Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

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‘Turma da Mônica: Laços’ ganha vídeo dos bastidores

OK, se você vive ligado nas notícias em torno das UQ´s, deve estar cansado de saber que a publicação de 2015 “Turma da Mônica – Laços” está sendo adaptada para o cinema. Então, segue abaixo um vídeo dos bastidores. Se liga ai abaixo.
Link: http://cinepop.com.br/turma-da-monica-lacos-ganha-video-dos-bastidores-180395

Mas se isso tudo é novidade para você, sugiro que além de ver o vídeo de bastidores, veja os 2 parágrafos abaixo:


1 – História em Quadrinhos publicada em 2015!
Isso mesmo. Para quem não sabe, “Turma da Mônica – Laços” é um dos vários romances gráfico publicados em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. É uma leitura deliciosa!
Sabe aquelas leituras que despertam emoção, nos fazem rir e encher os olhos de lágrimas?! Bom, comigo, pelo menos foi assim. Com toda a divergências dos personagens, quando, diante da dificuldade, a amizade se sobrepõe às diferenças, é incrível. Umas das melhores HQ´s que já li da turma da Mônica, se não a melhor. Enquanto o filme não sai, vai na livraria e adquire sua publicação!
Data da primeira publicação: 17 de julho de 2015
Para cada publicação idealizada, artistas diferentes foram convidados. E para “Laços” a missão ficou por conta dos irmãos Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics

2 – Como surgiu a parceria entre o diretor do filme, Daniel Rezende e o Mauricio de Sousa para realizar o filme?
Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, a graphic novel criada pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Maurício também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato.

:: Wilton Bernardo – Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez

Oficinas de Desenho e de HQ em Salvador


Inscrições abertas
Oficinas de Quadrinhos e de Desenho aos sábados

Aulas de artes gráficas prometem muita criação e movimento para os sábados de julho, agosto e setembro em Salvador! São as Oficinas de Desenho que acontecerão às tardes no Museu Carlos Costa Pinto e as Oficinas de Quadrinhos que acontecerão às manhãs no Horto Florestal. A realização da Ação Cultural Oficina HQ, coordenada pelo artista visual Wilton Bernardo tem o objetivo de movimentar a cena das artes gráficas em Salvador dando alternativas para quem gosta e deseja se aprimorar na área.

Oficina de Desenho
Com a proposta de realizar exercícios, ensinar técnicas de desenho, criar personagens e estimular a prática da escrita (de forma lúdica e espontânea), estimulando o desenvolvimento da percepção visual, a Oficina de Desenho será realizada no Museu Carlos Costa Pinto, para crianças de 8 a 12 anos. As aulas serão ministradas por Wilton Bernardo e Isadora Sabar. São apenas 12 vagas para garantir que os alunos recebam toda a atenção necessária.

Oficina de Quadrinhos
A proposta da Oficina de Quadrinhos é abordar as etapas de construção de uma HQ, partindo da proposta, analisando publicações e personagens de sucesso passando por experimentações como criar personagens, desenho, roteiro, análise de recursos narrativos e simbologia das cores, além de falar sobre registro de personagens e direito autoral. As aulas acontecerão no Estúdio Foto e Design, no Horto Florestal de Brotas, e são disponibilizadas apenas 10 vagas.

Todos os professores que atuam na Oficina HQ são graduados, além de terem capacitação específica aos temas que abordam. Wilton Bernardo, idealizador da Ação Cultural já realizou, através da Oficina HQ, dezenas de Oficinas em parceria com espaços como EBEC, Aliança Francesa, ACBEU, Faculdade Ruy Barbosa e o Museu Carlos Costa Pinto, com o qual já tem parceria de longa data. Muitas exposições online e em galerias também foram promovidas para estimular e valorizar os artistas gráficos, alunos ou não.

