Oficina de Quadrinhos no Horto Florestal


Oficina de Quadrinhos no Horto Florestal

Terminam na próxima sexta-feira, dia 27, as inscrições para a oficina de quadrinhos que acontece a partir do dia 28 e segue até setembro, sempre aos sábados, no Estúdio Foto e Design, localizado no Horto Florestal (Salvador-BA). As aulas, voltadas para estudantes a partir de 14 anos, jornalistas, publicitários, designers e educadores, serão realizadas sempre das 9:30h às 11:30h, sob o comando do artista visual Wilton Bernardo.
Nos encontros os participantes aprenderão a criar personagens, roteiro, desenho e outras etapas de construção de uma HQ. O objetivo do curso é movimentar a cena das artes gráficas em Salvador dando alternativas para quem gosta e deseja se aprimorar na área.
Para mais informações e inscrições é necessário entrar em contato através do telefone (71)99305-9093 (WhatsApp) ou do e-mail oficinahq@hotmail.com. As vagas são limitadas.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor da Ação Cultural Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

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Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

‘Turma da Mônica: Laços’ ganha vídeo dos bastidores

OK, se você vive ligado nas notícias em torno das UQ´s, deve estar cansado de saber que a publicação de 2015 “Turma da Mônica – Laços” está sendo adaptada para o cinema. Então, segue abaixo um vídeo dos bastidores. Se liga ai abaixo.
Link: http://cinepop.com.br/turma-da-monica-lacos-ganha-video-dos-bastidores-180395

Mas se isso tudo é novidade para você, sugiro que além de ver o vídeo de bastidores, veja os 2 parágrafos abaixo:


1 – História em Quadrinhos publicada em 2015!
Isso mesmo. Para quem não sabe, “Turma da Mônica – Laços” é um dos vários romances gráfico publicados em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. É uma leitura deliciosa!
Sabe aquelas leituras que despertam emoção, nos fazem rir e encher os olhos de lágrimas?! Bom, comigo, pelo menos foi assim. Com toda a divergências dos personagens, quando, diante da dificuldade, a amizade se sobrepõe às diferenças, é incrível. Umas das melhores HQ´s que já li da turma da Mônica, se não a melhor. Enquanto o filme não sai, vai na livraria e adquire sua publicação!
Data da primeira publicação: 17 de julho de 2015
Para cada publicação idealizada, artistas diferentes foram convidados. E para “Laços” a missão ficou por conta dos irmãos Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics

2 – Como surgiu a parceria entre o diretor do filme, Daniel Rezende e o Mauricio de Sousa para realizar o filme?
Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, a graphic novel criada pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Maurício também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato.

:: Wilton Bernardo – Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez

TVE Bahia: Programa sobre cultura GEEK

Lua fazendo cosplay de Malévola ao lado do grafiteiro Diogo Galvão

Lua fazendo cosplay de Malévola ao lado do grafiteiro Diogo Galvão

O programa que vai ao ar dia 27 de novembro, às 21h na TVE (Bahia) foi uma grande homenagem a cultura GEEK! Quadrinhos, games, cosplay, banda cover, fã club! Foi Massa!
Segue fotos abaixo.

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GAMES, BANDA COVER
Há um núcleo na UNEB, Universidade do Estado da Bahia, que trabalha com desenvolvimento de games educativos. Um dos profissionais envolvidos é o artista, amigo das antigas, Danilo Dias. A banda cover dos Beatles foi responsável pela trilha sonora do programa. Aliás, trilha sonora de responsa! Muitas pessoas fazendo cosplay, inclusive minha amiga Lua de “Malévola”.

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STAR WARS, GRAFITE
O fã clube de STAR WARS da Bahia marcou presença, o grafiteiro Diogo Galvão que teve seu trabalho decorando o programa falou muito sobre o trabalho que vem desenvolvendo mundo a fora.

