Parte 1: Novo ‘Coringa’ é aplaudido por 8 minutos em Veneza

02/09/2019
Após ser exibido em Veneza, nesta semana, o filme foi aplaudido por OITO MINUTOS consecutivos, aos gritos de “bravo!”.
Portanto, no que depender de quem já assistiu à première de “Coringa” (ou “Joker”, em inglês), novo filme da DC Comics em parceria com a Warner Bros., que conta a história de um dos principais vilões de “Batman” nos quadrinhos, o longa já conquistou seu lugar de destaque.

Com Joaquin Phoenix no papel do palhaço Arthur Fleck, nome original do vilão, “Coringa” tem direção e roteiro comandados por Todd Phillips, e vem recebendo elogios da crítica especializada, principalmente no que diz respeito à atuação de Phoenix. Segundo diretor e protagonista, o longa promete trazer uma abordagem bem diferente da que estamos acostumados a ver em filmes de super-heróis.
O filme está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 3 de outubro deste ano.

E até lá, além de uma surpresa(que revelarei no dia 8 de setembro), publicarei quantas matérias interessantes sobre o Coringa, eu encontrar ou produzir. Esta curta matéria que você acabou de ler foi publicada pelo MSN, mas antecipo o título com “Parte 1” para deixar claro que vai ter muito assunto sobre o Coringa por aqui. E é muito justo que tenha, concorda?!

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OFICINA DE QUADRINHOS
E para quem gostaria de aprender as etapas de construção de uma história em Quadrinhos, como criação de personagens, desenvolvimento de história/ Roteiro, storyboard, Recursos Narrativos, Simbologia de cores, e muito mais, se liga: Estão abertas as inscrições para a Oficina de Quadrinhos que eu ministrarei em Salvador-BA, no Centro Universitário UniRuy, a partir de 14/09/19!
Informações: oficinahq@hotmail.com ou Zap (71)9305-9093.

Fonte: MSN, Oficina HQ

:: Wilton Bernardo
Artista visual graduado pela UFBA, Designer gráfico, produtor cultural e cartunista. O premiado empreendedor que também trabalhou como Diretor de Arte, realiza Oficinas de Quadrinhos e promove exposições coletivas com artes gráficas desde 2003
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Instagram: @wilton_bernardo

Quais as etapas para fazer uma HQ


Houve um tempo em que eu acreditava que para fazer uma História em Quadrinhos só era necessário a ideia, algum personagem, e claro, belos desenhos! Afinal de contas, depois de conhecer as grandes Editoras Marvel e DC Comics com um leque de desenhistas incríveis, como eu posso pensar em lançar uma publicação, sem antes estar com o meu desenho no nível deles, certo? ERRADO! Não existe um nível ou padrão de desenho que garanta que uma História em Quadrinhos vai ser bem sucedida. E lembrem-se: A originalidade de um traço que possa destoar da maioria é imensamente melhor que um desenho genérico, sem identidade, tecnicamente perfeito, mas que não traduz nem identifica o que você ou sua história deseja ou precisa exprimir.

Dona Dedé, uma das personagens criadas por Wilton Bernardo


Até meus 12 a 14 anos, colecionei revistas em quadrinhos não concluídas porque eu tinha uma ideia, e antes de definir início, meio e fim da história (storyline); antes de definir todos os personagens que nelas estariam; antes de desenvolver o roteiro; antes de planejar quantos desenhos seriam inseridos em cada página e como seriam as cenas (storyboard); antes de definir as diferentes angulações, escolher as onomatopeias e quantidade de quadros eu utilizaria pra mostrar cada passagem da história (recursos narrativos); eu já começava a fazer a história em quadrinhos nas folhas de papel ofício dobradas e grampeadas ao meio. Foi um longo aprendizado cheio de erros e acertos.

O mangá influenciou tudo! Nada mais poderia ser como antes, após a explosão desse estilo de HQ. As narrativas das HQs de super heróis mudou! Até a turma da mônica tem versão com influência do mangá!(imagens de Death Note e Lobo Solitário)


Após pesquisar, estudar, fazer cursos tanto em Salvador quanto em São Paulo com profissionais que produzem para Marvel, DC Comics, eu organizei tudo que havia estudado, pesquisado, e resolvi compartilhar com as pessoas, através daquilo que reuni e chamei de Oficina de Quadrinhos. É importante deixar claro que foi uma pesquisa longa, demorada. Anos se passaram. Entre início e fim, eu passei no vestibular, me formei em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia, me tornei infografista na Rede Bahia, entrei no mercado publicitário como Diretor de Arte, me tornei professor de Artes, e por fim, vi que eu havia organizado um conteúdo rico em torno das artes gráficas, plásticas e tinha em mãos informações que orientariam a produção de forma prática de uma história em Quadrinhos.

