Daniela Mercury, a corajosa brasileira é um turbilhão de ideias e canções!


Aos 54 anos, a cantora e dançarina está cortejando controvérsias e mudando seu som. Nesta semana, ela vem ao Sony Hall em Manhattan.

By James Gavin – 16|setembro|2019 – The New York Times

Assistir a um show da cantora e dançarina Daniela Mercury, uma das maiores estrelas do Brasil há quase 30 anos, é mergulhar em uma fantasia pulsante e hiper energizada de sua cidade natal, Salvador da Bahia, provavelmente a cidade mais africana fora da África. O palco está repleto de dançarinos em trajes afro-brasileiros; uma bateria de bateristas libera os ritmos do axé, o pop pop densamente percussivo de Salvador que Mercury tornou famoso.

Ela atravessa o grupo com uma presença radiante em constante movimento – juntando-se à coreografia de grupo, entre saltos e rodopios. O tempo todo ela canta, com doçura rouca e precisão. Enquanto suas produções contam com alguns dos coreógrafos, diretores e músicos mais talentosos de Salvador, os conceitos, muitas das músicas e as escolhas significativas são dela.

Então é a atitude. Quase todas as letras têm mensagens – de não discriminação, de tolerância, de direitos das mulheres, de manter a firmeza interior. Esses sentimentos ressoam mais profundamente do que nunca, à medida que o Brasil passa por uma das épocas mais politicamente divididas e voláteis de sua história. Este mês, Mercury, 54 anos, está levando suas mensagens para o mundo, como costuma fazer. Ela está no meio de sua última turnê americana, que a levará ao Sony Hall de Manhattan na terça-feira.

Mas as realidades mais frias do lar estão sempre esperando. Falando em português por telefone de Atlanta, ela disse: “A sociedade brasileira está lutando pela democracia, lutando contra o autoritarismo, lutando pela educação. Temos que lutar para defender a natureza, os indígenas, as minorias. Direitos humanos. Isso é muito importante.”

Para esse fim, Mercury é embaixadora da Boa Vontade da UNICEF e campeão da igualdade nas Nações Unidas; ela também é conhecida por cruzar batalhas com a extrema direita sobre suas políticas. Em 2018, ela ajudou a liderar uma campanha de mídia social, #EleNao (#NotHim), antes da eleição do presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro. Muitos de seus seguidores a boicotaram com sua própria hashtag, #ElaNao (#NotHer).

Cinco anos antes, Mercury, que tem um ex-marido e dois filhos, mostrou-se lésbica quando se casou com Malu Verçosa, jornalista. O casal adotou três filhos. “Quero ajudar a fazer com que o amor entre essas duas mulheres seja visto por todos como normal”, disse a cantora à revista brasileira Veja, mas ela escolheu alguns modos ousados. A capa de seu álbum de 2016, “Vinil Virtual”, é uma imagem que seus haters usam contra ela desde então. Modelado em uma famosa capa da Rolling Stone com John Lennon e Yoko Ono, mostra Daniela nua, enrolada em Malu Verçosa. Este ano, pelo 50º aniversário de Stonewall, o casal falou pelos direitos dos gays no Congresso Nacional em Brasília, capital do país. Elas terminaram a fala com um beijo.

Foto (Célia Santos)

Qualquer que seja a repercussão, Mercury mantém um tremendo apoio; no ano passado, cerca de 1,5 milhão de pessoas a viram no carnaval de São Paulo. Seu show nos Estados Unidos percorrerá toda a sua carreira, com dançarinos e músicos baianos e elementos de “tudo que me influenciou, que eu valorizo”, disse ela. “Estou traduzindo a cultura da minha cidade, as questões do meu povo. Mas de um jeito alegre e muito rítmico.”

