Quanto você cobra pra criar um personagem?

É preciso ter muito cuidado diante de uma pergunta ou proposta relacionado a criação de personagem. Essa é uma das perguntas mais perigosas para quem não sabe o que pode significar dar vida a um personagem. Eu me coço todo só de pensar em ouvir de novo essa pergunta. As vezes, é melhor não fazer, dependendo da propostas de quem faz essa pergunta.
Primeira lição: É preciso entender que conceber um personagem não é a mesma coisa que conceber um desenho. Você precisa ter a noção do valor da criatividade entre tantas outros atributos que hoje se celebra em empreendedores. E é bom saber que, você não vai poder esperar que seu cliente, ou um empresário interessado em seu trabalho lhe diga quanto vale ou quão importante é sua criatividade. Não posso generalizar, mas dificilmente alguém valoriza aquilo que não conhece ou não tem. Portanto, cuidado, cuidado e cuidado!

Durante a Oficina de Quadrinhos que atualmente tem inscrições abertas, muito além de orientar sobre as etapas de construção de uma HQ, considero extremamente importante abordar assuntos como esse. Não adianta se preparar tanto, se esforçar pra poder criar, fazer um trabalho de narrativa, de desenho, de arte super bem, e na hora de valorizar seu trabalho, ficar perdido ou esperar que o cliente diga quanto vale, e como será a negociação.

A criação do personagem Superman é atribuída ao roteirista Jerry Siegel e ao desenhista Joe Shuster. Embora o personagem tenha sido publicado oficialmente em 1938, na primeira edição da revista americana Action Comics, pela então “National Publications”, editora que viria a ser conhecida posteriormente como “DC Comics”, ele havia sido concebido pela dupla cerca de cinco anos antes. A dupla teve sérios problemas com os direitos autorais ao assinarem um contrato ingênuo e despretensioso por um personagem que levanta centenas de milhões de dólares. Resultado: uma briga judicial que durou décadas. Pesquiso sobre isso!

MUITOS AUTORES E MUITOS EXEMPLOS
Antes de tudo, é importante você ter consciência de que muitos autores(inclusive, famosos), já passaram por experiência traumáticas, grandes lições estão ai para que você não repita o erro que outros já cometeram ou não caia em armadilhas que outros já caíram.
A dica que lhe dou é:
a) Se você tem dúvidas sobre o peso da criatividade para um projeto empreendedor, se pergunte o seguinte: sem dinheiro, mas com uma ideia realmente criativa, é possível empreender? A resposta é sim! E com dinheiro mas sem nenhuma ideia?
b) Antes de você responder a um cliente, quanto cobra pra criar um personagem, você sabe o esse personagem pode render? O grau de exposição que este personagem vai ser posto, e quando ou por quanto tempo ele vai refletir geração de vendas e lucro? Já refletiu sobre a grande possibilidade do personagem fazer sucesso e virar uma “galinha dos ovos de ouro”? Se você não consegue organizar as ideias e entender sozinho o que esse personagem concebido pode significar economicamente, você tem 2 alternativas (mas pode escolher as duas se quiser! Rsrs):

PRIMEIRA: Assista pelo menos 2 files: “Disney antes do Mickey” e “Fome de Poder”. Em ambos os filmes – apesar do segundo filme não se dar no universo de personagens, é muito fácil perceber a importância da criatividade, ainda que o protagonista esteja o tempo todo tentando fazer uma lavagem cerebral em quem assiste a película repetindo o tempo todo a importância de “persistir”. Nada contra a persistência, mas a criatividade, ainda que não celebrada, tem um valor inestimável. Outra: Persistir em algo que não dá certo pode lhe dar alguma experiência, mas experiência não significa necessariamente que seu investimento lhe renderá sucesso e lucro. E digo mais! Te dou uma barra de chocolate se você me disser porque a criatividade não é tão valorizada, respeitada e bem remunerada (pelo menos aqui no Brasil).

SEGUNDA: Se inscreva na Oficina de histórias em Quadrinhos! Srsrsrs brincadeiras e “merchan” à parte. Até hoje não vi em nenhum lugar se chamar tanto a atenção dos alunos sobre a importância de se entender e ter atenção sobre seus direitos autorais. Sobre pensar que nem toda negociação ou parceria precisa ser a base de uma venda simplesmente, como fazemos na Oficina de Quadrinhos que realizo. Há coisas que podem valer a pena se pensar em acordos que envolve percentuais, períodos! Pode ser prudente o estabelecimento de cláusulas que garanta que ninguém vai ser explorado ou desvalorizado (pra não dizer roubado) por ninguém.

