RELEITURA DE PERSONAGENS DE QUADRINHOS NA MOSTRA “IRÚNMOLÈ DE YURI FERRAZ

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A Oficina HQ disponibiliza a exposição Online IRÚNMOLÈ do artista visual Yuri Ferraz no próprio site da Ação Cultural(www.oficinahq.com) a partir de hoje (30 de janeiro), celebrando assim, o dia nacional dos quadrinhos.

A mostra composta por diversos desenhos sobre papel que retratam personagens populares extraídos de HQs teve a primeira temporada no 2o. semestre de 2012 na Galeria ACBEU(Corredor da Vitória, Salvador-Bahia). Nessa 2a. edição a mostra traz trabalhos inéditos.
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Tudo ganha um novo significado e uma nova leitura com as fusões simbólicas do artista visual que insere elementos da cultura africana nos personagens tão conhecidos pelos apreciadores de quadrinhos. Com curadoria de Caetano Dias, a exposição IRÚNMOLÈ tem patrocínio da MOBILE através do FAZCULTURA, e Governo da Bahia.

A ação cultural que convidou o artista Yuri Ferraz para fazer a primeira exposição individual do site, para celebrar o dia nacional dos quadrinhos, lançar o novo site e dar início a uma série de eventos que serão realizados este anos pela Oficina HQ, coordenada por Wilton Bernardo.
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+ Ação Cultural Oficina HQ
http://www.oficinahq.com

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‘ESCULTURA NOVA’ na Galeria ACBEU

Obra de Elias Santos

A exposição Escultura Nova reúne obras de novos artistas que trabalham com a escultura contemporânea na Bahia. Sob a curadoria de Justino Marinho, a mostra vai reunir os artistas Tuti Minervino, Elias Santos (foto), Adriana Araújo,Davi Caramelo, João OliveiraLico SantanaMarcius KaoruMilena OliveiraSarah Hallelujah e Vinícius S. A. até o dia 30 deste mês.

Os artistas foram escolhidos após observações das linhas de trabalho e acompanhamento do movimento artístico baiano. O propósito da exposição é refletir sobre a escultura como parte ou meio fundamental na arte contemporânea. A mostra levará ao grande público o que se produz de novo em escultura na Bahia.

Seviço
Local: Galeria ACBEU – Corredor da Vitória, Salvador-Bahia
Tel.: (71) 3444-4411
Entrada: gratuita

Fonte: iBahia

Exposição de Emanoel Araújo em Salvador


É melhor não se enganar com o nome da exposição de Emanoel Araújo, 70, que foi aberta ontem (sexta-feira, 29/10), às 20 horas, na Galeria Paulo Darzé. Geometria do Medo apresenta 17 relevos de cor branca do artista visual nascido em Santo Amaro da Purificação que, inexplicavelmente, há quase um quarto de século não expõe na Bahia.

 

Em 2009 o jejum ia ser quebrado, com a colossal retrospectiva de sua obra, Autobiografia do Gesto,  que acabou sendo vista  no Rio de Janeiro, no Museu Histórico Nacional. A inviabilidade, então, teria sido causada, segundo o artista, pela forma desrespeitosa com que os trâmites foram conduzidos pela Secretaria de Cultura do Estado.

 

“Foi uma falta de respeito de Marcio Meirelles e Daniel Rangel e a exposição não pôde ser realizada. A de agora não é a que eu almejava fazer, queria algo mais amplo, mas fica para outra vez”, diz o artista.

 

Com exceção de uma peça de 2005  e outra do ano passado (da série Formas Flutuantes), as demais  foram produzidas especialmente para a mostra em Salvador, cidade que, simbolicamente, atrai e afasta o artista com suas contradições.

“Salvador me apazigua por um lado e me indigna por outro. Transformaram-na num escombro, é uma cidade que abandonou sua própria história, e é sempre um choque ver. Mas me apazigua o encontro com a cidade, com a sua luz  e o povo da Bahia”, reconhece Emanoel, que, em 2007, recebeu da Associação Brasileira de Críticos de Arte o Prêmio Ciccillo Matarazzo, por sua contribuição à arte e cultura brasileiras.

 

Ângulos – Para o curador  Charles Cosac, a obra de Emanoel Araujo “ainda que sedutora, é ríspida e dura”. O artista ressalta que, de fato, não trabalha com  ângulos “adocicados”: “O curador tem direito de dizer o que quiser, mas ele tem um ponto de vista original, no sentido da tensão que os ângulos provocam. Realmente, é uma geometria dura, porque não é barroca; é sempre rítmica, mas dura”.

 

Da mesma forma, é outra a leitura do branco neste movimento do artista, para além da concretude das formas e qualquer referência mística. “Sinto falta de uma Bahia metafísica, dos anos 1960 e 1970. Hoje tem o inchaço, a impiedade com que transformaram a Bahia e uma coisa barulhenta, batuque de um lado e de outro. É um equívoco essa África inventada na Bahia, que só em Salvador existe e em nenhum outro lugar do mundo, uma África inventada e perversa”.

 

Mas, assim como a geometria e a cor, é outro o medo que as formas de Emanoel evocam. Algo mais próximo, talvez, de uma paixão, e que o fez ir adiante — como aprendiz de marceneiro e talhador, na adolescência,  até tornar-se, numa trajetória genial, diretor e curador do Museu AfroBrasil (SP): “Eu não tenho medo. Se tivesse medo, estava em Purificação, de pijama, sentado no meio da rua“.