CANTORA NÊSSA LANÇA NOVO SINGLE EM SALVADOR

Destaque na nova cena pop da música soteropolitana, a cantora Nêssa lança novo single, com direito a videoclipe gravado na capital baiana. É a terceira música lançada pela artista, ainda nova no mercado, mas que preza pelo trabalho autoral e muita criatividade em suas obras.

Trazendo o nome de “Eu não ando só”, o clipe traz imagens de bairros de Salvador, mostrando o dia-dia do baiano que se divide entre sua rotina de trabalho convencional e a vida artística, tudo isso acompanhado por versos que reforçam a fé e a autoestima do jovem negro. Formando assim, uma excelente combinação regada a uma melodia dançante e gostosa de ouvir.

A música foi composta por Nêssa e conta com participação do grupo de rap Família Tríplice, de Lauro de Freitas. Na técnica, Marco Lima, Daiane Rosário e Edvaldo Jr, assinam produção musical, direção geral e roteiro e fotografia, respectivamente.

Designer por formação e cantora por vocação, Nêssa é nascida e criada em Salvador, iniciou sua carreira na musical em Janeiro de 2018 quando lançou “Só vem”, primeiro trabalho que deu visibilidade a artista, rendendo milhares de views no YouTube e em plataformas de streaming de músicas como Spotify e Deezer, logo em seguida veio “Hard”, canção que mistura o universo dos games com o clima de paquera.

Apesar de ser nova na cena pop baiana, o trabalho da cantora chamou atenção de diversos artistas locais, rendendo participações em shows pela capital e região metropolitana, além de um convite para gravação de uma música com a banda Attoxxa, dona da música do carnaval “Elas Gostam”. A faixa fará parte do próximo albúm do grupo.

Confira:

Baixe a música:
https://www.suamusica.com.br/eunaoandoso

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SOM DE II na Varanda do SESI


#SOM DE II
Na noite de 13 de setembro de 2018, quinta-feira, às 21h30, a Varanda do Sesi Rio Vermelho recebe o projeto #Som De II, formado pela cantora e dançarina Taii e pelo músico multi instrumentista Cesário Leony. A dupla vem com uma proposta musical irreverente, onde baixo e voz dialogam harmonicamente, trazendo em seu repertório pérolas da MPB, como O Trem Azul (de Lô Borges, consagrada na voz de Elis Regina) e Pérola Negra (do negro gato Luiz Melodia). Mas, não para por aí. O violão também está presente e com ele, músico e cantora interpretam canções que vão do samba de Jorge Aragão à bossa de Tom Jobim, em uma parceria Hessel Produções, Siri Produções, Comida de Varanda e Teatro SESI Rio Vermelho /FIEB.
O couvert artístico custa R$ 25,00.
TAII – Cantora e bailarina, formada em Dança pela UFBA, Taii possui mais de dez anos de pesquisas corporais, na dança e na música. Começou a cantar ainda na faculdade e vem unindo desde então as duas linguagens em seus trabalhos artísticos. Desenvolveu ao longo desses anos, uma intimidade com seu corpo e sua expressão, vivenciando, no palco, o seu canto e a sua dança. Compreende que as duas linguagens se complementam, trazendo com isso, um diferencial em seu trabalho como intérprete criadora.
Em sua empreitada na música, já esteve em cartaz em projetos como “Meia Noite se Improvisa” e “Ménage à Trois” no Teatro Vila Velha, e estreou seu primeiro show solo chamado “Pra Falar Do Amor”, em 2013. Em 2015, levou para as ruas e praças de Salvador o Taii Busking, onde cantou com Alexandre Vargas, Alex Mesquita, Cicinho de Assis, Luizinho do Jêji e Paulinho Andrade, sempre acompanhada por Cesário Leony. Além de atuar como intérprete, Taii também compõe, sendo boa parte das canções do seu show de origem autoral.

