Entenda seu traço, aceite sua originalidade!


Entenda seu traço, aceite sua originalidade!

Fazendo uma pesquisa de desenhos, acabei encontrando esta ilustração de São Jorge feita por mim para estampar em camisetas. Resolvi aproveitar pra escrever uma dica sobre desenho para vocês!
Muitas pessoas demonstram insegurança sobre ter o desenho adequado ou não para fazer quadrinhos. Eu arrisco dizer que essa dúvida se dá quando ficamos muito acostumados a ver trabalhos de poucos artistas. E quando partimos para experimentarmos nos expressar com a artes do desenho, possivelmente (provavelmente fica mais adequado) nos deparamos com um traço (nosso traço) diferente dos tão famosos e consagrados, dos autores ou artistas que estampam famosas publicações ou grandes obras (não necessariamente em revistas em quadrinhos, mas em quadros, capas de revistas diversas, embalagens etc). Quanto mais vemos desenhos considerados “bonitos”, mais nosso grau de exigência cresce. De certa forma, num primeiro momento, é compreensível. Mas há 2 coisas que eu faço questão de ressaltar:

1) Fique feliz se você vê no seu desenho, um traço diferente dos outros que tanto já viu. Isso pode significar originalidade, sua expressão, sua identidade, e isso é precioso. Cabe a você conhecer mais esse seu traço, experimentar variações de espessuras dos grafites, das canetas de finalização, se elas te interessar, enfim, experimentar os materiais, e seguir testando como seu traço funciona e como se faz comunicar com os variados materiais. Experimente. Não queria fazer um único desenho e achar que já finalizou e já decidiu como vai ser seu personagem, a forma de finalizar uma história em quadrinhos. Não, não, não!

2) Exercite o desenho de observação. Ele lhe fará perceber as formas das coisas, as composições, se você se permitir realmente observar as formas, e buscar sempre nas formas geométricas, as bases de construção, sejam na imaginação ou realmente desenhando as formas, como uma maneira de construir algo maior. Sim, as formas geométricas podem te auxiliar e serem seus melhores amigos no que diz respeito a construção de desenho.

# Wilton Bernardo
Professor da Oficina HQ, Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro
@oficinahq

3ª DICA: Arquétipos


Dica 3: Arquétipos
Olha, Por mais bem estruturado e definido que já sejam seus personagens, e mais mais interessante e fechadinha que seja a sua idéia de história que você vai roteirizar, eu sugiro que antes de “bater o martelo”, antes da revisão final de sua história, você dê uma estudada sobre os arquétipos.
E digo mais, leia sobre a jornada do Herói! Isso vai ajudar de forma incrível a você conseguir organizar a história tão legal que deseja compartilhar com o mundo em forma de Quadrinhos, sem contar que você vai poder entender e organizar as funções de cada personagem dentro dessa narrativa.
Veja abaixo um pouco sobre os arquétipos e em seguida assista o vídeo!

Arquétipos
Os arquétipos podem ser compreendidos como representações personificadas das feições humanas. Todos nós temos um pouco de herói e vilão, tolo e sábio, palhaço e austero. O arquétipo vem a ser a encarnação destas características.

No roteiro, uma personagem pode representar um arquétipo. Nestas histórias o vilão sempre agirá como vilão e o herói como herói. Por outro lado existem roteiros que querem dar um aspecto mais humano as suas personagens, nestes cada personagem pode apresentar ou representar diferentes aspectos no decorrer da história.
Segundo Christopher Vogler, os principais arquétipos são: (vale muito a pena, pesquisar sobre as características de cada um desses arquétipos)
1 – HERÓI
2 – MENTOR
3 – GUARDIÃO DO LIMIAR
4 – ARAUTO
5 – CAMALEÃO
6 – SOMBRA
7 – PÍCARO
8 – O ANJO
9 – O ORELH
A

Quer saber mais?
Christopher Vogler é um roteirista de Hollywood. É famoso por ter escrito o “memorando The Writer’s Journey: Mythic Structure For Writers” (A Jornada do Escritor: Estrutura Mítica para Roteiristas), como um guia interno para os roteiristas dos estúdios Walt Disney.
Vogler trabalhou para os estúdios Disney, Fox 2000 Pictures, e para a Warner Bros. sempre nos departamentos de desenvolvimento de idéias. Também já foi professor da Escola de Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia, na Divisão de Animação e Artes Digitais, bem como na extensão da UCLA. Atualmente, Vogler é presidente da empresa Storytech.
Vogler cursou cinema na Escola de Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia, a mesma faculdade onde estudou George Lucas. Assim como Lucas, Vogler foi inspirado pelo trabalho do antropólogo Joseph Campbell, particularmente “O Herói de Mil Faces” e o conceito do monomito.

