NECRONAUTA: novidade para cena de HQ nacional

Álbum traz mais histórias de Necronauta, personagem que leva mortos ao além.
Obra é o primeiro trabalho de Danilo Beyruth após o premiado “Bando de Dois”.
Autor lançou “Necronauta – O Almanaque dos Mortos” dia 24/ de setembro, em São Paulo.
A repercussão obtida pelo álbum “Bando de Dois” agregou um previsível destaque ao trabalho seguinte de Danilo Beyruth,  “Necronauta – O Almanaque dos Mortos” (Zarabatana Books, 112 págs., R$ 36), que tem lançamento neste sábado à tarde em São Paulo.

Não é por menos. Lançado em 2010, “Bando de Dois” foi o principal destaque do HQMix deste ano, com três troféus. Também foi selecionado pelo governo para ir às escolas.

O caminho natural seria comparar uma obra à outra. Mas seria também um equívoco. Trata-se de histórias diferentes, com propostas diferentes.

A comparação mais precisa é com o volume anterior do personagem, lançado em dezembro de 2009 pela editora HQM. Quem gostou do primeiro vai gostar deste também.

Necronauta é um personagem secundário em suas próprias histórias. Ele está lá para cumprir a mórbida tarefa de conduzir ao além mortos que tenham algum tipo de pendência.

As tramas são narradas na forma de contos. Bem escritos, como no volume anterior, realçam distintas facetas da vida das pessoas em questão.

Os temas ecléticos passam por um amor deixado para trás, um estado comatório, a perda da fama e um inusitado caso de bullying feito por fantasmas.

O álbum traz sete histórias, uma em duas partes. À exceção de um dos textos, escrito por Hector Lima, todos os demais tem assinatura de Beyruth, que faz a arte também.

Assim como “Bando de Dois”, Necronauta vai na contramão do que o mercado editorial brasileiro tem pautado. Em vez de realismo, ficção. 

Mais: no país onde os super-heróis nacionais sempre ficaram à margem, Beyruth vai e impõe como personagem-título justamente um ser fantasiado, com poderes.

Atitude corajosa, tem ajudado a singularizar a produção do autor. Aliada, claro, aos roteiros bem amarrados e aos desenhos, sempre impressionantes. É autor em franco crescimento.

Crescimento que a Zarabatana Books soube destacar, incluindo os prêmios do autor na contracapa da obra. Quem perdeu foi a HQM, que não soube segurar Beyruth.

Fonte: http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/

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