São infindáveis abordagens, temas, estilos, centenas de personagens. Já criou o seu?


A pesquisa que desenvolvi aborda as etapas de construção dessa arte fascinante que encanta crianças e adultos com histórias dos mais variados traços e temas: Aventura, humor, ficção científica e terror, além das histórias reais, verdadeiros relatos, documentos vivos da nossa própria história. Tudo cabe nessa arte! Qualquer tema pode ser desenvolvido em Quadrinhos! Portanto são orientações – divididas entre teoria e atividades práticas – nos seguintes tópicos que tem sido compartilhadas nas Oficinas de Quadrinhos:

– Desenho
– Storyline
– Criação de Personagens
– Recursos Narrativos
– Simbologia das Cores
– Roteiro
– Storyboard

Assunto e motivo pra muitos debates construtivos não faltam. As capas históricas e direito autoral e a introdução à pintura digital são assuntos que não podem deixar de ser abordado na turma de adolescentes e adultos.

:: Wilton Bernardo
– Coordenador da Oficina de Quadrinhos e Desenho “Oficina HQ” ( @oficinahq );
– Criador da marca Laço Afro ( @lacoafro );
– Artista visual, Designer Gráfico ( http://www.wiltonbernardo.com )

Salvador recebe oficina de história em quadrinho entre agosto e outubro

Estão abertas as inscrições para a Oficina de HQ coordenada pelo artista gráfico e designer Wilton Bernardo, entre os dias 24 de agosto e 26 de outubro, em Salvador.

As aulas para a turma de crianças entre 8 e 12 anos acontecerão no Museu Carlos Costa Pinto, aos sábados, durante a tarde. “Vamos mergulhar no desenho, criação de personagens, roteiro, através de um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual, além do entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma HQ ou pelo menos, parte dela”, explica Wilton.

Já para os adolescentes e adultos, as aulas acontecem também aos sábados, só que pela manhã, no Centro Universitário UniRuy. A oficina propõe uma imersão no universo dos quadrinhos através dos recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores, criação de personagens e aula de introdução à pintura digital (photoshop).

Os interessados em se inscrever ou saber mais informações sobre o curso podem entrar em contato através do telefone (71) 99305-9093, pelo Instagram @oficinahq ou pelo e-mail oficinahq@hotmail.com.

Fonte: Bahis Notícias

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Desenho e originalidade


Quando você estiver desenhando, não tente encontrar em seu traço, em seu jeito de desenhar, semelhança com traços de outros desenhistas. Durante as Oficinas de Quadrinhos em que tenho realizado, vejo muitos alunos reclamarem de seus traços, como se buscassem uma validação, uma aprovação. Isso pode ser uma grande armadilha.

Claro que pode acontecer a percepção de uma influência, alguma semelhança, mas se isso acontece, o ideal é que não seja um resultado forçado. E se não há semelhança entre sua arte e a arte de Alex Ross, Frank Miller ou Flávio Luiz, não se desaponte, pois o que qualquer artista do traço quer é descobrir sua própria expressão, seu jeito, ou seja, seu estilo. Aceite a tão procurada, desejada originalidade.

Se este é seu traço, exercite ele! desenvolva ele! O único pecado que você não pode cometer é negá-lo!

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
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O desenho na infância

Esse assunto é tão importante que merece sim, uma publicação específica. Abordei esse assunto na palestra que realizei no dia Mundial do Desenhista – 15 de abril – no Centro Universitário UniRuy para um público formado por estudantes de Design Gráfico, Design de Produto, Design de Interiores e de Engenharia.
Eu acredito ser de enorme importância abordar esse assunto. Estamos o tempo todo lidando com crianças, sejam filhos, sobrinhos ou até mesmo vizinhos. Por isso é importante entender a importância dessa atividade: DESENHAR, na fase infantil, principalmente até os 4 anos de idade, onde a criança não domina a língua falada ou escrita.

FORMA DE REGISTRAR, ORGANIZAR, SE EXPRESSAR
Ainda que inconsciente, o desenho na infância ajuda a criança a organizar as idéias, a exercitar a imaginação, desenvolvimento da coordenação motora e expressar como está, registrar de sua forma as percepções do que está em sua volta.

