MÓDULO 9: História e Roteiro

11/07/2020 | Etapas para desenvolvimento do roteiro:

Com este Módulo 9, eu chego ao final da proposta de publicar um Workshop Online para vocês, gratuitamente. Espero sinceramente que todo o conteúdo publicado aqui – módulo 1 ao módulo 9 – possa ter te ajudado a aprender um pouco mais sobre quadrinhos, a se estimular e produzir sua História em Quadrinhos. Confira este último conteúdo publicado E não deixe de clicar em ROTEIRO FINAL na etapa 5, para visualizar exemplo de roteiro:

1ª. Etapa:
IDÉIA – O motivo da escolha pode ser um fato que desperta o desejo em abordar um tema; uma necessidade; uma encomenda.

2ª. Etapa:
STORYLINE – Idéia da abordagem geral em aproximadamente 5 linhas.
Exemplo1: (Medéia) “Minha história conta o drama de uma mulher que mata 4 filhas e depois enlouquece.” É o enredo, a fofoca.
Exemplo2: (Hamlet) Era uma vez um príncipe cujo tio, para tomar o trono,
matou o rei, pai do príncipe; aí o príncipe entrou numa crise existencial,
matou uma porção de gente e acabou morto”

3ª. Etapa:
DESENVOLVIMENTO DO STORYLINE: ARGUMENTO (Texto sem preocupação com tempo e espaço). Você define: a história começa aqui, passa por ali, termina lá. É a história, o conteúdo com início, meio e fim.

4ª. Etapa:
FRAGMENTAÇÃO DO ARGUMENTO – Descrição onde cada cena contém a localização no tempo, no espaço e a ação.

5ª. Etapa:
1º. TRATAMENTO – Detalhes emocionais, diálogos, desenvolvimento e fechamento de cena.
O 1º. Tratamento significa o ROTEIRO FINAL sem revisão, correção ou ajuste. Ao clicar nas palavras ROTEIRO FINAL, você verá um arquivo PDF feito para lhe mostrar um exemplo de tirinha e do roteiro que deu origem à esta tirinha.

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

MÓDULO 8 – Recursos narrativos

MÓDULO 8 – Recursos narrativos
por Wilton Bernardo

O que lhe vem em mente quando lê essas duas palavras? Recursos narrativos?
Se você já leu quadrinhos, já deve ter observado diversos recursos presentes e facilmente identificáveis numa página de HQ. Alguns desses recursos, você pode não saber dar nome ou saber explicar, mas muitas vezes sente. Afinal, numa história bem planejada, os recursos ali colocados, não foram gratuitamente. Para quem planejou e escreveu o roteiro, os elementos têm um sentido e ajudam a contar a história.
E para quem está começando a mergulhar nesse universo da construção de HQ, saiba que é importante quem vai pensar a distribuição das imagens nas páginas entender esses recursos. Para escrever o roteiro, é preciso que tanto o roteirista quanto o desenhista se entendam. Quando o roteirista escrever “personagem X num plano americano”, o desenhista precisa saber ou, se ao contrário, o desenhista sugerir “que tal colocarmos neste quadro o personagem X em plano médio”?
Boa leitura!

Segue abaixo alguns dos principais recursos narrativos e uma breve explicação:

a) Onomatopéias

Vocábulos que imitam sons naturais das coisas.
Exemplo:
Aaai! – grito de dor
Ah! – grito de surpresa, dor, medo, pavor ou descoberta
Ah! Ah! Ah! – risada ou gargalhada
Argh! – nojo
Atchim ou ahchoo! – espirro
Bah! – desagrado

b) Ritmo
A forma com que você vai contar a história, através das imagens que apresentará ao leitor define o ritmo (no que diz respeito a seqüência de imagens exibidas x quantidade de quadros).