O monomito (às vezes chamado de “Jornada do Herói”) é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell. Agora que chegou até aqui, assista ao vídeo abaixo. Espero que esta última das 3 Dicas tenha colaborado com seu desenvolvimento na construção de sua história em Quadrinhos.
Me fala o que achou no instagram! Até as próximas dicas!

# Wilton Bernardo
Professor da Oficina HQ, Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro e do estúdio ilê401
@oficinahq

2ª DICA: Storyline


2ª Dica: Storyline

Digamos que você já tem os personagens criados, com suas devidas características definidas. Agora falta desenvolver a história. Mas será que você
tem que sentar na frente do notebook e iniciar a descrição do roteiro, os diálogos, o tempo, e toda a narrativa? Será que não seria melhor ter a história desenovlvida, para depois roteirizar, com a organização das falas por personagem, cenas descritas por quadros? Mas para isso, eu vou sugerir que você desenvolva seu Storyline! Vamos entender:

Storyline
O Storyline é a síntese da história que desenvolveremos. Uma espécie de resumo que você deve escrever em 5 linhas. Nele registrará os acontecimentos mais relevantes. Esta síntese será seu guia na hora de desenvolver o argumento(a descrição da história completa, o textão), para depois preparar o roteiro. Ela te ajudará a dar o começo meio e fim à sua história, te auxiliando na elaboração dos diálogos (posteriormente), sem perder a noção de “elaboração do problema”, “valorização do problema”, e “desfecho para o problema”.

Ao elaborar o seu storyline, não se prenda a detalhes. O “close” em determinada cena, a roupa do personagem, o que o personagem vai falar pra o outro, se é manhã, tarde ou noite, o que o personagem está pensando…. definitivamente nada de detalhes.

Antes mesmo de escrever o storyline, você precisa ter uma idéia: o que vai acontecer de fato? O que justifica essa história mesmo? Existe uma mensagem a ser apresentada através dessa história? Se você vai desenvolver uma aventura, drama, ação, então, como será? Que trama ? que acontecimento? Com que fato você vai apresentar essa história?
Alguém descobre algo de muito importante?
Vai haver uma grande disputa? De quê? Entre quem? Quem vai vencer?
ATENÇÃO: Você só não pode confundir “Sinopse” com “Storyline”. A Sinopse normalmente apresenta um resumo da história de forma a atrair o interesse do leitor ou telespectador, mas não há o compromisso da Sinopse revelar tudo (senão perde a graça?). Mas Storyline não tem segredo, até mesmo porque o Storyline não vai ser apresentado ao público. Ele é etapa de desenvolvimento, de construção e quem tem acesso a ele é quem está desenvolvendo a história.

Exemplo de Storyline – Filme Melhor é impossível: Um excêntrico e difícil escritor de nova-iorque apaixona-se pela garçonete que todos os dias o atende mas a doença obsessivo-compulsiva de que sofre impede uma relação normal. Uma viagem em que os dois se vêem envolvidos por um amigo comum dá-lhe por fim a oportunidade de mostrar o seu lado melhor, conseguindo conquistá-la.

Espero que você tenha gostado das dicas 1 e 2 que compartilhei contigo. Amanhã você terá a terceira e última Dica prometida!

# Wilton Bernardo
Cartunista, designer gráfico, artista visual
Professor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro e do estúdio ilê401
@oficinahq

1ª DICA: Recursos narrativos (Enquadramento)


1ª Dica: Recursos narrativos
Na construção de uma história em quadrinhos há diversos recursos que compõem as etapas de construção. Conscientes ou não, essas etapas serão realizadas, então, quanto mais consciência e domínio em cada aspecto, melhor para você obter êxito em sua construção. Exemplo de recursos narrativos: onomatopeias, angulações, legendas, balões, ritmo, planos, entre outros.

Então abaixo segue uma orientação sobre enquadramento, para que você realmente esteja atento ao realizar as enquadrações de imagem em cada quadro de sua HQ.

Enquadramento
O controle da narrativa está em suas mãos. O enquadramento é importante e um ótimo exercício de direção. Cuidado com essa ferramenta, pois você precisa direcionar o olhar do leitor, mas ao mesmo tempo, precisa dar-lhe alternativas no que diz respeito a perceber as coisas.