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OFICINA de QUADRINHOS, LIVRO com CARLINHOS BROWN e DONA DEDÉ
Eu, Wilton Bernardo, idealizador do projeto Oficina HQ fui convidado para falar do primeiro livro infantil do cantor Carlinhos Brown que eu ilustrei, de um personagem meu que aborda questões atuais como machismo, feminismo, preconceito – Dona Dedé que tem uma página no facebook mais curtida que a minha (rsrsrs) e das oficinas de Quadrinhos que tenho realizado em Salvador. Inclusive, a próxima será realizada na Faculdade Ruy Barbosa como curso de extensão, a partir do dia 12 de novembro.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

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4ª Dica: Recursos Narrativos (Angulações)

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(Ilustração acima do mestre Will Eisner)

Este é um assunto delicado e importante. Você pode ser criativo, saber bastante sobre recursos da linguagem dos quadrinhos. Pode já ter visto quadrinhos interessantes com distribuições criativas de balões e desenhos… Na hora de você colocar a mão na massa e mostrar seu trabalho desenvolvendo a sua narrativa gráfica, cuidado para não pecar por excesso. Não use os recursos gratuitamente. É importante pensar no público que vai ler essa narrativa, e deixar o contexto da história também te fazer perceber o recurso apropriado a ser usado, que no caso, é o tipo de angulação.

IMPORTANTE: Perceba que em determinadas angulações você pode ajudar um personagem a estar encurralado, a ter mais força. As angulações também servem para comunicar, assim como todos os outros recursos narrativos.
Pesquise: Plano plongé e contra-plongé!

Abraço e até a próxima!

# Wilton Bernardo
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Mangás – Parte 1

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O blog da Ação Cultural Oficina HQ inicio hoje a publicação de um artigo sobre mangás dividido em alguns POSTs. O primeiro aborda:
A INFLUÊNCIA DOS MANGÁS NO BRASIL

É muito fácil olhar em vonta e perceber como os elementos estéticos dos mangás foram assimilados pela cultura pop em diversas partes do mundo. Você e provavelmente a maior parte dos brasileiros conhece alguém que assiste animês, lê mangás, conhece e admira a cultura japonesa.
Eu considero o Brasil como um país autoral, no que diz respeito a produção de quadrinhos. Não temos um estilo que reflete uma produção em larga escala onde centenas de desenhistas tentam se enquadrar para ter uma oportunidade profissional como nos EUA, por exemplo. Mas ao contrário temos muitos artistas produzindo suas crianções, cada um com seu estipo. E mesmo assim, é notíria a influência dos mangás, dos desenhistas iniciais até grandes editoras.
Em entrevista ao Portal Imprensa, Maurício de Sousa explicou o motivo de ter lançado uma das publicações que se tornou líder de mercado – A Turma da Mônica Jovem (lançada em agosto/2008) – com influências do mangá: “Para recuperar o público que estava escorrendo. Ele [o público] estava indo embora porque a Turma da Mônica infantil era coisa de criança e eles queriam outra coisa e estavam se bandeando para o mangá japonês. Eu precisava ir para a área onde o público jovem estava migrando. Eles gostavam da Turma da Mônica naquele momento e depois achavam que não preenchia mais o seu desejo de consumo, então decidimos fazer alguma coisa para eles. Criar uma Mônica com os seus 15, 16 anos e fazer algo parecido com o mangá japonês. E deu mais que certo.”

Segundo Patrícia Maria Borges em seu Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, muito antes dessa popularidade que os mangás adquiriram nas décadas de 80 e 90, aqui no Brasil, desde os anos 70 já havia desenhistas nisseis que desenvolviam quadrinhos nacionais influenciados por essa estética. Este foi o caso de Claudio Seto, Julio Shimamoto, Paulo Fukue, Fernando Ikoma, entre outros.

Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
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3ª Dica – Desenho

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Dando continuidade às dicas, para ajudar na construção de uma HQ, que eu prometi que estaria publicando aqui no Blog até dia 1ª de novembro:

Eu observo que a maioria das pessoas quando vão começar a fazer um desenho, elas simplesmente começam a desenhar os detalhes. Se pretendem desenhar uma pessoa iniciam normalmente pela cabeça e começam a fazer os detalhes: contorno de cabeça, olhos, boca, sobrancelhas, cabelos, e vão descendo, completando o corpo.
Não é todo mundo, mas muitas dessas pessoas erram nos limites e quando já estão bem adiantadas, percebem que o desenho completo não caberá na folha. E assim, fazem o desenho cortando partes por terem alcançado o limite do papel.

Sabe como se chama a causa e a solução disso? PLANEJAMENTO
Quem comete esse erro normalmente não percebem que pode desenvolver o desenho por etapas e antes de começar a finalizar o desenho, pode fazer um planejamento.
Se ficar apagando um desenho pra corrigir várias vezes já é arriscado, podendo lhe fazer perder o trabalho e o tempo, imagine como pode ser arriscado você fazer uma página de quadrinhos?

