Dica especial: Desenho


Qual o seu processo de construção de um desenho? Já parou pra analisar isso?

Eu observo que a maioria das pessoas quando vão começar a fazer um desenho, elas simplesmente começam a desenhar os detalhes. Se pretendem desenhar uma pessoa, iniciam normalmente pela cabeça e começam a fazer os detalhes: contorno de cabeça, olhos, boca, sobrancelhas, cabelos, e vão descendo, completando o corpo.
Não é todo mundo, mas muitas dessas pessoas, quando iniciam o desenho pela cabeça, não sabem onde vai finalizar o pé. As vezes passam o limite do papel, não é? Calma! isso acontece com um mooonte de gente e se você se ligar nesta dica, não vai mais acontecer!

Sabe como se chama a causa e a solução disso? PLANEJAMENTO
Quem comete esse erro normalmente não percebe que pode desenvolver o desenho por etapas e antes de começar a finalizar o desenho, pode fazer um planejamento. Pode chamar de esboço também.
Se ficar apagando um desenho pra corrigir várias vezes já é arriscado, podendo lhe fazer perder o trabalho e o tempo, imagine como pode ser arriscado você fazer uma página de quadrinhos sem planejamento!?

Não se engane se pensa que os “feras” que trabalham para Marvel, DC Comics não fazem planejamento e pesquisa de referências, para fazerem desenhos o mais convincente possível.
Pois então, experimente planejar seu desenho, estabelecendo os limites nas 4 direções, reflita e planeje a posição que quer desenhar.

A GRANDE SACADA:
– Use formas geométricas para delimitações mais gerais.
– Faça as formas maiores, os traços mais gerais.
– Quando estiver satisfeito com as formas e configurações gerais, você passa para a etapa de fazer os detalhes.
– Você, inclusive, pode fazer os detalhes na mesma folha ou em outra folha com o auxílio de papel vegetal ou de uma mesa de luz, por exemplo.

Vamos tentar?
Esta é uma das primeiras dicas e exercícios que faço com os alunos quando iniciamos a Oficina de Desenho e também a Oficina de Quadrinhos.

Com certeza, você já pode começar!
E se quiser, mostra pra a gente seu desenho!
Nos encontramos na Oficina de Quadrinhos e de Desenho que começa no dia 21 de julho!
Mas se você não vai participar e quer me mostrar seus desenho, terei o maior prazer em ver todos! Meu email é oficinahq@hotmail.com!

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

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Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

‘Turma da Mônica: Laços’ ganha vídeo dos bastidores

OK, se você vive ligado nas notícias em torno das UQ´s, deve estar cansado de saber que a publicação de 2015 “Turma da Mônica – Laços” está sendo adaptada para o cinema. Então, segue abaixo um vídeo dos bastidores. Se liga ai abaixo.
Link: http://cinepop.com.br/turma-da-monica-lacos-ganha-video-dos-bastidores-180395

Mas se isso tudo é novidade para você, sugiro que além de ver o vídeo de bastidores, veja os 2 parágrafos abaixo:


1 – História em Quadrinhos publicada em 2015!
Isso mesmo. Para quem não sabe, “Turma da Mônica – Laços” é um dos vários romances gráfico publicados em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. É uma leitura deliciosa!
Sabe aquelas leituras que despertam emoção, nos fazem rir e encher os olhos de lágrimas?! Bom, comigo, pelo menos foi assim. Com toda a divergências dos personagens, quando, diante da dificuldade, a amizade se sobrepõe às diferenças, é incrível. Umas das melhores HQ´s que já li da turma da Mônica, se não a melhor. Enquanto o filme não sai, vai na livraria e adquire sua publicação!
Data da primeira publicação: 17 de julho de 2015
Para cada publicação idealizada, artistas diferentes foram convidados. E para “Laços” a missão ficou por conta dos irmãos Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics

2 – Como surgiu a parceria entre o diretor do filme, Daniel Rezende e o Mauricio de Sousa para realizar o filme?
Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, a graphic novel criada pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Maurício também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato.

:: Wilton Bernardo – Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
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Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez

Personagem de Quadrinhos x Possibilidade de sucesso

A Liga da Justiça


Faltando alguns dias para iniciar uma nova turma da Oficina de Quadrinhos – 22 de julho começa a nova Oficina de Quadrinhos no ateliê da Faculdade Ruy Barbosa, Salvador-BA -, decidi escrever este artigo, para dar uma “palhinha” do que discutiremos em sala, além das etapas de construção de uma história em Quadrinhos. Espero que seja proveitoso para você:

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. EM situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.

Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.

b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.

II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte

Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure ler sobre seus direitos. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

Oficina de Quadrinhos em Salvador

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Iniciou no último sábado (10/9/16) mais uma Oficina de Quadrinhos da Ação Cultural Oficina HQ, coordenada por Wilton Bernardo. Festa vez, sediada pelo Estúdio FotoeDesign, com um espaço super agradável para os alunos produzirem.
A oficina de Quadrinhos chega a seu 13º ano, com mais conteúdo, com um plano de aula atualizado, com a proposta de contemplar assuntos diversos do campo das artes gráficas, inclusive um que diz respeito a várias expressões, e que se fala tão pouco.
“Precisamos falar mais sobre direito autoral. Não podemos deixar esse assunto apenas nas mãos de advogados. É importante que os produtores de conteúdo, os autores entendam mais sobre seus direitos e compartilhe desse conhecimentos com outros” pontua Wilton Bernardo, coordenador e professor que idealizou a Oficina HQ em 2003.

