Black Eyed Peas encerra noite do primeiro dia do SWU


Mais organizado, SWU 2011 abriu ontem (12/11/11) com rap, sol e Neil Young

Snoop Dogg

Fábio Santos
Osmar Portilho
Renato Beolchi
Direto de Paulínia

De casa nova, a segunda edição do SWU deixou a cidade de Itu e partiu para Paulínia, também no interior de São Paulo. Neste sábado, o Parque Brasil 500 deu o pontapé inicial no festival em dia marcado pelo intenso sol, muito rap e a aparição de Neil Young. De acordo com os organizadores, o primeiro dia de shows reuniu 60 mil pessoas.

Sol
Horas antes da abertura dos portões – que inicialmente aconteceria às 12h, mas só teve a entrada liberada mais de uma hora depois -, o sol intenso castigou Paulínia. O atraso da abertura do portões ainda prejudicou quem estava na fila sem abrigo do sol e aguardou mais de uma hora. Muitos reclamaram da falta de água e da desorganização na liberação do acesso.

Rap em alta
Gênero principal do dia de abertura do SWU, rap reuniu seus principais fãs e entregou shows Odd Future, Kanye West e Snoop Dog. Entre os representantes brasileiros, Emicida e Marcelo D2 deram conta do recado nos palcos principais lidando bem com um público bem maior que o seu usual. No New Stage fica o destaque com o coletivo Odd Future, liderado pelo performático Tyler, the Creator. Com seu rap agressivo e cheio de energia, o grupo arrastou boa parte do público para o palco menor e entregou a apresentação que seus fãs esperavam.

Entre os shows principais, que se dividiram nos palcos Energia e Consciência, Snoop Dogg foi o grande destaque. Entre o show “artificial” de Kanye West e a apresentação pra lá de conhecida no Brasil do Black Eyed Peas, o rapper foi bem correspondido pelos fãs do gênero, conduziu a plateia como verdadeiro mestre de cerimônias e mostrou que hip-hop bem feito com uma banda competente, carisma de belas dançarinas.

Fórum da Sustentabilidade
Mais visível do que na edição de 2010, quando ficou em segundo plano, o Fórum da Sustentabilidade mostrou que deve ganhar cada vez mais espaço na história do SWU. Logo na abertura deste primeiro dia de debates sobre meio ambiente, o canadense Neil Young foi o grande nome. No dia em que completou 66 anos, Young veio para falar, não para cantar, mas deu uma palhinha ao cantar Happy Birthday To Earth ao lado da Orquestra Juvenil do Programa Guri da cidade de Pirassununga que minutos antes havia homenageado o músico com uma série de clássicos do rock incluindo seu sucesso Hey Hey, My My (Into The Black).

O que funcionou

Trânsito e estacionamento – Ao contrário da edição 2010, em Itu – com o acesso apertado da Fazenda Maeda -, o Parque Brasil 500 possui entradas mais bem sinalizadas e mais organizadas. O estacionamento oficial também está numa distância mais próxima do local de shows em relação ao ano passado.

Palcos – Em 2010, os palcos lado a lado e a presença da pista VIP acabaram gerando muitas críticas. De formato novo, em 2011 os palcos ficaram frente a frente, obrigando a circulação do público entre as atrações. Com a área VIP na lateral, fãs de carteirinha dos artistas puderam grudar na grade e o clima das apresentações melhorou.

Pontualidade – Ponto sempre crucial em festivais grandes, a pontualidade foi respeitada no primeiro dia de SWU. Ps shows seguiram seu cronograma normalmente sem deixar o público esperando em vão. Nos New Stage, os atrasos de 10 ou 15 minutos não prejudicaram o espetáculo.

O que não funcionou

Lixo – Em alguns pontos do festival, principalmente nas áreas próximas das praças de alimentação, a coleta de lixo ficou aquém da demanda. Mesmo com a presença de muito latões de lixo, os restos de comida e copos descartáveis deixados sobre as mesas se empilhavam sem nenhum sinal de funcionário de limpeza na praça de alimentação vegetariana.

Distâncias – Dentro do festival, o caminho a ser percorrido entre as quatro áreas – palcos Cosciência, Energia, New Stage e Tenda Eletrônica – são maiores, principalmente sob o forte sol. No palco New Stage, a reclamação principal ficou por conta da Tenda Eletrônica, cujo alto som vazava para o público do palco menor.

Palcos – O formato dos palcos um em frente ao outro funcionou melhor, mas a estrutura deles prejudicou a visibilidade em áreas mais afastadas da pista. Em 2010, o terreno em declive ajudou.

Banheiros – Mesmo durante os shows, as filas dos banheiro ficaram impraticáveis. Aos impacientes restou urinar nas próprias paredes em torno dos sanitários. Mesmo avisados por seguranças, assim que a fiscalização baixava, eles retornavam ao local.

Asfalto – O asfalto colocado na pista dos palcos principais só intensificou o calor. Se por um lado a presença do pavimento contribuiria no caso de chuva, evitando um lamaçal, por outro o piso catalisou o calor do sol. À noite, após horas de banho de cerveja, ficou grudento.
Fonte: http://www.terra.com.br

 

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