Dica especial sobre Roteiro

As etapas de construção de uma História em Quadrinhos são várias. A dita desta vez será sobre uma etapa super importante e não é desenho! Pois é…. quando falo da Oficina de Quadrinhos um monte de gente pensa logo que só vai desenhar. Mas vamos admitir que para fazer uma história em quadrinhos é necessário um monte de outras coisas, além de desenhar?
Acho super importante o entendimento e compreensão sobre diferenças entre roteiro e história por exemplo.

Para colaborar justamente nesse aspecto, vamos lá para DUAS DICAS:

PRIMEIRO: Roteiro não é história. Você precisa ter uma história para em seguida roteirizá-la. Para ilustrar isso, pense o seguinte: Uma editora contrata você e um outro profissional – um de vocês vai desenvolver o roteiro da HQ e o outro vai desenhar. Mas o objetivo é desenvolver uma narrativa da obra de Jorge Amado “Gabriela Cravo e Canela”. Então, a história já existe. O que um de vocês fará é desenvolvido o processo de roteirização.

SEGUNDO: Se a história não existisse, então, o argumentista (como argumento, nesse caso, você deve entender “história”. Não estou me referindo a argumento no cinema) vai desenvolver antes de tudo o Story line. E o que é story line? Story line é um resumo da história em aproximadamente 5 linhas.
Aguarde a próxima dica. Abraço!

Esse assunto e muito mais será abordado na Oficina de Quadrinhos que acontecerá em Salvador, ministrada por mim. Se interessou? Fala comigo.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

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Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez

Oficinas de Desenho e de HQ em Salvador


Inscrições abertas
Oficinas de Quadrinhos e de Desenho aos sábados

Aulas de artes gráficas prometem muita criação e movimento para os sábados de julho, agosto e setembro em Salvador! São as Oficinas de Desenho que acontecerão às tardes no Museu Carlos Costa Pinto e as Oficinas de Quadrinhos que acontecerão às manhãs no Horto Florestal. A realização da Ação Cultural Oficina HQ, coordenada pelo artista visual Wilton Bernardo tem o objetivo de movimentar a cena das artes gráficas em Salvador dando alternativas para quem gosta e deseja se aprimorar na área.

Oficina de Desenho
Com a proposta de realizar exercícios, ensinar técnicas de desenho, criar personagens e estimular a prática da escrita (de forma lúdica e espontânea), estimulando o desenvolvimento da percepção visual, a Oficina de Desenho será realizada no Museu Carlos Costa Pinto, para crianças de 8 a 12 anos. As aulas serão ministradas por Wilton Bernardo e Isadora Sabar. São apenas 12 vagas para garantir que os alunos recebam toda a atenção necessária.

Oficina de Quadrinhos
A proposta da Oficina de Quadrinhos é abordar as etapas de construção de uma HQ, partindo da proposta, analisando publicações e personagens de sucesso passando por experimentações como criar personagens, desenho, roteiro, análise de recursos narrativos e simbologia das cores, além de falar sobre registro de personagens e direito autoral. As aulas acontecerão no Estúdio Foto e Design, no Horto Florestal de Brotas, e são disponibilizadas apenas 10 vagas.

Todos os professores que atuam na Oficina HQ são graduados, além de terem capacitação específica aos temas que abordam. Wilton Bernardo, idealizador da Ação Cultural já realizou, através da Oficina HQ, dezenas de Oficinas em parceria com espaços como EBEC, Aliança Francesa, ACBEU, Faculdade Ruy Barbosa e o Museu Carlos Costa Pinto, com o qual já tem parceria de longa data. Muitas exposições online e em galerias também foram promovidas para estimular e valorizar os artistas gráficos, alunos ou não.