Quando criança, em Salvador, Mercury – nascido em uma família de classe média de sete – estava imersa na dança. Ela aprendeu com crianças negras da escola; de praticantes de candomblé, os rituais da religião afro-brasileira; e nas aulas de dança, que ela frequentou por anos. “Eu também queria dançar com a voz”, disse ela. “Eu cantei samba muito jovem. Sambas rápidos. Gostei do desafio.”
Mercury ficou encantada com os blocos afro, grupos de tambores de bairros em Salvador. Deles, surgiu o axé, que mesclava samba, reggae e outras batidas africanas, brasileiras e caribenhas com uma força que a dominava. “É algo muito especial, muito inovador, que nasceu em Salvador”, disse ela. “Nasceu do povo. As pessoas pensam que as artes populares aqui são muito simples – não. Tocar samba afro, samba-reggae, é bastante complexo. São ritmos difíceis. ”

A letra a tocou. A palavra axé, ela disse, “significa uma bênção. Uma energia positiva. Axé é uma maneira afirmativa de iniciar discussões contra a opressão. Contra a exclusão social. Contra a discriminação racial. Isso para mim era uma nova linguagem poética. ”
Depois de liderar sua própria banda, ela foi solo. Seu segundo álbum, “O Canto da Cidade”, lançado em 1992, produziu quatro singles brasileiros nº 1 e apresentou axé a um público nacional. Mercury havia lhe dado os toques do pop-rock e a sensualidade necessária para conquistar o mercado pop mais amplo do Brasil e dominar o mercado da música na Bahia, onde se destaca até hoje. Suas grandes performances nos palcos tornaram-se despertou interesse de grandes públicos.

A música foi vista por alguns como uma comercialização grosseira do axé dos Blocos Afro. Mas Vovô do Ilê, que fundou um dos Blocos Afro mais importantes, Ilê Aiyê, só admira Mercury, chamando-a de “Mãe do Axé”. A cantora também encontrou reconhecimento em Camille Paglia. A estudiosa feminista e crítica social Paglia chama Mercury de intérprete que Madonna gostaria de ser.

“Não acho que todo o trabalho dela tenha recebido análises sérias suficientes”, disse Paglia em entrevista. Ela chamou “Rap Repente” (“Suddenly Rap”), do álbum de Mercury de 1994, “Música de Rua”, “absolutamente emocionante. É como uma mini-ópera!”


Paglia também cita o DVD de “Canibália”, o épico de Mercury, programa televisivo de Réveillon de 2010 na praia de Copacabana, onde entre as participações, havia um “grupo muito pequeno de grandes e heroicas performances modernas de mulheres”. Naquela noite sufocante, com todas as distrações, Daniela Mercury, ajudada por dezenas de figurinos e coreografias elaboradas, conseguiu atrair a atenção de aproximadamente dois milhões de fãs ao levar Salvador ao mar no Rio.


Com a lealdade dos fãs garantida, Mercury está experimentando formas musicais mais puras. Seu som de eletropop praticamente desapareceu. Em uma turnê de 2016, ela até tirou seus hits para voz e violão, revelando a poesia que às vezes era dominada pelas batidas.
Enquanto isso, ela continua cortejando controvérsias, às vezes inesperadamente. Em dezembro passado, ela lançou um vídeo, “Pantera Negra Deusa”, de uma música que ela escreveu com seu filho Gabriel Póvoas. Daniela canta “A única raça / A raça humana”, acrescentando: “O Brasil é preto / E branco é preto / E o índio é preto”. Mais tarde, ela canta: “A beleza e os sons do infinito são da África”.

Semanas depois, Larissa Luz, uma jovem cantora e atriz negra de Salvador, fez acusações furiosas de apropriação cultural. Luz anunciou para seus fãs: “Quem é preto é preto. Quem não é, não é. Essa música é nossa!” Embora ela não tenha dado nomes, os internautas marcaram Mercury como o alvo dessas declarações, que Luz negou.
Contatado na semana passada, Vovô do Ilê, que aparece no vídeo de Mercury de 2018(Pantera Negra Deusa), a defendeu. “Daniela é parceira, irmã, amiga”, disse ele. “Fazer coisas com ela reforça nossa cultura e nossa luta contra a intolerância e o preconceito.”
No telefone, Mercury falou sobre o assunto com simpatia. “Sou privilegiada porque nunca fui discriminada com base na minha cor ou no meu cabelo”, disse ela. “Eu sou uma aliada na luta contra o racismo por mais de 40 anos e continuarei sendo”.
Em todos esses conflitos, ela disse que se esforça para manter a calma. Afinal, o trabalho dela é alcançar a unidade. “Eu tenho espírito de diplomata”, disse ela. “Eu sempre preferi um diálogo com todos os lados. O problema nunca é apenas governo; é sociedade. Mas precisamos conversar sobre isso de maneira educada. Lutar de maneira civilizada. Qualquer outra coisa é brutalidade.