Serviço:
1) Oficina de Desenho (8 a 12 anos)
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15 às 17h
Período: aos sábados, de 21/7 a 15/9/18 (não haverá aula no dia 8/9)
Investimento: 2x R$ 240

2) Oficina de Quadrinhos (estudantes a partir de 14 anos, para adolescentes e adultos)
Local: Estúdio Foto e Design – Rua Waldemar Falcão, 586, Horto Florestal de Brotas, Salvador-BA
Horário: 9 às 11h, aos sábados
Período: aos sábados, de 21/7 a 15/9/18 (não haverá aula no dia 8/9)
Investimento: 2 x R$ 240

Informações e inscrições:
whatsapp (71)99305-9093
Instagram: @wilton_bernardo ou @oficinahq
Facebook: oficinaHQoficial
Email: oficinahq@hotmail.com

:: Wilton Bernardo é o criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ que além de dar nome a este Blog, assina outros produtos culturais e educativos, realizados desde setembro/2003; entre as ações estão as Oficinas de Quadrinhos, Oficinas de Desenho e Exposições coletivas de artes gráficas diversas

Gutemberg Cruz entrevista Wilton Bernardo

fui entrevistado pelo querido Gutemberg Cruz, um jornalista que admiro muito pois há muito tempo já faz parte de minha história. Sabe por quê? Quando eu era adolescente, o segundo Curso de Quadrinhos que participei na vida, foi ministrado por ele! E foi justamente como atividade final deste curso de História dos Quadrinhos na Fundação Casa de Jorge Amado, que criei um dos meus pesonagens “Dona Dedé” que hoje tem uma página com POST curtido e complartilhado por mais de 1.000 pessoas! Na entrevista falamos sobre esta personagem, sobre minhas inspirações para criar, sobre os personagens que sou co-autor com o Carlinhos Brown (Paxuá e Paramim) e cuja primeira publicação foi ilustrada por mim em 2012, entre muitos outros assuntos.

Parte da entrevista:

Gutemberg Cruz- Qual a informação que alimenta o seu trabalho?

Wilton Bernardo – O que alimenta o meu trabalho, definitivamente é a pesquisa. É como trilhar um caminho que não se sabe onde vai dar, mas é o norte, pra acertar, ou no mínimo, fazer algo dentro do que foi proposto, do que foi desejado.

GC – O que você mais gosta de fazer hoje?

WB – Criar. O meu grande tesão sempre foi e acredito que será sempre criar. Seja o que for, dentro das artes gráficas, do design. Criar soluções, inventar. Sempre tem uma ou outra pessoa que fala “Nada se cria, tudo se copia”, e essa frase, definitivamente não me representa.. rsrsrs

Eu percebi isso em mim, sabe quando? Quando eu desejei trabalhar na empresa de Maurício de Souza. Teve uma época em que eu cheguei a fazer algumas etapas de avaliação. Bom, para apresentar Dona Dedé, tive o maior entusiasmo, responder as perguntas que era uma outra etapa, foi tudo bem, mas na hora de desenhar os personagens do Maurício…. eu simplesmente não fazia… e eu admiro muito toda a história daquele homem. Admiro demais! Mas a questão começou a ficar claro pra mim: o meu tesão era criar, não copiar, não representar criações de outros. Claro que eu respeito todos que fazem, graças a Deus, existem diversas funções dentro dessa indústria, e cada pessoas tem um prazer, seja roteirizar, desenhar, arte finalizar, colorir, enfim. O importante é fazermos aquilo que realmente nos deixa feliz.

GC: Em 2012 você criou os personagens Paxuá e Paramirim. Conte sobre eles

WB – O livro Paxuá e Paramim, foi publicado em 2012 com 2 índios crianças que se preocupam com o meio ambiente, preservação da natureza . O texto é do Carlinhos Brown cuja produção me convidou para ilustrar a história infantil. Mas quando fui me reunir com a produtora, ainda não existiam os personagens, havia apenas os nomes Paxuá e Paramim. Então eu desenvolvi a estética, a imagem dos personagens. Não tinha como ilustrar sem criar primeiro os personagens. Então, depois dos personagens criados, ilustrei o livro infantil que foi distribuído durante uma exposição de artes plásticas que o cantor fez na Caixa Cultural de Brasília.

