Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

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Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez

Guerra Infinita estreia no Brasil em 26 de abril

Anthony Mackie, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth e Scarlett Johansson em imagem promocional de Vingadores: Guerra Infinita.
Com Vingadores: Guerra Infinita, a Marvel Studios apresenta sua cartada mais ousada até então. O aguardado filme reúne dezenas de heróis que já apareceram nos 18 filmes do universo compartilhado criado pelo estúdio há uma década. Com mais de 70 personagens, o filme também marca a primeira vez em que Thanos, um dos maiores e mais destrutivos vilões do cânone da Marvel Comics, será o antagonista principal de um longa-metragem.

Que o filme dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo é o mais ambicioso da Marvel até então, não há dúvidas. Entretanto, para o ator Anthony Mackie, o longa-metragem também é o “mais humano” da Marvel.

“Vingadores 3 será muito diferente e haverá diversos momentos chocantes. Eu acho que os fãs vão se surpreender com esse filme, com todos os personagens”, disse o ator que vive o Falcão no Universo Cinematográfico Marvel em entrevista para a Entertainment Tonight. “Eu acho que esse é o filme mais humano entre todos os filmes dos Vingadores, entre todos os filmes da Marvel. Então eu acho que você ficará realmente surpreso em ver o quão normal esses heróis podem ser.”

Junte a fala de Mackie com as cenas dramáticas do mais recente trailer de Vingadores: Guerra Infinita e com o fato de que Thanos não vem à Terra para brincadeira nos quadrinhos da Marvel e é impossível não pensar nas possíveis mortes de heróis no conflito. “Nós escolhemos contar uma história muito, muito interessante, que dá humanidade para todos os personagens”, contou o ator.

Além de heróis mais humanos — diante de suas próprias mortalidades ou impotentes por enfrentar um vilão tão poderoso —, o filme também terá um antagonista pelo qual o público poderá sentir “empatia as vezes”, garantiram os diretores.

Vingadores: Guerra Infinita estreia nos cinemas brasileiros no dia 26 de abril de 2018. Leia a sinopse oficial abaixo.

“Enquanto os Vingadores e seus aliados continuam protegendo o mundo de ameaças muito grandes que nenhum herói consegue enfrentar sozinho, um novo perigo surge das sombras do cosmo: Thanos. Um déspota com infâmia intergalática, sua meta é reunir as seis Joias do Infinito, artefatos de poder inimaginável, e usá-las para infligir sua vontade macabra em toda a realidade. Tudo pelo que os Vingadores lutaram levou a esse momento – e o destino da Terra e da própria existência nunca esteve tão incerto.”

Fonte: http://www.adorocinema.com

Da experiência que tive como aluno da Oficina de Quadrinhos

Por Victor Diomondes, que fez a oficina entre setembro e outubro de 2016

Com seu jeito bastante contido, diria até mesmo tímido, o professor Wilton Bernardo consegue enganar desavisados. Por trás dos óculos do Clark Kent, sempre há de haver um Superman, conquanto se esteja disposto a realizar feitos heroicos. E certamente os feitos desse artista visual é produzir quadrinhos, e principalmente, ensinar quadrinhos.

No geral já é bastante complicado produzir arte tanto no país quanto em nosso estado. Mas nossa Bahia e sua capital carecem de uma formação voltada para essa linguagem. Sim, quadrinhos é linguagem, meio de expressão, válido para se dizer sentimentos e pensamentos, para se educar e até mesmo para se vender algo, por que não? Essa foi uma das primeiras questões abordadas por Wilton em suas aulas. A forma como ele transmite as lições, sempre baseadas em um diálogo direto e franco com seus alunos é louvável. Ele poderia sim, com base em seus 13 anos de atuação na Ação Cultural Oficina HQ e mais tantos como profissional da área, falar bastante. Mas seu método de levantar diálogos sobre algum tema da realização de quadrinhos, passando referências visuais, conversando e provocando questionamentos é bem mais interessante. E com certeza ele é habilidoso nas provocações que faz, já aí surpreendendo. Não as faz de qualquer jeito, é possível se ver onde ele quer chegar, e até lá, o debate permite que cada aluno exponha suas próprias concepções, havendo um compartilhamento de ideias. Essa forma meio socrática de fazer as coisas é bem mais interessante. O aluno é, nessa Oficina de Quadrinhos, um ser ativo, e Wilton, como professor, lida com cada um como se fosse criador. O aluno não está ali só para receber um conteúdo e aplicar as lições através de um produto. Senti nas aulas do professor que ele lidava conosco como se fossemos artistas, e que tinham o que dizer.