Pesquise, leia. Há muitas questões que exigem entender sobre os direitos autorais. Você sabe o que aconteceu com a criação do Super man? Sabe o que os criadores do personagem passaram? Pesquise! Se informe, mas se você é criativo, arregace as mangas e crie, mas não esqueça de lembrar que o autor de uma obra, não deixa de ser autor, por mais grana que esteja envolvida. Como diz a velha frase “Não entregue o seu ouro ao bandido”!

Quais as etapas para fazer uma HQ


Houve um tempo em que eu acreditava que para fazer uma História em Quadrinhos só era necessário a ideia, algum personagem, e claro, belos desenhos! Afinal de contas, depois de conhecer as grandes Editoras Marvel e DC Comics com um leque de desenhistas incríveis, como eu posso pensar em lançar uma publicação, sem antes estar com o meu desenho no nível deles, certo? ERRADO! Não existe um nível ou padrão de desenho que garanta que uma História em Quadrinhos vai ser bem sucedida. E lembrem-se: A originalidade de um traço que possa destoar da maioria é imensamente melhor que um desenho genérico, sem identidade, tecnicamente perfeito, mas que não traduz nem identifica o que você ou sua história deseja ou precisa exprimir.

Dona Dedé, uma das personagens criadas por Wilton Bernardo


Até meus 12 a 14 anos, colecionei revistas em quadrinhos não concluídas porque eu tinha uma ideia, e antes de definir início, meio e fim da história (storyline); antes de definir todos os personagens que nelas estariam; antes de desenvolver o roteiro; antes de planejar quantos desenhos seriam inseridos em cada página e como seriam as cenas (storyboard); antes de definir as diferentes angulações, escolher as onomatopeias e quantidade de quadros eu utilizaria pra mostrar cada passagem da história (recursos narrativos); eu já começava a fazer a história em quadrinhos nas folhas de papel ofício dobradas e grampeadas ao meio. Foi um longo aprendizado cheio de erros e acertos.

O mangá influenciou tudo! Nada mais poderia ser como antes, após a explosão desse estilo de HQ. As narrativas das HQs de super heróis mudou! Até a turma da mônica tem versão com influência do mangá!(imagens de Death Note e Lobo Solitário)


Após pesquisar, estudar, fazer cursos tanto em Salvador quanto em São Paulo com profissionais que produzem para Marvel, DC Comics, eu organizei tudo que havia estudado, pesquisado, e resolvi compartilhar com as pessoas, através daquilo que reuni e chamei de Oficina de Quadrinhos. É importante deixar claro que foi uma pesquisa longa, demorada. Anos se passaram. Entre início e fim, eu passei no vestibular, me formei em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia, me tornei infografista na Rede Bahia, entrei no mercado publicitário como Diretor de Arte, me tornei professor de Artes, e por fim, vi que eu havia organizado um conteúdo rico em torno das artes gráficas, plásticas e tinha em mãos informações que orientariam a produção de forma prática de uma história em Quadrinhos.

São infindáveis abordagens, temas, estilos, centenas de personagens. Já criou o seu?


A pesquisa que desenvolvi aborda as etapas de construção dessa arte fascinante que encanta crianças e adultos com histórias dos mais variados traços e temas: Aventura, humor, ficção científica e terror, além das histórias reais, verdadeiros relatos, documentos vivos da nossa própria história. Tudo cabe nessa arte! Qualquer tema pode ser desenvolvido em Quadrinhos! Portanto são orientações – divididas entre teoria e atividades práticas – nos seguintes tópicos que tem sido compartilhadas nas Oficinas de Quadrinhos:

– Desenho
– Storyline
– Criação de Personagens
– Recursos Narrativos
– Simbologia das Cores
– Roteiro
– Storyboard

Assunto e motivo pra muitos debates construtivos não faltam. As capas históricas e direito autoral e a introdução à pintura digital são assuntos que não podem deixar de ser abordado na turma de adolescentes e adultos.