O espaço de um quadro pra outro funciona para a HQ como o tempo funciona para o desenho animado. Assim, esteja atento aos cortes de uma cena pra a outra ou, pelo contrário, na forma lenta e detalhista que você usará (no que diz respeito a exibição de cada modificação na imagem de um quadro para outro).
Se um acontecimento dentro da sua história vai acontecer com muitos ou poucos quadros, isso tem um porquê. É o roteirista que dá esse ritmo, e vai valorizando ou não cada sequência, cada trecho da história.

c) Balões
Recurso marcante e inquestionável dos quadrinhos. Os balões são como o microfone ou a caixa de som dos personagens.

d) Legenda
Espaço do narrador, é usada para uma breve explicação ou para ganhar tempo e espaço dentro da história.

e) Planos quanto ao ângulo
e.1 – Plano plongé/ Superior – visão geral que serve pra dar impressão de encurralamento. Câmera posicionada no alto.
e.2 – Plano contra-plongé – Focaliza o personagem de baixo pra cima, exaltando-o, tornando-o maior do que é na realidade

f) Planos quanto ao enquadramento
Plano americano – Do joelho pra cima
Plano de conjunto – Personagem de corpo inteiro
Plano médio – Do abdômen pra cima

Agora sim! Após ler este conteúdo, já pode desenvolver sua história e terá uma linguagem técnica que já lhe possibilita escrever uma história! Mãos à obra!

Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

MÓDULO 7 – Storyline

26/06/2020 | Chegamos no módulo 7 do Workshop Virtual de HQ!
Se você quer mesmo produzir uma narrativa em Quadrinhos, já deve ter criado alguns personagens, certo?

Então, agora é hora de trabalhar a construção da história! Mas por onde começar?
Comecemos pelo Storyline.

Storyline
O Storyline é a síntese da história que desenvolveremos. Uma espécie de resumo que você deve escrever em 5 linhas. Nele registrará os acontecimentos mais relevantes. Esta síntese será seu guia na hora de desenvolver o argumento, para depois preparar o roteiro. Ela te ajudará a dar o começo meio e fim à sua história, te auxiliando na elaboração dos diálogos (posteriormente, pois agora, nada de pensar em diálogos), sem perder a noção de “elaboração do problema”, “valorização do problema”, e “desfecho para o problema”.

Ao elaborar o seu storyline, não se prenda a detalhes. O “close” em determinada cena, a roupa do personagem, o que o personagem vai falar pra o outro, se é manhã, tarde ou noite, o que o personagem está pensando…. definitivamente nada de detalhes. Ainda não é desenvolvimento de roteiro.

Antes mesmo de escrever o storyline, você precisa ter uma idéia: o que vai acontecer de fato? O que justifica essa história mesmo? Existe uma mensagem a ser apresentada através dessa história? Se você vai desenvolver uma aventura, drama, ação, então, como será? Que trama ? que acontecimento? Com que fato você vai apresentar essa história?

Alguém morre?

Alguém nasce?

Alguém salva algo ou alguém?

Alguém descobre algo de muito importante?

Vai haver uma grande disputa? De quê? Entre quem? Quem vai vencer?

O que vai acontecer? E o que seu personagem tem a ver com esse acontecimento?

Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
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MÓDULO 6 – Meu tema, minha pesquisa

22/06/2020 | MÓDULO 6 – Meu tema, minha pesquisa

Pessoal, o conteúdo anterior foi sobre criação de personagens. Pode ser que vocês tenham criado um ou mais personagens. E podem ter se perguntado “será que meu personagem é interessante?”, “será que ele atrairia a atenção de um leitor?”, “Será que é tão bom que pode de repente ser usado em várias linguagens?”.
É possível que você tenha feito alguma dessas perguntas. Na verdade eu torço para que você tenha feito alguma das perguntas. E gostaria muito de saber se acharam alguma das respostas.

Mas existe também uma outra possibilidade: Pode ser que você tenha pensado um personagem, definiu as características psicológicas citando uns 3 itens como por exemplo: inteligente, impaciente, amigável”. Pode ter feito apenas 1 desenho do personagem, ou não fez, mas tem a imagem na sua cabeça.

Então vou falar de 2 tópicos super importantes com perguntas:

1) Com quantos paus se faz uma canoa? Ou, quantos desenhos eu preciso fazer para ter um personagem coerente com minha ideia?
Primeiro, você só vai conseguir responder isso, se antes definiu seu objetivo para desenvolver esse personagem. Como assim? Desenvolver objetivo?
Vamos de exemplo?
[ Exemplo A ]
Personagem: Eu criei uma mulher de 50 anos, baiana, negra, gordinha, e com cabelo black power.
Mas por quê? O que você pretende com esse personagem? Eu pretendo abordar com humor o universo feminino, e questões como feminismo, preconceito, de forma leve, engraçada, mas colocando como protagonista um “tipo” que eu nunca vi numa história em quadrinhos. Também desejo contextualizar e explorar a cultura da Bahia e valorizar costumes visuais e os invisíveis, como por exemplo, a fala, a linguagem e a riqueza que vem das ruas.

