MÓDULO 7 – Storyline

26/06/2020 | Chegamos no módulo 7 do Workshop Virtual de HQ!
Se você quer mesmo produzir uma narrativa em Quadrinhos, já deve ter criado alguns personagens, certo?

Então, agora é hora de trabalhar a construção da história! Mas por onde começar?
Comecemos pelo Storyline.

Storyline
O Storyline é a síntese da história que desenvolveremos. Uma espécie de resumo que você deve escrever em 5 linhas. Nele registrará os acontecimentos mais relevantes. Esta síntese será seu guia na hora de desenvolver o argumento, para depois preparar o roteiro. Ela te ajudará a dar o começo meio e fim à sua história, te auxiliando na elaboração dos diálogos (posteriormente, pois agora, nada de pensar em diálogos), sem perder a noção de “elaboração do problema”, “valorização do problema”, e “desfecho para o problema”.

Ao elaborar o seu storyline, não se prenda a detalhes. O “close” em determinada cena, a roupa do personagem, o que o personagem vai falar pra o outro, se é manhã, tarde ou noite, o que o personagem está pensando…. definitivamente nada de detalhes. Ainda não é desenvolvimento de roteiro.

Antes mesmo de escrever o storyline, você precisa ter uma idéia: o que vai acontecer de fato? O que justifica essa história mesmo? Existe uma mensagem a ser apresentada através dessa história? Se você vai desenvolver uma aventura, drama, ação, então, como será? Que trama ? que acontecimento? Com que fato você vai apresentar essa história?

Alguém morre?

Alguém nasce?

Alguém salva algo ou alguém?

Alguém descobre algo de muito importante?

Vai haver uma grande disputa? De quê? Entre quem? Quem vai vencer?

O que vai acontecer? E o que seu personagem tem a ver com esse acontecimento?

Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

MÓDULO 6 – Meu tema, minha pesquisa

22/06/2020 | MÓDULO 6 – Meu tema, minha pesquisa

Pessoal, o conteúdo anterior foi sobre criação de personagens. Pode ser que vocês tenham criado um ou mais personagens. E podem ter se perguntado “será que meu personagem é interessante?”, “será que ele atrairia a atenção de um leitor?”, “Será que é tão bom que pode de repente ser usado em várias linguagens?”.
É possível que você tenha feito alguma dessas perguntas. Na verdade eu torço para que você tenha feito alguma das perguntas. E gostaria muito de saber se acharam alguma das respostas.

Mas existe também uma outra possibilidade: Pode ser que você tenha pensado um personagem, definiu as características psicológicas citando uns 3 itens como por exemplo: inteligente, impaciente, amigável”. Pode ter feito apenas 1 desenho do personagem, ou não fez, mas tem a imagem na sua cabeça.

Então vou falar de 2 tópicos super importantes com perguntas:

1) Com quantos paus se faz uma canoa? Ou, quantos desenhos eu preciso fazer para ter um personagem coerente com minha ideia?
Primeiro, você só vai conseguir responder isso, se antes definiu seu objetivo para desenvolver esse personagem. Como assim? Desenvolver objetivo?
Vamos de exemplo?
[ Exemplo A ]
Personagem: Eu criei uma mulher de 50 anos, baiana, negra, gordinha, e com cabelo black power.
Mas por quê? O que você pretende com esse personagem? Eu pretendo abordar com humor o universo feminino, e questões como feminismo, preconceito, de forma leve, engraçada, mas colocando como protagonista um “tipo” que eu nunca vi numa história em quadrinhos. Também desejo contextualizar e explorar a cultura da Bahia e valorizar costumes visuais e os invisíveis, como por exemplo, a fala, a linguagem e a riqueza que vem das ruas.

[ Exemplo B]
Personagem: Eu criei um homem jovem, forte, que terá poderes, é um super herói.
Mas por quê? Eu desejo criar um super herói mas dentro de um contexto histórico. Quero pesquisar sobre o povo Romano e dentro daquele contexto criar um personagem que se destacava pelos seus feitos, suas lutas, sua força e sua honra.

2) Será que eu já tenho embasamento suficiente para definir o meu personagem e desenvolver a história que desejo transformar em Quadrinhos?

VAMOS TENTAR RESPONDER JUNTOS ESSAS DUAS PERGUNTAS ACIMA?