Fonte: The New York Times https://www.nytimes.com/2019/09/16/arts/music/daniela-mercury-sony-hall.html?searchResultPosition=1

Quanto você cobra pra criar um personagem?

É preciso ter muito cuidado diante de uma pergunta ou proposta relacionado a criação de personagem. Essa é uma das perguntas mais perigosas para quem não sabe o que pode significar dar vida a um personagem. Eu me coço todo só de pensar em ouvir de novo essa pergunta. As vezes, é melhor não fazer, dependendo da propostas de quem faz essa pergunta.
Primeira lição: É preciso entender que conceber um personagem não é a mesma coisa que conceber um desenho. Você precisa ter a noção do valor da criatividade entre tantas outros atributos que hoje se celebra em empreendedores. E é bom saber que, você não vai poder esperar que seu cliente, ou um empresário interessado em seu trabalho lhe diga quanto vale ou quão importante é sua criatividade. Não posso generalizar, mas dificilmente alguém valoriza aquilo que não conhece ou não tem. Portanto, cuidado, cuidado e cuidado!

Durante a Oficina de Quadrinhos que atualmente tem inscrições abertas, muito além de orientar sobre as etapas de construção de uma HQ, considero extremamente importante abordar assuntos como esse. Não adianta se preparar tanto, se esforçar pra poder criar, fazer um trabalho de narrativa, de desenho, de arte super bem, e na hora de valorizar seu trabalho, ficar perdido ou esperar que o cliente diga quanto vale, e como será a negociação.

A criação do personagem Superman é atribuída ao roteirista Jerry Siegel e ao desenhista Joe Shuster. Embora o personagem tenha sido publicado oficialmente em 1938, na primeira edição da revista americana Action Comics, pela então “National Publications”, editora que viria a ser conhecida posteriormente como “DC Comics”, ele havia sido concebido pela dupla cerca de cinco anos antes. A dupla teve sérios problemas com os direitos autorais ao assinarem um contrato ingênuo e despretensioso por um personagem que levanta centenas de milhões de dólares. Resultado: uma briga judicial que durou décadas. Pesquiso sobre isso!

MUITOS AUTORES E MUITOS EXEMPLOS
Antes de tudo, é importante você ter consciência de que muitos autores(inclusive, famosos), já passaram por experiência traumáticas, grandes lições estão ai para que você não repita o erro que outros já cometeram ou não caia em armadilhas que outros já caíram.
A dica que lhe dou é:
a) Se você tem dúvidas sobre o peso da criatividade para um projeto empreendedor, se pergunte o seguinte: sem dinheiro, mas com uma ideia realmente criativa, é possível empreender? A resposta é sim! E com dinheiro mas sem nenhuma ideia?
b) Antes de você responder a um cliente, quanto cobra pra criar um personagem, você sabe o esse personagem pode render? O grau de exposição que este personagem vai ser posto, e quando ou por quanto tempo ele vai refletir geração de vendas e lucro? Já refletiu sobre a grande possibilidade do personagem fazer sucesso e virar uma “galinha dos ovos de ouro”? Se você não consegue organizar as ideias e entender sozinho o que esse personagem concebido pode significar economicamente, você tem 2 alternativas (mas pode escolher as duas se quiser! Rsrs):

PRIMEIRA: Assista pelo menos 2 files: “Disney antes do Mickey” e “Fome de Poder”. Em ambos os filmes – apesar do segundo filme não se dar no universo de personagens, é muito fácil perceber a importância da criatividade, ainda que o protagonista esteja o tempo todo tentando fazer uma lavagem cerebral em quem assiste a película repetindo o tempo todo a importância de “persistir”. Nada contra a persistência, mas a criatividade, ainda que não celebrada, tem um valor inestimável. Outra: Persistir em algo que não dá certo pode lhe dar alguma experiência, mas experiência não significa necessariamente que seu investimento lhe renderá sucesso e lucro. E digo mais! Te dou uma barra de chocolate se você me disser porque a criatividade não é tão valorizada, respeitada e bem remunerada (pelo menos aqui no Brasil).