Quer ler a entrevista completa? Acessa veja na íntegra, publicada no Blog do Gutemberg Cruz acessando o link “ENTREVISTA com Wilton Bernardo”.

:: Wilton Bernardo é o criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ que além de dar nome a este Blog, assina outros produtos culturais e educativos, realizados desde setembro/2003; entre as ações estão as Oficinas de Quadrinhos, Oficinas de Desenho e Exposições coletivas de artes gráficas diversas

Oficinas de Quadrinhos em Salvador-BA

As Oficinas de Quadrinhos ministradas pelo artista visual e designer Wilton Bernardo terão 2 turmas simultâneas para contemplar públicos diferentes. No turno matutino a Oficina é direcionada a adolescentes e adultos; no turno vespertino, pela primeira vez, as crianças de 8 a 12 anos terão uma turma só para elas!
As turmas serão abertas com 2 grandes parceiros:
– A Faculdade Ruy Barbosa vai contemplar o público adolescente e adulto, das 9:30 às 11:30h
– O Museu Costa Pinto vai contempla a criançada de 8 a 12 anos, das 15 às 17h

SOBRE A OFICINA E O PROFESSOR
Conteúdo: Wilton desenvolveu um conteúdo que aborda as etapas de construção de uma HQ como desenho, criação de personagem, storyline, storyboard, roteiro, design, cores. Questões como mercado e direito autoral integram o conteúdo do curso.
Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou os personagens Paxuá e Paramim lançados por Carlinhos Brown; a personagem feminista Dona Dedé que tem página própria no facebook e criou o projeto Oficina HQ através do qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003.

OS PARCEIROS
A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (email: jaraujo8@frb.edu.br).

O Museu Carlos Costa Pinto reúne no seu acervo de artes decorativas, dos séculos XVII ao início do XX, um verdadeiro testemunho dos valores artísticos e culturais da Bahia Colonial e Imperial. Além da exposição do seu inestimável acervo, promove exposições temporárias, desenvolve intensa programação cultural e possui um atuante serviço educativo, realizando visitas orientadas e oficinas de arte para estudantes e grupos diversos (email: educativo@museucostapinto.com.br)

Serviço: Oficina de Quadrinhos
a) Turma da Faculdade Ruy Barbosa: para adolescentes e adultos
Local: Faculdade Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30h às 11:50h

b) Turma do Museu Carlos Costa Pinto: para crianças de 8 a 12 anos
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15h às 17h

Período: Junho e Julho (total de 8 sábados)
Investimento: R$ 2 x R$ 225
Informações e inscrições:
Wilton Bernardo (71) 99305-9093(tim/whatsapp), oficinahq@hotmail.com (e-mail)
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Obs: A Oficina oferece apostilas e material necessário para as aulas

:: Oficina HQ

Mulher Maravilha: embaixadora da ONU

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Nesta sexta-feira (21/10/16) aconteceu a cerimônia para nomear a Mulher-Maravilha como Embaixadora Honorária da ONU para o Empoderamento de Mulheres e Meninas. O evento, que também celebra os 75 anos da super-heroína, contou com a presença de Gal Gadot, que interpreta a personagem nos filmes mais recentes da DC, e Lynda Carter, que fez a personagem na série de TV dos anos 1970.

