Desafio de HQ: ter aventura e conteúdo sem ser chato


Um dos maiores desafio para a publicação de Dona Dedé “Bela, recatada e do lar é conseguir ter um conteúdo que faça jus ao que a personagem se tornou e consequentemente a fez conseguir mais de 7 mil curtidas na página do facebook, 1.500 curtidas e mais de 1 mil compartilhamentos com apenas 1 POST!
Nas tiras, é mais fácil manter o tom crítico-sem-ser-chato-e-moralista. A história em quadrinhos longa é o maior desafio, pois é exatamente onde existe um movimento e ação maior. O ápice da aventura acontecerá na feira de São Joaquim, uma tradicional e enorme feira que existe em Salvador, onde não vai ficar fruta sobre fruta..rsrs
A previsão de lançamento é para outubro/2017.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | http://www.oficinahq.wordpress.com
Email: wiltonbernardo@hotmail.com

HQ de Dona Dedé já tem título: “Bela, Recatada e do Lar”


Amigos, quanto ao título, não tenho dúvidas: “Bela, recatada e do lar”. Quanto a cor do fundo, ainda não sei. Estou aberto a opiniões, ok?
Acho que o título dá o tom do que é o personagem e do que vem nas tiras provocativas, porém leves, e na história com aventura e diversão para crianças de todas as idades : P
Mas o desenho está sendo refeito, e Dona Dedé terá um Black Power massa!

AUTOR & PROFESSOR DE QUADRINHOS
No dia 22 de julho estarei iniciando uma nova torna da Oficina de Quadrinhos como Curso de Extensão na Faculdade Ruy Barbosa (Rio Vermelho, Salvador-BA). Como estou imbuído de finalizar essa produção, vou dividir com os alunos muita coisa que estou planejando, como suportes de comercialização, impressão sob demanda, e-pub, streaming, Social Comics, Clube de autores (comercialização) além da produção, do desenho, da revisão de características, do roteiro. Vai ser muito bacana essa edição da Oficina de Quadrinhos porque além de todo o conteúdo didático e abordagens já definidas, eu terei algo em acabamento muito presente e atual para mostrar e falarmos sobre.
Para quem quiser saber sobre a Oficina, é só acessar: http://wiltonbernardo.com/oficinas-2/

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
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Professor de Quadrinhos vai lançar HQ de “Dona Dedé” em outubro

Quadrinhos originais que estão sendo redesenhados para lançamento em outubro/2017


Projetos, Projetos e projetos! São tantas idéias, tantas coisas por fazer, mas Entre tantos temas, de orixás a Freud, eu vou cantarolar “antiguidade é posto” e Quem sai do forno primeiro será Dona Dedé. A personagem nasceu de uma maneira super despretensiosa há anos atrás quando fui aluno de Gutemberg Cruz num curso sobre a História dos Quadrinhos. Foi uma delícia ter participado. Além de ter conhecido uma galera super bacana, eu criei Dona Dedé.

DONA DEDÉ – A PERSONAGEM
Se passaram anos, e a personagem que inicialmente queria se aventurar e pilotar sua própria vida, aventuras e desventuras, com a mesma força que seu esposo esperava que ela pilotasse apenas o fogão ganhou novos sonhos, e aprendeu a questionar mais. Mais de uma década de criada, Dona Dedé está de frente com as Redes Sociais que lhe joga na cara a violência física, verbal, o desrespeito que praticamente anda conosco lado a lado.

Tira de Dona Dedé, personagem de Wilton Bernardo que questiona o comportamento, e tenta se encontrar, de forma leve e despretensionsa


TIRAS E HISTÓRIA PRONTA
Várias tiras e 2 histórias prontas é o que vai servir de conteúdo para sua primeira publicação, planejada para ser lançada em outubro. Como as tiras e uma das histórias em quadrinhos – sobre “descobrimento do Brasil” – tem um roteiro muito antigo bem como os desenhos, o trabalho é refazer. Será uma nova versão ainda que a história seja inédita. Nunca foi lançada mas terá uma versão mais legal. Nos desenhos atuais a personagem tem um black Power e Nina, sua melhor amiga, não será empregada doméstica, como era originalmente. “Que os personagens negros possam assumir outros papéis menos óbvios, menos lugar comum”.

PÚBLICO ALVO
Sinceramente, apesar de saber que muitas mulheres têm curtido a página de Dona Dedé no Facebook (https://www.facebook.com/Rodouabaiana/) acho que crianças (independente de serem do sexo masculino ou feminino) e homens poderão curtir a personagem. No fundo é uma incógnita, mas ela há de conquistar seus “amigos”. No facebook já tem mais de 7 mil admiradores, o que não é nada mal pra começar.