SEGUNDA: Se inscreva na Oficina de histórias em Quadrinhos! Srsrsrs brincadeiras e “merchan” à parte. Até hoje não vi em nenhum lugar se chamar tanto a atenção dos alunos sobre a importância de se entender e ter atenção sobre seus direitos autorais. Sobre pensar que nem toda negociação ou parceria precisa ser a base de uma venda simplesmente, como fazemos na Oficina de Quadrinhos que realizo. Há coisas que podem valer a pena se pensar em acordos que envolve percentuais, períodos! Pode ser prudente o estabelecimento de cláusulas que garanta que ninguém vai ser explorado ou desvalorizado (pra não dizer roubado) por ninguém.

Pesquise, leia. Há muitas questões que exigem entender sobre os direitos autorais. Você sabe o que aconteceu com a criação do Super man? Sabe o que os criadores do personagem passaram? Pesquise! Se informe, mas se você é criativo, arregace as mangas e crie, mas não esqueça de lembrar que o autor de uma obra, não deixa de ser autor, por mais grana que esteja envolvida. Como diz a velha frase “Não entregue o seu ouro ao bandido”!

Exposição “A Vez dos Vilões” e Oficina de Quadrinhos!


08/09/19 – Inscrições abertas
A Ação Cultural Oficina HQ coordenada por Wilton Bernardo tem inscrições abertas para 2 eventos que trazem uma injeção de cultura, arte e educação: A Mostra online “A Vez dos Vilões” e a Oficina de Quadrinhos para Adolescentes e adultos na UniRuy a partir de 14/09/19!

1 – “A VEZ DOS VILÕES” – 2ª Mostra Online de ilustrações e caricaturas – a partir de 13 de outubro de 2019, no instagram oficial da Oficina HQ (@oficinahq).
Assim como a 1ª edição realizada em 2008, nesta segunda, vamos mostrar os vilões que amamos odiar na ficção!
O objetivo é homenagear os personagens que de um jeito ou de outro, ditam o desafio dos “bons mocinhos”. Vale participar com Ilustração ou Caricaturas de qualquer vilão! Seja Coringa, Gargamel, Darth Vader, Mumm-Ha, Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Odete Hoitman entre muitos outros. Cada ilustrador escolhe os personagens que deseja representar, desde que seja(m) vilão(ões)!

1.1 – INSCRIÇÃO: envie seu trabalho até 30/09/19 para oficinahq@hotmail.com informando:
1.1.a. Especificações técnicas: versão digital em qualquer técnica, mas com resolução (200 a 300 dpi, com pelo menos 20cm de altura) em jpg ou PDF.
1.1.b. Quantidade: até 3 trabalhos
1.1.c. Dados do Autor: No corpo do email, junto com o(s) trabalho, envie as seguintes informações:
– Nome completo
– Nome artístico
– Cidade/Estado onde vive
– Nome do(s) vilão(ões) e técnica utilizada
– Breve resumo (aproximadamente 10 linhas no máximo falando sobre sua experiência e relação com as artes gráficas, atuação profissional. Resumindo, é o momento de fazer sua “divulgação”).

A inscrição, com o envio do(s) trabalho(s) e as informações acima, automaticamente significam que o inscrito concorda que Wilton Bernardo, realizadora da exposição, através da Ação Cultural Oficina HQ, divulgue o seu trabalho nas redes sociais e veículos de comunicação, com fins de promoção da mostra.

2 – OFICINA DE QUADRINHOS – para adolescentes e adultos no Centro Universitário UniRuy
Para os adolescentes (a partir de 14 anos) e profissionais das mais variadas áreas que se interessam por quadrinhos – professores, publicitários, jornalistas, artistas visuais, arquitetos entre outros – a última oficina do ano vai oferecer um conteúdo mais que especial. Além de experimentar as etapas de construção de uma HQ – desenho, criação de personagem, Introdução a pintura digital, roteiro, storyline, storyboard, recursos narrativos – sob orientação teórica e prática de Wilton Bernardo, artista visual e designer gráfico, na programação, há uma lista de temas riquíssimos que serão discutidos em sala de aula – “mercado e produção artística na atualidade”, “Direito Autoral” e “Produção autoral de quadrinhos e literatura”.

As etapas de construção de uma HQ bem como os temas que serão discutidos e serão incorporados ao cronograma da Oficina oficialmente pela primeira vez, é um conteúdo exclusivo desenvolvido por Wilton Bernardo, há 16 anos, desenvolvendo esta Ação Cultural que além de Mostras de Filmes e Oficinas, realizou dezenas de exposições coletivas – “Releitura do Batman”, “75 anos do Homem-Aranha”, “Releitura do Superman, “Ícones POP”, “Ícones POP da Música, “Ícones POP do Futebol”, “Axé Comics – Mostra de Humor com Sotaque Baiano”, entre várias outras.