[ Exemplo B]
Personagem: Eu criei um homem jovem, forte, que terá poderes, é um super herói.
Mas por quê? Eu desejo criar um super herói mas dentro de um contexto histórico. Quero pesquisar sobre o povo Romano e dentro daquele contexto criar um personagem que se destacava pelos seus feitos, suas lutas, sua força e sua honra.

2) Será que eu já tenho embasamento suficiente para definir o meu personagem e desenvolver a história que desejo transformar em Quadrinhos?

VAMOS TENTAR RESPONDER JUNTOS ESSAS DUAS PERGUNTAS ACIMA?

Vocês percebem que listei acima [Exemplo A e Exemplo B], ideias que tentam ser diferentes, tentam se diferenciar do que já foi feito por outras pessoas. Não precisa ser algo totalmente diferente. Basta ver que existem um montem de personagens em forma de animais em contexto engraçado; Existem muitos super heróis, e o fato de um ou dois existirem, não impede que existam outros. Mas é importante que te interesse. O assunto precisa te ganhar, caso contrário você vai fazer apenas para cumprir tabela. Mas você não precisa cumprir tabela, certo?

Outra coisa importante de ser observada: Ideia pode ser iniciada, sem pesquisa. Mas não se sustenta sem pesquisa. Sem pesquisa, você dificilmente sairá do Story line para o desenvolvimento da história. Calma. Se você está se perguntando “E o que é story line”, realmente ainda não expliquei. É nosso próximo conteúdo. Mas isso é fato, acredite: se o que você criou não te empolga o suficiente para te fazer pesquisar sobre o assunto, talvez você não esteja criando algo que realmente te interesse.
Criar um personagem, é praticamente inventar uma pessoa. Observe você. Você tem uma história, você tem todo um contexto, já estudou em diferentes lugares, já conheceu, teve diversas experiências físicas e emocionais. Algumas transformadoras. Talvez traumas, talvez segredos, vitórias, sonhos.
E seu personagem? Você pensou sobre um aspecto assim amplo para ele? E talvez a pesquisa te ajude não só a ser coerente, mas também a dar continuidade à criação. Afinal de contas, não somos uma enciclopédia nem somos o google.

Pense nisso!
O próximo conteúdo será sobre Story line. E depois dos outros 2 conteúdos (8 – recursos narrativos; 9 – história e roteiro), marcaremos uma videoconferência para falar sobre esses conteúdos e você apresentar seu personagem! Que tal?

Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
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MÓDULO 4 – Desenho


Conhecendo e aceitando meu traço

Já escrevi várias questões em torno do desenho para vocês. Agora vamos partir para ações objetivas. Reflexão é importante e necessária, mas vocês também precisarão não só fazer atividades práticas, mas entender a importância dela. A importância de separar 30 minutos ou 1 hora de alguns duas para tal prática.

Vamos começar com algumas perguntas para vocês refletirem e conversarmos (podemos publicar nossas opiniões no POST do INSTAGRAM):

a) Você concorda que esboçar ou rascunhar algo é diferente de finalizar? Percebe que são 2 etapas diferentes que te exigem esforços ou empenhos diferentes?

b) É positivo variar o material utilizado nas diferentes etapas de construção de um desenho?

c) As formas geométricas podem nos ajudar no planejamento de um desenho?

Algumas citações

“Aprender a desenhar é realmente uma questão de aprender a ver – ver corretamente – o que implica muito mais do que ver apenas com os olhos”
Kimon Nicolaides (The Natural Way to Draw)

“O pintor pinta com os olhos, não com as mãos. O que quer que ele veja, se o vir com clareza, será capaz de pintar. O ato da pintura exige, talvez, muito cuidado e esforço, mas não mais agilidade muscular do que o artista necessita para escrever seu próprio nome. O importante é ver com clareza”.
Maurice Grosser (The Painter´s Eye)

Fonte das citações: livro “Desenhando com o Lado Direito do Cérebro” de Betty Edwards

EXERCÍCIO 1 – Na internet, selecione 3 fotos de pessoas em movimento (pode ser a mesma pessoa ou diferentes pessoas). O importante é que sejam movimentos diferentes. Exemplo: correndo, sentada no chão, na cadeira, dançando, etc.  Após selecionar (e salvar as imagens), observe atentamente o movimento do corpo na imagem, acompanhando com os olhos cada parte, cada detalhe. (Faça isso com uma image e siga os passos abaixo. Só depois você pega a segunda imagem e repete. Da mesma forma com a terceira).
Após sua atenta observação, desenhe num papel com linhas simples, representando a figura humana no mesmo movimento da foto.