CESÁRIO LEONY – Formado em Licenciatura na Escola de Música da UFBA, ganhou notoriedade nacional e mundial como baixista, arranjador e diretor musical de Daniela Mercury, parceria que dura mais de 25 anos, tendo participado de diversos festivais internacionais de significante importância, como Festival de Jazz em Montreaux, London Jazz Festival, Jazztel Music, Tübingen Festival, Rock in Rio, Imatra Big Band Festival, Maiz Stage, entre outros, além de ter participado de toda a discografia da artista. Participou também, de inúmeros projetos musicais ligados à música instrumental na Bahia, integrando grupos e acompanhando artistas como Jazz Carmo Quinteto, Raposa Velha, Paulinho Andrade e várias outras formações. Acompanhou grandes nomes da MPB em turnês pelo Brasil e exterior, como Luis Melodia, Zezé Mota, Gilberto Gil, Margarete Menezes, Ivete Sangalo, Vânia Abreu, Carla Visi, Luiz Caldas e Armandinho, além de produzir vários artistas independentes, desenvolvendo gravações e produções musicais em estúdio próprio – o Estúdio da Ladeira.
Cesário Leony já recebeu inúmeros prêmios como instrumentista e, em 2006, foi homenageado com o Troféu Dodô e Osmar de Melhor Baixista do Carnaval Baiano.

Serviço:
O quê: projeto ‘#Som De II’, com Taii & Cesário Leony
Quando: 13 de setembro de 2018, quinta-feira
Horário: às 21h30
Onde: Varanda do SESI Rio Vermelho
Endereço: Rua Borges dos Reis, 09 – Rio Vermelho, Salvador-BA
Couvert Artístico: R$ 25,00
Realização: Hessel Produções, Siri Produções, Comida de Varanda e Teatro SESI Rio Vermelho /FIEB.
Maiores Informações: Tel.: (71) 9.9160-9140

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor da Ação Cultural Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Mercadão.CC: “Ocupação Feminista”


No bairro mais boêmio de Salvador – Edifício Idearium, térreo, Nº20, Rio Vermelho – de frente pra o mar, está o recém inaugurado Mercadão Criativo Colaborativo ou simplesmente Mercadão CC que, dentro dos movimentos de construção e desconstrução, propõe neste mês de março em sua programação uma Ocupação Feminista, com debates, oficinas e vivências. O intuito é ampliar a rede de encontro de mulheres para compartilhamento de suas experiências e projetos. Discutiremos o lugar da mulher e suas ocupações nos diversos setores da produção cultural.

PROGRAMAÇÃO
Para Simone de Beauvoir não se nasce mulher, torna-se uma

* SEG,5/3 -19 h – Mulhres na Música
Bate Papo com Nara Couto, Monica Millet, Verona Reis, Alexandra Pessoa , Carol Morena e Deise Fatuma e participação especial e som das meninas do Obinrin Trio

* TER, 6/3 – 19 h – Mulheres na Literatura
Bate Papo com Lívia Natália + Ludmila Laísa do Slam das Minas – BA

* QUA, 7/3 – 19 h – Mulheres na Fotografia e no Audiovisual
19 h – Bate Papo com Milena Abreu, Milena Palladino e Nathália Miranda
20 h – Bate Papo com Urânia Munzanzu, Iris De Oliveira e Tais Amordivino
21 h – Exibição de Filmes:
– Merê de Urânia Munzanzu
– A Invisibilidade negra na educação de Tais Amordivino

* QUI, 8/3 – Ser Mulher no Agora: Pulsões, desejos e desafios
9h – Café da Manhã
10h – Yoga para Mulheres
14h – Exibição do Filme – Ela Fica Linda Quando Fica Brava de Mary Dore
16h – Roda de Conversa sobre Autocuidado Feminino com degustação aromática de óleos essenciais africanos
com Ísis Abena
19h – Bate Papo sobre Feminismos com Priscila Aguiar, Florita Cuhanga De Kinjango e Camila Lá
22h – Dj Set – GRLS PWR NIGHT – Dj Nai Sena

* SEX, 9/3 – Dj Set – GLRS PWR NIGHT – DJ Carol Morena

MERCADÃO.CC
Mercadão Criativo e Colaborativo ou um pequeno Centro Cultural, a idéia é promover o Compartilhamento do Comum, do incomum, e muito mais. O Mercadão é um hub de cultura, tendo como eixo a oferta de atividades culturais e criativas, lojas, música, espaço para exposições e bar. O ecossistema do Mercadão será compartilhado por empreendedores ligados aos segmentos de discos, livros, filmes, moda, cerveja artesanal e cozinha simples, reunindo, também, artistas e promotores culturais. O “hub” (no sentido do entroncamento, cruzamento) será utilizado como ambiente de integração, com um mix de atividades articuladas, com programação intensa. Desconferências, encontros e redes. Uma Zona Autônoma Permanente.

