Nosso segundo POST sobre o filme X-MEN First Class, que estréia amanhã!!!
Enquanto espera, leia sobre o encontro de 2 grandes personagesns da série:
QUANDO O CHARLES CONHECEU O ERIK

JAMES McAVOY interpretando Charles Xavier aos 24 anos
Ao escolher os atores para os personagens de Charles, um jovem brilhante estudante de genética de Oxford, o telepata mais poderoso do mundo, e de Erik, jovem que descobre em circunstâncias terríveis o seu poder de controlar o magnetismo, os produtores sabiam que era preciso escalar dois jovens atores que fossem aceitos pelo público nos papéis que já haviam sido de Patrick Stewart e Ian McKellen.
James McAvoy, que transita sem esforço entre papéis de filmes independentes como Desejo e Reparação e O Último Rei da Escócia, e grandes sucessos de bilheteria como As Crônicas de Nárnia:A Viagem do Peregrino da Alvorada e O Procurado, ficou com o papel de Charles.McAvoy encarou o desafio de interpretar o personagem em um momento de transformação em sua vida.Sua interpretação do Professor Xavier difere de maneiras importantes do Professor Xavier confiante e patriarcal da trilogia original.“Naqueles filmes”, explica McAvoy, “o Professor X não é vaidoso nem egoísta.Ele se concentra na humanidade, no resto do mundo, em ajudar pessoas.Quando o vemos neste filme, mais jovem, ele é egoísta, tem vaidade, e está um pouco perdido.”X-MEN:PRIMEIRA CLASSE é sobre Charles encontrando o seu propósito, e foi isso que me atraiu neste papel: ver quem Charles era então e explorar os motivos que o fazem ser quem ele é agora.Matthew Vaughn deixou muito claro no início que queria que eu e o Michael [Fassbender, interpretando Erik] interpretássemos os personagens. Ele não queria que interpretássemos Patrick Stewart ou Ian McKellen mais jovens.”
“Achei que o James tinha tudo que era preciso para o papel”, avalia Vaughn.“Nos filmes anteriores, Charles era o modelo de professor, tinha um ar de atitude Zen.O Charles mais jovem é um pouco mais divertido.Ele se movimenta bastante e se antecipa mais.Charles está preocupado consigo mesmo.Ele gosta do sucesso e tem orgulho do que faz.”Jane Goldman acrescenta:“O real desafio de se traçar o perfil do Charles foi localizar seus defeitos e fazer dele um personagem com profundidade.James McAvoy teve excelentes ideias sobre o personagem, porque compreende bem o Charles.”

MICHAEL FASSBENDER interpreta Erik Lensherr (adulto)
Quando conhecemos o Charles em X-MEN:PRIMEIRA CLASSE, os mutantes ainda não se revelaram para o mundo. Na verdade, o Charles não sabe ao certo se existem outros mutantes além dele mesmo e uma moça chamada Raven que foi sua amiga alguns anos antes.McAvoy completa: “Charles só sabe que é um homem capaz de ler mentes, e enquanto ele espera descobrir a existência de outros mutantes, ainda não encontrou seu caminho de liderança da raça mutante e busca da aceitação da humanidade.”
Charles descobre o propósito de seus incríveis poderes quando se conecta telepaticamente com outros mutantes no mundo todo.Ele consegue fazer isso com ajuda de um dispositivo que os fãs de X-Men já conhecem há muito tempo:o Cérebro, um capacete metálico de alta tecnologia que amplifica os seus poderes telepáticos.O Cérebro visto em X-MEN: PRIMEIRA CLASSE é um protótipo do dispositivo aperfeiçoado que Charles usa nos filmes dos X-Men ambientados na época atual. O Cérebro do jovem Charles da década de 60s é construído com tecnologia e equipamento da época, inclusive botões de ajuste, tubos de raios catódicos e antenas antigas.O designer de produção Chris Seagers refez o conceito do Cérebro dos filmes originais para que fosse, segundo ele mesmo, “uma estrutura muito simples com seu centro inspirado no desenho dos filmes posteriores, e a cúpula é baseada nas abóbadas dos muitos observatórios existentes no interior da Inglaterra.”
O Cérebro causa uma espécie de epifania no Charles.“Ele entende pela primeira vez que existem milhares se não milhões de mutantes no mundo, e isso faz sentir-se humilde”, diz McAvoy.“É o catalisador da sua missão e seu propósito na vida:encontrar outros mutantes e ajudá-los.”
Charles já se viu envolvido em um princípio de guerra entre os EUA e a União Soviética, então ele salva a vida de um mutante dotado de incríveis poderes e um passado atormentado que já pôs o mutante Erik Lehnsherr em rota de violento conflito com o Charles.Mas, por enquanto, eles são amigos e têm muitas afinidades.“É a primeira vez em suas vidas que eles encontram alguém igual, alguém que compreende e pode ajudar”, explica McAvoy.“Charles fica fascinado com o potencial do Erik.”