Objetivo: Desenvolver sua percepção, bem como a prática de observar as coisas com atenção; praticar a elaboração/planejamento de desenho. (Não finalize o desenho. A atividade é realmente o esboço).

EXERCÍCIO 2 – Selecione um objeto para observar e representar.
Sugestão: uma fruta ou verdura como por exemplo um pimentão, um quiabo, algo que tenha curvas.

1- Se permita observar o objeto por pelo menos 5 minutos. Apenas observar as formas, curvas. Não se prenda ao significado simbólico do que você está observando. Se possível esqueça o nome. Direcione sua atenção apenas para as linhas que compõem seu objeto de observação.

2- Trace uma linha horizontal imaginária no objeto. Observe apenas a parte superior. Depois observe a parte inferior.

3- Trace uma linha vertical imaginária no objeto. Observe apenas o lado direito do objeto. Depois observe o lado esquerdo.

4- Observe a altura em relação ao cumprimento do objeto. Descubra alguma relação entre as medidas do objeto (medida vertical e horizontal). A altura é 2 vezes o comprimento? O que você pode concluir?

5- Agora que você já consegue relacionar as medidas básicas(citadas acima), pegue papel, lápis e borracha e vamos representar esta figura. Como começar? Trace no papel um espaço de acordo com as relação de medida descoberta por você. Por exemplo: Se você descobriu que a altura do objeto é a metade do comprimento, então trace um espaço no papel em branco estabelecendo o limite da altura do que você desenhará. Em seguida, estabeleça o limite horizontal seguinte: trace 2 vezes a medida na horizontal.

6- Agora, que você já delimitou o limite horizontal e vertical, será mais fácil representar o objeto, tendo maior facilidade. Agora, trace uma linha horizontal e vertical centralizados neste espaço delimitado por você, no papel.

7- Com atenção, agora, você irá representar as formas que observa do objeto, no papel, tendo os limites estabelecidos, a linha horizontal e vertical central, como guias.

8- Depois de representar as linhas do objeto, você pode avançar no exercício, agora observando as áreas escuras e claras. A incidência de luz e sombra no objeto. Com o próprio lápis, ou outro material de pintura, represente essas manchas que compõem a sombra do objeto. Atenção: sugiro que faça diversos exercícios, seguindo até o paço “7”. Só avance para o sombreamento, após perceber evolução na representação do objeto. Você pode variar o objeto observado, ou simplesmente variar a posição do mesmo objeto. Descobrirá formas inusitadas.

Dica: Quando você for desenhar algo ou alguém, coloque sua atenção naquilo como se talvez nunca mais você pudesse ter a chance de observar novamente.

Eu gostaria de ver esses dois exercícios. Há duas opções para isso: se você se inscreveu poderá me mostrar no grupo do Workshop (se você está acompanhando e não está no grupo, solicite pelo instagram do projeto @oficinahq). Outra opção é você publicar as produções no seu perfil do instagram e marcar @oficinahq. Assim poderei ver também. Você escolhe!

Até o próximo MÓDULO!


:: Wilton Bernardo

+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
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MÓDULO 3 – SEGUNDA E TERCEIRA PARTE