Serviço:
1) Oficina de Desenho (8 a 12 anos)
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15 às 17h
Período: aos sábados, de 21/7 a 15/9/18 (não haverá aula no dia 8/9)
Investimento: 2x R$ 240

2) Oficina de Quadrinhos (estudantes a partir de 14 anos, para adolescentes e adultos)
Local: Estúdio Foto e Design – Rua Waldemar Falcão, 586, Horto Florestal de Brotas, Salvador-BA
Horário: 9 às 11h, aos sábados
Período: aos sábados, de 21/7 a 15/9/18 (não haverá aula no dia 8/9)
Investimento: 2 x R$ 240

Informações e inscrições:
whatsapp (71)99305-9093
Instagram: @wilton_bernardo ou @oficinahq
Facebook: oficinaHQoficial
Email: oficinahq@hotmail.com

:: Wilton Bernardo é o criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ que além de dar nome a este Blog, assina outros produtos culturais e educativos, realizados desde setembro/2003; entre as ações estão as Oficinas de Quadrinhos, Oficinas de Desenho e Exposições coletivas de artes gráficas diversas

Gutemberg Cruz entrevista Wilton Bernardo

fui entrevistado pelo querido Gutemberg Cruz, um jornalista que admiro muito pois há muito tempo já faz parte de minha história. Sabe por quê? Quando eu era adolescente, o segundo Curso de Quadrinhos que participei na vida, foi ministrado por ele! E foi justamente como atividade final deste curso de História dos Quadrinhos na Fundação Casa de Jorge Amado, que criei um dos meus pesonagens “Dona Dedé” que hoje tem uma página com POST curtido e complartilhado por mais de 1.000 pessoas! Na entrevista falamos sobre esta personagem, sobre minhas inspirações para criar, sobre os personagens que sou co-autor com o Carlinhos Brown (Paxuá e Paramim) e cuja primeira publicação foi ilustrada por mim em 2012, entre muitos outros assuntos.

Parte da entrevista:

Gutemberg Cruz- Qual a informação que alimenta o seu trabalho?

Wilton Bernardo – O que alimenta o meu trabalho, definitivamente é a pesquisa. É como trilhar um caminho que não se sabe onde vai dar, mas é o norte, pra acertar, ou no mínimo, fazer algo dentro do que foi proposto, do que foi desejado.

GC – O que você mais gosta de fazer hoje?

WB – Criar. O meu grande tesão sempre foi e acredito que será sempre criar. Seja o que for, dentro das artes gráficas, do design. Criar soluções, inventar. Sempre tem uma ou outra pessoa que fala “Nada se cria, tudo se copia”, e essa frase, definitivamente não me representa.. rsrsrs

Eu percebi isso em mim, sabe quando? Quando eu desejei trabalhar na empresa de Maurício de Souza. Teve uma época em que eu cheguei a fazer algumas etapas de avaliação. Bom, para apresentar Dona Dedé, tive o maior entusiasmo, responder as perguntas que era uma outra etapa, foi tudo bem, mas na hora de desenhar os personagens do Maurício…. eu simplesmente não fazia… e eu admiro muito toda a história daquele homem. Admiro demais! Mas a questão começou a ficar claro pra mim: o meu tesão era criar, não copiar, não representar criações de outros. Claro que eu respeito todos que fazem, graças a Deus, existem diversas funções dentro dessa indústria, e cada pessoas tem um prazer, seja roteirizar, desenhar, arte finalizar, colorir, enfim. O importante é fazermos aquilo que realmente nos deixa feliz.

GC: Em 2012 você criou os personagens Paxuá e Paramirim. Conte sobre eles

WB – O livro Paxuá e Paramim, foi publicado em 2012 com 2 índios crianças que se preocupam com o meio ambiente, preservação da natureza . O texto é do Carlinhos Brown cuja produção me convidou para ilustrar a história infantil. Mas quando fui me reunir com a produtora, ainda não existiam os personagens, havia apenas os nomes Paxuá e Paramim. Então eu desenvolvi a estética, a imagem dos personagens. Não tinha como ilustrar sem criar primeiro os personagens. Então, depois dos personagens criados, ilustrei o livro infantil que foi distribuído durante uma exposição de artes plásticas que o cantor fez na Caixa Cultural de Brasília.