Falar de enquadramento me faz lembrar a prática de assistir futebol ou outra competição esportiva pela TV. Tem coisa pior? Você suporto a ideia de só olhar o que a câmera enquadra! Percebe a importância? Essa analogia para facilitar sua análise e perceber o quão importante é este enquadramento para o entendimento e dedução do leitor.

Pense sobre isso na hora de enquadrar as imagens de sua história. Resumindo, quero dizer que você deve dirigir o olhar, mas com cautela e cuidado para o leitor não se sentir um idiota. Lhe dê a chance de poder deduzir algo e não, ficar sabendo de tudo que acontece na história quando as ações realmente têm o desfecho. É interessante que ele possa, também, deduzir algo e isso pode estar no campo das ideias, mas também pode depender da sua percepção sobre as imagens exibidas.

# Wilton Bernardo
Professor da Oficina HQ, Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro e do estúdio ilê401
@oficinahq

Dicas gratuitas: construção de uma HQ


Pessoal, sou Wilton Bernardo, artista visual, designer gráfico e cartunista. Sou o idealizador e um dos professores do Curso de Quadrinhos da Oficina HQ que existe e realiza atividades em Salvador-BA desde 2003 – exposições, mostras de filmes, oficinas, workshops e cursos.

Cada vez que eu abro inscrições e divulgo novo curso, muitas pessoas interessadas nesta área perguntam se precisam saber desenhar, e muitas não fazem ideia das etapas que são fundamentais para qualquer pessoas poder desenvolver uma história em Quadrinhos com planejamento, segurança e de forma organizada, ou seja, profissionalmente.
No Curso de Quadrinhos que realizo, todas as etapas importantes de construção de uma HQ serão abordadas. Mas entendendo que nem todos poderão participar, seja porque não estão em Salvador-BA, ou por qualquer outro motivo, eu resolvi compartilhar com todos que acompanham as Redes Sociais da Oficina HQ (instagram, facebook e Blog) 3 dicas super importantes, GRATUITAMENTE, que ajudarão incrivelmente a você que deseja construir Histórias em Quadrinhos cada vez melhores.

As 3 dicas escolhidas para ajudar você a construir sua HQ com mais técnica – a serem disponibilizadas no instagram, blog e facebook da Oficina HQ – são as seguintes:

1 – Recursos narrativos (Enquadramento) – disponível a partir de 25/03/19
2 – Storyline – disponível a partir de 26/03/19
3 – Arquétipo – disponível a partir de 27/03/19

Espero sinceramente poder ajudar você a desenvolver suas habilidades e enriquecer sua técnica na construção de uma história em Quadrinhos.
Abraço e até a primeira dica a ser publicada amanhã!

# Wilton Bernardo
Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro e do estúdio ilê401
http://www.wiltonbernardo.com

Nêssa & Laço Afro

A cantora Pop Nêssa veste a marca Laço Afro de Wilton Bernardo


Mais que Moda, Celebração,
Mais que Atitude, Afirmação

Moda? Arte? Artesanato? Não é Pepsi, mas pode ser moda, arte ou artesanato. Pode ser tudo. Só não é passageiro. Faz 11 anos que o criativo Wilton Bernardo criou a marca Laço Afro, decidido a mergulhar o quanto pudesse, nadar o mais distante que seu fôlego permitisse na rica, grandiosa e original cultura afro-brasileira. Desde então, vem desenvolvendo uma infinidade de ilustrações, desenvolvendo sua própria versão dos orixás, mas também ousa criar padrões, texturas, arrancar gola e bainha convencionais. Para essa experimentação, convidou sua amiga Nêssa, cantora POP baiana,num momento ímpar, lançando seu segundo single HARD, após o bem sucedido SÓ VEM.

PRODUÇÕES
Ao mesmo tempo em que desenvolve camisetas básicas e babylooks, Bernardo vem aplicando suas ilustrações em diferentes suportes. Assim tem sido produzidas peças de design como canecas em porcelana e vidro fosco, chaveiros em madeira reciclada e ouro velho, estatuetas em MDF e imãs de metal.
São experiências mito bem sucedidas que vem conquistando muitas pessoas que valorizam a cultura, a arte, o grafismo. Para conhecer mais do trabalho assinado pela marca Laço Afro, acesse o site de WIlton Bernardo (WWW.wiltonbernardo.com), conheça sua loja virtual (www.lacoafro.com) e siga imediatamente a marca no instagram @LacoAfro.

