‘Estive hoje em um campo de concentração nazista’

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Ignore 60 mil mortos. Ignore dezenas de milhares de brasileiros torturados e violentados. Por quase todo o século 20, em Barbacena (MG), o maior hospício do Brasil foi o endereço de crimes de lesa-humanidade. Imprescritíveis por lei, mas facilmente apagados da memória.
“Estive hoje em um campo de concentração nazista”, disse o psiquiatra italiano Franco Basaglia ao visitar o manicômio conhecido como Colônia, em 1979. Quase duas décadas antes, a revista “O Cruzeiro” publicou a reportagem “Sucursal do Inferno”, com as fotos de Luiz Alfredo. “Aquilo é um assassinato em massa”, contou o fotógrafo.

Em 2011, a jornalista Daniela Arbex publicou uma série de reportagens na “Tribuna de Minas”, jornal de Juiz de Fora, sobre o hospital psiquiátrico. O trabalho foi premiado com o Esso de Jornalismo. “Holocausto Brasileiro” é o resultado da investigação sobre esse período esquecido.

“É uma história desconhecida para muitos mineiros”, disse Arbex em entrevista à Livraria da Folha. “Minha geração não sabia nada desta história. Mais tarde, eu descobri que o Brasil não sabia nada desta história”.
Na internet, a autora foi acusada de sensacionalista por usar a palavra “holocausto” no título do livro. O emprego do termo não diminui o sofrimento provocado por Hitler. As mortes causadas pelo Terceiro Reich foram mais numerosas e em menos tempo. Porém, observe as fotos da Colônia e esqueça que foram tiradas em Minas Gerais. Salvo o tipo físico predominante, as imagens são as mesmas de um campo de concentração.

Sílvio Savat fotografado em 1979 com o corpo coberto de moscas e usando vestido na Colônia; imagem de "Holocausto Brasileiro"

Sílvio Savat fotografado em 1979 com o corpo coberto de moscas e usando vestido na Colônia; imagem de “Holocausto Brasileiro”

Existem outras semelhanças com os métodos nazistas. O higienismo social e a eugenia. Epilépticos, dissidentes políticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, tímidos e negros formavam a maior parte dos internos. Mais da metade dos pacientes não tinha histórico de doença mental.

A tortura –e não o tratamento– era realizada como em uma linha de montagem de fábrica. Os eletrochoques, por exemplo, eram tão frequentes que chegavam a derrubar a rede elétrica do município. “Na Colônia, o eletrochoque nunca teve finalidade terapêutica”, contou. “Eram feitos de cobaia mesmo”. Abaixo, ouça um trecho da entrevista.

RESUMO
Livro: “Holocausto Brasileiro”
Autor: Daniela Arbex
Editora: Geração Editorial
Páginas: 272
Quanto: R$ 33,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Fonte: Folha de São Paulo

DC Comics celebra os 75 anos de Superman

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A DC Comics mostrou o novo logo criado para celebrar os 75 anos do Superman. A imagem será usada pela Warner Bros. (empresa que é dona da editora do Homem de Aço), numa grande variedade de mídias e produtos, incluindo quadrinhos, filmes, brinquedos e videogames.
Zack Snyder, o diretor de Man of Steel, está trabalhando num desenho animado de curta-metragem que é uma homenagem às várias versões do Superman, tanto nos quadrinhos, quanto no cinema. O projeto conta com a assistência de Bruce Timm, Mike Carlin e Geoff Johns.
Além disso, a DC Comics revelou um novo logo para a revista Superman Unchained # 1, de Scott Snyder e Jim Lee, que remete ao visual original do personagem, quando estreou na década de 1930.
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Fonte: Universo HQ

Craques do Futebol Brasileiro são destaques em exposição de humor

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Em clima de Copa das Confederações a Ação Cultural Oficina HQ apresenta a exposição coletiva “Ícones POP do Futebol – I”, uma homenagem divertida aos craques brasileiros e aos países que participam da Copa das Confederações, de 13 a 29 de junho, no 1º piso do Shopping Piedade (Salvador-BA).

Pelé, Neymar, Garrincha, Ronaldo Fenômeno e muitos outros craques estão na mostra que reúne 38 trabalhos gráficos de várias partes do Brasil. Foram lembrados também alguns jogadores de países que participam da Copa das Confederações.

A exposição coletiva é formada pelos artistas gráficos: ABEL MARCELINO(BA), ADALFAN(BH), AMAURI(BA), BIRA DANTAS(SP), CAÓ(BA), CARRIERO(SP), DAVI SALES(PB), ELTON CARLOS(BA), ENIO SALDANHA(BA), JAMILE COELHO(BA), LARSON JOVIC(SC), OLEGÁRIO(BA), CLEBSON SOUZA(BA), ALESSANDRO TRINDADE(BA), MARCHINI(SP), MHARI CONCEIÇÃO(BA), OLIVER QUINTO(SP), ROBERTO TADEU(BA), VANESSA RIBEIRO(BA) e WILTON BERNARDO(BA).

A curadoria foi feita pelo artista plástico Wilton Bernardo, coordenador da Ação Cultural Oficina HQ (www.oficinahq.com).

