Em livro “Dias pela Estrada”, jornalista retrata cenas de uma volta ao mundo


Em livro “Dias pela Estrada”, jornalista retrata cenas de uma volta ao mundo

Obra será lançada em Salvador e traz contos de viagem que percorreu 23 países

O livro “Dias pela Estrada” surge das inquietações do jornalista Guilherme Soares Dias, que em 2016 decidiu tirar um período sabático e viajar. Percorreu 23 países nos cinco continentes e tentou fugir da escrita, mas foi provocado por ela. O resultado são crônicas passionais, poesias do cotidiano e contos dos caminhos.

A obra será lançada em Salvador em 30 de janeiro, das 18h30 às 21h30 na Katuka Africanidades, Praça da Sé, 1, Pelourinho. Ao todo, são 42 textos de um livro que não foi projetado. Na obra, o autor troca os leads informativos da sua profissão por narrativas autorais. Retrata cenas e sentimentos de um mundo em volta. A ruptura do não escrever provoca a liberdade de falar de si e de tudo. Há sensibilidade, beleza. Há humor.

Negro, durante a viagem que durou nove meses, Guilherme foi abordado por policiais nas ruas de Veneza e Jerusalém. Ele foi também revistado e bastante questionado em várias fronteiras por onde passou. Na Austrália, foi escolhido “aleatoriamente” para um teste anti-bomba. “Foi muito marcante isso na viagem. Encontrava poucos negros viajando e percebia o quanto minha presença era ‘diferente’ em alguns lugares. O livro é mais poético e não consegui digerir isso a ponto de escrever sobre o tema. No conto sobre Veneza, porém, cito um policial que volta para casa com seus preconceitos”, relata.

Os relatos farão parte do bate-papo “um corpo negro pelo mundo” que o autor vai realizar no dia do lançamento, questionando porque os negros viajam menos e listando lugares de cultura negra pelo mundo. A conversa será conduzida pelo criador da aceleradora Vale do Dendê, Paulo Rogério Nunes.

“Dias pela Estrada” é publicado pela editora Multifoco e foi lançado no Rio, São Paulo, Campo Grande e San Pedro de Atacama, no Chile, onde o escritor viveu. Apaixonado por Salvador, Guilherme passa uma temporada na cidade para vivenciar a cultura e efervescência da capital baiana. O livro é vendido por R$ 35 e pode ser adquirido também pelo site: http://editoramultifoco.com.br/loja/product/dias-pela-estrada/

O autor:

Guilherme Soares Dias é de Campo Grande (MS), graduou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e fez pós-graduação em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Trabalhou em jornais como O Estado de Mato Grosso do Sul, O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e é editor e fundador da revista digital Calle 2. Depois de nove meses viajando tornou-se nômade digital e, hoje, viaja, enquanto trabalha e escreve.

Guilherme Soares Dias
(11) 96667-6213

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A Bahia perde o cartunista Luís Augusto

Luís Augusto, autor do personagem de Quadrinhos Fala Menino, entre muitos outros, faleceu em 20/1/2018


E os fãs de quadrinhos da Bahia sofrem mais uma perda. Faleceu hoje (20) vítima de um enfarte , Luis Augusto, criador da tirinha Fala Menino.

Luís Augusto tinha 46 anos era formado em Arquitetura e Urbanismo, Luiz foi arte-educador em escolas da Bahia, trabalhou com ZIRALDO, fazendo histórias para a revista O Menino Maluquinho, da Editora Abril, e publicou no Jornal A Tarde (Bahia). Recebeu o reconhecimento e diversos prêmios ao longo de sua carreira como: – Troféu HQMix de melhor livro infanto-juvenil de 1997, Primeiro Prêmio Ibero-americano de Comunicação pelos Direitos da Infância e Adolescência – UNICEF, 1999 e o Troféu Bigorna de Melhor Cartunista do Brasil em 2008.

Seu trabalho abordava o universo infantil concentrado em tamáticas como as diferenças físicas ou sociais,de superação de limites, de inclusão e Responsabilidade social, tendo como personagem principal de seu universo de tiras Lucas “um garoto de dez anos bastante verdadeiro, amável, divertido e filosófico que adora brincar com seus amigos, desenhar tirinhas e, diferente da maioria das crianças de sua idade, ainda não sabe falar. Não, ele não é surdo e os médicos dizem que falará algum dia mas, até lá, Lucas fala com o coração. Sempre!”

