Games clássicos orientam alunos sobre dengue

Releituras de Mario Bros e Street Fighter orientam alunos sobre a doença.
Franca tem 52 infectados e se destaca no interior de SP, que vive epidemia.

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Um dos jogos é baseado no clássico jogo Super Mário Bros (Foto: Cléber da Silva Benedito/ Arquivo Pessoal)

O famoso encanador italiano Mário Bros está de volta às telas dos games, desta vez para uma missão bastante conhecida pelos brasileiros: combater a dengue. Percorrendo cinco fases que incluem destruir os criadoros do mosquito Aedes Aegypit, identificar os sintomas da doença e evitar a dengue hemorrágica, Mário enfrentará muitos recipientes com água parada para exterminar a epidemia.
Esse também é o objetivo da Prefeitura de Franca (SP), que desenvolveu o software e está utilizando nas aulas de informática das escolas públicas da cidade. Somada a outras medidas de prevenção, a iniciativa já apresenta resultados positivos: até esta sexta-feira (12), o município registrou 52 casos confirmados de dengue, número considerado pequeno, levando em consideração que cidades vizinhas, como Ribeirão Preto (SP) e Barretos (SP), têm 3,4 mil e 2,9 mil pessoas infectadas, respectivamente.

Batizado de “Agente Bros”, o jogo não é o único criado para conscientizar as crianças sobre os perigos da dengue. O diretor da Vigilância Epidemiológica, José Conrado Neto, diz que outros dois aplicativos são ainda mais disputados pelos estudantes. Em “Street Dengue” – que relembra a versão de “Street Fighter” da década de 1990 -, o avatar do jogador luta contra o Aedes aegypit, já no “Pac Dengue” é preciso percorrer o labirinto “comendo” as larvas e fugindo do mosquito.
“Crianças e adolescentes sempre vão gostar de games. Por isso, pensamos em criar algo atrativo para despertar o interesse dos jovens para o tema. O objetivo é fazer com que os alunos sejam agentes multiplicadores da informação”, explica Conrado Neto.
Durante as aulas, os estudantes também recebem orientações dos agentes sobre como evitar os criadouros do mosquito e como proceder ao identificar os primeiros sintomas da doença. “Precisamos inovar para que os menores tenham interesse em ajudar e a aceitação nas escolas está sendo muito grande”, afirma o diretor da Vigilância.

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Alunos podem aprender jogando o ‘Street Dengue’
(Foto: Cléber da Silva Benedito/ Arquivo Pessoal)

Outras ações
Conrado Neto explica que, além dos jogos virtuais, a Vigilância investe em outras ações para chamar a atenção das crianças para o tema. Segundo o diretor, os filhos têm muita influência sobre as decisões dos pais.
“Já fizemos uma cidade virtual para que o avatar do aluno identificasse e eliminasse os criadouros, fizemos gibis com histórias em quadrinho. Estamos sempre presentes nas escolas porque formando a criança, teremos um adulto consciente.”
Mas as iniciativas não são voltadas apenas para o público infantil. Em 2012, quando apenas três casos positivos de dengue foram registrados em Franca, os moradores cadastrados previamente pela Vigilância Epidemiológica participavam da promoção “Visita Premiada”.

Fonte: G1

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