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sua primeira aventura foi na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941, nos Estados Unidos, escrito por Charles Moulton e desenhada por H. G. Peter (Harry George Peter). A história timidamente iniciada tem continuação direta em Sensation Comics #1 de janeiro de 1942. Com o sucesso, ela ganhou sua própria revista em quadrinhos em maio de 1942, Wonder Woman #1, que foi transferida exclusivamente para a DC Comics em 1944


Séries de televisão
1 – Wonder Woman: Who’s afraid of Diana Prince?
Com o sucesso da série Batman nos anos 60, seu produtor, William Dozier, visualizou novas produções de super-heróis e a Mulher-Maravilha foi o personagem escolhido. Dozier pediu a Stan Hart e Larry Siegel, ambos da revista Mad, para que escrevessem um roteiro cômico no qual fosse apresentada a essência de uma série de meia-hora com a personagem. Em 1967, foi gravado o episódio piloto para avaliação, “Wonder Woman: Who’s afraid of Diana Prince?” (em tradução livre, Mulher Maravilha: Quem tem medo de Diana Prince?) foi primeira tentativa de se produzir uma série com a princesa amazona. Foi gravado um episódio piloto em 1967, no qual seguia uma linha cômica: a história apresentava Diana Prince (Ellie Wood Walker) como uma mulher desajeitada; ao se olhar o espelho se transformava na heroína Mulher Maravilha (Linda Harrison). O teor cômico e com uma versão diferente dos quadrinhos não agradou a audiência e o seriado não chegou a ser produzido

2 – Mulher-Maravilha
Série de tv norte-americana, protagonizada por Lynda Carter, produzida entre 1975 e 1979. Baseado na primeira história da personagem, passada durante a II Guerra Mundial, mostrando suas origens na Ilha Paraíso

Fonte: Jovem Nerd + Wikipedia

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Novo CD de Daniela Mercury e Cabeça de Nós Todos

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Daniela Mercury e o grupo baiano “Cabeça de Nós Todos”, formado pelos compositores e músicos Mikael Mutti, Leonardo Reis, Emerson Taquari, Sérgio Rocha, Deco Simões e Aila Menezes, estiveram em estúdio por meses fazendo experimentações, criando novas sonoridades e compondo canções. Essa parceria resultou num CD, lançado no início desse mês (outubro/13).

O novo CD Daniela Mercury e Cabeça de Nós Todos que estará disponível para compra nos próximos dias, já pode ser escutado diretamente pelo o site: danielamercury.art.br

O novo álbum é um trabalho urbano, de pop-rock, que não dispensa a assinatura rítmica de Daniela. Vale a pena conferir.

Fonte: Assessoria

NOVELLA; MORADORES DE DIADEMA CRIAM MINISSÉRIE CÔMICA

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Novella quer ser popular e bem humorada

Com roteiro de Joanan Prates, o enredo se passa em uma cidade fictícia, porém há detalhes e minúcias que fazem alusão ao município de Diadema. O próprio espaço das filmagens e o fato de a maioria dos integrantes serem da cidade influenciam nas características da trama, conforme disse uma das produtoras e atrizes da iniciativa, Martha Lemos.
De acordo com a produtora, que também é psicóloga, o projeto nasceu da vontade de fazer uma novela tradicional mesmo. “Acabamos concretizando algo mais palpável, porém com o mesmo apelo popular no qual as pessoas reconhecem uma novela típica”, declarou. “Creio que é pioneira por ser a única produção neste formato no ABCD”, disse Martha, que trabalha há três anos em Diadema.
A comédia com tinturas de clima policialesco tem como prioridade as filmagens da série no momento. Entretanto, a próxima preocupação é a de financiar e captar patrocínios para a sequência, que manterá o clima de suspense e humor. Interessados devem ligar para o telefone 98588-8784.
O Núcleo Projeto D exibirá o primeiro episódio do programa Novella – A Série no Teatro Clara Nunes neste sábado (20/04), às 20h.
O plano é oferecer todo o conteúdo dos cinco episódios na internet para visualização gratuita.

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Confira abaixo o curto video promocional sobre uma das personagens da séria:

Gostou? Veja mais no link do canal do youtube para a série:
http://www.youtube.com/channel/UCvOc2IIfe_7y5geR9cwc1gA.

Fonte: abcdmaior

Publicidade:
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