3ª Dica – Desenho

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Dando continuidade às dicas, para ajudar na construção de uma HQ, que eu prometi que estaria publicando aqui no Blog até dia 1ª de novembro:

Eu observo que a maioria das pessoas quando vão começar a fazer um desenho, elas simplesmente começam a desenhar os detalhes. Se pretendem desenhar uma pessoa iniciam normalmente pela cabeça e começam a fazer os detalhes: contorno de cabeça, olhos, boca, sobrancelhas, cabelos, e vão descendo, completando o corpo.
Não é todo mundo, mas muitas dessas pessoas erram nos limites e quando já estão bem adiantadas, percebem que o desenho completo não caberá na folha. E assim, fazem o desenho cortando partes por terem alcançado o limite do papel.

Sabe como se chama a causa e a solução disso? PLANEJAMENTO
Quem comete esse erro normalmente não percebem que pode desenvolver o desenho por etapas e antes de começar a finalizar o desenho, pode fazer um planejamento.
Se ficar apagando um desenho pra corrigir várias vezes já é arriscado, podendo lhe fazer perder o trabalho e o tempo, imagine como pode ser arriscado você fazer uma página de quadrinhos?

Não se engane se pensa que os “feras” que trabalham para Marvel, DC Comics não fazem planejamento e pesquisa de referências, para fazerem desenhos o mais convincentes possíveis.
Pois então, experimente planejar seu desenho, estabelecendo os limites nas 4 direções, reflita e planeje a posição que quer desenhar. Use formas geométricas para delimitações mais gerais. Quando estiver satisfeito com as formas e configurações gerais, você pode fazer os detalhes na mesma folha ou em outra folha com o auxílio de uma mesa de luz, por exemplo.

Vamos tentar?
Esta é uma das primeiras dicas e exercícios que faço com os alunos quando iniciamos a Oficina de Quadrinhos. Com certeza, você pode começar!
E se quiser, mostra pra a gente seu desenho!
Até a próxima dica!

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

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2ª Dica – Recursos Narrativos na HQ

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Eu estava olhando uma história em quadrinhos que fiz há muito tempo de um personagem meu – Dona Dedé – e estou pretendendo refaze e lançar. Vi umas imagens que eu acho legais de uma grande confusão numa feira, com direito a tomates e muitas outras verduras e frutas voando. Este momento é o ápice da pequena história. Isso me lembrou RITMO, um dos mais importantes recursos narrativos nas histórias em quadrinhos. É importante saber os momentos mais e menos importantes, bem como o ápice da história para utilizar bem esse recurso.
Entre os diversos recursos narrativos eu destaco: onomatopeias, enquadramento, angulações, legenda, planos e ritmo!

Tenha a ideia geral da história em mente, é fundamental para você entender a importância de cada trecho. A forma com que você vai contar a história, através das imagens que apresentará ao leitor define o ritmo. Quantos quadros vai usar e quão rápida vai ser a passagem de um fato define o ritmo e o que importa no que você está contando em quadros.

Por isso, considero ritmo um dos recursos essenciais. Também por isso, acho estranho pensar em roteirizar, sem ter a história fazendo sentido, redonda.

Ficamos por aqui. Até a próxima dica!
Ah! Se quiser sugerir um tema, fiquem à vontade!

Abraço!

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

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1ª Dica – Roteiro para HQ

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Hoje inicio uma série de dicas que serão postadas aqui até 1º de novembro, com o objetivo de colaborar com a construção de sua história em Quadrinhos!
Uma das etapas mais festejadas pelos alunos que se inscrevem na Oficina de Quadrinhos é ROTEIRO.
O mais interessante é que, obviamente respeitando as devidas diferenças as suas aplicações – cinema, publicidade, quadrinhos – há com toda certeza, um diálogo e informações que funcionam para todas essas possibilidades de comunicação.
Mas sim, quadrinhos tem suas especificidades, é é nele que mergulhamos.

Duas dicas objetivas que eu abordo na Oficina de quadrinhos e adianto pra vocês são as seguintes:

PRIMEIRO: Roteiro não é história. Você precisa ter uma história para em seguida roteirizá-la. Para ilustrar isso, pense o seguinte: Uma editora contrata você e um outro profissional – um de vocês vai desenvolver o roteiro da HQ e o outro vai desenhar. Mas o objetivo é desenvolver uma narrativa da obra de Jorge Amado “Gabriela Cravo e Canela”. Então, a história já existe. O que um de vocês fará é desenvolvido o processo de roteirização.

SEGUNDO: Se a história não existisse, então, o argumentista (como argumento, nesse caso, você deve entender “história”. Não estou me referindo a argumento no cinema) vai desenvolver antes de tudo o Story line. E o que é story line? Story line é um resumo da história em aproximadamente 5 linhas.
Aguarde a próxima dica. Abraço!