:: Wilton Bernardo
– Coordenador da Oficina de Quadrinhos e Desenho “Oficina HQ” ( @oficinahq );
– Criador da marca Laço Afro ( @lacoafro );
– Artista visual, Designer Gráfico ( http://www.wiltonbernardo.com )

Salvador recebe oficina de história em quadrinho entre agosto e outubro

Estão abertas as inscrições para a Oficina de HQ coordenada pelo artista gráfico e designer Wilton Bernardo, entre os dias 24 de agosto e 26 de outubro, em Salvador.

As aulas para a turma de crianças entre 8 e 12 anos acontecerão no Museu Carlos Costa Pinto, aos sábados, durante a tarde. “Vamos mergulhar no desenho, criação de personagens, roteiro, através de um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual, além do entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma HQ ou pelo menos, parte dela”, explica Wilton.

Já para os adolescentes e adultos, as aulas acontecem também aos sábados, só que pela manhã, no Centro Universitário UniRuy. A oficina propõe uma imersão no universo dos quadrinhos através dos recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores, criação de personagens e aula de introdução à pintura digital (photoshop).

Os interessados em se inscrever ou saber mais informações sobre o curso podem entrar em contato através do telefone (71) 99305-9093, pelo Instagram @oficinahq ou pelo e-mail oficinahq@hotmail.com.

Fonte: Bahis Notícias

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Desenho e originalidade


Quando você estiver desenhando, não tente encontrar em seu traço, em seu jeito de desenhar, semelhança com traços de outros desenhistas. Durante as Oficinas de Quadrinhos em que tenho realizado, vejo muitos alunos reclamarem de seus traços, como se buscassem uma validação, uma aprovação. Isso pode ser uma grande armadilha.

Claro que pode acontecer a percepção de uma influência, alguma semelhança, mas se isso acontece, o ideal é que não seja um resultado forçado. E se não há semelhança entre sua arte e a arte de Alex Ross, Frank Miller ou Flávio Luiz, não se desaponte, pois o que qualquer artista do traço quer é descobrir sua própria expressão, seu jeito, ou seja, seu estilo. Aceite a tão procurada, desejada originalidade.

Se este é seu traço, exercite ele! desenvolva ele! O único pecado que você não pode cometer é negá-lo!

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
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Criação de Personagem e Direito Autoral – analisando o Superman


Hoje vou falar um pouco sobre criação de personagem e direito autoral. Esse é um assunto muito importante. Afinal, não basta ser criativo, talentoso. É importante entender o que lhe cabe, a importância de se criar um personagem e o que significa “um personagem” nos dias de hoje.
Um personagem nascido de um desenho, pode ganhar o mundo. Um mundo de suportes como cadernos, roupas, produtos decorativos, brinquedos, jogos, além de ser garoto propagada de inúmeras marcas, e ganhar telas de cinema. Não há limites para os personagens.

Aproveitando o clima das aulas da Oficina HQ sobre Criação de Personagem – acontecendo desde o sábado passado, 11/05/19, no Museu Carlos Costa Pinto para a garotada e no Centro Universitário UniRuy, para adolescentes e adultos, vamos abordar alguns personagens e seus criadores!
Por onde começar? Claro que começaremos por ele o Superman. Sabe por quê?

CRIADORES DO SUPERMAN
Segundo o Roberto Guedes, em sua matéria para a revista Mundo dos Super heróis, até junho de 1938 as revistas em quadrinhos não existiam de verdade, eram quase sempre apáticas republicações de tiras de jornal. Mas depois de Action Comics 1 em que estampava o Superman na capa – 1ª aparição do personagem -, artistas talentosos e diversos personagens que surgiram em seguida, ajudaram a criar uma indústria bilionária!
É claro que sem investimentos, não há retorno. Mas em terreno de gente que valoriza a criatividade e o talento, se dá a Cesar o que é de Cesar! Aqui, no Blog do Curso de Quadrinhos Oficina HQ, reverenciamos, sem sombra de dúvidas, os criadores do Superman: Jerry Siegel e Joe Shuster e reconhecemos que se por um lado, sem altos investimentos, não se lucra alto, por outro lado, sem criatividade, sem a criação, não se tem no que investir, afinal dinheiro se consegue, financiamentos, empréstimos, economia pode-se fazer, mas criar, amigos, vamos reconhecer, não tem como negociar isso. Principalmente numa sociedade como a que vivemos onde a capacidade de se reproduzir o que se cria é enorme, o valor de uma mente criativa, é inestimável.