Atravessando o conteúdo do curso, pudemos conhecer as estruturas narrativas, receber dicas e acompanhamento quanto aos nossos desenhos, e principalmente, criarmos. O foco de Wilton – e isso ele dizia com todas as letras – era o aprendizado e não necessariamente o resultado. Assim sendo, não tínhamos que ter um quadrinho totalmente pronto, mas tínhamos que ter passado pelas etapas da construção de um quadrinho. Pudemos analisar outros quadrinhos e conversarmos sobre. Isso sem dúvida era uma delícia, uma oportunidade de falarmos sobre nossas referências pop, nossos personagens prediletos, nossas críticas quanto a outros quadrinhos, séries e cinema, uma vez que cada uma dessas artes usa a narrativa. Bem, hoje em dia quando leio uma história em quadrinhos ou mesmo quando assisto um filme, série e espetáculo de teatro, não os vejo mais do mesmo jeito.

Entre papos e pratica, produzi uma série de desenhos que fiz para exercitar minha habilidade e esboços de roteiro para uma HQ. Com isso pude ter uma base firme e duradoura para produzir quadrinhos – agora a questão é fazer, né? 😛 Certamente os resultados quanto ao meu traço foram notórios, senti a diferença. O estilo de aula empreendido por Wilton Bernardo permitiu que eu pudesse a um só tempo desenvolver minhas habilidades e construísse junto aos outros alunos e ao professor um conhecimento sobre quadrinhos. Isso é algo valioso, ainda mais se pensarmos que as vezes encontramos métodos de ensino pouco abertos à conversa.

É bom que eu avise: não se pode dizer que o professor dessa oficina não preparou seus alunos para o cenário profissional. Como atuante da área, trabalhando na criação de material para jornais, empresas e até mesmo para outros artistas da cidade, ele nos forneceu dicas e partilhou experiências valiosas no trato do quadrinho e da atividade criativa como profissão. Uma das lições mais bem vindas foi quanto ao campo dos direitos autorais, que Wilton fez questão de transmitir de forma bem completa. Para que o leitor saiba mais sobre, ora bolas, vá lá e procure se inscrever na Oficina de Quadrinhos.

Meus mais profundos agradecimentos a Wilton, que além de grande artista é um educador de mão cheia, e a minha turma da Oficina de Quadrinhos que muito me ensinou a cada papo sobre HQ, Marvel, DC, Scott Pilgrim séries e arte. E todos desenham maravilhosamente bem.

Victor Diomondes é formado em Licenciatura em Teatro pela UFBA. É arte-educador, ilustrador e ator, integrante do Coletivo Saladistar Produções e Núcleo Viansatã de Investigação Cênica.

Mãe síria em cidade sitiada é mais nova super-heroína da Marvel

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A ABC News e a Marvel Comics se uniram para encontrar outra maneira de ajudar o mundo a ver a realidade devastadora da vida sob cerco.
Sitiada pelo governo sírio por dois anos, a cidade de Madaya teve pouco contato com o mundo externo. Se os comboios de ajuda têm dificuldade para acessar o local, para os cinegrafistas é praticamente impossível.

Assim, a ABC News e a Marvel Comics, conhecida por seus super-heróis musculosos, se uniram para encontrar outra maneira de ajudar o mundo a ver a realidade devastadora da vida sob cerco.