É difícil de acreditar. Uma perda irreparável. Conheci o Luís pessoalmente antes de entrar na Faculdade de Artes, mas me aproximei mais, após criar o curso de Quadrinhos “Oficina HQ”. Não era uma amizade próxima de falar sempre e conversar sobre todas as coisas. Mas era um parceiro, era um dos portos-seguros. Era alguém que em se tratando de quadrinhos, eventos, realizações, apoio, eu sabia que poderia contar. E contei muitas vezes. Desejo sinceramente que siga em paz. Desejo também que sua obra seja cuidada para que muito mais pessoas tenham acesso e possam conhecer a sensibilidade do trabalho especial do grande batalhador criativo e original Luís AugustoWilton Bernardo, idealizador do Curso de Quadrinhos Oficina HQ

Confira um trecho da entrevista concedia por ele ao site OficinaHQ em 2011:

Oficina HQ: Todos sabem que você já lançou diversos livros do Fala Menino e outros personagens abordando o universo infantil. Você já tem uma estrada, uma identidade. Por isso, antes de falar dessa trajetória, eu gostaria que você falasse um pouco de como foi a sua busca pra trabalhar com quadrinhos antes de se “encontrar” com o Fala Menino.

Luis Augusto: “Eu mal tinha entrado na faculdade de Arquitetura da Ufba, qdo conheci o Ziraldo e apresentei a ele meu portifólio. Ele me chamou pra fazer parte da equipe da Zappin. Claro que fui. Coloquei a mochila nas costas e aluguei um quartinho no Rio. Fiquei 6 meses aprendendo a desenhar o menino da panela na cabeça, vendi roteiros mas acabei voltando para concluir meu curso aqui em Salvador. Não acreditava que houvesse espaço, mercado para quadrinhos e, de repente, meu destino na prancheta era mesmo desenhar projetos de casas ou coisas assim… Depois de idas e vindas, enquanto trabalhava como arte-educador em escolas de Salvador, ganhei uma menção honrosa num concurso de quadrinhos da Academia Brasileira de Artes, em São Paulo. Com esse estímulo, resolvi colocar a mochila nas costas e partir pros EUA. Fui aceito na Joe Kubert School of Cartooning and Graphic Arts, conheci muita gente lá. Conversei horas com o próprio Joe! Mas não tive como arcar com a anuidade do curso e do dormitório e acabei ficando um temponos States, fazendo freelas como ilustrador. Quem me deu a dica de criar uma comic strip foi o Neal Adams, quando viu trabalhos que eu fiz adaptando letras da MPB para meus alunos aqui em Salvador. Voltei ao Brasil e, no ano seguinte, surgiu o Lucas e o Fala Menino!”

Fonte: Site “noticias 075

Cantora lança seu primeiro single “SÓ VEM”


CONHEÇA NÊSSA, ARTISTA POP BAIANA

Cantora lança seu primeiro single “SÓ VEM” com videoclipe em Janeiro

A cantora Nêssa lançará no dia 5 de Janeiro (sexta feira) seu primeiro videoclipe do single “Só Vem”, de composição própria e produção musical de Markinhos Lima, dando assim início à sua carreira totalmente independente.

A música fala sobre flerte e o clima de paquera que acontece nas noites de balada. A canção mostra a característica eclética da cantora que mescla diversos estilos musicais, indo do reaggaton ao funk, tendo como resultado um ritmo bem dançante.

Nêssa (apelido que adotou como nome artístico) é a mais nova cantora pop do cenário musical baiano. Com 25 anos, Vanessa Ribeiro é uma designer e ilustradora nascida e criada em Salvador. Iniciou sua carreira musical em 2017 fazendo participações em bandas locais. Começou a compor suas próprias músicas e pretende lançar boa parte delas em 2018. Sua música de trabalho “Só Vem” já tem sido tocada na rádio Bahia FM desde dezembro de 2017.

OUÇA A MÚSICA AQUI:

a) Nêssa on Spotify http://s2.vc/8g71
b) Nêssa – Palco MP3 http://s2.vc/8jpv
c) Nêssa – Deezer http://s2.vc/8jpz
d) Youtube http://s2.vc/8jq1

Daniela ofertou um espetáculo no dia 1º janeiro para Salvador

Pela 19ª vez, Daniela Mercury realizou o projeto Por-do-Som no dia 1º de janeiro. Com os convidados “Balé Folclórico da Bahia” e o grupo percussivo “Quabales”, Daniela Mercury ofertou a cidade de Salvador um verdadeiro espetáculo, apresentando a cultura deste lugar. Foi como se ela dissesse: “Olha a beleza, a maravilha da cultura afro-brasileira a qual vocês pertencem. Se reconheçam, se apreciem, isso tudo é vocês”. Foi realmente lindo, e o público realmente foi tomado de surpresa, onde se percebia visivelmente as pessoas paralisadas, olhando toda aquela apresentação cênica.

Confira parte do show no vídeo abaixo:

:: Wilton Bernardo
Idealizador do Projeto de Oficinas de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com