DESENHISTAS DIVERSOS
Ed McGuinness, José Luis Garcia-López, Wayne Boring, John Byrne, Alex Ross, Frank Quitely, Dan Jurgens, Max Fleischer e Curt Swan. Sabe o que todos estes nomes têm em comum? Todos eles desenharam o Supermam, em algum período de sua longa trajetória. E não pense que citei todos! A lista é enorme!!!! Mas fiz questão de citar alguns nomes para chamar atenção a uma coisa que deveria ser óbvia, mas tenho visto que não é: O fato de dezenas de outros desenhistas terem trabalhado com o personagem, cada artista com seu estilo, seu traço, sua forma específica de produzir sua representação gráfica do personagem, não muda em absolutamente nada os direitos e créditos dos autores Jerry Siegel e Joe Shuster. É muito simples entender. Pense numa música criada por determinado artista. Muitos artitas poderão cantar esta mesma música, mas o autor, não continua sendo o mesmo? Pois bem! Uma vez autor, sempre autor.
A exploração comercial pode até ser negociada, mas o autor, jamais deixa de ser autor de uma obra que desenvolveu. Não esqueça jamais disso.

Confira abaixo algumas versões do Superman por diferentes artistas:

Superman por Alex Ross

Superman por Frank Quitely

Superman por Joe Shuster, co-criador do personagem, em parceria com Jerry Siegel

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Onde está o desenhista na sociedade atual?

Foi essa a pergunta que eu fiz na véspera do dia mundial do Desenhista – 15 de abril!
Compartilhei um vídeo com esta pergunta e tive ótimas respostas. Compartilho duas delas, sem antes, contudo, dar uma pista. Então vamos lá! Lhe convidando a fazer a seguinte reflexão: observe nas roupas que veste, observe nos objetos utilitários ou decorativos, observe a arquitetura de sua cidade, observe os carros. Será que você já consegue perceber a presença do desenhista nos processos de pesquisa, produção, construção de todas essas coisas citadas?

“O desenhista está em toda a atividade humana, desde as artes plásticas, da arquitetura, da publicidade e design entre outras. A cada época existe um olhar especial desses artistas, principalmente nos quadrinhos que atravessou décadas para se tornar arte”
Gutemberg Cruz, jornalista, escritor e pesquisador de Quadrinhos

“Creio que em nossa vida contemporânea o desenhista tem presença total. Em tudo está incluído o desenho, em todas as áreas ….o desenho é universal…. e assim você desenhista deve se considerar! Linguagem única”
Margatitta Lamegho, Artista Plástica, professora aposentada da Escola de Belas Artes da UFBA


Além dessa constatação que amplia nosso olhar, e nos faz refletir sobre a atuação do desenhista nos dias que correm, eu pontuei vários períodos históricos em que o desenho foi super importante, e levei todo esse resgate que afirma a grande importância do desenhista para a sociedade de qualquer época, mesmo ante da formal criação da linguagem escrita, lá estava ele, o DESENHO, incrivelmente importante, e as pinturas rupestres endossam esta afirmação. Outro momento? Pense nas tumbas egípcias. Pense no momento de criação do papel (pelos chineses ano VI a.C.); quem tal lembrar da revolução industrial ou do surgimento da primeira revista em Quadrinhos do Super Homem?! Depois dessa, surgiram centenas de outras revistas em Quadrinhos!
Como pode ver, há muitos momentos não apenas para perceber a importância dos desenhos. Eu arrisco dizer que se em alguns momentos o desenho ajuda a registrar passagens importantes da nossa cultura, nossa história, em outros momentos, ele é parte fundamental de construções dessa história.


E para finalizar essa pincelada do que foi a palestra que realizei no Centro Universitário UniRuy, Avenida Paralela, Salvador-BA, a convite do Coordenador do Departamento de Design, professor José Wilker, eu não poderia deixar de citar o momento em que o desenho é super importante para cada um de nós. Isso mesmo, o desenho é importantíssimo para todas as crianças, principalmente até os 4 anos de idade, quando não temos domínio nem da língua falada ou da escrita. Pois lá está ele, o desenho, e nós desenhistas, aprendendo a organizar idéias, refletir, exercitando a imaginação, e nos expressando, registrando o que percebemos.


