de bilheteria em todo o mundo.

Desde seu início, em 1938, a história do super-herói esteve intimamente ligada aos EUA, com um traje que evoca as cores da bandeira do país. Em 1942, o personagem se tornou um símbolo do patriotismo em plena Segunda Guerra Mundial.

Fonte: UOL

‘Thor’ chega aos cinemas de olho em reunião de super-heróis de 2012

 

Assim como o filho de Odin, que nasceu predestinado a assumir o trono do Reino de Asgard, “Thor”, o filme, estreia no Brasil nesta sexta (29) já de olho no futuro. O desempenho da nova superprodução nas bilheterias é fundamental para garantir o sucesso de um dos mais ambiciosos projetos da Marvel Comics no cinema desde o lançamento de “X-Men”, em 2000, quando se inaugurou a atual onda de adatapções de HQs para a tela grande.

Ao lado do Capitão América – outro que debuta nos cinemas ainda neste ano -, Thor é a peça que faltava para completar o grupo de super-heróis Os Vingadores, que inclui ainda os já “adaptados” Hulk e Homem de Ferro. Juntos, eles voltarão com força às salas de projeção em 2012, no longa “Os Vingadores”, sob a batuta do ídolo nerd Joss Whedon, autor da série de TV “Buffy” e do roteiro de diversas histórias em quadrinhos dos X-Men.

“Thor”, no entanto, tem também seu supertime para ajudar a conquistar a simpatia dos fãs. Além do rostinho de Natalie Portman, na pele do par romântico do herói, e de Sir Anthony Hopkins, como o deus nórdico Odin, o filme contou com a supervisão de um dos mais respeitados roteiristas da Marvel, J.M. Straczynski, que esteve à frente do título de Thor na editora entre 2007 e 2008 e escreveu algumas das histórias que inspiram livremente o roteiro do longa.

Um viking quebrando tudo
Mas é graças a um ator e diretor irlandês especializado em Shakespeare que “Thor” consegue romper o território dos fãs dos quadrinhos e resultar em um projeto interessante para o público em geral – e para os produtores de Hollywood, claro, que injetaram US$ 150 milhões na brincadeira. Para Kenneth Branagh, a história do pesonagem “bonitão, charmoso e destinado ao trono”, mas que “não tem o menor talento para se tornar super-herói”, tinha tudo para garantir boas risadas. “A ideia de um viking na Terra, quebrando tudo e entretido com os terráqueos, me parecia engraçada o suficiente para adicionar um elemento de humor a esta historia”, defendeu o cineasta em entrevista realizada no início do mês, em Londres, da qual o G1 participou.

Natalie Portman, no filme Thor

No filme, Thor está prestes a herdar a coroa de Odin e assumir o mítico Reino de Asgard quando, em uma tentativa pouco sensata de demonstração de força, resolve atacar por conta própria os Gigantes de Gelo do planeta rival Jotunheim. Decepcionado e irado, Odin decide punir o filho, removendo seus poderes e enviando-o à Terra para aprender a lição vivendo como uma pessoa comum.

Abrutalhado e inseparável de seu martelo – Mjolnir -, o personagem é vivido pelo ator de 28 anos Chris Hemsworth, um australiano ainda desconhecido do grande público.

Em entrevista em Londres, Hemsworth reconhece que “foi intimidador” interpretar um super-herói tão querido e conhecido pelos fãs – sua primeira aparição foi em 1962, na edição nº 83 da revista “Journey into mistery”. Mas, se nas HQs Thor é o “deus do trovão”, para o ator australiano o segredo foi fincar os pés do personagem de volta ao chão. “Eu apostei em simplificar e procurei não pensar que interpretaria um Deus, mas, sim, um irmão em meio a uma família”, explicou o novo candidato a galã, que mede 1,91 m de altura e passou por preparação física intensa de quatro meses para viver o herói – ele já disse que chegou a ganhar 10 kg.

Entre irmãos
O “irmão” de Thor a quem Hemsworth se refere é Loki, vivido por Tom Hiddleston. O ator britânico rouba a cena como o invejoso irmão que assume o trono de Asgard, depois que Odin adoece e destitui Thor de seus poderes. “Você percebe que Loki é psicologicamente frágil. Ele tem um sentimento de que não pertence àquele lugar e sabe que nunca vai ter seu lugar ao sol. Eu acho que o ímpeto de sua busca por autoestima vem desse sentimento de ser pouco valorizado e pouco amado”, comentou o ator sobre seu personagem tipicamente shakesperiano.