EVITE INTERFERIR
Você está achando as garatujas – os riscos que as crianças fazem – feios e sem sentido? Guarde essa opinião para você. Poupe a criança de sua opinião. Ela está riscando demais e os traços saem dos limites? Não se preocupe, não limite até onde ela pode ir. Não interfira!
Quer ajudar? Elogie, incentive a criança a continuar desenhando.

RISCANDO PAREDES? RISCANDO SOFÁ?
Que tal ofereça a elas, como um presente, um caderno ou folhas de papel?
A interferência na produção de desenhos de uma criança pode causar bloqueios e com toda certeza, não é isso que você quer causar. Por isso respeite este momento, este espaço dela.

Por fim, esteja aberto e receptivo para ouvir e ver o que a criança quer lhe mostrar ou explicar, mas cuidado! Não insista para que ela explique, se não for de sua vontade o fazer. A arte nem sempre precisa ser explicada, e você não sabe que sentimentos ou sensações fizeram a criança produzir aquele desenho.

Fonte: A ilustração foi retirada de uma matéria do site novaescola.org.br
:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
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Onde está o desenhista na sociedade atual?

Foi essa a pergunta que eu fiz na véspera do dia mundial do Desenhista – 15 de abril!
Compartilhei um vídeo com esta pergunta e tive ótimas respostas. Compartilho duas delas, sem antes, contudo, dar uma pista. Então vamos lá! Lhe convidando a fazer a seguinte reflexão: observe nas roupas que veste, observe nos objetos utilitários ou decorativos, observe a arquitetura de sua cidade, observe os carros. Será que você já consegue perceber a presença do desenhista nos processos de pesquisa, produção, construção de todas essas coisas citadas?

“O desenhista está em toda a atividade humana, desde as artes plásticas, da arquitetura, da publicidade e design entre outras. A cada época existe um olhar especial desses artistas, principalmente nos quadrinhos que atravessou décadas para se tornar arte”
Gutemberg Cruz, jornalista, escritor e pesquisador de Quadrinhos

“Creio que em nossa vida contemporânea o desenhista tem presença total. Em tudo está incluído o desenho, em todas as áreas ….o desenho é universal…. e assim você desenhista deve se considerar! Linguagem única”
Margatitta Lamegho, Artista Plástica, professora aposentada da Escola de Belas Artes da UFBA


Além dessa constatação que amplia nosso olhar, e nos faz refletir sobre a atuação do desenhista nos dias que correm, eu pontuei vários períodos históricos em que o desenho foi super importante, e levei todo esse resgate que afirma a grande importância do desenhista para a sociedade de qualquer época, mesmo ante da formal criação da linguagem escrita, lá estava ele, o DESENHO, incrivelmente importante, e as pinturas rupestres endossam esta afirmação. Outro momento? Pense nas tumbas egípcias. Pense no momento de criação do papel (pelos chineses ano VI a.C.); quem tal lembrar da revolução industrial ou do surgimento da primeira revista em Quadrinhos do Super Homem?! Depois dessa, surgiram centenas de outras revistas em Quadrinhos!
Como pode ver, há muitos momentos não apenas para perceber a importância dos desenhos. Eu arrisco dizer que se em alguns momentos o desenho ajuda a registrar passagens importantes da nossa cultura, nossa história, em outros momentos, ele é parte fundamental de construções dessa história.


E para finalizar essa pincelada do que foi a palestra que realizei no Centro Universitário UniRuy, Avenida Paralela, Salvador-BA, a convite do Coordenador do Departamento de Design, professor José Wilker, eu não poderia deixar de citar o momento em que o desenho é super importante para cada um de nós. Isso mesmo, o desenho é importantíssimo para todas as crianças, principalmente até os 4 anos de idade, quando não temos domínio nem da língua falada ou da escrita. Pois lá está ele, o desenho, e nós desenhistas, aprendendo a organizar idéias, refletir, exercitando a imaginação, e nos expressando, registrando o que percebemos.