DESENHO, uma das etapas abordadas no Curso de Quadrinhos
No primeiro sábado de maio será iniciado o Curso de Quadrinhos da Oficina HQ em parceria com o Centro Universitário UniRuy e o Museu Carlos Costa Pinto. Cada Instituição parceira sediará uma turma. No UniRuy acontecerá das 9:30 às 11:30h, em 12 sábados, o curso de HQ para adolescentes e adultos. Já no Museu, será o espaço para a turma das crianças das 15 às 17h, durantes 8 sábados.
Para os interessados em participar do curso de HQ, segue contatos:
Email: oficinahq@hotmail.com
Instagram: @oficinahq
ZAP: (71)99305-9093

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
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Coringa: filme mostrará a origem do vilão


Coloque um sorriso nessa cara! A Warner Bros divulgou nesta quarta-feira (3), o primeiro trailer de “Coringa”, filme que vai contar a história de Arthur Fleck antes de virar o vilão que nós conhecemos hoje. O longa é protagonizado por Joaquin Phoenix e chega aos cinemas no dia 3 de outubro deste ano.

Com aparência sombria, o trailer apresenta o Fleck como um jovem comediante que é constantemente humilhado — chegando até a ser agredido nas ruas. É quando ele vai se transformando no vilão das histórias em quadrinho. “É impressão minha ou está ficando cada vez mais louco lá fora?”, diz o personagem em uma das cenas do trailer.

Em um comunicado divulgado no ano passado, o estúdio afirma que “a história irá explorar um homem isolado pela sociedade, sendo não apenas um estudo de um personagem brutal, mas também um conto alarmante”.

O elenco ainda conta com nomes como Robert De Niro, Zazie Beetz (Deadpool 2), Bill Camp (Operação Red Sparrow, A Grande Jogada), Frances Conroy (American Horror Story, Castle Rock), Brett Cullen (42, Narcos), Glenn Fleshler (Billions, Barry), Douglas Hodge (Operação Red Sparrow, Penny Dreadful), Marc Maron (Maron, GLOW), Josh Pais (Motherless Brooklyn, Going in Style), e Shea Whigham (O Primeiro Homem, Kong: A Ilha da Caveira). O filme é dirigido, produzido e coescrito pelo indicado ao Oscar Todd Phillips.


O ATOR
Joaquin Rafael Phoenix, anteriormente creditado como Leaf Phoenix, é um ator e cantor estadunidense. Ele nasceu em Porto Rico onde viveu até os quatro anos de idade. Sua família retornou para os Estados Unidos onde ele foi criado. Na vasta lista de filmes em que trabalhou, não se pode deixar de citar Gladiador, Hotel Ruanda, Ela, Johnny & June, entre outros.

Fonte: Site: Adoro Cinema

Entenda seu traço, aceite sua originalidade!


Entenda seu traço, aceite sua originalidade!

Fazendo uma pesquisa de desenhos, acabei encontrando esta ilustração de São Jorge feita por mim para estampar em camisetas. Resolvi aproveitar pra escrever uma dica sobre desenho para vocês!
Muitas pessoas demonstram insegurança sobre ter o desenho adequado ou não para fazer quadrinhos. Eu arrisco dizer que essa dúvida se dá quando ficamos muito acostumados a ver trabalhos de poucos artistas. E quando partimos para experimentarmos nos expressar com a artes do desenho, possivelmente (provavelmente fica mais adequado) nos deparamos com um traço (nosso traço) diferente dos tão famosos e consagrados, dos autores ou artistas que estampam famosas publicações ou grandes obras (não necessariamente em revistas em quadrinhos, mas em quadros, capas de revistas diversas, embalagens etc). Quanto mais vemos desenhos considerados “bonitos”, mais nosso grau de exigência cresce. De certa forma, num primeiro momento, é compreensível. Mas há 2 coisas que eu faço questão de ressaltar:

1) Fique feliz se você vê no seu desenho, um traço diferente dos outros que tanto já viu. Isso pode significar originalidade, sua expressão, sua identidade, e isso é precioso. Cabe a você conhecer mais esse seu traço, experimentar variações de espessuras dos grafites, das canetas de finalização, se elas te interessar, enfim, experimentar os materiais, e seguir testando como seu traço funciona e como se faz comunicar com os variados materiais. Experimente. Não queria fazer um único desenho e achar que já finalizou e já decidiu como vai ser seu personagem, a forma de finalizar uma história em quadrinhos. Não, não, não!

