Oficinas (grátis) de Férias no Museu Carlos Costa Pinto

O Museu Carlos Costa Pinto realizará a 4ª edição das Oficinas de Férias no mês de janeiro de 2012. Serão nos dias 19, 25 e 26 de janeiro, das 15 às 16:30 horas. Contamos com a sua presença!!!

As inscrições podem ser realizadas pelo telefone
(71) 3336-6081 (ramal 5), das 14:30 às 18:30 horas,
de segunda a sexta.
Atividade gratuita realizada pelo Setor Educativo do Museu.

O melhor filme do ano, segundo a Associação de Críticos de Cinema dos EUA

Cena de "Melancolia", eleito o melhor longa pela associação de críticos dos EUA

A Associação de Críticos de Cinema dos Estados Unidos elegeu “Melancolia”, de Lars von Trier, o melhor filme do ano.

A protagonista do longa, Kirsten Dunst, também foi eleita melhor atriz. Na categoria ator, ficou em primeiro Brad Pitt, por sua performance no filme “O Homem que Mudou o Jogo” e “Árvore da Vida”.

A atriz Jessica Chastain, nome em ascensão em Hollywood, foi considerada a melhor atriz coadjuvante nos filmes “Árvore da Vida”, “O Abrigo” e “Histórias Cruzadas”. Já Albert Brooks foi o melhor ator coadjuvante por “Drive”.

Terrence Malick levou o prêmio de direção por “Árvore da Vida”.

Veja abaixo a lista completa.

Ator

1. Brad Pitt (“O Homem que Mudou o Jogo”, “Árvore da Vida”)

2. Gary Oldman (“O Espião que Sabia Demais”)

3. Jean Dujardin (“The Artist”)

Atriz

1. Kirsten Dunst (“Melancolia”)

2. Yun Jung-hee (“Poetry”)

3. Meryl Streep (“A Dama de Ferro”)

Ator coadjuvante

1. Albert Brooks (“Drive”)

2. Christopher Plummer (“Beginners”)

3. Patton Oswalt (“Jovens Adultos”)

Atriz coadjuvante

1. Jessica Chastain (“Árvore da Vida”, “O Abrigo”, “Histórias Cruzadas”)

2. Jeannie Berlin (“Margaret”)

3. Shailene Woodley (“Os Descendentes”)

Filme

1. “Melancolia” (Lars von Trier)

2. “Árvore da Vida” (Terrence Malick)

3. “A Separation” (Asghar Farhadi)

Diretor

1. Terrence Malick (“Árvore da Vida”)

2. Martin Scorsese (“A Invenção de Hugo Cabret”)

3. Lars von Trier (“Melancolia”)

Não-ficção

1. “Cave of Forgotten Dreams” (Werner Herzog)

2. “The Interrupters” (Steve James)

3. “Into the Abyss” (Werner Herzog)

Roteiro

1. “A Separation” (Asghar Farhadi)

2. “O Homem que Mudou o Jogo” (Steven Zaillian, Aaron Sorkin)

3. “Meia-Noite em Paris” (Woody Allen)

Filme estrangeiro

1. “A Separation” (Asghar Farhadi)

2. “Mysteries of Lisbon” (Raoul Ruiz)

3. “O Porto” (Aki Kaurismäki)

Fotografia

1. “Árvore da Vida” (Emmanuel Lubezki)

2. “Melancolia” (Manuel Alberto Claro)

3. “A Invenção de Hugo Cabret” (Robert Richardson)

Fonte: Folha de São Paulo (8/1/2012)

Material inédito sobre Elis Regina

A cantora Elis Regina, que está tendo discos seus relançados (Folhapress)

O baú de Elis Regina não tem fundo. Para marcar os 30 anos da morte da cantora, em 19 de janeiro, dois de seus álbuns ganham reedições ampliadas, com mais do que o dobro das faixas que havia nas versões originais em LP.

Gravado ao vivo em abril de 1978, no teatro Ginástico (Rio), “Transversal do Tempo” registra o show do álbum “Elis” (1977) –o da canção “Romaria”. Foi lançado no mesmo ano em LP simples, incluindo apenas 12 canções.