AUTOR & PROFESSOR DE QUADRINHOS
No dia 22 estarei iniciando uma nova torna da Oficina de Quadrinhos como Curso de Extensão na Faculdade Ruy Barbosa (Rio Vermelho, Salvador-BA). Como estou imbuído de finalizar essa produção, vou dividir com os alunos muita coisa que estou planejando, como suportes de comercialização, impressão sob demanda, e-pub, streaming, Social Comics, Clube de autores (comercialização) além da produção, do desenho, da revisão de características, do roteiro. Vai ser muito bacana essa edição da Oficina de Quadrinhos porque além de todo o conteúdo didático e abordagens já definidas, eu terei algo em acabamento muito presente e atual para mostrar e falarmos sobre.
Para quem quiser saber sobre a Oficina, é só acessar: http://wiltonbernardo.com/oficinas-2/

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
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Personagem de Quadrinhos x Possibilidade de sucesso

A Liga da Justiça


Faltando alguns dias para iniciar uma nova turma da Oficina de Quadrinhos – 22 de julho começa a nova Oficina de Quadrinhos no ateliê da Faculdade Ruy Barbosa, Salvador-BA -, decidi escrever este artigo, para dar uma “palhinha” do que discutiremos em sala, além das etapas de construção de uma história em Quadrinhos. Espero que seja proveitoso para você:

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. EM situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.

Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.

b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.

II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte

Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure ler sobre seus direitos. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

Que tal, uma nova história em Quadrinhos?

A construção de uma HQ será abordada durante 8 sábados na próxima Oficina de Quadrinhos, que o artista visual Wilton Bernardo realizará no Ateliê da faculdade Ruy Barbosa.
Os alunos aprenderão, de forma teórica e prática, sobre criação de personagem, roteiro, desenho e todas as outras etapas que fazem parte da construção de uma HQ, com carga horária de 16h.

Podem se inscrever: estudantes (a partir de 12 anos) e profissionais de diversas áreas interessados em aprender mais sobre produção, reflexões, pesquisas, e perguntas que precisam ser respondidas para se construir uma História em Quadrinhos. Assuntos como mercado, produção autoral, direitos autorais, bem como dicas de espaços para expor/comercializar seus trabalhos de forma independente, serão pautas importantes dentro e fora da sala, durante os 2 meses de convívio.

Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou personagens e ilustrou primeiro livro infantil lançado pelo cantor Carlinhos Brown(2012); criou uma marca (Laço Afro) que produz peças de design com ilustrações autorais acerca da temática afro-brasileira, desenvolveu diversos souveniers para as Obras Sociais Irmã Dulce e criou a marca Oficina HQ através da qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003. Também já ganhou vários prêmios como diretor de artes e ilustrador. Já aos 10 anos Wilton Bernardo ganhou seu primeiro de vários outros prêmios, realizando o sonho de passar 15 dias nos estados Unidos, conhecendo os grandes parques da Disney e uma bolsa para estudar numa escola particular sem prazo de validade, quando retornasse ao Brasil.

A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (whatsapp (71) 9 9224-0746, e-mail: jaraujo8@frb.edu.br).

Serviço:

Oficina de Quadrinhos (para adolescentes e adultos)
Local: Faculdade Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30 às 11:30h
Período: 22/julho a 9/setembro (8 sábados)
Investimento: 2 x R$ 225
Informações e inscrições: (71) 9 9305-9093(tim/whatsapp de Wilton Bernardo), oficinahq@hotmail.com (e-mail)

Tá rolando o Festival Internacional de Quadrinhos em Beja (Portugal)

Paulo Monteiro, responsável pelo evento, destacou que no primeiro fim de semana “vão estar presentes mais de 30 autores”, destacando como uma das grandes iniciativas “os CONCERTOS DESENHADOS, um evento dentro do evento, com desenhadores a desenhar, enquanto as bandas tocam”, concluiu.
O Festival Internacional de Banda Desenhada (FIBD) de Beja abraça, pelo segundo ano consecutivo, exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional. Ao todo, são 18 as exposições patentes ao público e 10 os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola e pela Roménia.
Subjacente a mais uma edição do FIBD de Beja, está a ideia futura de fazer um “Museu de Banda Desenhada na cidade, que se tornará um marco importante do setor no país”, revelou na apresentação a vereadora Sónia Calvário.

O FIBD instituiu há cinco anos o “Prémio Geraldes Lino”, uma das maiores figuras portuguesa da banda desenhada, que este ano vai ser entregue a Sofia Neto, pelo próprio homenageado pelo Festival de Beja.