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
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Cite um veículo de comunicação!

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Sim, diga o nome de um veículo. O primeiro ou os dois ou três que vem em sua mente.
E o que você acha deles?
Claro que não precisamos escolher apenas 1 como se tivesse definindo um time de futebol.
Mas se me permitem, gostaria de apresentar-lhes a CALLE2 (http://calle2.com), um veículo digital independente, de acesso gratuito, apartidário.
Que tal saber mais sobre a América Latina?
A revista eletrônica está finalizando uma campanha de crowdfunding. Conheça:

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
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Oficina de Quadrinhos será curso de extensão na Faculdade Ruy Barbosa, Salvador-BA

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A Oficina de Histórias em Quadrinhos a partir de 5 de novembro será Curso de extensão no Ateliê da Faculdade Ruy Barbosa
As inscrições já estão abertas!
Editado em 27/10/16
As etapas de construção de uma HQ será abordada no próximo curso de Quadrinhos, que o artista visual Wilton Bernardo realizará na Faculdade Ruy Barbosa.
De 12 de novembro a 17 de dezembro os alunos aprenderão, de forma teórica e prática, sobre criação de personagem, roteiro, story board, recursos narrativos, desenho e todas as outras etapas que fazem parte da construção de uma HQ, com carga horária de 16h.

Podem se inscrever: estudantes (a partir de 14 anos) e profissionais de diversas áreas interessados em aprender mais sobre a construção de uma História em Quadrinhos – uma forma de expressão riquíssima que dialoga com literatura, cinema. E por isso mesmo, vídeos e muitas referências a cinema são apresentadas no programa.

Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou personagens em parceria com o cantor e ilustrou primeiro livro infantil de Carlinhos Brown; criou uma marca (Laço Afro) que produz peças de design com ilustrações autorais acerca da temática afro-brasileira, desenvolveu diversos souveniers para as Obras Sociais Irmã Dulce e criou a marca Oficina HQ através da qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003. Também já ganhou vários prêmios como diretor de artes e ilustrador.

A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (whatsapp (71) 99224-0746, e-mail: jaraujo8@frb.edu.br).

Serviço:
Oficina de Quadrinhos (para adolescentes e adultos)
Local: Faculdade DeVry Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30 às 11:50h
Período: 12/novembro a 17/dezembro (aos sábados)
Investimento: 2 x R$ 210
Informações e inscrições: (71) 99305-9093 (tim/whatsapp de Wilton Bernardo), oficinahq@hotmail.com (e-mail)

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Oficina de Quadrinhos em Salvador

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Iniciou no último sábado (10/9/16) mais uma Oficina de Quadrinhos da Ação Cultural Oficina HQ, coordenada por Wilton Bernardo. Festa vez, sediada pelo Estúdio FotoeDesign, com um espaço super agradável para os alunos produzirem.
A oficina de Quadrinhos chega a seu 13º ano, com mais conteúdo, com um plano de aula atualizado, com a proposta de contemplar assuntos diversos do campo das artes gráficas, inclusive um que diz respeito a várias expressões, e que se fala tão pouco.
“Precisamos falar mais sobre direito autoral. Não podemos deixar esse assunto apenas nas mãos de advogados. É importante que os produtores de conteúdo, os autores entendam mais sobre seus direitos e compartilhe desse conhecimentos com outros” pontua Wilton Bernardo, coordenador e professor que idealizou a Oficina HQ em 2003.

Na Oficina HQ, além das etapas de construção de uma história em Quadrinhos, os alunos terão noções básicas de questões ligadas a direito autoral, e serão incentivados a explorarem suas ideias, seus traços, sua própria identidade e tirar partido disso.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
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Uma linguagem autônoma

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É muito comum alguém ver nas histórias em quadrinhos uma forma de literatura. Adaptações em quadrinhos de clássicos literários – como ocorreu com A Relíquia, de Eça de Queirós, e O Alienista, de Machado de Assis, para ficar em dois exemplos – ajudam a reforçar esse olhar. Chamar quadrinhos de literatura, a nosso ver, nada mais é do que uma forma de procurar rótulos socialmente aceitos ou academicamente prestigiados (caso da literatura, inclusive a infantil) como argumento para justificar os quadrinhos, historicamente vistos de maneira pejorativa, inclusive no meio universitário.
Quadrinhos são quadrinhos. E, como tais, gozam de uma linguagem autônoma, que usa mecanismos próprios para representar os elementos narrativos. Há muitos pontos comuns com a literatura, evidentemente. Assim como há também com o cinema, o teatro e tantas outras linguagens.
Barbieri (1998) defende a premissa de que as várias formas de linguagem não estão separadas, mas, sim, interconectadas. O autor usa uma metáfora para explicar seu ponto de vista. A linguagem seria como um grande ecossistema, cheio de pequenos nichos distintos uns dos outros (que chamou de ambientes). Cada nicho (ou ambiente) teria características
próprias, o que garantiria autonomia em relação aos demais. Isso não quer dizer, no entanto, que não possam compartilhar características comuns.

