Por quê se inscrever numa Oficina de Quadrinhos?

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“Um jovem com talento para fazer quadrinhos poderia se interessar em aprimorar um dom que possui até se sentir seguro e preparado para galgar uma oportunidade no competitivo mercado norte-americano. Quem sabe, pode conseguir desenhar para uma editora como Marvel, DC Comics e ganhar em dólar!”, poderia ser a resposta mais óbvia, certo?

Talvez eu mesmo tenha tido uma resposta parecida com a descrita acima, quando eu estava divulgando a primeira oficina de quadrinhos que ministraria, em setembro de 2003, exatamente 12 anos atrás.

A verdade é que a resposta que inicia este artigo está longe de esgotar o público tão diverso que minha Oficina de Quadrinhos atinge. Inclusive esta é uma das coisas mais interessantes da Oficina de Quadrinhos: o público tão diverso que atrai.

Profissionais de EAD para implementar a comunicação com os alunos inscritos no curso gerido pela empresa em que trabalham; uma pessoa aposentada precisando exercitar o punho com tempo livre; uma professora que gostaria de entender melhor a ferramenta das histórias em quadrinhos para realizar aulas mais interessantes; artistas plásticos que desejam dominar esta expressão. Jornalistas que desejam dominar e utilizar os quadrinhos como mais um suporte para o jornalismo. Acreditem. Todas as razões acima foram motivos que trouxeram dezenas de alunos para as diversas edições de oficina de quadrinhos, e eu poderia citar uma porção de outras razões.

Por isso, eu sempre digo às turmas que uma das melhores coisas que elas ganham ao participar da oficina é justamente uma turma de colegas (quem sabe futuros amigos) diversa, e por isso interessantíssima. Estimulo que aproveitem os contatos. Aquele é um legado fantástico para todos. Arquitetos, advogados, músicos, publicitários, psicólogos, professores, artistas plásticos, jornalistas. Reunir essas pessoas e poder dialogar com elas faz o conteúdo, as discussões e o convívio durante as 25h serem interessantíssimas. E ao final de cada aula, todos desejam fazer o ponteiro parar. O primeiro a desejar isso, com toda certeza sou eu.

:: Wilton Bernardo
Gestor da Oficina HQ – Ação Cultural