2) Exercite o desenho de observação. Ele lhe fará perceber as formas das coisas, as composições, se você se permitir realmente observar as formas, e buscar sempre nas formas geométricas, as bases de construção, sejam na imaginação ou realmente desenhando as formas, como uma maneira de construir algo maior. Sim, as formas geométricas podem te auxiliar e serem seus melhores amigos no que diz respeito a construção de desenho.

# Wilton Bernardo
Professor da Oficina HQ, Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro
@oficinahq

Após erros, Panini fará recall de Sandman


Após erros, Panini fará recall de Sandman – Edição especial de 30 anos

Em março, a Panini Comics lançou o primeiro volume de Sandman – Edição especial de 30 anos (formato 17 x 26 cm, 240 páginas, capa cartonada, R$ 35,90), uma nova coleção de encadernados que republicará, na íntegra, a saga do Mestre dos Sonhos. A edição traz os oito primeiro números da revista, reunindo o arco de histórias Prelúdios & Noturnos e mais a primeira aparição da Morte. Esta iniciativa, para comemorar três décadas do surgimento desta que é uma das mais aclamadas séries em quadrinhos norte-americanas, criada por Neil Gaiman, marca a primeira vez que as histórias voltam a sair no Brasil em um formato mais acessível, após 11 anos, quando a Pixel Media publicou dois volumes.

Depois disso, a série saiu na íntegra pela própria Panini, mas em luxuosos livros em capa dura, as chamadas Edições Definitivas, que custavam cerca de R$ 150,00 cada. Mas os problemas começaram com leitores postando na internet diversos erros na publicação, como balões e recordatórios em branco e textos “vazando” dos balões. Problemas com diagramação, tradução e revisão têm se acumulado na editora nos últimos tempos, mas isso se repetir em uma obra tão emblemática quanto Sandman potencializou as reclamações. Ainda mais porque esses erros não estavam nas Edições Definitivas. Isso acabou chegando ao próprio Neil Gaiman, que foi marcado em uma postagem do leitor Thiago Ribeiro, que retuitou e comentou o assunto. “É desapontador. A qualidade das reimpressões no Brasil tem sido muito boa ao longo dos anos” (veja o post original aqui), lamentou o autor, que sempre elogiou publicamente os trabalhos de editoras brasileiras com o personagem.

Frente à repercussão, a Panini Comics divulgou uma nota oficial afirmando que fará um recall e trocará todas as edições defeituosas. Apesar de ter chegado às bancas, a pré-venda na Amazon tem data de lançamento apenas em maio, o que indica que será aguardada a edição corrigida. No mesmo comunicado, a editora afirma ter criado novos processos para que situações assim não voltem a ocorrer.

Confira abaixo, com as informações de como efetuar a troca pelo novo exemplar corrigido.

“Diante da publicação do título Sandman – Edição especial 30 anos, a Editora Panini lamenta e pede desculpas pelos problemas apresentados no título. A editora providenciou novas impressões com as devidas correções, com previsão de chegada ao mercado na 2ª quinzena de abril.

Aos leitores que já adquiriram o livro, a Editora Panini pede que entrem em contato por telefone no número (11) 3512-9444 ou pelo site http://www.lojapanini.com.br/FaleConosco para que seja realizada a troca do produto. A empresa esclarece que esses erros foram originados em edições realizadas no início do ano e que atualmente possui novos processos para assegurar a qualidade editorial. Ressaltamos que a Panini Brasil já tomou todas as medidas necessárias para que situações como essas não voltem a acontecer.”

Por Samir Naliato
Fonte: Universohq.com

Nós desbanca Capitã Marvel e quebra recorde na bilheteria americana


Lançamento da semana, o terror Nós arrecadou US$ 70 milhões e desbandou Capitã Marvel da liderança da bilheteria norte-americana. Não bastasse isso, o novo filme do diretor Jordan Peele quebrou o recorde que antes pertencia a Um Lugar Silencioso e tornou-se a maior estreia de um filme de terror no país.

Em comparação com Corra!, longa anterior do cineasta, Nós também foi superior. Afinal, a produção estrelada por Daniel Kaluuya fez US$ 33,3 milhões em fevereiro de 2017, menos da metade do alcançado neste final de semana.

Embora tenha perdido o posto de número 1, Capitã Marvel segue no Top 5. O filme solo da heroína fez US$ 35 milhões no último final de semana e agora soma US$ 321,4 milhões nos Estados Unidos. Assim, Capitã Marvel ultrapassou Thor: Ragnarok no mercado norte-americano.

Fonte: Site Omelete.com.br