Adele, 22 anos, é sensação mundial


Não tem para ninguém: a maior sensação musical do mundo nos primeiros quatro meses de 2011 é a cantora e compositora inglesa Adele, 22 anos. O seu novo disco, 21 (Sony Music), chega agora ao Brasil e vem quebrando recordes na Inglaterra e nos EUA, com mais de 2 milhões de cópias já vendidas nos dois países.

Adele Laurie Blue Adkins, seu nome de batismo, não faz música pop para dançar e não tem o corpo e nem a sensualidade de Beyoncé, Rihanna, Katy Perry, Britney Spears e Lady Gaga, que costumam exibir suas curvas e outras partes da anatomia em videoclipes.

Com vozeirão lindo e boas canções soul pop, a inglesa Adele, 22 anos, é sensação mundial. Seu novo disco, 21, já vendeu 2 milhões de cópias nos EUA e Inglaterra, e saiu esta semana no Brasil

Boa de garfo – Pelo contrário. Mesmo que algumas fotos de divulgação da gravadora Sony e a capa da Rolling Stone americana de abril a mostrem (quase) magra por meio do Photoshop, Adele é gordinha, sim, o que não a impede de ser bonita, a começar pelos olhos azuis claros – e meio verdes ao mesmo tempo.

“A minha vida tem muitos dramas e não tenho tempo para me preocupar com uma coisa tão trivial quanto a minha imagem.  Não gosto de ir à academia”, esclarece a cantora à Rolling Stone, dizendo ainda que aprecia uma boa refeição e um bom vinho. “Não faço música para os olhos, faço música para os ouvidos”, conclui.

Em contrapartida a qualquer possível falta de padrão físico de beldade, Adele tem um vozeirão lindíssimo  de cantora negra  e compõe canções soul pop muito bem, como prova Rolling in the deep. Com batida forte e linha de baixo marcante, a música começou a ser trabalhada quarta-feira (20) nas rádios do Brasil.

A artista é mesmo um talento muito acima da média. O  primeiro disco, 19 (2008) era um trabalho artesanal com influências do R&B e do folk americano, mas já mostrava quão interessante Adele é. Rendeu um Brit Award 2008 da escolha da crítica e dois prêmios Grammy 2009: revelação do ano e melhor performance de vocal pop feminino pela canção Chasing pavements.

Batendo Beatles e Madonna – Diferentemente da estreia, 21 é um álbum com alto investimento, grande produção. Gravado em Malibu (EUA) e em Londres, colocou Adele em contato com produtores poderosos como Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, Bob Dylan) e Paul Epworth (Bloc Party, Cee-Lo Green).

“Descobri muitos artistas dos quais nunca tinha ouvido falar, especialmente Wanda Jackson, Allison Krauss, Yvonne Fair, Andrew Bird, Neko Case, Lady Antebellum e Steel Drivers, por quem me apaixonei. Depois, mergulhei em busca de mais músicas de artistas que já conhecia como Mary J. Blige, Kanye West, Elbow, Mos Def, Alanis Morissette, Tom Waits e Sinead O’Connor”, conta Adele sobre os artistas que a inspiraram em 21.

Com composições românticas intensas como Set Fire to the rain e He won’t go (com influência discoteca), o álbum  causou impacto ao ser lançado no final de janeiro na Inglaterra e nos EUA, quebrando recordes dos gigantes Beatles e Madonna.

Com 21 e   Someone like you, ela tornou-se a primeira artista, ainda viva, a ter uma canção e um álbum como número 1, ao mesmo tempo, na Inglaterra desde os Beatles, em 1964. O disco  ficou 11 semanas consecutivas no topo da parada inglesa e superou The Immaculate Collection (1990), de Madonna, que havia permanecido  nove semanas.

Espetacular e glamourosa no disco 21, que traz também uma linda versão bossa jazzy de Lovesong, de Robert Smith (The Cure), a fofucha Adele ainda é inexperiente ao vivo. Ela revelou em entrevista que tem tanto medo do palco que já chegou a vomitar: “Em um show em Amsterdã, estava tão nervosa que fugi pela saída de emergência. Já vomitei algumas vezes”. O episódio se repetiu em Bruxelas – e pior, em cima de uma pessoa.

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* Matéria publicada originalmente no jornal CORREIO, dia 21 de abril de 2011
Matéria de hagamenon Brito – Editor de Cultura do Jornal CORREIO

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Um comentário em “Adele, 22 anos, é sensação mundial

  1. Adele é uma das melhores vozes que já ouvi nos últimos tempos. Não me importa se ela não tem um corpo escultural, mas música não se ouve com os olhos (ou com os “genitais”) mas sim com os ouvidos.
    Quando ouvi Rolling in the Deep, fiquei fascinado com essa voz impecável, e a primeira impressão que tive era que a intérprete era uma cantora negra, devido ao timbre de voz típico das cantoras de soul e R&B.
    Prefiro ouvir Adele do que certos artistas “enlatados” que lançam músicas meramente comerciais, pobres em criatividade e valor artístico e de sucesso efêmero.

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