TRAJETÓRIA
O criador da marca Laço Afro já trabalhou para a marca baiana MITO, por onde passou brevemente, mas se orgulha do período ímpar onde aprendeu muito; Coordena o curso de Quadrinhos e Ação Cultural Oficina HQ, através da qual realiza Oficinas de Quadrinhos, exposições de artes gráficas (https://oficinahq.wordpress.com/), trabalhou na redação do Jornal CORREIO como infografista, trabalhou como Diretor de Arte em algumas agências de publicidade, já teve seu próprio estúdio de Design em sociedade com 2 amigos. O trabalho com comunicação, publicidade e artes faz da marca Laço Afro o desafio ideal para o baiano Wilton Bernardo traduzir e aplicar tudo que aprender durante os últimos anos.

:: Wilton Bernardo | Laço Afro

Em Salvador: Oficina Produção em Quadrinhos

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Programe-se para o mês de outubro: Oficina “Produção de Quadrinhos”, ministrada por Wilton Bernardo em apenas 2 dias, 17 e 18 de outubro, das 13 às 19h, num total de 8h, e investimento super bacana! Apenas R$ 75
A Oficina HQ já realizou mais de 20 oficinas, mais de 12 exposições coletivas ao longo dos 12 anos, e agora traz uma oficina mais compacta, porém, mais atual, e com uma abordagem mais ampla. Além das etapas de realização de uma HQ como desenho, criação de personagens, roteiro, e uma análise dos recursos narrativos disponíveis para ajudar o cartunista, Bernardo propõe abordar e dar dicas de como realizar a produção, como concretizar a produção de quadrinhos e até contato para apresentar seus trabalhos ao mercado internacional!Sim! Se você curte quadrinhos, saiba que além de tudo isso, você vai encontrar e fazer contato uma galera que tem interesses parecidos com os seus!
Reserve logo sua vaga!
(71) 9305-9093 (Wilton Bernardo) ou oficinahq@hotmail.com

+ sobre Wilton Bernardo:
Wilton atualmente, além da Ação Cultural Oficina HQ, Bernardo administra a marca Laço Afro (www.lacoafro.com), criada para assinar suas artes e produtos desenvolvidos com inspiração na temática africana e afro-brasileira.
Atualmente Bernardo está com uma campanha num site de crowdfunding para realizar a sua próxima exposição em São Paulo. O projeto está inscrito no site kickante.com.br e se quiser conhecer a campanha, aqui está o link: http://www.kickante.com.br/campanhas/wilton-bernardo-exposicao-crenca-e-fe-em-sao-paulo

Django Livre, novo filme de Tarantino, está em cartaz

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A antropofagia, no campo das artes, sempre foi um tema bastante traumático no Brasil. Tudo que recebemos de informação das culturas de fora nos parece pesado, demora a ser deglutido e o produto devolvido, ou seja, a reprodução em arte de nosso amálgama cultural é sempre ou excessivamente político-engajado, ou denso e hermético ou pueril e ingênuo. Não encontramos o equilíbrio. Com os americanos, acontece o contrário: a supremacia cultural torna-os leves, violentos e felizes. A antropofagia lá é uma celebração. Pro bem e pro mal.

Faço essa introdução para falar do filme Django Livre (candidato ao Oscar de Melhor Filme em 2013), de Quentin Tarantino. O americano parece ser o diretor que mais consegue misturar suas referências: cinema, quadrinhos, literatura, oriente, televisão e fazer com uma celebração em sua arte que, dentro de Hollywood, exalta e ironiza o próprio gênero em que se insere. Ironia e exaltação que, andando lado a lado de mãos dadas, se revelam o melhor do cinema americano como também um expoente de um cinema crítico. Tudo isso, deglutindo culturas e referências: algo raro e algo a ser destacado.

“Django Livre” é um filme sobre um negro-escravo americano, (representado por Jamie Foxx) , que é resgatado por Dr. King Schultz (Christoph Waltz) para ajudá-lo na tarefa de caçador de recompensa. Ganhando a liberdade, é ajudado pelo doutor a tentar salvar sua esposa Broomhilda (Kerry Washington), que é propriedade de Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).
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A obra parece completar uma espécie de trilogia da vingança montada por Tarantino, que começa com Kill Bill (volumes Um e Dois), passa por Bastardos Inglórios e se completa com “Django Livre”. Apesar de ser uma trilogia de quatro filmes, ou seja, uma trilogia meio torta, a comparação cabe, uma vez que se observa um caminho sequencial na lógica da vingança: primeiro das mulheres, depois dos judeus e agora dos negros.