Arte de Flavio Luiz Nogueira na 13ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (maio/2017)


HOMENAGEM JUSTA
O quadrinhista baiano Flavio Luiz Nogueira é um dos homenageados na 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Beja (Portugal) – 25 de maio a 11 de junho de 2017.
“Estou muito feliz por ser o primeiro quadrinhista baiano a ser convidado para festival tão importante e ver o meu trabalho ser tão respeitado e valorizado” Flavio Luiz Nogueira

:: Wilton Bernardo
Artista Visual, Idealizador da Ação Cultural Oficina HQ

Oficinas de Quadrinhos em Salvador-BA

As Oficinas de Quadrinhos ministradas pelo artista visual e designer Wilton Bernardo terão 2 turmas simultâneas para contemplar públicos diferentes. No turno matutino a Oficina é direcionada a adolescentes e adultos; no turno vespertino, pela primeira vez, as crianças de 8 a 12 anos terão uma turma só para elas!
As turmas serão abertas com 2 grandes parceiros:
– A Faculdade Ruy Barbosa vai contemplar o público adolescente e adulto, das 9:30 às 11:30h
– O Museu Costa Pinto vai contempla a criançada de 8 a 12 anos, das 15 às 17h

SOBRE A OFICINA E O PROFESSOR
Conteúdo: Wilton desenvolveu um conteúdo que aborda as etapas de construção de uma HQ como desenho, criação de personagem, storyline, storyboard, roteiro, design, cores. Questões como mercado e direito autoral integram o conteúdo do curso.
Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou os personagens Paxuá e Paramim lançados por Carlinhos Brown; a personagem feminista Dona Dedé que tem página própria no facebook e criou o projeto Oficina HQ através do qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003.

OS PARCEIROS
A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (email: jaraujo8@frb.edu.br).

O Museu Carlos Costa Pinto reúne no seu acervo de artes decorativas, dos séculos XVII ao início do XX, um verdadeiro testemunho dos valores artísticos e culturais da Bahia Colonial e Imperial. Além da exposição do seu inestimável acervo, promove exposições temporárias, desenvolve intensa programação cultural e possui um atuante serviço educativo, realizando visitas orientadas e oficinas de arte para estudantes e grupos diversos (email: educativo@museucostapinto.com.br)

Serviço: Oficina de Quadrinhos
a) Turma da Faculdade Ruy Barbosa: para adolescentes e adultos
Local: Faculdade Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30h às 11:50h

b) Turma do Museu Carlos Costa Pinto: para crianças de 8 a 12 anos
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15h às 17h

Período: Junho e Julho (total de 8 sábados)
Investimento: R$ 2 x R$ 225
Informações e inscrições:
Wilton Bernardo (71) 99305-9093(tim/whatsapp), oficinahq@hotmail.com (e-mail)
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Obs: A Oficina oferece apostilas e material necessário para as aulas

:: Oficina HQ

SECULT-BA: Cultura em Movimento – Perfil: Wilton Bernardo

wilton_bernardo_homenagem

No dia nacional dos Quadrinhos, 30/1/2017,fui homenageado pelo site da Secretaria de Cultura da Bahia (SECULT BA). Fico muito grato e alegre pela homenagem.
Texto abaixo:
“Você sabia que 30 de janeiro é o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos? Então vamos fazer um brinde às histórias e aos personagens que encantam a tantas pessoas e que fazem parte da nossa cultura. Para ilustrar vamos escrever sobre Wilton Bernardo, quadrinista e artista visual que descobriu cedo que desenhar é mais que arte, é profissão. Nascido no Nordeste de Amaralina, aos 10 anos ganhou um concurso de desenho que, segundo ele, abriu portas. “Isso mudou muita coisa. Deu maior entendimento aos meus pais de que aquilo era arte, era trabalho, era estudo”, conta. Seu primeiro traço foi sobre o Homem-Aranha, atendendo ao pedido de um amigo. Ganhou popularidade na escola por causa dos quadrinhos e não parou mais. Decidiu então estudar Artes Visuais, a formatura foi em 2003, ano em que concretizou seu principal projeto: a Oficina HQ, uma ação cultural apoiada pelo Fundo de Cultura da Bahia, que ensinava a jovens da periferia de Salvador a arte dos quadrinhos. No currículo de Wilton, ilustração para o livro infantil “Paxuá e Paramim”, escrito por Carlinhos Brown, realização de oficinas, e mais de 20 exposições temáticas. Pode-se dizer um quadrinista de mão cheia. “Tudo começa com o traço, a mão gosta de riscar. A inspiração vem sempre de uma provocação. É como uma luz que ascende, não tem formula”, tenta explicar tamanho talento.”