1. Desenho e Mercado
Olá pessoal!
Finalmente vamos fechar a parte puramente teórica, e entraremos na parte de criação, no próximo módulo! Para isso, precisamos apenas fechar um conteúdo importante que é “Desenho e Mercado” e “Desenho e Quadrinhos”.
Eu acho bem interessante os dois tópicos porque assim, não deixaremos dúvidas sobre a diferença entre eles.
No Módulo 2 falamos de “HQ e Internet: Como lucrar?” Os caminhos abordados no Módulo 2 também servem para a prática do desenho, principalmente se estivermos falando de uma atuação e serviços mais gráficos como ilustração de livros, charges, caricaturas. Nesse aspecto além de tudo que foi abordado no Módulo 2, o leque se abre para o desenhista, afinal as agências de publicidade, estúdios de Design ou profissionais liberais da criação tornam-se clientes para os desenhistas, dentro ou não de um contexto de Histórias em Quadrinhos.
Exemplo: Uma agência de publicidade pode estar precisando de uma ilustração isolada, de um mascote para determinado produto. As possibilidade são muitas. E você está pronto para elas? Quando pergunto se está pronto para as oportunidades, podemos entender observando 2 aspectos:
a) Seu trabalho, suas técnicas: Independente do estágio em que você se encontra, evoluir e aprender sempre é um caminho. Mas caso esteja no início, e ainda não conseguiu nenhuma encomenda, pesquise Portfólios de outros artistas, observe peças publicitárias que utilizam ilustrações, veja vários perfis de ilustradores, observe os variados estilos. Mas não precisa copiar nenhum deles. É interessante ver o trabalho de outras pessoas para conhecer tantas possibilidades, variados estilos. Quanto mais você fizer isso e não parar de praticar, de desenvolver os seus desenhos, você vai sentir que não precisa copar ninguém. O processo é evoluir, tentar melhorar o que você faz. Desenvolver seu estilo sempre será a melhor opção. Copiar um estilo de outra pessoas, na minha opinião, será a pior escolha.

b) Portfólio e apresentação: Há ilustradores que fazem Portfólio virtual em sites, endereços específicos. Com o crescimento das redes sociais, não vejo problema em usar o próprio instagram e facebook, como grandes vitrines por exemplo. E fique atento, pois, a disseminação e visualização do seu perfil não é mais tão fácil de expandir como antes. Observe que as pessoas que vêem sua rede social são sempre as mesmas. Se não tiver percebendo a visita de seu perfil por pessoas diferentes, pode haver a necessidade de se fazer algum investimento em postagem. Vale a pena dar uma pesquisada sobre Mídias sociais, para poder explorar e ser mais visto.

2. Desenho e Quadrinhos
Por fim, antecedendo nossa viagem pela experimentação de criar personagem e história, eu desejo não apenas chamar atenção para que você observe variados estilos de desenho e temas de quadrinhos mas que você reflita hoje mesmo sobre o seu traço, o seu desenho. Você consegue analisar o seu desenho, por exemplo quanto ao tipo? É um desenho mais realista? É um desenho mais simplificado? Você pensa em desenvolver qual temática em quadrinhos?
Você acha que o seu tipo de traço pode funcionar com o tema que está interessado em desenvolver?
Eu fiz essas perguntas para estimular sua reflexão. É preciso refletir, observar o que fazemos. Aprecie seu traço, se interesse. Você pode buscar uma evolução, um melhor desempenho de forma consciente.
Se tiver dificuldade, mostre para um amigo cujo desenho você admira. Você sabe que a pessoa tem um bom desempenho, então pode confiar a ela mostrar e ouvir alguma dica, crítica positiva.

Pronto para iniciar Começarmos a criar personagem?
Próximo conteúdo será Módulo 4 e 5 juntos: Vamos mergulhar na atividade de criar personagem, e abordaremos nesse processo, como lidamos com nosso traço.
Muitas alunos, ao longo desses anos em que ministrei Oficinas de Quadrinhos, estavam insatisfeitos com seu próprio desenho, seja porque tem dificuldades de representar certos elementos, seja porque gostaria de ter um estilo de desenho diferente. Se seu caso é esse, calma! Vamos juntos!
Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

Módulo 1 – PRIMEIRA PARTE


Módulo 1 – PRIMEIRA PARTE:
A – Apresentação do conteúdo; B – Cronograma do Workshop; C – Inscrição

A – Apresentação do conteúdo
Seja super bem vindo a este Workshop virtual de HQ. Como você pode imaginar, sim, é a primeira vez que eu, Wilton Bernardo, elaboro esse conteúdo virtual, mas ele está sendo retirado de um vasto conteúdo de aulas desenvolvido por mim durante os últimos 17 anos (desde 2003)! Porém as aulas sempre foram dadas de forma presencial, mas sinceramente, não vai ser trabalho algum organizar essa versão virtual. A ideia de solidariedade e compartilhar um pouco do que tenho, é o que mais importa para minha Ação Cultural Oficina HQ, para meu estúdio Laço Afro e os parceiros: Museu Carlos Costa Pinto e o Centro Universitário UniRuy|Wyden! Vamos lá!