Vocês percebem que listei acima [Exemplo A e Exemplo B], ideias que tentam ser diferentes, tentam se diferenciar do que já foi feito por outras pessoas. Não precisa ser algo totalmente diferente. Basta ver que existem um montem de personagens em forma de animais em contexto engraçado; Existem muitos super heróis, e o fato de um ou dois existirem, não impede que existam outros. Mas é importante que te interesse. O assunto precisa te ganhar, caso contrário você vai fazer apenas para cumprir tabela. Mas você não precisa cumprir tabela, certo?

Outra coisa importante de ser observada: Ideia pode ser iniciada, sem pesquisa. Mas não se sustenta sem pesquisa. Sem pesquisa, você dificilmente sairá do Story line para o desenvolvimento da história. Calma. Se você está se perguntando “E o que é story line”, realmente ainda não expliquei. É nosso próximo conteúdo. Mas isso é fato, acredite: se o que você criou não te empolga o suficiente para te fazer pesquisar sobre o assunto, talvez você não esteja criando algo que realmente te interesse.
Criar um personagem, é praticamente inventar uma pessoa. Observe você. Você tem uma história, você tem todo um contexto, já estudou em diferentes lugares, já conheceu, teve diversas experiências físicas e emocionais. Algumas transformadoras. Talvez traumas, talvez segredos, vitórias, sonhos.
E seu personagem? Você pensou sobre um aspecto assim amplo para ele? E talvez a pesquisa te ajude não só a ser coerente, mas também a dar continuidade à criação. Afinal de contas, não somos uma enciclopédia nem somos o google.

Pense nisso!
O próximo conteúdo será sobre Story line. E depois dos outros 2 conteúdos (8 – recursos narrativos; 9 – história e roteiro), marcaremos uma videoconferência para falar sobre esses conteúdos e você apresentar seu personagem! Que tal?

Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

Oficina HQ: Raio X do Coringa

Raio X: 01
Personagem: Coringa
Data: 04/06/2020 (quinta-feira)

1 – Criador
2 – Data de Primeira aparição/ criação
3 – Características
4 – Curiosidade

1. Foi criado por Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane.

2. Apareceu pela primeira vez em Batman #1 (Abril de 1940).

3. O Coringa tem um perfil psicológico aterrorizante e totalmente fora dos padrões da normalidade. Ele é descrito como um psicótico, um vilão com uma aparência peculiar e assustadora. É um personagem que transmite todas as características de uma mente doente, é sádico, excêntrico e cruel.
O personagem não tem habilidades sobre-humanas, mas usa a sua inteligência para desenvolver misturas tóxicas e/ou letais. O personagem tem feito parte de algumas histórias que o definem em relação ás possibilidades extremas de maldade, como por exemplo o assassinato de Jason Todd (o segundo Robin sob a tutela de Batman) e a paralisia*** de um dos aliados de Batman, Barbara Gordon ( filha do Comissário Gordon é mais conhecida como a icônica Batgirl (1967-1988)).

4. De acordo com o plano inicial, o Coringa deveria ter morrido na sua primeira aparição, mas foi poupado por uma intervenção editorial, permitindo assim que o personagem fosse progredindo como o célebre arqui-inimigo do Batman.
*** A partir dos Os Novos 52, Barbara voltou a andar e a ser Batgirl.
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:: Wilton Bernardo

+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
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MÓDULO 3 – PRIMEIRA PARTE

MÓDULO 3 – primeira parte – Desenho X História

a) Onde está o desenhista na sociedade atual (2020)?
O que vocês me responderiam? Será que há espaço para o desenhista atuar profissionalmente nesta sociedade atual? Pare um pouco e tente responder para si, antes de continuar a leitura.

