Oficinas de Desenho e de HQ em Salvador


Inscrições abertas
Oficinas de Quadrinhos e de Desenho aos sábados

Aulas de artes gráficas prometem muita criação e movimento para os sábados de julho, agosto e setembro em Salvador! São as Oficinas de Desenho que acontecerão às tardes no Museu Carlos Costa Pinto e as Oficinas de Quadrinhos que acontecerão às manhãs no Horto Florestal. A realização da Ação Cultural Oficina HQ, coordenada pelo artista visual Wilton Bernardo tem o objetivo de movimentar a cena das artes gráficas em Salvador dando alternativas para quem gosta e deseja se aprimorar na área.

Oficina de Desenho
Com a proposta de realizar exercícios, ensinar técnicas de desenho, criar personagens e estimular a prática da escrita (de forma lúdica e espontânea), estimulando o desenvolvimento da percepção visual, a Oficina de Desenho será realizada no Museu Carlos Costa Pinto, para crianças de 8 a 12 anos. As aulas serão ministradas por Wilton Bernardo e Isadora Sabar. São apenas 12 vagas para garantir que os alunos recebam toda a atenção necessária.

Oficina de Quadrinhos
A proposta da Oficina de Quadrinhos é abordar as etapas de construção de uma HQ, partindo da proposta, analisando publicações e personagens de sucesso passando por experimentações como criar personagens, desenho, roteiro, análise de recursos narrativos e simbologia das cores, além de falar sobre registro de personagens e direito autoral. As aulas acontecerão no Estúdio Foto e Design, no Horto Florestal de Brotas, e são disponibilizadas apenas 10 vagas.

Todos os professores que atuam na Oficina HQ são graduados, além de terem capacitação específica aos temas que abordam. Wilton Bernardo, idealizador da Ação Cultural já realizou, através da Oficina HQ, dezenas de Oficinas em parceria com espaços como EBEC, Aliança Francesa, ACBEU, Faculdade Ruy Barbosa e o Museu Carlos Costa Pinto, com o qual já tem parceria de longa data. Muitas exposições online e em galerias também foram promovidas para estimular e valorizar os artistas gráficos, alunos ou não.

Serviço:
1) Oficina de Desenho (8 a 12 anos)
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15 às 17h
Período: aos sábados, de 21/7 a 15/9/18 (não haverá aula no dia 8/9)
Investimento: 2x R$ 240

2) Oficina de Quadrinhos (estudantes a partir de 14 anos, para adolescentes e adultos)
Local: Estúdio Foto e Design – Rua Waldemar Falcão, 586, Horto Florestal de Brotas, Salvador-BA
Horário: 9 às 11h, aos sábados
Período: aos sábados, de 21/7 a 15/9/18 (não haverá aula no dia 8/9)
Investimento: 2 x R$ 240

Informações e inscrições:
whatsapp (71)99305-9093
Instagram: @wilton_bernardo ou @oficinahq
Facebook: oficinaHQoficial
Email: oficinahq@hotmail.com

:: Wilton Bernardo é o criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ que além de dar nome a este Blog, assina outros produtos culturais e educativos, realizados desde setembro/2003; entre as ações estão as Oficinas de Quadrinhos, Oficinas de Desenho e Exposições coletivas de artes gráficas diversas

Anúncios

Gutemberg Cruz entrevista Wilton Bernardo

fui entrevistado pelo querido Gutemberg Cruz, um jornalista que admiro muito pois há muito tempo já faz parte de minha história. Sabe por quê? Quando eu era adolescente, o segundo Curso de Quadrinhos que participei na vida, foi ministrado por ele! E foi justamente como atividade final deste curso de História dos Quadrinhos na Fundação Casa de Jorge Amado, que criei um dos meus pesonagens “Dona Dedé” que hoje tem uma página com POST curtido e complartilhado por mais de 1.000 pessoas! Na entrevista falamos sobre esta personagem, sobre minhas inspirações para criar, sobre os personagens que sou co-autor com o Carlinhos Brown (Paxuá e Paramim) e cuja primeira publicação foi ilustrada por mim em 2012, entre muitos outros assuntos.

Parte da entrevista:

Gutemberg Cruz- Qual a informação que alimenta o seu trabalho?

Wilton Bernardo – O que alimenta o meu trabalho, definitivamente é a pesquisa. É como trilhar um caminho que não se sabe onde vai dar, mas é o norte, pra acertar, ou no mínimo, fazer algo dentro do que foi proposto, do que foi desejado.

GC – O que você mais gosta de fazer hoje?

WB – Criar. O meu grande tesão sempre foi e acredito que será sempre criar. Seja o que for, dentro das artes gráficas, do design. Criar soluções, inventar. Sempre tem uma ou outra pessoa que fala “Nada se cria, tudo se copia”, e essa frase, definitivamente não me representa.. rsrsrs

Eu percebi isso em mim, sabe quando? Quando eu desejei trabalhar na empresa de Maurício de Souza. Teve uma época em que eu cheguei a fazer algumas etapas de avaliação. Bom, para apresentar Dona Dedé, tive o maior entusiasmo, responder as perguntas que era uma outra etapa, foi tudo bem, mas na hora de desenhar os personagens do Maurício…. eu simplesmente não fazia… e eu admiro muito toda a história daquele homem. Admiro demais! Mas a questão começou a ficar claro pra mim: o meu tesão era criar, não copiar, não representar criações de outros. Claro que eu respeito todos que fazem, graças a Deus, existem diversas funções dentro dessa indústria, e cada pessoas tem um prazer, seja roteirizar, desenhar, arte finalizar, colorir, enfim. O importante é fazermos aquilo que realmente nos deixa feliz.

GC: Em 2012 você criou os personagens Paxuá e Paramirim. Conte sobre eles

WB – O livro Paxuá e Paramim, foi publicado em 2012 com 2 índios crianças que se preocupam com o meio ambiente, preservação da natureza . O texto é do Carlinhos Brown cuja produção me convidou para ilustrar a história infantil. Mas quando fui me reunir com a produtora, ainda não existiam os personagens, havia apenas os nomes Paxuá e Paramim. Então eu desenvolvi a estética, a imagem dos personagens. Não tinha como ilustrar sem criar primeiro os personagens. Então, depois dos personagens criados, ilustrei o livro infantil que foi distribuído durante uma exposição de artes plásticas que o cantor fez na Caixa Cultural de Brasília.

Quer ler a entrevista completa? Acessa veja na íntegra, publicada no Blog do Gutemberg Cruz acessando o link “ENTREVISTA com Wilton Bernardo”.

:: Wilton Bernardo é o criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ que além de dar nome a este Blog, assina outros produtos culturais e educativos, realizados desde setembro/2003; entre as ações estão as Oficinas de Quadrinhos, Oficinas de Desenho e Exposições coletivas de artes gráficas diversas

Personagem de Quadrinhos x Possibilidade de sucesso

A Liga da Justiça


Faltando alguns dias para iniciar uma nova turma da Oficina de Quadrinhos – 22 de julho começa a nova Oficina de Quadrinhos no ateliê da Faculdade Ruy Barbosa, Salvador-BA -, decidi escrever este artigo, para dar uma “palhinha” do que discutiremos em sala, além das etapas de construção de uma história em Quadrinhos. Espero que seja proveitoso para você:

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. EM situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.

Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.

b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.

II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte

Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure ler sobre seus direitos. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com