B – Cronograma do Workshop
É importante você ter uma visão geral do que consiste o conteúdo que será oferecido para você. Se tiver algum termo que não conhece, fique tranquilo(a). Vamos explicar tudo utilizando textos, imagens e vídeos!

1º – HQ: Profissionais envolvidos
2º – HQ x Internet: como lucrar?
3º – Desenho x História;
Desenho x Mercado;
Desenho x Quadrinhos
4º – Desenho – Conhecendo e aceitando meu traço
5º – Criação de personagem
6º – Meu tema, minha pesquisa
7º – Storyline
8º – Recursos narrativos
9º – Desenvolvimento da história e Roteiro

C – Inscrição
Pessoal, a principio eu não faria inscrição, afinal o conteúdo estará sendo publicado abertamente aqui no Blog da Oficina HQ, com chamadas nas Redes Sociais de minhas marcas (Oficina HQ e Laço Afro). Mas tenho boas notícias que justificam a inscrição que será super simples:
1 – Quem chegar até o final do Workshop me apresentando os exercícios propostas, participando, vai receber um certificado que será produzido pelo Centro Universitário UniRuy|Wyden. O certificado será enviado por email!
2 – A inscrição vai favorecer o contato direto comigo e facilitar o contato para outras possíveis boas surpresas!

PRONTO! Só falta então você se inscrever e garantir que não vai perder NADA que esse workshop poderá lhe proporcionar! Lembrando, é tudo 0800 mesmo!
Então, sua inscrição corresponde apenas a você me enviar um email ( oficinahq@hotmail.com) informando:

a) Nome completo (como deve constar no certificado)
b) Idade
c) Quer informar alguma forma de contato diferente do email? Qual?
d) Cidade/Estado onde reside
OBS1: Apenas A Ação Cultural Oficina HQ e o Estúdio Laço Afro, do professor Wilton Bernardo, tem acesso às inscrições.
OBS2: Inscrições até 19/04/2020. Mas se você está lendo essa informação após 19/04/2020, não precisa ficar triste. Você pode acompanhar os conteúdos do Workshop virtual que estarei disponibilizando aqui no Blog.

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia
http://www.lacoafro.com
@oficinahq
@lacoafro

Nova coleção trará a obra completa de Laerte


Nova coleção trará a obra completa de Laerte e primeiro volume já está à venda

Laerte Total é o nome de uma nova coleção está chegando com o objetivo de publicar toda a obra da cartunista Laerte Coutinho em mais de 50 anos de carreira.

Ela será produzida em esquema de autopublicação na Amazon KDP (Kindle Distribution Program) com o auxílio da Z Edições, editora especializada em publicações digitais.

Laerte Total – Volume 1 – O Condomínio (formato 21,6 x 27,9 cm, 88 páginas, capa cartonada, R$ 43,28) já está disponível na Amazon Brasil para encomenda da versão impressa, e gratuitamente para leitura digital de usuários Kindle ou por R$ 22,00 para venda.

Os primeiros oito volumes da coleção trarão todas as tiras da série O Condomínio, muitas delas nunca reunidas em coletâneas. Nelas, surgiram personagens como o Zelador, Fagundes, o puxa-saco, o mafioso Don Luigi e os gatos.

Edições seguintes, com periodicidade mensal, trarão outras tiras, cartuns, histórias completas e personagens como Overman e Piratas do Tietê.

Um volume especial número zero reunirá cartuns e quadrinhos da juventude de Laerte, antes da criação da editora Circo, na década de 1980.

Os livros e ebooks estarão disponíveis no site da Amazon e, futuramente, em livrarias especializadas.

As edições em papel são produzidas no sistema Print On Demand, ou seja, são impressos um a um, de acordo com as vendas. Como são impressos nos Estados Unidos, seu preço varia de acordo com a cotação do dólar.

A coleção deve ter mais de 50 volumes. “O print on demand é uma ótima solução para viabilizar coleções como esta”, disse o editor Heinar Maracy. “Sem estoques e sem grandes custos iniciais de produção, é possível colocar toda obra de um artista à disposição dos fãs, sem o risco que um dia ela saia de catálogo”.