Quer ler a entrevista completa? Acessa veja na íntegra, publicada no Blog do Gutemberg Cruz acessando o link “ENTREVISTA com Wilton Bernardo”.

:: Wilton Bernardo é o criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ que além de dar nome a este Blog, assina outros produtos culturais e educativos, realizados desde setembro/2003; entre as ações estão as Oficinas de Quadrinhos, Oficinas de Desenho e Exposições coletivas de artes gráficas diversas

Desafio de HQ: ter aventura e conteúdo sem ser chato


Um dos maiores desafio para a publicação de Dona Dedé “Bela, recatada e do lar é conseguir ter um conteúdo que faça jus ao que a personagem se tornou e consequentemente a fez conseguir mais de 7 mil curtidas na página do facebook, 1.500 curtidas e mais de 1 mil compartilhamentos com apenas 1 POST!
Nas tiras, é mais fácil manter o tom crítico-sem-ser-chato-e-moralista. A história em quadrinhos longa é o maior desafio, pois é exatamente onde existe um movimento e ação maior. O ápice da aventura acontecerá na feira de São Joaquim, uma tradicional e enorme feira que existe em Salvador, onde não vai ficar fruta sobre fruta..rsrs
A previsão de lançamento é para outubro/2017.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | http://www.oficinahq.wordpress.com
Email: wiltonbernardo@hotmail.com

HQ de Dona Dedé já tem título: “Bela, Recatada e do Lar”


Amigos, quanto ao título, não tenho dúvidas: “Bela, recatada e do lar”. Quanto a cor do fundo, ainda não sei. Estou aberto a opiniões, ok?
Acho que o título dá o tom do que é o personagem e do que vem nas tiras provocativas, porém leves, e na história com aventura e diversão para crianças de todas as idades : P
Mas o desenho está sendo refeito, e Dona Dedé terá um Black Power massa!

AUTOR & PROFESSOR DE QUADRINHOS
No dia 22 de julho estarei iniciando uma nova torna da Oficina de Quadrinhos como Curso de Extensão na Faculdade Ruy Barbosa (Rio Vermelho, Salvador-BA). Como estou imbuído de finalizar essa produção, vou dividir com os alunos muita coisa que estou planejando, como suportes de comercialização, impressão sob demanda, e-pub, streaming, Social Comics, Clube de autores (comercialização) além da produção, do desenho, da revisão de características, do roteiro. Vai ser muito bacana essa edição da Oficina de Quadrinhos porque além de todo o conteúdo didático e abordagens já definidas, eu terei algo em acabamento muito presente e atual para mostrar e falarmos sobre.
Para quem quiser saber sobre a Oficina, é só acessar: http://wiltonbernardo.com/oficinas-2/

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | http://www.oficinahq.wordpress.com
Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Professor de Quadrinhos vai lançar HQ de “Dona Dedé” em outubro

Quadrinhos originais que estão sendo redesenhados para lançamento em outubro/2017


Projetos, Projetos e projetos! São tantas idéias, tantas coisas por fazer, mas Entre tantos temas, de orixás a Freud, eu vou cantarolar “antiguidade é posto” e Quem sai do forno primeiro será Dona Dedé. A personagem nasceu de uma maneira super despretensiosa há anos atrás quando fui aluno de Gutemberg Cruz num curso sobre a História dos Quadrinhos. Foi uma delícia ter participado. Além de ter conhecido uma galera super bacana, eu criei Dona Dedé.

DONA DEDÉ – A PERSONAGEM
Se passaram anos, e a personagem que inicialmente queria se aventurar e pilotar sua própria vida, aventuras e desventuras, com a mesma força que seu esposo esperava que ela pilotasse apenas o fogão ganhou novos sonhos, e aprendeu a questionar mais. Mais de uma década de criada, Dona Dedé está de frente com as Redes Sociais que lhe joga na cara a violência física, verbal, o desrespeito que praticamente anda conosco lado a lado.

Tira de Dona Dedé, personagem de Wilton Bernardo que questiona o comportamento, e tenta se encontrar, de forma leve e despretensionsa


TIRAS E HISTÓRIA PRONTA
Várias tiras e 2 histórias prontas é o que vai servir de conteúdo para sua primeira publicação, planejada para ser lançada em outubro. Como as tiras e uma das histórias em quadrinhos – sobre “descobrimento do Brasil” – tem um roteiro muito antigo bem como os desenhos, o trabalho é refazer. Será uma nova versão ainda que a história seja inédita. Nunca foi lançada mas terá uma versão mais legal. Nos desenhos atuais a personagem tem um black Power e Nina, sua melhor amiga, não será empregada doméstica, como era originalmente. “Que os personagens negros possam assumir outros papéis menos óbvios, menos lugar comum”.

PÚBLICO ALVO
Sinceramente, apesar de saber que muitas mulheres têm curtido a página de Dona Dedé no Facebook (https://www.facebook.com/Rodouabaiana/) acho que crianças (independente de serem do sexo masculino ou feminino) e homens poderão curtir a personagem. No fundo é uma incógnita, mas ela há de conquistar seus “amigos”. No facebook já tem mais de 7 mil admiradores, o que não é nada mal pra começar.

AUTOR & PROFESSOR DE QUADRINHOS
No dia 22 estarei iniciando uma nova torna da Oficina de Quadrinhos como Curso de Extensão na Faculdade Ruy Barbosa (Rio Vermelho, Salvador-BA). Como estou imbuído de finalizar essa produção, vou dividir com os alunos muita coisa que estou planejando, como suportes de comercialização, impressão sob demanda, e-pub, streaming, Social Comics, Clube de autores (comercialização) além da produção, do desenho, da revisão de características, do roteiro. Vai ser muito bacana essa edição da Oficina de Quadrinhos porque além de todo o conteúdo didático e abordagens já definidas, eu terei algo em acabamento muito presente e atual para mostrar e falarmos sobre.
Para quem quiser saber sobre a Oficina, é só acessar: http://wiltonbernardo.com/oficinas-2/

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | http://www.oficinahq.wordpress.com
Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Que tal, uma nova história em Quadrinhos?

A construção de uma HQ será abordada durante 8 sábados na próxima Oficina de Quadrinhos, que o artista visual Wilton Bernardo realizará no Ateliê da faculdade Ruy Barbosa.
Os alunos aprenderão, de forma teórica e prática, sobre criação de personagem, roteiro, desenho e todas as outras etapas que fazem parte da construção de uma HQ, com carga horária de 16h.

Podem se inscrever: estudantes (a partir de 12 anos) e profissionais de diversas áreas interessados em aprender mais sobre produção, reflexões, pesquisas, e perguntas que precisam ser respondidas para se construir uma História em Quadrinhos. Assuntos como mercado, produção autoral, direitos autorais, bem como dicas de espaços para expor/comercializar seus trabalhos de forma independente, serão pautas importantes dentro e fora da sala, durante os 2 meses de convívio.

Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou personagens e ilustrou primeiro livro infantil lançado pelo cantor Carlinhos Brown(2012); criou uma marca (Laço Afro) que produz peças de design com ilustrações autorais acerca da temática afro-brasileira, desenvolveu diversos souveniers para as Obras Sociais Irmã Dulce e criou a marca Oficina HQ através da qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003. Também já ganhou vários prêmios como diretor de artes e ilustrador. Já aos 10 anos Wilton Bernardo ganhou seu primeiro de vários outros prêmios, realizando o sonho de passar 15 dias nos estados Unidos, conhecendo os grandes parques da Disney e uma bolsa para estudar numa escola particular sem prazo de validade, quando retornasse ao Brasil.

A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (whatsapp (71) 9 9224-0746, e-mail: jaraujo8@frb.edu.br).

Serviço:

Oficina de Quadrinhos (para adolescentes e adultos)
Local: Faculdade Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30 às 11:30h
Período: 22/julho a 9/setembro (8 sábados)
Investimento: 2 x R$ 225
Informações e inscrições: (71) 9 9305-9093(tim/whatsapp de Wilton Bernardo), oficinahq@hotmail.com (e-mail)

Tá rolando o Festival Internacional de Quadrinhos em Beja (Portugal)

Paulo Monteiro, responsável pelo evento, destacou que no primeiro fim de semana “vão estar presentes mais de 30 autores”, destacando como uma das grandes iniciativas “os CONCERTOS DESENHADOS, um evento dentro do evento, com desenhadores a desenhar, enquanto as bandas tocam”, concluiu.
O Festival Internacional de Banda Desenhada (FIBD) de Beja abraça, pelo segundo ano consecutivo, exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional. Ao todo, são 18 as exposições patentes ao público e 10 os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola e pela Roménia.
Subjacente a mais uma edição do FIBD de Beja, está a ideia futura de fazer um “Museu de Banda Desenhada na cidade, que se tornará um marco importante do setor no país”, revelou na apresentação a vereadora Sónia Calvário.

O FIBD instituiu há cinco anos o “Prémio Geraldes Lino”, uma das maiores figuras portuguesa da banda desenhada, que este ano vai ser entregue a Sofia Neto, pelo próprio homenageado pelo Festival de Beja.

Arte de Flavio Luiz Nogueira na 13ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (maio/2017)


HOMENAGEM JUSTA
O quadrinhista baiano Flavio Luiz Nogueira é um dos homenageados na 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Beja (Portugal) – 25 de maio a 11 de junho de 2017.
“Estou muito feliz por ser o primeiro quadrinhista baiano a ser convidado para festival tão importante e ver o meu trabalho ser tão respeitado e valorizado” Flavio Luiz Nogueira

:: Wilton Bernardo
Artista Visual, Idealizador da Ação Cultural Oficina HQ

Oficinas de Quadrinhos em Salvador-BA

As Oficinas de Quadrinhos ministradas pelo artista visual e designer Wilton Bernardo terão 2 turmas simultâneas para contemplar públicos diferentes. No turno matutino a Oficina é direcionada a adolescentes e adultos; no turno vespertino, pela primeira vez, as crianças de 8 a 12 anos terão uma turma só para elas!
As turmas serão abertas com 2 grandes parceiros:
– A Faculdade Ruy Barbosa vai contemplar o público adolescente e adulto, das 9:30 às 11:30h
– O Museu Costa Pinto vai contempla a criançada de 8 a 12 anos, das 15 às 17h

SOBRE A OFICINA E O PROFESSOR
Conteúdo: Wilton desenvolveu um conteúdo que aborda as etapas de construção de uma HQ como desenho, criação de personagem, storyline, storyboard, roteiro, design, cores. Questões como mercado e direito autoral integram o conteúdo do curso.
Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou os personagens Paxuá e Paramim lançados por Carlinhos Brown; a personagem feminista Dona Dedé que tem página própria no facebook e criou o projeto Oficina HQ através do qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003.

OS PARCEIROS
A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (email: jaraujo8@frb.edu.br).

O Museu Carlos Costa Pinto reúne no seu acervo de artes decorativas, dos séculos XVII ao início do XX, um verdadeiro testemunho dos valores artísticos e culturais da Bahia Colonial e Imperial. Além da exposição do seu inestimável acervo, promove exposições temporárias, desenvolve intensa programação cultural e possui um atuante serviço educativo, realizando visitas orientadas e oficinas de arte para estudantes e grupos diversos (email: educativo@museucostapinto.com.br)

Serviço: Oficina de Quadrinhos
a) Turma da Faculdade Ruy Barbosa: para adolescentes e adultos
Local: Faculdade Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30h às 11:50h

b) Turma do Museu Carlos Costa Pinto: para crianças de 8 a 12 anos
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15h às 17h

Período: Junho e Julho (total de 8 sábados)
Investimento: R$ 2 x R$ 225
Informações e inscrições:
Wilton Bernardo (71) 99305-9093(tim/whatsapp), oficinahq@hotmail.com (e-mail)
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Obs: A Oficina oferece apostilas e material necessário para as aulas

:: Oficina HQ