Início da Oficina: 14/09/19
Local: Centro Universitário UniRuy, Salvador-BA
Horário: 10h às 12h (8 sábados)
Investimento: R$ 2 x R$ 260 ou 1 x R$ 520

Informações e inscrições:
Tel e zap: 71 99305-9093 (Wilton Bernardo)
Instagram: @oficinahq
Email: oficinahq@hotmail.com
Blog:oficinahq.wordpress.com

:: Wilton Bernardo
Artista visual graduado pela UFBA, Designer gráfico, produtor cultural e cartunista.
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Instagram: @wilton_bernardo

Parte 1: Novo ‘Coringa’ é aplaudido por 8 minutos em Veneza

02/09/2019
Após ser exibido em Veneza, nesta semana, o filme foi aplaudido por OITO MINUTOS consecutivos, aos gritos de “bravo!”.
Portanto, no que depender de quem já assistiu à première de “Coringa” (ou “Joker”, em inglês), novo filme da DC Comics em parceria com a Warner Bros., que conta a história de um dos principais vilões de “Batman” nos quadrinhos, o longa já conquistou seu lugar de destaque.

Com Joaquin Phoenix no papel do palhaço Arthur Fleck, nome original do vilão, “Coringa” tem direção e roteiro comandados por Todd Phillips, e vem recebendo elogios da crítica especializada, principalmente no que diz respeito à atuação de Phoenix. Segundo diretor e protagonista, o longa promete trazer uma abordagem bem diferente da que estamos acostumados a ver em filmes de super-heróis.
O filme está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 3 de outubro deste ano.

E até lá, além de uma surpresa(que revelarei no dia 8 de setembro), publicarei quantas matérias interessantes sobre o Coringa, eu encontrar ou produzir. Esta curta matéria que você acabou de ler foi publicada pelo MSN, mas antecipo o título com “Parte 1” para deixar claro que vai ter muito assunto sobre o Coringa por aqui. E é muito justo que tenha, concorda?!

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OFICINA DE QUADRINHOS
E para quem gostaria de aprender as etapas de construção de uma história em Quadrinhos, como criação de personagens, desenvolvimento de história/ Roteiro, storyboard, Recursos Narrativos, Simbologia de cores, e muito mais, se liga: Estão abertas as inscrições para a Oficina de Quadrinhos que eu ministrarei em Salvador-BA, no Centro Universitário UniRuy, a partir de 14/09/19!
Informações: oficinahq@hotmail.com ou Zap (71)9305-9093.

Fonte: MSN, Oficina HQ

:: Wilton Bernardo
Artista visual graduado pela UFBA, Designer gráfico, produtor cultural e cartunista. O premiado empreendedor que também trabalhou como Diretor de Arte, realiza Oficinas de Quadrinhos e promove exposições coletivas com artes gráficas desde 2003
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Instagram: @wilton_bernardo

HQ: Quanto vale a sua ideia?


VALORIZE SUA IDEIA. PESQUISE.
Consideremos o ponto de partida como A IDEIA INICIAL, certo? Aquilo que surge e toma toda a nossa atenção, nos mobiliza, nos empolga.
“quero criar um herói com poderes intuitivos”, ou “quero desenvolver uma história em Quadrinhos que fale sobre um trecho da história do Brasil”, ou “quero criar tirinhas que abordem o universo dos animais abandonados”, algum estímulo inicial precisa surgir, brotar de você.
Mas depois dessa ideia inicial, o que você faz com esse estímulo?
Você pode até não ter feito nenhuma história em Quadrinhos antes, mas você com certeza já teve várias ideias para realizar outras coisas. E eu vou te perguntar:
O que você fez com as ideias super interessantes que já teve?
Acho que vale uma reflexão, para poder perceber o que cada um de nós tem feito com as ideias que temos. Colecionamos? Guardamos todas em anotações e seguimos vivendo? Colocamos em prática, organizamos, desenvolvemos as ideias, pesquisamos , planejamos e as transformamos em realidade?