MERCADÃO.CC – Edifício Idearium, térreo, Nº20, Rio Vermelho, Salvador-BA


SERVIÇO:
Debates, Oficinas, vivências “Ocupação Feminista”
Quando: 5 a 9 de março
Facebook: https://www.facebook.com/events/189281361676994/
Onde: Mercadão CC – Edifício Idearium, térreo, Nº20, Rio Vermelho

Naymare Azevedo
Produção Executiva e Criativa
Afrotonizar
Email: naymaresazevedo@gmail.com
Tel (71) 9 94148636 – Skype: naymare.azevedo

:: Blog da Oficina HQ – Ação Cultural
Wilton Bernardo – artista visual, designer gráfico e criativo da Laço Afro

Cantora lança seu primeiro single “SÓ VEM”


CONHEÇA NÊSSA, ARTISTA POP BAIANA

Cantora lança seu primeiro single “SÓ VEM” com videoclipe em Janeiro

A cantora Nêssa lançará no dia 5 de Janeiro (sexta feira) seu primeiro videoclipe do single “Só Vem”, de composição própria e produção musical de Markinhos Lima, dando assim início à sua carreira totalmente independente.

A música fala sobre flerte e o clima de paquera que acontece nas noites de balada. A canção mostra a característica eclética da cantora que mescla diversos estilos musicais, indo do reaggaton ao funk, tendo como resultado um ritmo bem dançante.

Nêssa (apelido que adotou como nome artístico) é a mais nova cantora pop do cenário musical baiano. Com 25 anos, Vanessa Ribeiro é uma designer e ilustradora nascida e criada em Salvador. Iniciou sua carreira musical em 2017 fazendo participações em bandas locais. Começou a compor suas próprias músicas e pretende lançar boa parte delas em 2018. Sua música de trabalho “Só Vem” já tem sido tocada na rádio Bahia FM desde dezembro de 2017.

OUÇA A MÚSICA AQUI:

a) Nêssa on Spotify http://s2.vc/8g71
b) Nêssa – Palco MP3 http://s2.vc/8jpv
c) Nêssa – Deezer http://s2.vc/8jpz
d) Youtube http://s2.vc/8jq1

Daniela ofertou um espetáculo no dia 1º janeiro para Salvador

Pela 19ª vez, Daniela Mercury realizou o projeto Por-do-Som no dia 1º de janeiro. Com os convidados “Balé Folclórico da Bahia” e o grupo percussivo “Quabales”, Daniela Mercury ofertou a cidade de Salvador um verdadeiro espetáculo, apresentando a cultura deste lugar. Foi como se ela dissesse: “Olha a beleza, a maravilha da cultura afro-brasileira a qual vocês pertencem. Se reconheçam, se apreciem, isso tudo é vocês”. Foi realmente lindo, e o público realmente foi tomado de surpresa, onde se percebia visivelmente as pessoas paralisadas, olhando toda aquela apresentação cênica.

Confira parte do show no vídeo abaixo:

:: Wilton Bernardo
Idealizador do Projeto de Oficinas de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com

HOJE: REBECA MATTA LANÇA PRIMEIRO DVD COM SHOW NO COMMONS

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Referência da música independente baiana desde que surgiu com o premiado álbum Tantas Coisas (1998), a cantora Rebeca Matta (fotos: Tiago Lima) lança hoje À Flor da Pele, seu primeiro DVD da carreira, com um show no Commons Studio Bar.

O vídeo é uma uma bela realização da artista, que não se preocupou em apenas filmar o show – gravado em dezembro de 2011, no Solar Boa Vista.

Há uma preocupação evidente em construir um espetáculo “sinestésico” (capaz de provocar múltiplas sensações).

Para isto, ela lança mão de recursos como video-projeções do VJ Dexter e cenografia, fotografia e direção assinadas pelo artista visual Marcondes Dourado.