Enquanto, na ficção, a disputa fratricida se dá entre Loki e Thor, na vida real, Hemsworth também teve de enfrentar alguém da própria família para ficar com o papel de protragonista. “Nos testes finais de elenco eu competi com meu próprio irmão mais novo [Liam Hemsworth]. Ele estava entre os quatro últimos da lista, mas acabou não sendo chamado e eu ganhei o papel”, explicou o ator, esclarecendo que nenhuma gota de sangue foi derramada no processo.

Fonte: G1

‘Natimorto’ leva universo de Lourenço Mutarelli às telas

Interpretada por Simone Spoladore, protagonista de "Natimorto" é uma jovem cantora

O cigarro é quase um personagem em “Natimorto” – estreia em longa do premiado curtametragista Paulo Machline, que em 2001 foi indicado ao Oscar por “Uma história do futebol”. Neste novo filme, que tem apenas dois atores em cena, fuma-se muito, mas muito mesmo. A fumaça, uma bruma que esconde as pessoas e mascara seus sentimentos, é onipresente.

O roteiro, assinado por André Pinho, baseia-se no romance “O natimorto, um musical silencioso”, de Lourenço Mutarelli, cujo “O cheiro do ralo” rendeu em 2006 um filme igualmente estranho e criativo. Pela estreia de Machline percebe-se que ele sabe muito bem o que quer – especialmente de sua câmera e seus atores. Em cena, durante quase todo o tempo, apenas Simone Spoladore e o próprio Mutarelli, em seu primeiro papel como protagonista.

Ela é uma cantora lírica, no livro conhecida apenas como A Voz, e ele, seu Agente. A garota vem para São Paulo, onde será apresentada a um poderoso maestro que irá deslanchar sua carreira. Enquanto esperam, os dois se fecham num quarto de hotel, depois de um jantar cheio de desentendimentos com a mulher do Agente, vivida por Betty Gofman.

Para o Agente, o cigarro é uma espécie de catalisador de sentimentos, emoções ou qualquer outra forma de expressão. As assustadoras fotos do verso da embalagem não servem de alerta antifumo e sim como cartas de tarô para prever o futuro. É engenhosa a forma como Mutarelli, enquanto autor, criou um paralelo bastante crível entre as cartas reais do tarô e as figuras do verso das embalagens. Mais bem sacado ainda é como Machline usa esse paralelo no filme, ditando destinos de personagens e trazendo à vida símbolos e figuras.

Nas atuações, há um embate curioso de se ver entre Simone, atriz experiente e talentosa, que participou de filmes como “Lavoura arcaica” e “Desmundo”, e Mutarelli, escritor que parece se descobrir como ator aos poucos, mas sempre com uma presença marcante.

Machline, por sua vez, não exibe aqueles deslumbramentos de alguns estreantes que parecem querer mostrar todo seu arsenal técnico e narrativo no primeiro longa. Ele é seguro na condução dos atores, na movimentação de câmera e desencadeamento da narrativa. Boa parte de “Natimorto” acontece num claustrofóbico quarto de hotel, que parece exalar para fora da tela o cheiro dos cigarros fumados ali.

Nem sempre histórias tão bizarras como do livro “O natimorto, um musical silencioso” encontram uma boa tradução para a tela. No caso deste filme, Machline conseguiu o equilíbrio entre os elementos estranhos e a delicadeza – especialmente quando A Voz canta e nós não a ouvimos. Pelos seus gestos, percebemos que é um canto doce. É uma voz tão sublime que apenas os ouvidos mais apurados são capazes de ouvir.

“Natimorto” é, em sua essência, uma história de amor. Bastante estranha, como seus protagonistas. Então, no fundo, fazendo um paralelo com o ditado “quem ama o feio, bonito lhe parece”, o estranhamento fica por conta apenas de quem está do lado de fora.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

Fonte: G1

Excesso de apelação causa racha na equipe do “Pânico”

A equipe do “Pânico”, da Rede TV!, está dividida.
Uma parte defende a diminuição da apelação e quer mais investimento em quadros de humor.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta sexta-feira (15). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Wayne Camargo/Divulgação
Os integrantes do “Pânico”, da RedeTV!, que tem equipe dividida sobre a quantidade de apelação no programa

Fonte: Jornal Folha de São Paulo