A nova versão, organizada pelo pesquisador Rodrigo Faour e mixada por João Marcello Bôscoli, filho mais velho de Elis, traz o roteiro completo do espetáculo, em dois atos, somando 25 números.

Estarão lá temas inéditos na voz dela, como “Amor à Natureza” (Paulinho da Viola), “Esta Tarde Vi Llover” (do mexicano Armando Manzanero), “Maravilha” (parceria obscura da dupla Francis Hime e Chico Buarque) e “Gente” (Caetano Veloso). Deve chegar às lojas no segundo semestre em CD duplo.

Também gravado ao vivo, “Montreux Jazz Festival” registra a participação da cantora no festival suíço, em 1979. Elis fez dois shows naquele dia. Um à tarde, em que fez uma ótima performance, e outro à noite, já cansada.

Lançado meses depois de sua morte, o LP de 1982 trazia só nove faixas, retiradas quase sempre da matinê.

Marcelo Fróes, pesquisador responsável pela nova edição, reuniu todos os números apresentados por Elis naquele dia. Serão dois CDs –um com a apresentação da tarde, outro com a da noite.

Ainda que algumas canções se repitam nos dois discos, é interessante ouvir Elis variando entre seu “bom momento” e seu “mau momento”. E ouvir versões nunca antes lançadas de “Triste” (Tom Jobim) e “Corrida de Jangada” (Edu Lobo e Capinan).

Em sua versão completa, o disco de Montreux ganhou outro nome: “Um Dia”.

Fróes lembra que as duas apresentações de Montreux foram registradas também em imagem. E já trabalha a ideia de, em breve, lançar a versão completa em DVD.

Em 19 de janeiro de 1992, quando se completavam dez anos de morte de Elis, reportagens sobre a efeméride lançavam a pergunta: como o Brasil pôde se esquecer tão rapidamente daquela que tantas vezes foi considerada sua maior cantora?

Duas décadas se passaram, e o quadro se reverteu. Ao lado de Gal Costa e Nara Leão, Elis é, de novo, a cantora que mais influencia novas gerações de vozes femininas.

Muito dessa volta se deve à aparição, há uma década, de Maria Rita. A filha apresentou a mãe à juventude que ainda não a conhecia.

“Não conheço outro caso assim: um gênio vocal gerar uma filha que seja reconhecidamente uma das cantoras mais importantes de sua geração”, diz João Marcello Bôscoli. “Nenhum plano de marketing seria capaz de promovê-las de maneira tão intensa e verdadeira.”

E Maria Rita, agora, trabalha nessa promoção diretamente. Em 17 de março, data em que Elis completaria 67 anos de vida, a filha sobe ao palco do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, para estrear temporada em que interpretará o repertório da mãe.

O show, que segue depois para Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio e Recife, em datas ainda não confirmadas, faz parte do projeto “Viva Elis”, encabeçado por Bôscoli, que inclui ainda uma exposição itinerante.

A abertura está marcada para o dia 14 de abril, no Centro Cultural São Paulo, e vai reunir fotos da cantora, imagens de entrevistas, cenas de shows e especiais de TV, ingressos e pôsteres, objetos pessoais, roupas, documentos e, é claro, sua música.

A Universal Music prepara uma caixa com a discografia de Elis na gravadora. Além dos álbuns de carreira, lançados entre 1965 e 1979, há ainda três CDs com material raro ou inédito (leia acima).

Mas ainda há muito material inédito de Elis no baú.

“A partir de nossa pesquisa de imagens, pretendemos lançar os especiais de TV gravados em Portugal, Alemanha e França”, diz Bôscoli.

Marcelo Fróes enumera mais possibilidades: “Já ouvi shows dela com a orquestra de Erlon Chaves, em 1970, e conheço pelo menos duas apresentações com Tom Jobim, em 1974, além de programas de rádio com o grupo de Luiz Loy, nos anos 1960”.

Parece certo: os próximos anos prometem uma Elis inesquecível.

Fonte: Folha de São Paulo (9/1/2012)