Charles Xavier
Na verdade, Charles é a primeira pessoa com quem Erik consegue se relacionar.Michael Fassbender, que interpreta Erik, observa:“Existe um vínculo muito forte entre o Charles e o Erik, e um respeito profundo.Mas, desde o início, suas ideologias entram em conflito.Erik tem muito medo dos novos elementos em sua vida e de se aproximar de alguém novamente.Ele se aproxima de Charles tanto quanto de qualquer outra pessoa.Queríamos fazer um traçado plausível a partir do ponto em que começa o desacordo devastador entre os dois.Quando Erik e Charles se desentendem, a plateia vai perceber que grandes realizações poderiam ter acontecido se eles tivessem unido forças para sempre.”
Erik também reluta em ajudar Charles em sua missão de salvar o mundo de si mesmo.Erik se pergunta: por que vale a pena salvar a humanidade?“Erik é muito maquiavélico, ele acredita que os fins justificam os meios”, explica Fassbender.“Ele não se importa com os humanos, eles os considera inferiores.”
As atitudes insensíveis de Erik com os humanos vêm da sua infância, muito diferente da vida de privilégios que o Charles teve.Erik teve que sobreviver sem pais, cresceu forçado a suportar dificuldades inimagináveis.X-MEN:PRIMEIRA CLASSE apresenta Erik em uma recriação da cena de abertura do primeiro filme, no campo de concentração de Auschwitz na década de 1940.Lá, o jovem Erik, horrorizado porque os nazistas o separam dos seus pais, revela seus poderes de mutante entortando os portões de metal do campo.X-MEN:PRIMEIRA CLASSE então dá prosseguimento à história a partir daquela cena com Erik, ainda jovem, sendo cobaia das experiências de um certo Dr.Schmidt, que está determinado a liberar e explorar completamente os poderes do Erik.“Matthew e eu sempre admiramos a força e o impacto da cena do campo de concentração do primeiro filme, ela realmente explica o personagem Erik”, diz a corroteirista Jane Goldman.“E o Matthew queria explorar o que acontece com o Erik depois disso.O que se vê faz a gente mudar de opinião sobre o Erik, passamos a vê-lo com outros olhos.”
Vinte anos depois, Erik cresceu e só tem uma missão na vida:encontrar e matar o Dr. Schmidt (que reaparece em circunstâncias muito diferentes).Erik é poderoso e está cheio de ódio e fúria, caça o Dr. Schmidt e os outros médicos nazistas que ele culpa por tê-lo transformado em uma espécie de monstro de Frankenstein.Mesmo quando Erik faz amizade com alguém pela primeira vez com o Charles, e é aceito pelos outros membros da equipe que depois vai se tornar os X-Men, ele nunca desiste da sua missão.“O Erik é inteiramente obcecado. Se o Charles ou qualquer outra pessoa se colocar no seu caminho, será considerado um inimigo pelo Erik”, diz Fassbender.
Vaughn já tinha visto Fassbender ganhar elogios da crítica por sua atuação em 300, Fome e Bastardos Inglórios, e depois do seu excelente desempenho nos testes de escolha do elenco, escolheu Fassbender para interpretar Erik.“O Michael dá ao Erik uma atitude interessante, e o Erik é muito elegante”, elogia o diretor.“O trabalho do Michael nesse filme lembra a interpretação de Sean Connery como o agente secreto 007.O Erik é como um super espião. Imagine o James Bond… com super poderes.”
Fassbender, que estava ansioso para encarnar o complexo personagem, revela que viu o script e o achou “muito bem elaborado…cada ação do filme tinha consequências verdadeiras.Não era só tiroteio.Havia muito mais coisas acontecendo em vários outros níveis do desenrolar da história, fiquei muito impressionado com isso.”Fassbender também observa que não se baseou nos filmes anteriores para desenvolver sua interpretação de Erik.“O material que eu usei foram os quadrinhos.A ideia era mesmo começar da estaca zero para apresentar um ponto de vista realmente novo sobre o material.”
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