Pode-se observar na formação da filmografia de Tarantino uma gradual politização e poetização e que, mesmo não abandonando sua mistura de referências pop, vai aos poucos refletindo uma questão política e social de seu país. Kill Bill joga a semente da opressão de uns sob os outros, pela evidência de uma estrutura social patriarcal-machista e violenta, passando por Bastardos Inglórios, que reposiciona a visão dos americanos sobre si próprios na segunda guerra, e agora, com Django Livre, a tentativa de redimir o papel do negro frente às estruturas estabelecidas.

Destaque no filme para a excelente atuação de Samuel L. Jackson, interpretando Stephen, um negro incorporado à família escravocrata e reprodutor da visão patriarcal vigente na época. Destaque também para a trilha sonora que enriquece o filme às vezes com citação aos filmes de cowboy, às vezes deslocando aquele velho oeste do sul americano para uma gangue de Nova Iorque.

Tanto se pode dizer do filme, mas o mais importante é também o mais simples: vale a pena. São tantas questões que se atravessam sem, no entanto, em momento algum parecerem pedantes, discursivas ou herméticas. O culto americano às armas está presente, assim como a violência gratuita e repentina comum nos filmes de Tarantino. É sempre bem ver a redenção explosiva daqueles que ficam ali circundando os tempos e as sociedades, sabendo que a vez deles nunca há de chegar.

Para finalizar, uma pequena digressão: já perceberam que todo filme do Tarantino acaba por falta de personagem?

Luiz Antonio Ribeiro é dramaturgo e poeta, formado em Teoria do Teatro pela UNIRIO – Univesidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde atualmente cursa Letras – Português/Literaturas.

Fonte: Acontece em Petrópolis

Você conhece o artista plástico e gestor cultural baiano Emanoel Araújo?

Artista e gestor cultural Emanoel Araújo (Foto: Wilton Bernardo)

Emanoel Araújo esteve em Salvador trazendo para 2 realizações importantes: uma foi trazer sua exposição de esculturas na Galeria Paulo Darzé (abertura aconteceu em 20/10/11) depois de 25 anos sem expor em Salvador; a segunda realização, foi foi como curador das exposições que abriram o tão esperado “Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira – Bahia” em 13 de novembro de 2011. Poucos dias antes da abertura do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, eu tive a oportunidade de entrevistar o artista e bater um papo sobre sua trajetória, desde seu despertar artístico em Santo Amaro, quando menino a experimentar a produção de arte com seu então amigo Caetano Veloso. Leia e conheça um pouco mais sobre o artista Emanoel Araújo.
Clique aqui e veja entrevista exclusiva com o artista.

Fonte: Blog da Laço Afro

SESC BAHIA E WILTON BERNARDO Apresentam a exposição LAÇO AFRO

"Eparrei", de Wilton Bernardo, na exposição "Laço Afro"

Em comemoração ao mês da Consciência Negra, o artista plástico Wilton Bernardo expõe 15 trabalhos intituladas “Laço Afro”, no Sesc – Aquidabã. As obras são versões originais de orixás como Yemajá, Iansã, Oxum, Oxalá, além de alguns símbolos e grafismos que remetem a cultura africana.

A exposição estará aberta ao público a partir do dia 17, e pode ser vista até o dia 30 deste mês, sempre de segunda a sexta, das 9h às 18h.

"Antílope", um dos trabalhos na exposição "Laço Afro"

As 15 obras selecionadas para a exposição fazem parte do resultado de uma pesquisa iniciada em 2004, quando o artista foi convidado a produzir ilustrações de orixás que estampariam as roupas dos músicos de Mariene de Castro, na época do lançamento do seu primeiro CD.
 
Como revela o trecho da música “Ilê! Pérola Negra” (O Canto do Negro), composta por Miltão, Renê Veneno e Guiguio, esse desejo de entender, aprender, e também propagar acerca desse laço afro que é de todo brasileiro, tem sido uma das maiores metas do artista plástico Wilton
Bernardo que há 6 anos vem produzindo suas ilustrações sobre a cultura
africana e afrobaiana. À medida que exercita a simplificação do traço, experimenta o enriquecimento do afro em seus trabalhos.
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O quê? Exposição Laço Afro – por Wilton Bernardo
Onde? Sesc – Aquidabã – Avenida Marechal Castelo Branco, 336 – Aquidabã, Salvador – BA
Quando?  Visitação pública: 17 a 30 de novembro de 2010, de 9 às 18h – ENTRADA FRANCA!
 
Fidelis Tavares
Assessoria de Comunicação
(71) 9929-1185 – fideltmelo@gmail.com
www.wiltonbernardo.com