A Z Edições já publicou obras de Adão Iturrusgarai, Allan Sieber, Arnaldo Branco e outros autores, em papel e digital. Ela presta serviços editoriais para quem quer autopublicar seus livros em marketplaces digitais, cuidando da editoração, revisão, trâmites burocráticos e marketing, liberando o autor para que ele se concentre em criar.

Fonte: universohq.com (por Samir Naliato)

:: Wilton Bernardo
Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
@oficinahq

Death Note de volta!

Death Note – Ryuk ressurge na capa da continuação

O capítulo inédito de Death Note ganhou sua capa oficial (via Crunchyroll). A ilustração, que estampa a edição de fevereiro da revista Jump SQ, mostra o shinigami Ryuk ao lado de um garoto misterioso e uma maçã.
O mangá Death Note, da dupla Tsugumi Oba e Takeshi Obata, foi publicado originalmente no Japão na revista mensal Shonen Jump entre 2003 e 2006, gerando depois 12 volumes encadernados, publicados no Brasil pela editora JBC, além de adaptações a outras mídias.

A publicação da Jump SQ, que contará com a nova história de Death Note, será lançada em 4 de fevereiro.

O QUE ESPERAR
Até o momento sabemos que o novo capítulo de Death Note terá quase 90 páginas e contará uma história ambientada anos depois do final do mangá original. Precisaremos esquecer de vez Light ou o detetive L, afinal a história mostrará o shinigami Ryuk deixando seu caderno macabro com outra pessoa. Criar uma história com novos personagens é uma boa saída para a série, afinal Death Note tem características capazes de permitir outras pessoas terem contato com o caderno da morte. Curiosamente, essa novidade na franquia não é a primeira história de Death Note não-protagonizada pelo Light ou pelo detetive L.

AS OUTRAS HISTÓRIAS DE DEATH NOTE
A primeira história ambientada no universo de Death Note é o capítulo-piloto, publicado originalmente em 2003 na revista Shonen Jump e posteriormente incorporado ao Death Note – How To Read (uma enciclopédia compilando dados e entrevistas com os artistas do mangá). Esse episódio teve uma repercussão muito positiva entre os leitores da Shonen Jump e por isso a série foi aprovada na revista (com algumas mudanças).
Nessa primeira história, Ryuk entregava o caderno da morte para uma criança de 13 anos, que usa os poderes do caderno acidentalmente por não saber que “death” significa morte em inglês. Essa primeira versão de Death Note era menos sinistra em comparação a oficial, até por ter um protagonista mais novo que o Light Yagami. A história ainda incluía um item “retirado” das histórias subsequentes: a death eraser, uma borracha capaz de apagar os nomes do Death Note e fazer com que as pessoas ressuscitassem. Na versão oficial, se o nome estiver escrito no caderno não tem mais jeito, já pode encomendar o caixão.
Já a segunda história ambientada no universo de Death Note foi um capítulo especial, considerado o 109º do mangá (que encerrou com 108 capítulos). Nele acompanhamos Near, o maior detetive vivo do planeta, precisando investigar um novo Kira. Esse capítulo extra foi lançado em 2008 como forma de promover o filme L: Change the World, ou seja, é repleto de cenas com L surgindo em flashbacks e, de certa forma, aconselhando Near a resolver o mistério.

Para acompanhar Death Note aqui no Brasil é muito fácil. A Netflix tem em seu catálogo o anime original, os três filmes japoneses e o (criticado) longa-metragem americano, tudo com opção de dublagem em português ou áudio original. Já o mangá foi publicado totalmente pela Editora JBC, que trouxe também o Death Note – How To Read e os livros. Ainda não há planos para a publicação do capítulo extra.

Fonte: Omelete.com.br

:: Wilton Bernardo
Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
@oficinahq

Quanto você cobra pra criar um personagem?

É preciso ter muito cuidado diante de uma pergunta ou proposta relacionado a criação de personagem. Essa é uma das perguntas mais perigosas para quem não sabe o que pode significar dar vida a um personagem. Eu me coço todo só de pensar em ouvir de novo essa pergunta. As vezes, é melhor não fazer, dependendo da propostas de quem faz essa pergunta.
Primeira lição: É preciso entender que conceber um personagem não é a mesma coisa que conceber um desenho. Você precisa ter a noção do valor da criatividade entre tantas outros atributos que hoje se celebra em empreendedores. E é bom saber que, você não vai poder esperar que seu cliente, ou um empresário interessado em seu trabalho lhe diga quanto vale ou quão importante é sua criatividade. Não posso generalizar, mas dificilmente alguém valoriza aquilo que não conhece ou não tem. Portanto, cuidado, cuidado e cuidado!