Quando pergunto “Quanto vale a sua ideia?”, na verdade o que desejo saber é: quão importante, interessante você considera a sua ideia? Que tipo ou tempo de pesquisa você tem dedicado a cada ideia interessante que você tem? E para a sua próxima ideia a ser materializada através da artes das histórias em Quadrinhos, que tempo pensa em dedicar à pesquisa? Ao desenvolvimento da sua ideia?
Ou você é daqueles que ao se deparar com uma ideia, corre prontamente para produzir, sem pesquisa, sem apuração de dados, sem análise de material levantado (se fez algum tipo de levantamento)?
Tudo que foi dito ou colocado como interrogações até aqui é para lhe alertar sobre o seguinte:

Na hora de construir sua história em quadrinhos, é importante demais você ter essa noção e entendimento: sem pesquisa, você corre o gigantesco e provável risco de ficar na superficialidade, ficar com construções genéricas, onde só resta ao leitor encontrar um material sem ineditismo, ainda que a ideia “pareça legal”. E pior: por não ter uma pesquisa que possibilite detalhes específicos, só restará ao leitor ficar no campo das comparações, com a sensação de estar acessando um conteúdo que se parece com outros já fartamente conhecidos.
Valorize sua ideia! Pesquise!
Assim, conseguirá desenvolvê-la, com o seu jeito, com seu DNA, com especificidades que diferenciam seus personagens e sua história de outras, ainda que tenha algo em comum.

:: Wilton Bernardo
– Coordenador da Oficina de Quadrinhos e Desenho “Oficina HQ” ( @oficinahq );
– Criador da marca Laço Afro ( @lacoafro );
– Artista visual, Designer Gráfico ( http://www.wiltonbernardo.com )

Quais as etapas para fazer uma HQ


Houve um tempo em que eu acreditava que para fazer uma História em Quadrinhos só era necessário a ideia, algum personagem, e claro, belos desenhos! Afinal de contas, depois de conhecer as grandes Editoras Marvel e DC Comics com um leque de desenhistas incríveis, como eu posso pensar em lançar uma publicação, sem antes estar com o meu desenho no nível deles, certo? ERRADO! Não existe um nível ou padrão de desenho que garanta que uma História em Quadrinhos vai ser bem sucedida. E lembrem-se: A originalidade de um traço que possa destoar da maioria é imensamente melhor que um desenho genérico, sem identidade, tecnicamente perfeito, mas que não traduz nem identifica o que você ou sua história deseja ou precisa exprimir.

Dona Dedé, uma das personagens criadas por Wilton Bernardo


Até meus 12 a 14 anos, colecionei revistas em quadrinhos não concluídas porque eu tinha uma ideia, e antes de definir início, meio e fim da história (storyline); antes de definir todos os personagens que nelas estariam; antes de desenvolver o roteiro; antes de planejar quantos desenhos seriam inseridos em cada página e como seriam as cenas (storyboard); antes de definir as diferentes angulações, escolher as onomatopeias e quantidade de quadros eu utilizaria pra mostrar cada passagem da história (recursos narrativos); eu já começava a fazer a história em quadrinhos nas folhas de papel ofício dobradas e grampeadas ao meio. Foi um longo aprendizado cheio de erros e acertos.

O mangá influenciou tudo! Nada mais poderia ser como antes, após a explosão desse estilo de HQ. As narrativas das HQs de super heróis mudou! Até a turma da mônica tem versão com influência do mangá!(imagens de Death Note e Lobo Solitário)


Após pesquisar, estudar, fazer cursos tanto em Salvador quanto em São Paulo com profissionais que produzem para Marvel, DC Comics, eu organizei tudo que havia estudado, pesquisado, e resolvi compartilhar com as pessoas, através daquilo que reuni e chamei de Oficina de Quadrinhos. É importante deixar claro que foi uma pesquisa longa, demorada. Anos se passaram. Entre início e fim, eu passei no vestibular, me formei em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia, me tornei infografista na Rede Bahia, entrei no mercado publicitário como Diretor de Arte, me tornei professor de Artes, e por fim, vi que eu havia organizado um conteúdo rico em torno das artes gráficas, plásticas e tinha em mãos informações que orientariam a produção de forma prática de uma história em Quadrinhos.

São infindáveis abordagens, temas, estilos, centenas de personagens. Já criou o seu?