No palco, Rebeca é acompanhada por músicos profissionais de primeiro time: Juninho Costa (guitarra), Emanuel Venâncio (bateria), Ricardo Cadinho (baixo) e João Meirelles (programações eletrônicas).

Para completar, convidados igualmente conceituados, como o duo Dois Em Um, o violonista Mario Ulloa, o guitarrista Peu Sousa e o cantor Ronei Jorge. Infelizmente, suas participações so poderão ser vistas no DVD.

Fonte: rocoloko

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Wagner Moura faz show como Renato Russo, com músicos do Legião

O ator Wagner Moura se junta aos integrantes originais da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, em show-homenagem ao grupo de Brasília, em 29 de maio, no Espaço das Américas (zona oeste de São Paulo). Promovido pela MTV, o evento tem ingressos a R$ 200, disponíveis no site da Ticket 360.

Segundo a organização, por enquanto, os artistas fizeram dois ensaios, e os detalhes do show  – como concepção do palco e do repertório – ainda serão definidos.
Fã da Legião, o ator baiano assumirá os vocais neste tributo a um dos maiores grupos de rock do Brasil e a Renato Russo.

Além da carreira de sucesso na televisão, cinema e teatro, Wagner também é vocalista da banda Sua Mãe.

MTV Ao Vivo – Tributo à Legião Urbana – Espaço das Américas – r. Tagipurú, 795, Barra Funda, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3666-5470. 29/5: 22h30. Ingr.: R$ 200.

Fonte: UOL


 

Jussara Silveira no Teatro Castro Alves (Salvador-BA)

Foto: Sérgio Guerra inspirado em imagens de Claudia Andujar

Para abrir a edição 2012 do Projeto MPB Petrobras quem chega para duas apresentações na Sala Principal do Teatro Castro Alves é a cantora Jussara Silveira, nos dias 21 e 22 de abril, acompanhada do percussionista Marcelo Costa e do pianista Danilo Andrade. O grupo Dois em Um, de Luisão Pereira e Fernanda Monteiro, faz o show de abertura do projeto. Há 15 anos em cartaz, o MPB Petrobras é sinônimo de música de qualidade e preços populares.

As apresentações começam às 20 horas.

Em 2011 realizamos um total de 50 shows distribuídos por 10 capitais do país: Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, Fortaleza, São Luis, Natal, Brasília, Manaus e Belo Horizonte. Passaram pelo palco do projeto artistas diversos como João Bosco, Arnaldo Antunes, Roberta Sá, Hermeto Pascoal, Lenine, Tom Zé, Vander Lee, Leila Pinheiro e Ivan Lins.

Data: 21/04/2012 a 22/04/2012
Horário: 20:00
Valor: R$ 20,00 (inteira)
Fonte: Assessoria

Em cartaz documentário sobre Raul Seixas

Pai da contracultura brasileira, Raul Seixas, nascido em Salvador em 1945, cresceu apaixonado pelo rock’n’roll. Aficionado por cinema, inspirou-se em Elvis Presley e iniciou sua carreira imitando o ídolo com brilhantina no cabelo e gola da camisa levantada.

Sua morte, em 1989, deixou um grande legado de músicas que são relembradas ainda hoje ao redor de todo o Brasil pela aclamação “Toca Raul” e uma legião de fãs de várias gerações.

Vida, música e morte de Raul são agora tema do documentário Raul – O Início, o Fim e o Meio. Dirigido por Walter Carvalho (de Cazuza – O Tempo Não Para, em codireção com Sandra Werneck, eBudapeste, baseado em livro de Chico Buarque), estreou ontem (23 de março).

O filme traz depoimentos de familiares, amigos, mulheres e parceiros, além de contar com uma grande quantidade de imagens inéditas de arquivo.

Leia a seguir a entrevista exclusiva concedida por Walter Carvalho à revista CULT.

Raul Seixas

 

CULT – Qual é o diferencial de Raul Seixas no contexto da contracultura?

Walter Carvalho – Ele começou imitando Elvis Presley, do ponto de vista da intuição, não sei se tinha consciência disso. Mas estava sendo antropofágico, na medida em que pegava Elvis e misturava com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Esse cruzamento entre Jackson, Gonzaga e rock’n’roll cria uma antecipação: “Let Me Sing” é praticamente um baião.

Qual era a relação de Raul com o cinema?