Durante a Oficina de Quadrinhos que atualmente tem inscrições abertas, muito além de orientar sobre as etapas de construção de uma HQ, considero extremamente importante abordar assuntos como esse. Não adianta se preparar tanto, se esforçar pra poder criar, fazer um trabalho de narrativa, de desenho, de arte super bem, e na hora de valorizar seu trabalho, ficar perdido ou esperar que o cliente diga quanto vale, e como será a negociação.

A criação do personagem Superman é atribuída ao roteirista Jerry Siegel e ao desenhista Joe Shuster. Embora o personagem tenha sido publicado oficialmente em 1938, na primeira edição da revista americana Action Comics, pela então “National Publications”, editora que viria a ser conhecida posteriormente como “DC Comics”, ele havia sido concebido pela dupla cerca de cinco anos antes. A dupla teve sérios problemas com os direitos autorais ao assinarem um contrato ingênuo e despretensioso por um personagem que levanta centenas de milhões de dólares. Resultado: uma briga judicial que durou décadas. Pesquiso sobre isso!

MUITOS AUTORES E MUITOS EXEMPLOS
Antes de tudo, é importante você ter consciência de que muitos autores(inclusive, famosos), já passaram por experiência traumáticas, grandes lições estão ai para que você não repita o erro que outros já cometeram ou não caia em armadilhas que outros já caíram.
A dica que lhe dou é:
a) Se você tem dúvidas sobre o peso da criatividade para um projeto empreendedor, se pergunte o seguinte: sem dinheiro, mas com uma ideia realmente criativa, é possível empreender? A resposta é sim! E com dinheiro mas sem nenhuma ideia?
b) Antes de você responder a um cliente, quanto cobra pra criar um personagem, você sabe o esse personagem pode render? O grau de exposição que este personagem vai ser posto, e quando ou por quanto tempo ele vai refletir geração de vendas e lucro? Já refletiu sobre a grande possibilidade do personagem fazer sucesso e virar uma “galinha dos ovos de ouro”? Se você não consegue organizar as ideias e entender sozinho o que esse personagem concebido pode significar economicamente, você tem 2 alternativas (mas pode escolher as duas se quiser! Rsrs):

PRIMEIRA: Assista pelo menos 2 files: “Disney antes do Mickey” e “Fome de Poder”. Em ambos os filmes – apesar do segundo filme não se dar no universo de personagens, é muito fácil perceber a importância da criatividade, ainda que o protagonista esteja o tempo todo tentando fazer uma lavagem cerebral em quem assiste a película repetindo o tempo todo a importância de “persistir”. Nada contra a persistência, mas a criatividade, ainda que não celebrada, tem um valor inestimável. Outra: Persistir em algo que não dá certo pode lhe dar alguma experiência, mas experiência não significa necessariamente que seu investimento lhe renderá sucesso e lucro. E digo mais! Te dou uma barra de chocolate se você me disser porque a criatividade não é tão valorizada, respeitada e bem remunerada (pelo menos aqui no Brasil).

SEGUNDA: Se inscreva na Oficina de histórias em Quadrinhos! Srsrsrs brincadeiras e “merchan” à parte. Até hoje não vi em nenhum lugar se chamar tanto a atenção dos alunos sobre a importância de se entender e ter atenção sobre seus direitos autorais. Sobre pensar que nem toda negociação ou parceria precisa ser a base de uma venda simplesmente, como fazemos na Oficina de Quadrinhos que realizo. Há coisas que podem valer a pena se pensar em acordos que envolve percentuais, períodos! Pode ser prudente o estabelecimento de cláusulas que garanta que ninguém vai ser explorado ou desvalorizado (pra não dizer roubado) por ninguém.

Pesquise, leia. Há muitas questões que exigem entender sobre os direitos autorais. Você sabe o que aconteceu com a criação do Super man? Sabe o que os criadores do personagem passaram? Pesquise! Se informe, mas se você é criativo, arregace as mangas e crie, mas não esqueça de lembrar que o autor de uma obra, não deixa de ser autor, por mais grana que esteja envolvida. Como diz a velha frase “Não entregue o seu ouro ao bandido”!