Jornalistas da ABC estiveram em contato com uma mulher vivendo em Madaya – uma cidade de cerca de 40.000 habitantes, perto da fronteira com o Líbano – que relatou em uma série de posts de blog sua luta para sobreviver às condições adversas provocadas pela guerra civil na Síria, que já dura mais de cinco anos.

As duas empresas criaram uma história em quadrinhos digital baseada nos relatos anônimos da jovem mãe de cinco filhos – uma maneira de tentar demonstrar os horrores aos que as suas câmeras não têm acesso.

Em vez de sangrentos, os quadrinhos ilustrados são de partir o coração. Combinados com as palavras fortes da mãe – mantida em anonimato para proteger a segurança da sua família – eles falam sobre as graves dificuldades que as famílias encurraladas estão sofrendo.

Desde que Madaya ficou sob cerco total, em meados de 2015, mais de 60 pessoas morreram de fome e desnutrição.

“Nossos corpos não estão mais acostumados a comer”, diz um quadrinho. “Meus filhos estão com fome, mas estão ficando doentes, com fortes dores estomacais causadas pela comida porque seus corpos não são capazes de digerir e absorver a comida, porque estiveram com fome por tanto tempo”.

Sem sensacionalismo

O artista Dalibor Talajic disse que fez uma tentativa consciente de evitar cair no sensacional.

“Eu não queria fazer uma história em quadrinhos de guerra”, disse o artista croata – que viveu durante a dissolução da Iugoslávia, em 1991. “Eu queria fazer uma história em quadrinhos com um ponto de vista civil, onde você é realmente impotente”.

“Você não pode fazer nada. Você está apenas esperando que isso passe ou que você morra”, acrescentou.

Até agora, Talajic era mais conhecido pelo seu trabalho em Deadpool, uma história em quadrinhos sobre anti-heróis que protagonizaram um filme homônimo no início deste ano.

O ilustrador disse que ele “não é um artista típico da Marvel, onde tudo tem que ser maior que a vida”, preferindo em vez disso permanecer ancorado na realidade. “Eu sempre tento manter as coisas mais familiares, mais no chão, mais prováveis”.

Mas tentar transmitir a o dia a dia sombrio de sírios sitiados sem sensacionalismo não foi uma tarefa fácil.

“Foi um desafio”, disse Talajic, observando que ele nunca viu fotos da jovem mãe ou da família. “Eu estava no fio da navalha, na linha tênue para não explorar o sofrimento de alguém.”

Nos quadrinhos, a brutalidade da vida cotidiana sob cerco é ocasionalmente quebrada com relatos de momentos de convívio e de pequenos prazeres roubados.

Por exemplo, após um longo período fechada, a escola reabriu, para a felicidade das filhas da “mãe de Madaya”. Pouco depois, o local é atingido por uma bomba que destrói vários de seus companheiros perante os seus olhos.

“Esta é uma mãe, mas é todas as mães”, disse Talajic. “É uma família, mas são todas as famílias”.

Esta não é a primeira incursão da Marvel em heróis da vida real: a empresa de gibis já retratou o Papa João Paulo II, São Francisco de Assis e a Madre Teresa.

A ABC conseguiu entregar algumas das ilustrações de Talajic para a mãe. “Ela achou que ele acertou em cheio as características das pessoas, a atmosfera, a cidade”, disse o produtor da ABC News Rym Momtaz.

“Se um dia ela conseguir sair”, disse Talajic, “os desenhos irão para ela.”