b) Nem tudo é beleza
Pessoal, eu tenho ministrado Oficinas de Quadrinhos há 17 anos. Foram muitas turmas, dezenas de alunos. E quer saber uma coisa que eu vi se repeti diversas vezes? A avaliação de diversos alunos em relação a seu próprio desenho no simples e raso quesito “beleza”. Não caia nessa armadilha de ficar avaliando seu desenho em relação a beleza. Até porque, provavelmente quando uma pessoa diz que o desenho é feio, é porque ela possivelmente tem uma referência de desenho bonito. Tendo ou não, se você quer desenvolver algum trabalho reconhecido como seu, sem que alguém necessariamente tenha que atrelar o seu trabalho a outra pessoa, então, você precisará desenvolver O SEU TRAÇO. E se esse traço não tem que se parecer com o de outra pessoa, não cobre de si, ter um traço como o de qualquer outra pessoa.
Se você quer desenvolver o seu traço, você não tem que se tornar outra pessoa, ou seja, não tem que tentar mudar seu traço completamente. Mas você pode sim, melhorar, evoluir. Eu posso te ajudar, se você me mostrar sua produção e quiser um feedback enquanto dura este workshop Virtual de HQ. Ser]ao 9 conteúdos, e estamos entrando no módulo 3, parte A.

c) O DESENHO em variados momentos da história

1 – Homem da Caverna:
Usavam as pinturas rupestres, e podemos obviamente falar em desenhos, como forma de se expressar e comunicar antes mesmo que se consolidasse uma linguagem verbal

2 – No Egito antigo:
O desenho, utilizado para decorar tumbas e templos, ganha status sagrado.
Uma grave condenação para alguém após a morte era ter raspados todos os desenhos e inscrições de sua tumba.

3 – No Renascimento:
O desenho ganha perspectivas e passa a retratar mais fielmente a realidade; surge um conhecimento mais aprofundado da anatomia humana e os desenhos ganham em realidade.

4 – Revolução industrial e História em Quadrinhos
Devido a Revolução Industrial surge uma nova modalidade de desenho voltado para a projeção de máquinas e equipamentos: o desenho industrial.
Em 1890, outro marco para o desenho: surge a primeira revista em quadrinhos semanal da história. No dia 17 de maio de 1890 foi lançada a Comic Cuts pelo magnata londrino Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe. Mas, outras fontes atribuem o feito a obras anteriores: uma destas obras seria o desenho chamado “Yellow Kid” publicada em 1897 por Richard Outcalt. No Brasil, as precursoras foram as tiras do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, publicadas em 1869, no jornal “Vida Fluminense” com o título de “As Aventuras de Nhô Quim”.

Considerações finais: O objetivo desse texto falar desses vários aspectos é chamar sua atenção para a ferramenta de comunicação e linguagem que você tem em mãos. Se você reduzir suas possibilidades a apenas “beleza”, pode desperdiçar a experimentação mágica de expressão. E para eu não ficar apenas no âmbito das ideias, sem dar nome aos bois, eu chamo sua atenção para obras como: Mafalda (autor: Quino), Persépolis (autora: Marjane Satrapi), Maus (autor: Art Spiegelman). Eu poderia citar muitos outros onde o desenho está longe do que alguém chama de “desenho bonito”, mas são trabalhos de altíssima qualidade e reconhecimento internacional.
Pense o seguinte: Se algum dos 3 autores citados acima resolvessem não produzir enquanto não tivessem um desenho maravilhoso, correriam o grande risco de nunca realizarem a produção incrível que fizeram. Pense nisso, e aguardo nossos dois próximos textos, que sairão amanhã e depois de amanhã para que no sábado, façamos a aula de CRIAÇÃO DE PERSONAGEM! Vocês querem a aula de criação de personagem através de uma LIVE no Instagram? Ou uma Videoconferência onde fica mais fácil todos interagirem?

Até a SEGUNDA PARTE do Módulo 3!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
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Projeto Cine Janela homenageia artistas

O Projeto Cine Janela, uma rede colaborativa pelo Brasil, projetou uma caricatura da Daniela Mercury, feita por mim. Fizeram uma homenagem aos artistas baianos no 2 de Julho, Centro de Salvador(BA)!
Fui contatado por Jamile Coelho que participa da rede colaborativa aqui em Salvador(BA) e claro que adorei a ideia.

Projeção, 08/05/2020, no bairro 2 de Julho, Centro de Salvador (BA).

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
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MÓDULO 2 – HQ x INTERNET: Como lucrar?

MÓDULO 2 – HQ x INTERNET: Como lucrar?