Fonte: http://poloeducacao.com.br/r/sala_do_professor/hq/teoria/os_generos_das_historias_em_quadrinhos.pdf

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Netflix: 2ª Temporada de Narcos no ar

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Já está disponivel no site da Netflix a segunda temporada de Narcos.
A primeira temporada do programa foi estrelada por Wagner Moura, teve produção de José Padilha e contou a história do traficante colombiano Pablo Escobar. A estreia aconteceu no dia 28 de agosto de 2015.

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Exercícios de Desenho

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A Oficina de Quadrinhos no Estúdio FotoeDesign teve a data de início alterada para 10 de setembro. E para entrarmos no clima vou deixar aqui 3 exercícios super simples, básicos mas igualmente importantes. São exercícios básicos, como o nome já diz, são bases de construção que fortalecem seu desempenho no planejamento.

1) O primeiro exercício é: observe alguns objetos como panela, quente frio, computador, enfim, objetos simples (simples nas formas). EU falei vários, mas identifique 1 perto de você. Observe e avalie as formas geométricas que você consegue visualizar na sua construção. Faça isso mentalmente. Mas não vale pensar no objeto. Tem que olhar de verdade. Porque? Porque de memória você vai idealizar. E o objetivo não é idealizar. É ser fiel aos seus olhos. Explico porquê: Se você imaginar uma panela… poderá imaginar olhando uma panela exatamente na lateral. Se for assim, poderá ver um retângulo. Mas se olhar do alto, verá uma forma oval na borda superior, certo? e a angulação dessa oval? você vai imaginar? idealizar? melhor que não.
Por isso é melhor olhar de fato.
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2) Neste segundo exercício, faça o seguinte: observe um objeto (pode ser o mesmo do primeiro exercício) e tente colocar no papel as formas geométricas que visualiza no objeto. Após colocar essas formas geométricas, com um lápis de ponta seca( que consequentemente vai fazer riscos leves, fracos) finalize o desenho do objeto com um lápis macio (de risco mais forte).

3) O terceiro exercício é: imagine um objeto que você deseja desenhar. Comece com algo simples. Exemplo: um dado, uma pera, uma maçã, um pimentão, um bule, um sapato, uma flôr, uma árvores. construa as formas geométricas. E só depois faça o desenho do objeto. Mas pense o seguinte: NADA DE FAZER DETALHES antes de fazer os traços gerais do objeto. Primeiro fazer os traços gerais. Depois de ter a forma total, a massa do objeto riscado, ai sim, começa a fazer detalhes.

Não faça os 3 exercício ao mesmo tempo. Se divirta. Não precisa separar o prazer do empenho. Se concentre, se esforce, mas não deixe de se divertir.
Abraço,

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
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Pink Floyd lançará box com músicas inéditas do início da carreira

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O Pink Floyd lançará várias músicas inéditas como parte de um box que explora o início do lendário grupo de rock britânico, segundo anunciou nesta quinta-feira sua gravadora Sony Legacy Records. “The Early Years – 1965-1972”, que será colocado à venda em 11 de novembro, incluirá ao menos 27 CDs com músicas que não foram utilizadas, além de shows da banda.

Das canções que estão dentro do box, cerca de 20 jamais haviam sido divulgadas, até agora. Entretanto, algumas outras não são desconhecidas para os fãs, já que o grupo tocava às vezes trechos originais pouco conhecidos durante suas apresentações. Entre os títulos inéditos está “Vegetable Man”, escrita em 1967 pelo membro fundador Syd Barrett, que deixou a banda pouco depois devido a uma doença mental. A canção jamais foi divulgada oficialmente.

Segundo o agente do Pink Floyd, Peter Jenner, Roger Waters não queria lançar esta canção, já que a considerava muito sombria e incompleta. O baixista também abandonou o grupo em 1985, jurando que não queria ter nada a ver com o grupo. A banda liderada por David Gilmour lançou em 2014 o que seria seu último álbum, “The Endless River”.

O box sobre seus primeiros anos, que também irá conter sete livros, dos quais seis serão vendidos separadamente em 2017, não cobre o período de maior sucesso do Pink Floyd. O disco “The Dark Side of the Moon”, lançado em 1973 e em parte inspirado nos problemas mentais de Syd Barrett, continua sendo um dos mais vendidos de todos os tempos com 45 milhões de cópias. Já “The Wall”, de 1979, também está catalogado entre os melhores de todos os tempos.

Veja o trailer de divulgação do material:

Que tal ver um pouco mais? Mais um vídeo abaixo:

Fonte: (Correio do Povo e Youtube)

# Wilton Bernardo
designer gráfico e artista plástico apaixonado por cultura Pop
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com