DESENHO, uma das etapas abordadas no Curso de Quadrinhos
No primeiro sábado de maio será iniciado o Curso de Quadrinhos da Oficina HQ em parceria com o Centro Universitário UniRuy e o Museu Carlos Costa Pinto. Cada Instituição parceira sediará uma turma. No UniRuy acontecerá das 9:30 às 11:30h, em 12 sábados, o curso de HQ para adolescentes e adultos. Já no Museu, será o espaço para a turma das crianças das 15 às 17h, durantes 8 sábados.
Para os interessados em participar do curso de HQ, segue contatos:
Email: oficinahq@hotmail.com
Instagram: @oficinahq
ZAP: (71)99305-9093

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Inscrições abertas para curso de quadrinhos com Wilton Bernardo


A Oficina HQ, comandada pelo artista visual Wilton Bernardo, está com inscrições abertas para a formação das turmas do seu reconhecido curso de quadrinhos. Previstas para iniciar em 6 de abril, as aulas acontecem no Museu Carlos Costa Pinto e no Centro Universitário UniRuy, instituições parceiras do projeto que contempla adultos e crianças a partir de 8 anos de idade.
“São 16 anos à frente dessa iniciativa e, nesta edição, uma das novidades é para a turma das crianças entre 8 e 12 anos. Agora, além de desenhar e criar personagens, haverá um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual e maior entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma história em quadrinhos” explica Wilton. São 8 encontros que acontecem no Museu Carlos Costa Pinto, sempre nos sábados à tarde, das 15h às 17h.

Já para os adolescentes (a partir de 14 anos) e adultos serão 12 aulas, todas no Centro Universitário UniRuy e também aos sábados, porém pela manhã. Nessa turma o que há de novo é o conteúdo de introdução à pintura digital com Photoshop e tablet em 3 encontros, além de recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores e criação de personagens.
Os interessados em fazer a inscrição ou saber mais informações sobre o curso, podem entrar em contato através do telefone (71) 99305- 9093, do Instagram @oficinahq ou pelo e-mail oficinahq@hotmail.com.

OS PARCEIROS
A Centro Universitário UniRuy busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (email: Jose.araujo@frb.edu.br).

O Museu Carlos Costa Pinto reúne no seu acervo de artes decorativas, dos séculos XVII ao início do XX, um verdadeiro testemunho dos valores artísticos e culturais da Bahia Colonial e Imperial. Além da exposição do seu inestimável acervo, promove exposições temporárias, desenvolve intensa programação cultural e possui um atuante serviço educativo, realizando visitas orientadas e oficinas de arte para estudantes e grupos diversos (email: educativo@museucostapinto.com.br)

Serviço: Curso de Quadrinhos

a) Turma do Centro Universitário UniRuy: para adolescentes(a partir de 14 anos) e adultos
Local: Avenida Luis Viana Filho, 3.230, Paralela, Salvador-BA
Horário: 9:30h às 11:30h
Período: 06/04 a 22/06/2019 (12 encontros)
Investimento: R$ 3 x R$ 280 ou 1 x R$ 840

b) Turma do Museu Carlos Costa Pinto: para crianças de 8 a 12 anos
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15h às 17h
Período: 06/04 a 25/05/2019 (8 encontros)
Investimento: R$ 2 x R$ 250 ou 1 x R$500

Informações e inscrições:
Tel e zap: 71 99305-9093 (Wilton Bernardo)
Instagram: @oficinahq
Email: oficinahq@hotmail.com
Blog:oficinahq.wordpress.com

Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
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‘Turma da Mônica: Laços’ ganha vídeo dos bastidores

OK, se você vive ligado nas notícias em torno das UQ´s, deve estar cansado de saber que a publicação de 2015 “Turma da Mônica – Laços” está sendo adaptada para o cinema. Então, segue abaixo um vídeo dos bastidores. Se liga ai abaixo.
Link: http://cinepop.com.br/turma-da-monica-lacos-ganha-video-dos-bastidores-180395

Mas se isso tudo é novidade para você, sugiro que além de ver o vídeo de bastidores, veja os 2 parágrafos abaixo:


1 – História em Quadrinhos publicada em 2015!
Isso mesmo. Para quem não sabe, “Turma da Mônica – Laços” é um dos vários romances gráfico publicados em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. É uma leitura deliciosa!
Sabe aquelas leituras que despertam emoção, nos fazem rir e encher os olhos de lágrimas?! Bom, comigo, pelo menos foi assim. Com toda a divergências dos personagens, quando, diante da dificuldade, a amizade se sobrepõe às diferenças, é incrível. Umas das melhores HQ´s que já li da turma da Mônica, se não a melhor. Enquanto o filme não sai, vai na livraria e adquire sua publicação!
Data da primeira publicação: 17 de julho de 2015
Para cada publicação idealizada, artistas diferentes foram convidados. E para “Laços” a missão ficou por conta dos irmãos Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics

2 – Como surgiu a parceria entre o diretor do filme, Daniel Rezende e o Mauricio de Sousa para realizar o filme?
Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, a graphic novel criada pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Maurício também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato.

:: Wilton Bernardo – Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
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Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez