MÓDULO 5 – Criação de Personagem


MÓDULO 5 – Criação de Personagem

Antes de embarcarmos na aventura de criar um personagem, é importante que fiquemos atentos e sejamos o mais sinceros conosco, no momento em que pensaremos “tive uma ideia”. Sim, é possível sempre sermos criativos, e nos inspirarmos em coisas e fatos ao nosso redor. Na verdade, eu não vejo como criar sem termos como referência ou inspiração, a nossa própria cultura, a nossa história. Mas INSPIRAÇÃO precisa ser entendida como algo diferente de CÓPIA ou REPRESENTAÇÃO LITERAL.

Dois tópicos importantes:

a) originalidade.

Tudo bem que você é fã do Wolverine, por exemplo. Não adianta inventar um personagem com músculos, garras e o jeito grosseirão idênticos do seu personagem preferido batizando-o com outro nome, achando que isso resolve o problema da originalidade. O seu personagem precisa ter a sua própria história. Pode não ser tão dramática quanto a “origem” do Batman, o garoto que perdeu os pais ainda muito novo e cresceu cada vez mais traumatizado com a violência que sentiu na pele. O mais importante é que a origem do seu personagem não seja a cópia da história de outro. Tudo bem que coincidências aconteçam, mas não me venha dizer que seu personagem foi picado por uma aranha (Homem-Aranha) ou teve os pais assassinados num assalto quando ainda era um garotinho (Batman).

b) ser convincente.

Se seu personagem tem poderes ou não, é mortal ou não, isso não importa. Ele pode viver 1.000.000 de anos e não é isso que faz perder credibilidade. Ser convincente diz respeito à forma com que você levará essa informação pra o leitor que define isso. A forma com que você vai apresentar seu personagem. A situação, a ambientação. É preciso haver oportunidade do leitor conhecer o personagem vivendo as situações ao invés de criarmos dezenas de quadros somente pra ficar descrevendo as características do personagem e como ele é.
Claro que precisamos ter essa descrição definida, mas não precisamos jogar o texto diretamente assim nas histórias. Precisam vir num contexto, para o leitor ir “digerindo” dentro da trama.

Criação de Personagem

Para que o leitor possa se envolver com os personagens é essencial que estes possuam personalidades diversas e definidas, como ocorre na vida real com as pessoas.

Nunca bastará dizer ao leitor que determinado personagem é “isto” ou “aquilo”. Precisamos apresentar os personagens e suas características utilizando não apenas palavras, mas as ações, expressões demonstrando isso em seu próprio comportamento.
Para o leitor se convencer, “embarcar” na história, é preciso um clima lúdico, uma contextualização. Um personagem bem elaborado, bem definido, ajuda muito, por isso, antes de partir para escrever e desenhar as histórias, se empenhe em criar seus personagens. Após o primeiro momento de elaboração não tenha preguiça ou receio de rever, ajustar tanto detalhes no traço quanto nas características sociais e/ou psicológicas se achar necessário. Assim como para uma novela ou um filme, é importante que a história seja bem escrita; que os personagens sejam interessantes e diferentes um do outro. Vamos supor que você resolveu desenvolver 3 personagens: 3 garotos que vivem situações cotidianas no universo infantil. A trama acontece no universo deles e em cima de situações simples. Se um deles gosta de comer maçã, é melhor que o outro goste de outra fruta. E quem sabe pode ficar melhor ainda se o terceiro odiar maçã? Claro que não é uma regra. Isso apenas é para chamar a sua atenção para as diferenças necessárias e que realmente compõem a vida, fonte de inspiração de qualquer ficção.

As perguntas básicas que você deve responder (e desenhar) para criar o personagem:

Dados pessoais:
– Nome
– Apelido
– Idade (data de nascimento)

a) Características físicas (externas): altura, cor do cabelo, cor dos olhos, peso…
b) Características psicológicas (internas): motivação, ânimo, moral…
c) Características sociais (o que faz, como vive, estuda? Trabalha? Solteiro(a)? casado(a)? religião? Tem pais? Filhos? Formação?
d) Desenho do personagem

Vamos criar nossos personagens?!
Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

Quais as etapas para fazer uma HQ


Houve um tempo em que eu acreditava que para fazer uma História em Quadrinhos só era necessário a ideia, algum personagem, e claro, belos desenhos! Afinal de contas, depois de conhecer as grandes Editoras Marvel e DC Comics com um leque de desenhistas incríveis, como eu posso pensar em lançar uma publicação, sem antes estar com o meu desenho no nível deles, certo? ERRADO! Não existe um nível ou padrão de desenho que garanta que uma História em Quadrinhos vai ser bem sucedida. E lembrem-se: A originalidade de um traço que possa destoar da maioria é imensamente melhor que um desenho genérico, sem identidade, tecnicamente perfeito, mas que não traduz nem identifica o que você ou sua história deseja ou precisa exprimir.

Dona Dedé, uma das personagens criadas por Wilton Bernardo


Até meus 12 a 14 anos, colecionei revistas em quadrinhos não concluídas porque eu tinha uma ideia, e antes de definir início, meio e fim da história (storyline); antes de definir todos os personagens que nelas estariam; antes de desenvolver o roteiro; antes de planejar quantos desenhos seriam inseridos em cada página e como seriam as cenas (storyboard); antes de definir as diferentes angulações, escolher as onomatopeias e quantidade de quadros eu utilizaria pra mostrar cada passagem da história (recursos narrativos); eu já começava a fazer a história em quadrinhos nas folhas de papel ofício dobradas e grampeadas ao meio. Foi um longo aprendizado cheio de erros e acertos.

O mangá influenciou tudo! Nada mais poderia ser como antes, após a explosão desse estilo de HQ. As narrativas das HQs de super heróis mudou! Até a turma da mônica tem versão com influência do mangá!(imagens de Death Note e Lobo Solitário)


Após pesquisar, estudar, fazer cursos tanto em Salvador quanto em São Paulo com profissionais que produzem para Marvel, DC Comics, eu organizei tudo que havia estudado, pesquisado, e resolvi compartilhar com as pessoas, através daquilo que reuni e chamei de Oficina de Quadrinhos. É importante deixar claro que foi uma pesquisa longa, demorada. Anos se passaram. Entre início e fim, eu passei no vestibular, me formei em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia, me tornei infografista na Rede Bahia, entrei no mercado publicitário como Diretor de Arte, me tornei professor de Artes, e por fim, vi que eu havia organizado um conteúdo rico em torno das artes gráficas, plásticas e tinha em mãos informações que orientariam a produção de forma prática de uma história em Quadrinhos.

São infindáveis abordagens, temas, estilos, centenas de personagens. Já criou o seu?


A pesquisa que desenvolvi aborda as etapas de construção dessa arte fascinante que encanta crianças e adultos com histórias dos mais variados traços e temas: Aventura, humor, ficção científica e terror, além das histórias reais, verdadeiros relatos, documentos vivos da nossa própria história. Tudo cabe nessa arte! Qualquer tema pode ser desenvolvido em Quadrinhos! Portanto são orientações – divididas entre teoria e atividades práticas – nos seguintes tópicos que tem sido compartilhadas nas Oficinas de Quadrinhos:

– Desenho
– Storyline
– Criação de Personagens
– Recursos Narrativos
– Simbologia das Cores
– Roteiro
– Storyboard

Assunto e motivo pra muitos debates construtivos não faltam. As capas históricas e direito autoral e a introdução à pintura digital são assuntos que não podem deixar de ser abordado na turma de adolescentes e adultos.

:: Wilton Bernardo
– Coordenador da Oficina de Quadrinhos e Desenho “Oficina HQ” ( @oficinahq );
– Criador da marca Laço Afro ( @lacoafro );
– Artista visual, Designer Gráfico ( http://www.wiltonbernardo.com )

Criação de Personagem e Direito Autoral – analisando o Superman


Hoje vou falar um pouco sobre criação de personagem e direito autoral. Esse é um assunto muito importante. Afinal, não basta ser criativo, talentoso. É importante entender o que lhe cabe, a importância de se criar um personagem e o que significa “um personagem” nos dias de hoje.
Um personagem nascido de um desenho, pode ganhar o mundo. Um mundo de suportes como cadernos, roupas, produtos decorativos, brinquedos, jogos, além de ser garoto propagada de inúmeras marcas, e ganhar telas de cinema. Não há limites para os personagens.

Aproveitando o clima das aulas da Oficina HQ sobre Criação de Personagem – acontecendo desde o sábado passado, 11/05/19, no Museu Carlos Costa Pinto para a garotada e no Centro Universitário UniRuy, para adolescentes e adultos, vamos abordar alguns personagens e seus criadores!
Por onde começar? Claro que começaremos por ele o Superman. Sabe por quê?

CRIADORES DO SUPERMAN
Segundo o Roberto Guedes, em sua matéria para a revista Mundo dos Super heróis, até junho de 1938 as revistas em quadrinhos não existiam de verdade, eram quase sempre apáticas republicações de tiras de jornal. Mas depois de Action Comics 1 em que estampava o Superman na capa – 1ª aparição do personagem -, artistas talentosos e diversos personagens que surgiram em seguida, ajudaram a criar uma indústria bilionária!
É claro que sem investimentos, não há retorno. Mas em terreno de gente que valoriza a criatividade e o talento, se dá a Cesar o que é de Cesar! Aqui, no Blog do Curso de Quadrinhos Oficina HQ, reverenciamos, sem sombra de dúvidas, os criadores do Superman: Jerry Siegel e Joe Shuster e reconhecemos que se por um lado, sem altos investimentos, não se lucra alto, por outro lado, sem criatividade, sem a criação, não se tem no que investir, afinal dinheiro se consegue, financiamentos, empréstimos, economia pode-se fazer, mas criar, amigos, vamos reconhecer, não tem como negociar isso. Principalmente numa sociedade como a que vivemos onde a capacidade de se reproduzir o que se cria é enorme, o valor de uma mente criativa, é inestimável.

DESENHISTAS DIVERSOS
Ed McGuinness, José Luis Garcia-López, Wayne Boring, John Byrne, Alex Ross, Frank Quitely, Dan Jurgens, Max Fleischer e Curt Swan. Sabe o que todos estes nomes têm em comum? Todos eles desenharam o Supermam, em algum período de sua longa trajetória. E não pense que citei todos! A lista é enorme!!!! Mas fiz questão de citar alguns nomes para chamar atenção a uma coisa que deveria ser óbvia, mas tenho visto que não é: O fato de dezenas de outros desenhistas terem trabalhado com o personagem, cada artista com seu estilo, seu traço, sua forma específica de produzir sua representação gráfica do personagem, não muda em absolutamente nada os direitos e créditos dos autores Jerry Siegel e Joe Shuster. É muito simples entender. Pense numa música criada por determinado artista. Muitos artitas poderão cantar esta mesma música, mas o autor, não continua sendo o mesmo? Pois bem! Uma vez autor, sempre autor.
A exploração comercial pode até ser negociada, mas o autor, jamais deixa de ser autor de uma obra que desenvolveu. Não esqueça jamais disso.

Confira abaixo algumas versões do Superman por diferentes artistas:

Superman por Alex Ross

Superman por Frank Quitely

Superman por Joe Shuster, co-criador do personagem, em parceria com Jerry Siegel

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Coringa: filme mostrará a origem do vilão


Coloque um sorriso nessa cara! A Warner Bros divulgou nesta quarta-feira (3), o primeiro trailer de “Coringa”, filme que vai contar a história de Arthur Fleck antes de virar o vilão que nós conhecemos hoje. O longa é protagonizado por Joaquin Phoenix e chega aos cinemas no dia 3 de outubro deste ano.

Com aparência sombria, o trailer apresenta o Fleck como um jovem comediante que é constantemente humilhado — chegando até a ser agredido nas ruas. É quando ele vai se transformando no vilão das histórias em quadrinho. “É impressão minha ou está ficando cada vez mais louco lá fora?”, diz o personagem em uma das cenas do trailer.

Em um comunicado divulgado no ano passado, o estúdio afirma que “a história irá explorar um homem isolado pela sociedade, sendo não apenas um estudo de um personagem brutal, mas também um conto alarmante”.

O elenco ainda conta com nomes como Robert De Niro, Zazie Beetz (Deadpool 2), Bill Camp (Operação Red Sparrow, A Grande Jogada), Frances Conroy (American Horror Story, Castle Rock), Brett Cullen (42, Narcos), Glenn Fleshler (Billions, Barry), Douglas Hodge (Operação Red Sparrow, Penny Dreadful), Marc Maron (Maron, GLOW), Josh Pais (Motherless Brooklyn, Going in Style), e Shea Whigham (O Primeiro Homem, Kong: A Ilha da Caveira). O filme é dirigido, produzido e coescrito pelo indicado ao Oscar Todd Phillips.


O ATOR
Joaquin Rafael Phoenix, anteriormente creditado como Leaf Phoenix, é um ator e cantor estadunidense. Ele nasceu em Porto Rico onde viveu até os quatro anos de idade. Sua família retornou para os Estados Unidos onde ele foi criado. Na vasta lista de filmes em que trabalhou, não se pode deixar de citar Gladiador, Hotel Ruanda, Ela, Johnny & June, entre outros.

Fonte: Site: Adoro Cinema

Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

Marcelo Campos lança Talvez Isso

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Marcelo Campos foi um dos primeiros quadrinhistas brasileiros a desenhar os super-heróis de grandes editoras como Marvel e DC Comics, em meados da década de 1980.
Mas ele também fez sua jornada por um universo mais filosófico e introspectivo nas tiras da série Talvez Isso, que chegou a ser lançada em um álbum (formato 10 x 21, 144 páginas) da editora Casa 21, em 2007. Estão ali somadas as experiências marcantes vividas pelo próprio autor em determinadas fases de sua vida.
Agora, o material ganha uma republicação pela editora SESI-SP, num novo formato (21 x 29,5 cm, 92 páginas, R$ 32,00), e terá evento de lançamento e exposição no dia 20 de agosto, na Quanta Academia de Artes (Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 – Vila Mariana), em São Paulo/SP, a partir das 17 horas.

Fonte: site Universo HQ

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DC Comics celebra os 75 anos de Superman

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A DC Comics mostrou o novo logo criado para celebrar os 75 anos do Superman. A imagem será usada pela Warner Bros. (empresa que é dona da editora do Homem de Aço), numa grande variedade de mídias e produtos, incluindo quadrinhos, filmes, brinquedos e videogames.
Zack Snyder, o diretor de Man of Steel, está trabalhando num desenho animado de curta-metragem que é uma homenagem às várias versões do Superman, tanto nos quadrinhos, quanto no cinema. O projeto conta com a assistência de Bruce Timm, Mike Carlin e Geoff Johns.
Além disso, a DC Comics revelou um novo logo para a revista Superman Unchained # 1, de Scott Snyder e Jim Lee, que remete ao visual original do personagem, quando estreou na década de 1930.
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Fonte: Universo HQ

DC lançará quadrinho com Superman ciborgue em “New 52”

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A primeira imagem do vilão ciborgue de Super-Homem foi publicada pelo editor-chefe da DC Comics, Bob Harras, nesta sexta (26). Desenhada pelo ilustrador Kenneth Rocafort, conhecido por outros clássicos do herói, o rascunho faz parte de “The New 52”, série que republica quadrinhos lançados pela editora nos últimos 70 anos, incluindo títulos da Action e Detective Comics.

“Alguns de vocês podem se lembrar da última vez que um Superman Cyborg apareceu. Será que ousamos em rever um enredo clássico?”, comentou Harras. “Desculpe ‘pirar a cabeça’ de vocês numa sexta, mas estamos desfrutando esses encantadores esboços nesse momento. Estaremos na sala de conferências discutindo… Ah, não importa”, brincou Harras com os fãs da série.

Alterego de Henry “Hank” Henshaw e ex-astronauta que usou tecnologia e o DNA de Krypton para se tornar metade humano e metade máquina usando como base o corpo do herói, o Superciborgue apareceu pela primeira vez em quadrinho no início da década de 90 criado por Dan Jurgens.
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Fonte: UOL

DC Comics revela personagem transgênero em Batgirl # 19

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A revista Batgirl # 19, que conta com roteiros de Gail Simone e arte de Daniel Sampere e Vicente Cifuentes, foi lançada ontem nos Estados Unidos, causando uma grande repercussão na mídia. O motivo é a revelação de que Alysia Yeoh, personagem com a qual a heroína divide o apartamento e cuja primeira aparição se deu em Batgirl # 1 (setembro de 2011), revelou ser transgênero e bissexual.

De acordo com a DC Comics, ela seria o primeiro transgênero a aparecer em uma revista popular de super-heróis.

A inspiração de Simone veio de uma conversa com o escritor Greg Rucka (um dos responsáveis pela criação da nova Batowman, que, nas histórias, é abertamente homossexual), há alguns anos, na convenção WonderCon. “Olhei para o público e vi dezenas de rostos, muitos deles LGBT, e todos leitores ávidos de quadrinhos. Daí me questionei o motivo de não falarmos mais sobre o assunto e representarmos melhor essa parcela dos nossos leitores”, revelou durante entrevista ao site Wired.

A autora apresentou a proposta para o editor Dan DiDio, que aprovou a ideia. “Pensei que teria que fazer uma grande defesa da proposta, mas ele apenas parou, me perguntou como isso afetaria a história da Barbara Gordon, e aprovou imediatamente”, revela.

Para ela, a diversidade é um assunto muito importante para ser abordado nos quadrinhos de super-heróis. “Nós temos um problema que outras mídias não possuem. Quase todos os principais personagens da indústria foram criados há mais de 50 anos, e não podemos ficar nos baseando apenas nos conceitos daquela época”, explica.

A diversidade de opção sexual vem ganhando bastante espaço nos quadrinhos ultimamente, com a DC e a Marvel sendo bem abertas sobre o assunto. Na DC, além da Batwoman, o Lanterna Verde da Terra 2 também é gay. Já na “Casa das Ideias”, o herói mutante Estrela Polar se casou com seu parceiro.

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Fonte: universohq
Samir Naliato

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Coringa (também) Ressurge para aterrorizar o Batman, em outubro



O grande inimigo do Batman está com data marcada para voltar à ativa. O Coringa voltará ao universo DC em outubro na saga “Death in the Family”. Será seu retorno triunfal desde a estreia dos Novos 52 e ele estará de um jeito novo e altamente perigoso. Quem é leitor das antigas sabe que esse título, no passado, foi usado na HQ que “matou” o segundo Robin. Será que o bandido fará mais alguém ir dessa para melhor?
Tudo acontecerá a partir da edição treze da revista Batman. O roteiro é de Scott Snyder e a arte é de Greg Capullo. “O Coringa é meu vilão favorito de todos os tempos. Não apenas nos quadrinhos. Em tudo: filmes, livros, TV. Ele é o maioral. Então, essa história é algo extremamente importante para mim, algo que venho construindo na minha cabeça desde que comecei a trabalhar com o Homem-Morcego. Basicamente, é minha grande tacada como o Coringa, meu Asilo Arkham ou A Piada Mortal. Resumindo: é a maior, mais horrenda e chocante história do Coringa que eu poderia contar. É ele descontrolado. Ninguém nunca o viu assim antes. Ele tem uma missão. Um segredo. Não será nada bonito e vai ser animal”, disse Snyder ao site oficial da DC Comics.

E aí, está pronto? Batman número 10 sai dia 10 de outubro nos Estados Unidos.

Fonte: O Capacitor

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