Não se engane se pensa que os “feras” que trabalham para Marvel, DC Comics não fazem planejamento e pesquisa de referências, para fazerem desenhos o mais convincentes possíveis.
Pois então, experimente planejar seu desenho, estabelecendo os limites nas 4 direções, reflita e planeje a posição que quer desenhar. Use formas geométricas para delimitações mais gerais. Quando estiver satisfeito com as formas e configurações gerais, você pode fazer os detalhes na mesma folha ou em outra folha com o auxílio de uma mesa de luz, por exemplo.

Vamos tentar?
Esta é uma das primeiras dicas e exercícios que faço com os alunos quando iniciamos a Oficina de Quadrinhos. Com certeza, você pode começar!
E se quiser, mostra pra a gente seu desenho!
Até a próxima dica!

# Wilton Bernardo
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Mulher Maravilha: embaixadora da ONU

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Nesta sexta-feira (21/10/16) aconteceu a cerimônia para nomear a Mulher-Maravilha como Embaixadora Honorária da ONU para o Empoderamento de Mulheres e Meninas. O evento, que também celebra os 75 anos da super-heroína, contou com a presença de Gal Gadot, que interpreta a personagem nos filmes mais recentes da DC, e Lynda Carter, que fez a personagem na série de TV dos anos 1970.

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sua primeira aventura foi na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941, nos Estados Unidos, escrito por Charles Moulton e desenhada por H. G. Peter (Harry George Peter). A história timidamente iniciada tem continuação direta em Sensation Comics #1 de janeiro de 1942. Com o sucesso, ela ganhou sua própria revista em quadrinhos em maio de 1942, Wonder Woman #1, que foi transferida exclusivamente para a DC Comics em 1944


Séries de televisão
1 – Wonder Woman: Who’s afraid of Diana Prince?
Com o sucesso da série Batman nos anos 60, seu produtor, William Dozier, visualizou novas produções de super-heróis e a Mulher-Maravilha foi o personagem escolhido. Dozier pediu a Stan Hart e Larry Siegel, ambos da revista Mad, para que escrevessem um roteiro cômico no qual fosse apresentada a essência de uma série de meia-hora com a personagem. Em 1967, foi gravado o episódio piloto para avaliação, “Wonder Woman: Who’s afraid of Diana Prince?” (em tradução livre, Mulher Maravilha: Quem tem medo de Diana Prince?) foi primeira tentativa de se produzir uma série com a princesa amazona. Foi gravado um episódio piloto em 1967, no qual seguia uma linha cômica: a história apresentava Diana Prince (Ellie Wood Walker) como uma mulher desajeitada; ao se olhar o espelho se transformava na heroína Mulher Maravilha (Linda Harrison). O teor cômico e com uma versão diferente dos quadrinhos não agradou a audiência e o seriado não chegou a ser produzido

2 – Mulher-Maravilha
Série de tv norte-americana, protagonizada por Lynda Carter, produzida entre 1975 e 1979. Baseado na primeira história da personagem, passada durante a II Guerra Mundial, mostrando suas origens na Ilha Paraíso

Fonte: Jovem Nerd + Wikipedia

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2ª Dica – Recursos Narrativos na HQ

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Eu estava olhando uma história em quadrinhos que fiz há muito tempo de um personagem meu – Dona Dedé – e estou pretendendo refaze e lançar. Vi umas imagens que eu acho legais de uma grande confusão numa feira, com direito a tomates e muitas outras verduras e frutas voando. Este momento é o ápice da pequena história. Isso me lembrou RITMO, um dos mais importantes recursos narrativos nas histórias em quadrinhos. É importante saber os momentos mais e menos importantes, bem como o ápice da história para utilizar bem esse recurso.
Entre os diversos recursos narrativos eu destaco: onomatopeias, enquadramento, angulações, legenda, planos e ritmo!

Tenha a ideia geral da história em mente, é fundamental para você entender a importância de cada trecho. A forma com que você vai contar a história, através das imagens que apresentará ao leitor define o ritmo. Quantos quadros vai usar e quão rápida vai ser a passagem de um fato define o ritmo e o que importa no que você está contando em quadros.

Por isso, considero ritmo um dos recursos essenciais. Também por isso, acho estranho pensar em roteirizar, sem ter a história fazendo sentido, redonda.

Ficamos por aqui. Até a próxima dica!
Ah! Se quiser sugerir um tema, fiquem à vontade!

Abraço!

# Wilton Bernardo
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