A pesquisa que desenvolvi aborda as etapas de construção dessa arte fascinante que encanta crianças e adultos com histórias dos mais variados traços e temas: Aventura, humor, ficção científica e terror, além das histórias reais, verdadeiros relatos, documentos vivos da nossa própria história. Tudo cabe nessa arte! Qualquer tema pode ser desenvolvido em Quadrinhos! Portanto são orientações – divididas entre teoria e atividades práticas – nos seguintes tópicos que tem sido compartilhadas nas Oficinas de Quadrinhos:

– Desenho
– Storyline
– Criação de Personagens
– Recursos Narrativos
– Simbologia das Cores
– Roteiro
– Storyboard

Assunto e motivo pra muitos debates construtivos não faltam. As capas históricas e direito autoral e a introdução à pintura digital são assuntos que não podem deixar de ser abordado na turma de adolescentes e adultos.

:: Wilton Bernardo
– Coordenador da Oficina de Quadrinhos e Desenho “Oficina HQ” ( @oficinahq );
– Criador da marca Laço Afro ( @lacoafro );
– Artista visual, Designer Gráfico ( http://www.wiltonbernardo.com )

Salvador recebe oficina de história em quadrinho entre agosto e outubro

Estão abertas as inscrições para a Oficina de HQ coordenada pelo artista gráfico e designer Wilton Bernardo, entre os dias 24 de agosto e 26 de outubro, em Salvador.

As aulas para a turma de crianças entre 8 e 12 anos acontecerão no Museu Carlos Costa Pinto, aos sábados, durante a tarde. “Vamos mergulhar no desenho, criação de personagens, roteiro, através de um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual, além do entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma HQ ou pelo menos, parte dela”, explica Wilton.

Já para os adolescentes e adultos, as aulas acontecem também aos sábados, só que pela manhã, no Centro Universitário UniRuy. A oficina propõe uma imersão no universo dos quadrinhos através dos recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores, criação de personagens e aula de introdução à pintura digital (photoshop).

Os interessados em se inscrever ou saber mais informações sobre o curso podem entrar em contato através do telefone (71) 99305-9093, pelo Instagram @oficinahq ou pelo e-mail oficinahq@hotmail.com.

Fonte: Bahis Notícias

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Desenho e originalidade


Quando você estiver desenhando, não tente encontrar em seu traço, em seu jeito de desenhar, semelhança com traços de outros desenhistas. Durante as Oficinas de Quadrinhos em que tenho realizado, vejo muitos alunos reclamarem de seus traços, como se buscassem uma validação, uma aprovação. Isso pode ser uma grande armadilha.

Claro que pode acontecer a percepção de uma influência, alguma semelhança, mas se isso acontece, o ideal é que não seja um resultado forçado. E se não há semelhança entre sua arte e a arte de Alex Ross, Frank Miller ou Flávio Luiz, não se desaponte, pois o que qualquer artista do traço quer é descobrir sua própria expressão, seu jeito, ou seja, seu estilo. Aceite a tão procurada, desejada originalidade.

Se este é seu traço, exercite ele! desenvolva ele! O único pecado que você não pode cometer é negá-lo!

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Oficina de Quadrinhos para todas as Idades!


Oficina de Quadrinhos para todas as Idades!
Turmas no Museu Costa Pinto e Centro Universitário UniRuy

Inscrições abertas para novas Oficinas de Quadrinhos que terão início em 24 de agosto e serão ministradas pelos artistas gráficos e designers Wilton Bernardo e por Isadora Sabar. Serão 2 turmas aos sábados: Uma contemplando crianças de 8 a 12 anos, no Museu Carlos Costa Pinto a tarde. Outra, para adolescentes (a partir de 13 anos) e adultos, no Centro Universitário UniRuy, pela manhã.

OFICINAS
a) QUADRINHOS PARA CRIANÇAS DE 8 A 12 ANOS
Após 16 anos realizando Oficinas de Desenho, abriremos a segunda turma de Quadrinhos, mergulhando no desenho, criação de personagens, roteiro, através de um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual, além de maior entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma HQ ou pelo menos, parte dela.
O Curso será composto de 8 encontros, sempre aos sábados no turno vespertino, no espaço de atividades educativas do Museu Carlos Costa Pinto.

b) QUADRINHOS PARA ADOLESCENTES E ADULTOS
Para os adolescentes e adultos, o curso que também terá 8 encontros, oferece uma grande imersão no universo dos quadrinhos através dos recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores, criação de personagens e aula de introdução à pintura digital (photoshop) no laboratório do Centro Universitário UniRuy.