Pessoal,
Eu achei interessante fazer esse questionamento porque, muitas vezes as orientações ligadas às artes dificilmente abordam a parte financeira, o lucro. E se uma pessoa deseja fazer algo de forma profissional, se ela escolhe uma atividade artística (ou não artística) para seguir e atuar profissionalmente, ela precisa, dentro de uma sociedade capitalista como a nossa, ganhar dinheiro honestamente, como se faz com qualquer profissão.

E o interessante é que para falar da forma de ganhar dinheiro, proposta desse conteúdo, é importante conhecer um pouco mais sobre como você mais se sente confortável, como prefere trabalhar. Vejamos duas opções abaixo que respondem ao título deste conteúdo:

Como lucrar na internet com a minha produção de Histórias em Quadrinhos?

OPÇÃO A: Uma opção seria trabalhando para alguma editora ou empresa que te agencie. Antes do “boom” da internet, era mais comum o agenciamento, pelo menos no nincho de histórias em quadrinhos de super-heróis, o qual sempre teve um mercado consolidado e para o qual a velocidade de produção sempre foi necessária. O agenciamente acabou? Acredito que não, mas deve ter reduzido bastante, afinal, com a internet, nada é mais tão distante. Por outro lado, se você não domina por exemplo o inglês ou outra língua de onde seja seu contratante, pode ser arriscado, por exemplo, você tratar de contratos e questões burocráticas.
O fato é que sendo agenciado ou tratando diretamente com editoras – DC Comics, Marvel, Dark Horse entre tantas outras – esse pode ser um modelo de trabalho bem interessante para quem se sente à vontade em receber encomendas, orientações do que precisa ser feito, e possivelmente desenvolver roteiro, colorir ou desenhar personagens criados por outra pessoa.

OPÇÃO B: Mas se o seu prazer está em desenvolver suas próprias criações? Se você tem ideias para criar seus próprios personagens? Eu diria que a internet é tudo que você precisa. Seja para divulgar, seja para comercializar seu trabalho.
As redes sociais são as maiores promotoras de vendas da atualidade ou ferramentas para tal. Youtube, Instagram, Facebook, entre outras redes, dão conta da divulgação. Estruturas como marketplaces ou mesmo lojas virtuais pré-formatadas (onde você não precisa gastar com um programador a fim de construir do zero uma loja para você, lhe proporcionam baixo custo de investimento) ou vendas diretas por direct e whatsapp também são praticas comuns. Isso sem falar nas livrarias e estruturas específicas para vender ou permitir leitura de publicações (livros e quadrinhos) virtualmente. Vejam os exemplos abaixo:
a) http://www.clubedeautores.com.br: Nesta livraria virtual você pode inserir uma publicação, escolher em que formatos deseja comercializar (virtual ou impresso). Qualquer das duas formas, será de forma prática e sem custo inicial pois para o modelo impresso, o Clube de Autores trabalha com impressão sob demanda. Isso significa que você ao cadastrar sua publicação, já vai saber quanto custará a impressão unitária de cada exemplar. Isso te dá a possibilidade de planejar o valor da venda, já inserindo a sua margem de lucro. E se uma pessoa fizer a compra de 1 unidade, a Editora vai imprimir apenas esta única edição, efetuar a venda e lhe entregar seu lucro! Não é prático?
Além do Clube de Autores, há outros sites que funcionam da mesma forma.

b) http://www.socialcomics.com.br: Ela funciona, exatamente como o Netflix, através de streaming, onde os autores colocam seus conteúdo em quadrinhos na plataforma, e sua remuneração acontece de acordo com a procura sobre seu produto. Para ter acesso a tudo o cliente que deseja ler, vai precisar escolher um plano e pagar. Mas se você apernas fizer um cadastro, poderá entrar e terá acesso a alguns conteúdos sem que seja necessário, pagar.

A opção A pode ser fundida na B também. Digamos que você desenvolveu uma história em quadrinhos muito interessante e ao invés de simplesmente lançar-se como autor independente e se responsabilizar pela comercialização e divulgação deste trabalho, você resolve apresentar a uma editora. Se ela se interessa e lhe faz uma proposta interessante para ter o direito de comercializar? Pode surgir um acordo ou parceria que interesse a ambas as partes!