Fonte: Revista Exame

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Marcelo Campos lança Talvez Isso

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Marcelo Campos foi um dos primeiros quadrinhistas brasileiros a desenhar os super-heróis de grandes editoras como Marvel e DC Comics, em meados da década de 1980.
Mas ele também fez sua jornada por um universo mais filosófico e introspectivo nas tiras da série Talvez Isso, que chegou a ser lançada em um álbum (formato 10 x 21, 144 páginas) da editora Casa 21, em 2007. Estão ali somadas as experiências marcantes vividas pelo próprio autor em determinadas fases de sua vida.
Agora, o material ganha uma republicação pela editora SESI-SP, num novo formato (21 x 29,5 cm, 92 páginas, R$ 32,00), e terá evento de lançamento e exposição no dia 20 de agosto, na Quanta Academia de Artes (Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 – Vila Mariana), em São Paulo/SP, a partir das 17 horas.

Fonte: site Universo HQ

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Uma jovem mulher negra é agora a personagem mais inteligente do universo da Marvel

Afinal, um pouco de representatividade não faz mal a ninguém! No domingo, a Marvel anunciou na Comic-Con de San Diego, Califórnia, a super-heroína mais inteligente do time: Lunella Lafayette. Aos 9 anos de idade a nova iorquina é a mais nova estrela dos quadrinhos que estreia a série Moon Girl and Devil Dinosaur (garota da lua e dinossauro do demônio, em tradução livre). Vem saber mais sobre essa história que a gente mal conhece mas já considera pakas!

A história foi escrita por Brandon Montclare Amy Reeder, revendo uma série dos clássico de dinossauros, transportando o T. Rex a moderna cidade de Nova York e substituindo seu amigo homem das cavernas por uma menina como Lunella, uma super gênio e portadora do genes não humanos.

TEM MAIS!
Mark Paniccia, um editor sênior da Marvel, confirmou para o BuzzFeed News que sempre houve um debate entre super-gênios e super-inteligentes. E que essa garotinha chegou para chocar a todos com suas habilidades.

“No terceiro arco de Moon Girl and Devil Dinosaur, Lunella enfrenta um desafio impossível de ciência que não só poderá provar a sua inteligência, mas também salvar o mundo. Ela também vai vai contar com alguns convidados, como grandes nomes da Marvel, como Hulk, Dr. Strange, os X-Men, The Thing e muito mais. “

Fonte: CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade

A Disney é dona de tudo que você vai ver no cinema nos próximos anos

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Animados com o segundo filme dos Vingadores, com o filme do Homem Formiga e com toda a fase 3 da Marvel que começará no ano que vem? E com a volta de Guerra nas Estrelas ao cinema, que ressuscita com não apenas uma nova trilogia mas também uma nova grife para lançar filmes desconectado da saga dos Skywalker? E com a futura adaptação para o clássico anime Ghost in the Shell? O próximo Alice no País das Maravilhas ou o próximo Piratas do Caribe? A continuação de Nemo? O próximo filme do Spielberg com o Tom Hanks? O novo Toy Story?

Disney, Disney, Disney. Disney, Disney. Disney. Disney, Disney. Disney. Disney. A maioria dos filmes que você vai assistir nos próximos anos é de propriedade pela casa de Walt Disney. Marvel, Lucasfilm e Pixar são apenas algumas marcas sob as orelhas pretas do rato corporativo mais famoso do mundo.

A imagem acima (twittada pela repórter Christina Warren) mostra a previsão de lançamentos que a empresa anunciou na CinemaCon, convenção de cinema realizada esta semana em Las Vegas, nos EUA. Disseco-a abaixo, com os meses de previsão de lançamento nos EUA:

• Vingadores – A Era de Ultron – maio de 2015
• Tomorrowland – maio de 2015
• Divertida Mente – junho de 2015
• Homem-Forminga – julho de 2015
• Ponte de Espiões – outubro de 2015
• O Bom Dinossauro – novembro de 2015
• Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força – dezembro de 2015
• Os Melhores Momentos – janeiro de 2016
• Zootopia – março de 2016
• O Livro da Selva – abril de 2016
• Capitão América: Guerra Civil – maio de 2016
• Alice no País das Maravilhas: Através do Espelho – maio de 2016
• Procurando Dory – junho de 2016
• The BFG – julho de 2016
• Meu Amigo o Dragão – agosto de 2016
• Doutor Estranho – novembro de 2016
• Moana – novembro de 2016
• Star Wars Anthology: Rogue One – dezembro de 2016
• A Bela e a Fera – março de 2017
• Ghost in the Shell – abril de 2017
• Guardiões da Galáxia 2 – maio de 2017
• Star Wars: Episode VIII – maio de 2017
• Toy Story 4 – junho de 2017
• Piratas do Caribe: Mortos Não Contam Histórias – julho de 2017
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E além destes, ainda há projetos já anunciados até 2019:

• Thor: Ragnarok – novembro de 2017
• Animação da Pixar ainda sem título – novembro de 2017
• Animação da Disney ainda sem título – março de 2018
• Vingadores: Guerra Infinita Parte 1 – abril de 2018
• Animação da Pixar ainda sem título – junho de 2018
• Pantera Negra – julho de 2018
• Capitã Marvel – novembro de 2018
• Animação da Disney ainda sem título – novembro de 2018
• Vingadores: Guerra Infinita Parte 2 – maio de 2019
• Inumanos – julho de 2019

São mais de trinta filmes e com certeza você cogitará assistir à maioria, seja em pré-estreias, na fila pra comprar ingresso no cinema ou quando estrear na TV por assinatura. De um jeito ou de outro, é dinheiro indo pra Disney.

O problema da Disney é que eles praticamente não investem em novas franquias, preferindo apostar em histórias e personagens conhecidos do grande público. Por isso a imensa maioria dos filmes é composta por continuações, remakes e adaptações.

Novo clipe do filme Wolverine – Imortal

Wolverine

A 20th Century Fox divulgou um novo clipe de The Wolverine (Wolverine – Imortal, no Brasil), que havia sido exibido em abril, na CinemaCon, a convenção dos distribuidores de filmes e proprietários de cinemas.

O teaser tem apenas 57 segundos, mas inclui algumas cenas inéditas, como a que mostra o visual do Samurai de Prata, interpretado por Will Yun Lee.

The Wolverine foi dirigido por James Mangold. Estão no elenco Hugh Jackman (Wolverine), Famke Janssen (Jean Grey), Svetlana Khodchenkova (Viper), Tao Okamoto (Mariko Yashida), Rila Fukushima (Yukio), Hal Yamanouchi (Yashida), Hiroyuki Sanada (Shingen Yashida) e Brian Tee.

A estreia ocorrerá no próximo dia 26 de julho. Assista abaixo ao novo clipe.

Fpnte: universohq

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Homem de ferro 3 tem versão diferenciada na China

homem de ferro 3

Um comunicado oficial afirma que a versão chinesa terá cenas com a popular atriz Fan Bingbing, além de imagens exclusivas para o público local.

Um comunicado surpreendente foi apresentado hoje pela Marvel, a respeito do lançamento de Homem de Ferro 3. Os produtores afirmaram que o filme terá duas versões, uma para a China, e outra para o resto do mundo. A versão chinesa vai apresentar “cenas bônus” filmadas especificamente para o público local (gravadas em território chinês), além da participação de Fan Bingbing, uma das atrizes mais populares em seu país de origem. A intenção dos produtores é garantir o sucesso da produção no gigantesco mercado de cinema chinês.

Vale lembrar que outra superprodução de Hollywood também convidou Fan Bingbing para o elenco. Trata-se do ainda inédito X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, outro filme de super-heróis cujos produtores estão atentos ao mercado asiático. O ator chinês Xueqi Wang (foto acima), que já havia sido anunciado anteriormente no elenco de Homem de Ferro 3, estará presente nas duas versões da história. Quem sabe as cenas chinesas não entram em alguma edição de colecionador do DVD? De qualquer modo, Homem de Ferro 3 chega aos cinemas dia 26 de abril.

O que acha desse privilégio reservado aos espectadores chineses?

Fonte: AdoroCinema – Deadline

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