O que: Exposição coletiva Ícones POP do Futebol – I
Local: Shopping Piedade – R. Junqueira Ayres, 165 Barris. Salvador – BA
Visitação: 10 a 29 de junho
Informações: (71) 8807-4331(Oi) | (71)9305-9093(Tim) – Wilton Bernardo

‘Faroeste caboclo’ atrai 540 mil pessoas na semana de estreia

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O filme “Faroeste caboclo”, baseado no hit da Legião Urbana, atraiu um público de 540.827 espectadores em sua primeira semana em cartaz, informa nesta segunda-feira (3) a assessoria de imprensa da produção. O longa entrou em cartaz oficialmente na última quinta-feira (30/5), mas ao G1 a assessoria diz que o número inclui também as sessões de pré-estreia realizadas na véspera.

Dirigido por René Sampaio e estrelado por Fabrício Boliveira e Isis Valverde, o longa está em cartaz em 462 salas. A trama é inspirada no hit homônimo contado por Renato Russo (1960-1996), que conta a história de João de Santo Cristo, jovem que sai do sertão da Bahia e muda para Brasília, onde vira traficante de drogas e se apaixona por Maria Lúcia. Outros personagens marcantes da letra são o vilão Jeremias e Pablo, descrito como “peruano que vivia na Bolívia”.

Na versão para as telas, Boliveira e Isis se encarregam do par central, enquanto Felipe Abib interpreta o rival Jeremias. Antonio Calloni, Cesar Troncoso e Marcos Paulo também integram o elenco.

‘Somos tão jovens’
“Faroeste caboclo” não é o único filme atualmente em cartaz que tem relação com o líder da Legião Urbana. “Somos tão jovens”, cinebiografia de Renato Russo dirigida por Antônio Carlos da Fontoura e estrelada por Thiago Mendonça (“2 filhos de Francisco”) estreou em 3 de maio. Para efeito de comparação, o longa foi visto por mais de 470 mil pessoas em seu primeiro fim de semana de exibição.
De acordo com a assessoria de imprensa da Imagem Filmes, “Somos tão jovens” atingiu, àquela altura, a marca de filme brasileiro mais assistido de 2013 em sua semana de lançamento. O filme estava em cartaz em 560 salas.
“Somos tão jovens” retrata a juventude do líder do Legião Urbana, dos 16 aos 22 anos, em Brasília no final dos anos 1970 e início dos 80. A formação de sua primeira banda (o Aborto Elétrico), suas descobertas sentimentais e sexuais e sua trajetória musical até o primeiro convite para tocar no Rio de Janeiro, já com o Legião, são retratadas no filme.

Fonte: G1

‘Façam quadrinhos’, diz autora de HQ que baseou filme vencedor de Cannes

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A francesa Julie Maroh, autora da história em quadrinhos que inspirou o filme “La vie d’Adele”, publicou, sem seu site oficial, uma mensagem sobre a Palma de Ouro concedida ao filme no festival de Cannes no domingo (26). Julie escreveu e desenhou em 2010 a HQ “Le bleu est une couleur chaude”, sobre o amor entre duas mulheres.
“Obrigada a todos por suas mensagens de hoje. Eu não tenho palavras para descrever a magnitude do que passei por algumas horas. Eu sei que muitos estão à espera de um comentário meu sobre o filme. Eu já vi duas vezes. Vou comentar mais tarde (…). Mas obrigada novamente. Façam história em quadrinhos, é legal”, recomendou Julie.
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“Clementine é uma estudante nova que parece ‘normal’ o suficiente: ela tem amigos, família, e até um namorado. Mas ela não consegue retribuir os sentimentos dele por ela, então termina o namoro. Quando sua melhor amiga a leva para um bar gay, ela fica atraída por Emma, uma garota com visual punk, confiante, com cabelo azul. O evento leva Clementine a descobrir novos aspectos dela, passionais e trágicos”, diz o texto de divulgação da edição em inglês do quadrinho.
Assim como a história em quadrinhos, o filme narra o despertar sexual e a paixão lésbica de uma adolescente por uma jovem de cabelos azuis. O filme ganhou o título em inglês de “Blue is the warmest colour”. Julie Maroh é creditada como roteirista do longa.
O prêmio ao filme sobre paixão lésbica foi concedido no mesmo dia de um novo evento em Paris organizado por opositores ao casamento gay, recém-autorizado na França.
O filme tem as cenas sexuais mais gráficas e apaixonadas entre duas mulheres já vistas em Cannes, de acordo com a agência de notícias France Presse.
“La vie d’Adele” usa recorrentes imagens em close-up dos lábios da atriz Adele Exarchopoulos, seja dormindo, comendo ou beijando sua parceira, interpretada por Lea Seydoux, numa técnica que cria uma ligação entre o espectador e a personagem.
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Kechiche disse, após a exibição do filme em Cannes, que não teve medo de retratar o amor entre duas mulheres, mas o que impactou e conquistou a crítica foi o retrato psicológico e emocional das protagonistas. Rodado em Lille, norte da França, o drama já teve os direitos vendidos para um distribuidor americano, apesar das três horas de duração.

O filme ainda não tem data para estrear no Brasil.

Fonte: G1