Na Oficina HQ, além das etapas de construção de uma história em Quadrinhos, os alunos terão noções básicas de questões ligadas a direito autoral, e serão incentivados a explorarem suas ideias, seus traços, sua própria identidade e tirar partido disso.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

Sonia Braga: ‘Aquarius’ e ‘Boi Neon’ são premiados no Festival de Cinema de Lima

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Protagonista de Aquarius, o festejado filme de Kleber Mendonça Filho, Sonia Braga foi escolhida na noite de domingo, 14, como a melhor atriz do 20º Festival de Cinema de Lima. “Que honra ser premiada na América Latina”, disse a atriz em seu perfil do Facebook.
Aquarius também saiu vencedor na noite de domingo. Ele ganhou o Prêmio Especial do Júri, que é encabeçado por Ciro Guerra. O longa narra a resistência de Clara (Sonia Braga) diante da tentativa de uma incorporadora comprar seu apartamento para derrubar o velho prédio e construir um espigão na praia de Boa Viagem, no Recife.
O melhor filme do festival foi o colombiano Oscuro Animal.
Outro longa brasileiro foi premiado no Peru. Boi Neon ganhou como a melhor fotografia.

Fonte: Site atarde.uol.com.br

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Marcelo Campos lança Talvez Isso

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Marcelo Campos foi um dos primeiros quadrinhistas brasileiros a desenhar os super-heróis de grandes editoras como Marvel e DC Comics, em meados da década de 1980.
Mas ele também fez sua jornada por um universo mais filosófico e introspectivo nas tiras da série Talvez Isso, que chegou a ser lançada em um álbum (formato 10 x 21, 144 páginas) da editora Casa 21, em 2007. Estão ali somadas as experiências marcantes vividas pelo próprio autor em determinadas fases de sua vida.
Agora, o material ganha uma republicação pela editora SESI-SP, num novo formato (21 x 29,5 cm, 92 páginas, R$ 32,00), e terá evento de lançamento e exposição no dia 20 de agosto, na Quanta Academia de Artes (Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 – Vila Mariana), em São Paulo/SP, a partir das 17 horas.

Fonte: site Universo HQ

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O que você sabe sobre Direito Autoral?

Eu estava lembrando que tive um problema de desrespeito a meus direitos autorais e acabei comentando com algumas pessoas sobre o caso envolvendo uma ilustração minha e uma empresa que se apropriou de minha ilustração e começou a explorar economicamente uma produção a partir do meu desenho, sem me consultar. 
Sabe o que 99% das pessoas sempre me perguntava logo que eu contava sobre o caso?
Elas perguntavam: “E VOCÊ REGISTOU SEU DESENHO?”
Elas definitivamente nunca assistiram esse vídeo do Ricardo Luiz Marques. E você?

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

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Em Salvador: Oficinas de Quadrinhos e de Desenho

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Após uma pausa de 3 anos com as oficinas e uma série de realizações em torno das artes gráficas – prêmio internacional com ilustração “Best of Newspaper Design”, capacitações com profissionais que trabalham para DC Comics e Marvel, criação de personagem com Carlinhos Brown e ilustração do primeiro livro infantil do cantor além de produzir uma série de ilustrações para sua marca Laço Afro e desenvolver um trabalho muito especial para as Obras Sociais Irmã Dulce, o artista gráfico Wilton Bernardo abre inscrições para novas Oficinas com 2 parceiros: O Museu Carlos Costa Pinto sediará a Oficina de Desenho para crianças de 8 a 12 anos e o Estúdio FotoeDesign, a Oficina de Quadrinhos. 
As duas oficinas iniciam em 3 de setembro, e acontecerão durante 8 sábados.

a) A Oficina de Desenho para garotada entre 8 e 12 anos no Museu Carlos Costa Pinto acontecerá das 15 às 17h. A proposta é abordar de forma prática e lúdica, técnicas de desenho e criação de personagem com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento e construção do desenho, planejamento e a percepção visual dos alunos. 

PANFLETO-DESENHO-online
b) A Oficina de Quadrinhos para estudantes a partir de 14 anos, e profissionais de diversas áreas interessados em aprender sobre construção de uma HQ será aplicada entre teoria e atividades práticas. As aulas abordarão etapas fundamentais como criação de personagem, storyline, roteiro, recursos narrativos, simbologia das cores além de desenho. Assuntos como direito autoral e mercado também serão abordados.

Isadora Sabar e Wilson Junior também são professores que compõem o quadro do Projeto Oficina HQ – todos graduados em artes pela UFBA. 

Serviço:

1) Oficina de Desenho (8 a 12 anos)
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA 
Horário: 15 às 17h
Dias: 3,17,25/set; 1,15,29/out; 5 e 19/nov (sábados)
Investimento: R$ 2x R$ 200

2) Oficina de Quadrinhos (para adolescentes e adultos)
Local: Estúdio FotoeDesign – Rua Waldemoar Falcão, 586, Horto Florestal de Brotas, Salvador-BA
Horário: 9 às 11h, aos sábados
Período: 3/set a 22/out (aos sábados)
Investimento: 2 x R$ 210

Informações e inscrições: Wilton Bernardo (71) 99305-9093(tim/whatsapp), oficinahq@hotmail.com (e-mail)
Site: www.wiltonbernardo.com 

Obs: A Oficina oferece apostilas e material necessário