NUNCA ESQUEÇA DE 2 COISAS:
1) Se você criar um personagem, registre-o. Mais do que isso, nunca negue a autoria de um parceiro se você não criou sozinho. Isso pode lhe poupar trabalho e problemas desnecessários.
2) Não faça acertos comerciais, profissionais envolvendo criações, sem assinar um contrato. Isso também vai lhe evitar problemas futuros, pois quando algo dá certo, todo mundo quer ser dono e ter direito sobre o trabalho.

EXERCÍCIO 1 (do Módulo2):
Agora, você que se inscreveu no Workshop, eu gostaria de conhecer seu traço, seu jeito de desenhar. Por isso gostaria que fizesse 2 desenhos:
a) Um desenho com uma figura humana (pode ter cenário ou não e a figura humana pode estar como você desejar).
b) Um desenho apenas utilizando formas geométricas onde deve haver ou uma figura humana ou um animal, mas só de formas geométricas. O cenário é opcional. (Você poderá me mostrar por email (oficinahq2hotmail.com) ou pelo whatsapp. Te aguardo!

:: Wilton Bernardo
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Módulo 1 – TERCEIRA PARTE

Pessoal,
até chegarmos no MÓDULO 8 (o último) teremos oportunidade de fazer exercícios de criação, e o que sugiro? Vivencie cada momento de uma produção. É hora de criar o personagem? Então pesquise e crie o personagem…. não precisa querer escrever roteiro agora. Viva o momento que precisa ser vivido agora. A hora de escrever o roteiro vai chegar.

Então vamos lá! Para fazer uma História em Quadrinhos…
… é preciso realizar uma série de etapas, sozinho ou em equipe. Não basta pegar o lápis, caneta nanquim, papel e começar a desenhar.
Uma pessoa pode até produzir tudo sozinha, mas as editoras que geralmente precisam cumprir prazos, costumam contratar vários profissionais. Um ou mais, para determinada função. Veja abaixo quais são elas:

1 – Argumentista / Roteirista
Os argumentistas se responsabilizam pela ideia inicial, pela história. Podem ou não assumir o papel de roteirista, desenvolvendo a história com maiores detalhes e diálogos.

Dica: Adquira conhecimento sobre o assunto que deseja explorar. Se deseja escrever uma história com herói, bandido, aventura, ação, policial, assista filmes de ação, preste atenção nas cenas, na iluminação, nos movimentos dos personagens, angulações.
Se quer escrever uma história política, de crítica social, crítica de comportamento, preconceito, então leia jornais, assista programas jornalísticos e converse com quem você sabe que domina mais esses assuntos. Informe-se! Independente do assunto escolhido, antes de começar a desenhar, P-E-S-Q-U-I-S-E !!!!!!!! Nós não sabemos profundamente sobre todos os assuntos. Se não pesquisamos, escreveremos uma história sempre na superficialidade. A consequência disso, é que podemos não ser convincentes. Nenhuma história será boa sem ser convincente. Imagine que você inventou colocar um cientista na história. Você precisará pesquisar sobre algum cientista, sobre suas atividades, os assuntos que estão presentes no desenvolvimento de seu trabalho.

2 – Desenhista
Com o roteiro nas mãos, o desenhista cria a imagem. O desenhista pode criar e soltar a imaginação, mas deve obedecer a certas exigências que o roteirista ou editora pode fazer.
Por exemplo: O desenhista que faz histórias do Mickey recebe orientações para evitar desenha-lo de costas, pois este é seu pior ângulo. O Mickey de costas nos faz ver três bolas pretas.

3 – Letrista (Os Balões)
Com o desenho pronto é hora do letrista entrar em ação. O letrista aproveita os espaços deixados pelo desenhista para incluir os balões. Além disso ele também insere as onomatopeias. A tarefa do letrista pode ser antes ou depois da arte-final, dependendo do processo de finalização desenvolvido pelos artistas. Se o processo de finalização da história em quadrinhos for digital, por exemplo, provavelmente a inserção de letras e onomatopéias será mais adequada como última etapa.

4 – Arte-finalista (Arte-final)
Esta é a hora de dar o último toque aos desenhos. O arte-finalista reforça os contornos com traços de tinta nanquim, ora mais finos, ora mais grossos. Este é um dos momentos mais delicados na criação de um quadrinho. Em relação a colorização, a etapa de finalizar com caneta nanquim, pode também não ser a última. É preciso se estabelecer o processo de produção. Se o trabalho for totalmente manual, provavelmente o artista vai preferir colorir para depois finalizar com os toques de caneta nanquim. Porém o artista também pode não optar por utilizar caneta nanquim alguma.