AÇÃO CULTURAL @OFICINAHQ
A Ação Cultural existe desde 2003 idealizada por Wilton Bernardo, artista gráfico e designer que, junto com Isadora Sabar, ministrou diversas turmas de quadrinhos, desenho, além de ter realizado várias exposições coletivas virtuais e em variados espaços culturais de Salvador-BA.

OS PARCEIROS
A Centro Universitário UniRuy busca em sua essência, empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (email: Jose.araujo@frb.edu.br).

O Museu Carlos Costa Pinto reúne no seu acervo de artes decorativas, dos séculos XVII ao início do XX, um verdadeiro testemunho dos valores artísticos e culturais da Bahia Colonial e Imperial. Além da exposição do seu inestimável acervo, promove exposições temporárias, desenvolve intensa programação cultural e possui um atuante serviço educativo, realizando visitas orientadas e oficinas de arte para estudantes e grupos diversos (email: educativo@museucostapinto.com.br)

Serviço: Curso de Quadrinhos
a) Turma do Centro Universitário UniRuy: para adolescentes e adultos
Local: Avenida Luis Viana Filho, 3.230, Paralela, Salvador-BA
Horário: 10h às 12h
Período: 24/08 a 26/10/2019 (08 encontros).
Investimento: R$ 520 ou 2X R$260 (à vista em espécie ou cartões visa, master, hiper, elo)

b) Turma do Museu Carlos Costa Pinto: para crianças de 8 a 12 anos
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15h às 17h
Período: 24/08 a 26/10/2019 (08 encontros)
Investimento: R$ 520 ou 2X R$260 (à vista em espécie ou cartões visa, master, hiper, elo)

Informações e inscrições:
Tel e zap: 71 99305-9093
Instagram: @oficinahq
Email: oficinahq@hotmail.com
Blog:oficinahq.wordpress.com

*OBS: Os dias 07/09 e 12/10 são feriados, portanto não haverá aula

Juarez Paraíso ganha na Justiça R$ 100 mil de Tati Moreno


02/06/2019

Um dia depois de empossado na Academia de Letras da Bahia (ALB) como novo imortal, o artista plástico Juarez Paraíso, 85 anos, obteve outra vitória. Provou na Justiça que a belíssima sereia que adorna o lago do entorno do Condomínio Parque Interlagos, em Areias, litoral de Camaçari, é obra dele, e não de Tati Moreno, como todo mundo lá pensa e diz.

Tati Moreno, a quem se atribui a autoria dos orixás do Dique do Tororó, sempre se disse autor da obra. Assim o fez no livro A arte de Tati Moreno em livro (texto de Claudius Portugal), lançado em outubro de 2016 e em entrevistas na tevê.

A reação — O advogado Rodrigo Moraes, especialista em direitos autorais, conta que lá um dia Juarez foi a Interlagos fotografar sua sereia quando se surpreendeu com a informação: só com autorização do autor.

– Como? O autor sou eu.

– Não. Aqui todo mundo sabe que é o Tati Moreno.

Juarez acionou a Justiça e lá provou, com fotos da construção na Escola de Belas Artes da Ufba, onde foi professor e diretor, desenhos preliminares e afins, que o autor é ele.

Anteontem, a juíza Ana Karena Nobre, da 9ª Vara Cível, condenou Tati a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais, a publicar três vezes em jornal de grande circulação que a escultura Iemanjá, a sereia em apreço, é obra de Juarez Paraíso, e a colocar uma placa na obra dizendo quem é o verdadeiro autor.

Pegou mal para Tati.

MAIS SOBRE JUAZEZ PARAÍSO

Foto: Gilberto Junior
30/05/2019

O artista plástico e professor Juarez Paraíso, um dos nomes mais importantes da cultura baiana contemporânea, toma posse na cadeira número 39 da Academia de Letras da Bahia (ALB) nesta quinta-feira, 30, às 20h.
Paraíso ocupará a cadeira que pertencera, como último titular, ao escritor e professor Edivaldo Boaventura, falecido em agosto de 2018

Fonte: Jornal A TARDE | Colunista: Levi Vasconcelos