Ele desenhava em cadernos histórias que eram verdadeiros storyboards. E lá escrevia: “Raul Seixas apresenta!”, “Raul Seixas produtor, diretor…”. Dizia também que seu sonho era fazer um filme em Hollywood, o que infelizmente não aconteceu, porque teria sido maravilhoso.

Acredito que esse aspecto viesse da admiração que tinha por Elvis Presley. Assistiu a Balada Sangrenta [Michael Curtiz, 1958, estrelado por Elvis] mais de 20 vezes: ele entrava no cinema e via o filme seguidamente, em todas as sessões. Além disso, tinha uns cadernos em que anotava os filmes a que assistia em Salvador, dando opiniões e impressões.

Raul afirma que foi para o Rio de Janeiro para lançar um tratado de filosofia metafísica. Você tem alguma informação sobre esse tratado?

Fui atrás disso, mas nunca vi, nunca encontrei. Tenho a impressão de que era mais uma lorota do Raul, uma provocação. Ninguém sabe se fez.

O que tem de filosofia metafísica na obra dele?

Vou te responder essa pergunta da seguinte forma: o filme passou na Mostra [Internacional] de São Paulo, em uma única sessão, e não estava concorrendo a nada. Quando terminou, um fã de Raul, um artista plástico popular da periferia de São Paulo, veio falar comigo e disse: “Gostei muito do seu filme, ele mexeu com a minha metafísica”. Achei essa frase sensacional.

Raul tinha era um discurso popular sofisticado, que se comunicava com o público. Tinha um viés acentuadamente popular, mas ao mesmo tempo era sofisticado na forma de dizer o que dizia, nos arranjos, no modo de cantar. Se há alguma metafísica nele, é por esse caminho.

Paulo Coelho foi o primeiro grande parceiro. Houve pontos negativos nessa parceria?

Como o próprio Paulo fala no filme, a parceria é como um casamento: na medida em que se consolida, sofre um fenômeno de entropia e se atrofia. Os conflitos começaram a vir à tona e deram na separação. Acredito que houve um desgaste entre eles, uma guerra de vaidades, de egos, uma saturação ao ponto de se separarem e ficarem anos sem se reencontrar.

Qual a razão para a decadência de sua carreira?

A boemia! A coisa que mais me impressionou desde que iniciei o projeto até quando terminei o filme foi o curto período de sua trajetória.

Entre 1972, quando surge, deixando de ser Raulzito da Bahia e passando a ser Raul Seixas no Rio de Janeiro, até morrer, em 1989, são aproximadamente 17 anos, do ponto de vista da ascensão e queda.

Nos últimos quatro anos não fez praticamente nada, ficou isolado, sem produzir, dedicou-se completamente ao vício etílico, à boemia, a ponto de não ter mais volta.

O último gesto dele foi quando Marcelo Nova o chamou para fazer uma participação em seu show. Acabou fazendo 50 shows, entre setembro e outubro de 1988, quando se encontra com Marcelo, e agosto de 1989. Morreu no primeiro final de semana em que não fez show.

Como você avalia a parceria com Marcelo Nova?

Marcelo era um admirador de Raul, o imitava quando mais novo, e os dois se conheceram quando convidados para um show no Circo Voador.

Acho que se tratava de um misto de admiração, carinho e, sem dúvida, uma atitude de quem queria dar uma oportunidade para que Raul saísse do buraco. Achou que aquilo estava movendo Raul, trazendo-o para o trabalho, mas diante de uma imagem de um Raul depauperado.

Então, o que nunca se poderá saber é se a atitude de Marcelo prolongou ou abreviou a vida de Raul. Concordo com Caetano, quando disse que não via um aproveitamento [de Raul] por parte de Marcelo Nova.

Por que Raul continua sendo lembrado e ouvido?

Acho que isso tem uma relação direta com o que fez na música. Ao mesmo tempo em que foi um grande comunicador, quem veio depois e continuou gravando [suas músicas], fazendo show, ouvindo a plateia sempre dizer o famoso “Toca Raul” contribuiu muito para que estivesse sempre presente.

Raul permaneceu porque sua obra foi maior que ele – a junção de letras inteligentes com apelo popular sofisticado e de alto nível.

Fonte: Revista Cult