5 – Colorista (A Cor)
Até aqui os desenhos e balões estão em preto & branco. Com canetas e tintas o colorista preenche os quadrinhos com cor preocupando-se em quebrar a monotonia, dar harmonia às páginas sem perder a atenção do leitor. As histórias podem ser pintadas à mão livre ou através do computador. Também pode ser uma opção, que a história em quadrinhos fique em preto e branco.
É importante ficar claro que no que diz respeito à produção artística, criação autoral, o artista não tem que seguir uma regra rígida sobre utilização de qualquer material.

Então a pergunta é: Quem define o formato? As regrinhas como o tipo de traço, número de páginas e outros detalhes cuja etapa faz parte da elaboração de uma HQ?
Se a produção é autoral, você está fazendo sua pesquisa para desenvolver sua história em quadrinhos, a decisão é sua.
Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
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Já assistiu DEATH NOTE?

Existe Mangá e Anime (45 episódios dublados. Todos os outros 44 episódios estão disponíveis no youtube).
Death Note (“Caderno da Morte”) é uma série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata.
A história centra-se em Light Yagami, um estudante do ensino médio que descobre um caderno sobrenatural chamado Death Note, no qual pode matar pessoas se os nomes forem escritos nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de alguém que quer assassinar.[5] A partir daí Light tenta eliminar todos os criminosos e criar um mundo onde não exista o mal, mas seus planos são contrariados por L, um famoso detetive particular. (Texto: Wikipedia)

:: Wilton Bernardo
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Já assistiu CLAYMORE?

Anime (26 episódios dublados).
Claymore é um mangá escrito e ilustrado por Norihiro Yagi e publicado pela Monthly Shonen Jump desde 2001. A revista foi encerrada e a obra foi movida para a Jump Square. Uma adaptação para anime foi feita pela Madhouse em 2007 e exibida pela Nippon TV, contendo 26 episódios com 23 minutos de duração cada.
Em outubro de 2014, o último capítulo foi finalmente publicado, encerrando o mangá com 155 capítulos e 27 volumes.
Contexto:
A história se passa em um mundo fictício semelhante à era medieval europeia, que consiste num único continente dividido em 47 regiões. Nesse mundo, seres-humanos coexistem com criaturas chamadas Youma, monstros que se alimentam de vísceras humanas. Os Youma são capazes de adquirir a forma de suas vítimas, absorvendo as memórias e personalidade de sua presa, permitindo que eles enganem amigos e familiares e se infiltrem nas vilas para se alimentar sem levantar suspeitas para si.
Devido à situação, uma organização sem nome e altamente secreta criou uma ordem de guerreiras modificadas com o objetivo de proteger os humanos. Estas vieram a ser chamadas popularmente de Claymores, devido as imensas espadas claymore que portam. Comumente, as vilas sob ataque de Youmas contratam seus serviços para eliminar as criaturas (uma vez que são as únicas que são capazes de destingir um humano de um Youma).

A organização é a única que tem contato direto com essas guerreiras, mantendo o controle seus serviços, tanto aqueles requisitados pelas cidades quantos missões internas. Cada pedido de aniquilação de Youmas tem um custo altíssimo e apenas após o sucesso da missão o pagamento é feito, sempre recebido por um homem de preto que vem à cidade logo após a saída da Claymore. Caso a guerreira morra e não termine o serviço, não é necessário pagar. Também existem boatos de cidades que se recusaram a pagar e foram dizimadas pouco tempo depois por ataques consecutivos dos monstros, sem qualquer resposta de ajuda por parte da organização. (Texto: Wikipedia)

No Youtube tem todos os episódios duplados liberados para você assistir.

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Já leu as tirinhas do ARMANDINHO?

Quem dá vida ao simpático Armandinho é o ilustrador catarinense Alexandre Beck, de 43 anos, que criou o personagem em 2009 para ilustrar uma reportagem em um jornal de Santa Catarina. Não por coincidência, o texto envolvia a relação entre pais e filhos, tema recorrente nas tirinhas que publica no Facebook e no instagram. (Texto do Google)
Instagram: @tirasarmandinho

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