Fonte: site da SECULT BA (http://www.cultura.ba.gov.br/2017/01/12895/Cultura-em-Movimento-Perfil-Wilton-Bernardo.html)

Layout do site da Secult BA fazendo homenagem a Wilton Bernardo no dia Nacional dos Quadrinhos

Layout do site da Secult BA fazendo homenagem a Wilton Bernardo no dia Nacional dos Quadrinhos

Da experiência que tive como aluno da Oficina de Quadrinhos

Por Victor Diomondes, que fez a oficina entre setembro e outubro de 2016

Com seu jeito bastante contido, diria até mesmo tímido, o professor Wilton Bernardo consegue enganar desavisados. Por trás dos óculos do Clark Kent, sempre há de haver um Superman, conquanto se esteja disposto a realizar feitos heroicos. E certamente os feitos desse artista visual é produzir quadrinhos, e principalmente, ensinar quadrinhos.

No geral já é bastante complicado produzir arte tanto no país quanto em nosso estado. Mas nossa Bahia e sua capital carecem de uma formação voltada para essa linguagem. Sim, quadrinhos é linguagem, meio de expressão, válido para se dizer sentimentos e pensamentos, para se educar e até mesmo para se vender algo, por que não? Essa foi uma das primeiras questões abordadas por Wilton em suas aulas. A forma como ele transmite as lições, sempre baseadas em um diálogo direto e franco com seus alunos é louvável. Ele poderia sim, com base em seus 13 anos de atuação na Ação Cultural Oficina HQ e mais tantos como profissional da área, falar bastante. Mas seu método de levantar diálogos sobre algum tema da realização de quadrinhos, passando referências visuais, conversando e provocando questionamentos é bem mais interessante. E com certeza ele é habilidoso nas provocações que faz, já aí surpreendendo. Não as faz de qualquer jeito, é possível se ver onde ele quer chegar, e até lá, o debate permite que cada aluno exponha suas próprias concepções, havendo um compartilhamento de ideias. Essa forma meio socrática de fazer as coisas é bem mais interessante. O aluno é, nessa Oficina de Quadrinhos, um ser ativo, e Wilton, como professor, lida com cada um como se fosse criador. O aluno não está ali só para receber um conteúdo e aplicar as lições através de um produto. Senti nas aulas do professor que ele lidava conosco como se fossemos artistas, e que tinham o que dizer.

Atravessando o conteúdo do curso, pudemos conhecer as estruturas narrativas, receber dicas e acompanhamento quanto aos nossos desenhos, e principalmente, criarmos. O foco de Wilton – e isso ele dizia com todas as letras – era o aprendizado e não necessariamente o resultado. Assim sendo, não tínhamos que ter um quadrinho totalmente pronto, mas tínhamos que ter passado pelas etapas da construção de um quadrinho. Pudemos analisar outros quadrinhos e conversarmos sobre. Isso sem dúvida era uma delícia, uma oportunidade de falarmos sobre nossas referências pop, nossos personagens prediletos, nossas críticas quanto a outros quadrinhos, séries e cinema, uma vez que cada uma dessas artes usa a narrativa. Bem, hoje em dia quando leio uma história em quadrinhos ou mesmo quando assisto um filme, série e espetáculo de teatro, não os vejo mais do mesmo jeito.

Entre papos e pratica, produzi uma série de desenhos que fiz para exercitar minha habilidade e esboços de roteiro para uma HQ. Com isso pude ter uma base firme e duradoura para produzir quadrinhos – agora a questão é fazer, né? 😛 Certamente os resultados quanto ao meu traço foram notórios, senti a diferença. O estilo de aula empreendido por Wilton Bernardo permitiu que eu pudesse a um só tempo desenvolver minhas habilidades e construísse junto aos outros alunos e ao professor um conhecimento sobre quadrinhos. Isso é algo valioso, ainda mais se pensarmos que as vezes encontramos métodos de ensino pouco abertos à conversa.

É bom que eu avise: não se pode dizer que o professor dessa oficina não preparou seus alunos para o cenário profissional. Como atuante da área, trabalhando na criação de material para jornais, empresas e até mesmo para outros artistas da cidade, ele nos forneceu dicas e partilhou experiências valiosas no trato do quadrinho e da atividade criativa como profissão. Uma das lições mais bem vindas foi quanto ao campo dos direitos autorais, que Wilton fez questão de transmitir de forma bem completa. Para que o leitor saiba mais sobre, ora bolas, vá lá e procure se inscrever na Oficina de Quadrinhos.

Meus mais profundos agradecimentos a Wilton, que além de grande artista é um educador de mão cheia, e a minha turma da Oficina de Quadrinhos que muito me ensinou a cada papo sobre HQ, Marvel, DC, Scott Pilgrim séries e arte. E todos desenham maravilhosamente bem.

Victor Diomondes é formado em Licenciatura em Teatro pela UFBA. É arte-educador, ilustrador e ator, integrante do Coletivo Saladistar Produções e Núcleo Viansatã de Investigação Cênica.