Oficina de Quadrinhos no Horto Florestal


Oficina de Quadrinhos no Horto Florestal

Terminam na próxima sexta-feira, dia 27, as inscrições para a oficina de quadrinhos que acontece a partir do dia 28 e segue até setembro, sempre aos sábados, no Estúdio Foto e Design, localizado no Horto Florestal (Salvador-BA). As aulas, voltadas para estudantes a partir de 14 anos, jornalistas, publicitários, designers e educadores, serão realizadas sempre das 9:30h às 11:30h, sob o comando do artista visual Wilton Bernardo.
Nos encontros os participantes aprenderão a criar personagens, roteiro, desenho e outras etapas de construção de uma HQ. O objetivo do curso é movimentar a cena das artes gráficas em Salvador dando alternativas para quem gosta e deseja se aprimorar na área.
Para mais informações e inscrições é necessário entrar em contato através do telefone (71)99305-9093 (WhatsApp) ou do e-mail oficinahq@hotmail.com. As vagas são limitadas.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor da Ação Cultural Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

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Dica especial sobre Roteiro

As etapas de construção de uma História em Quadrinhos são várias. A DICA desta vez será sobre uma etapa super importante e não é desenho! Pois é…. quando falo da Oficina de Quadrinhos um monte de gente pensa logo que só vai desenhar. Mas vamos admitir que para fazer uma história em quadrinhos é necessário um monte de outras coisas, além de desenhar?
Acho super importante o entendimento e compreensão sobre diferenças entre roteiro e história por exemplo. Esse assunto será super abordado e detalhado na Oficina de Quadrinhos que ministrarei a partir do dia 28/07/18 no Horto Florestal(Salvador-BA). Mas se você por algum motivo não poderá participar, divido contigo agora uma explicação sobre esse assunto:

Vamos lá! DUAS DICAS:

PRIMEIRO: Roteiro não é história. Você precisa ter uma história para em seguida roteirizá-la. Para ilustrar isso, pense o seguinte: Uma editora contrata você e um outro profissional – um de vocês vai desenvolver o roteiro da HQ e o outro vai desenhar. Mas o objetivo é desenvolver uma narrativa da obra de Jorge Amado “Gabriela Cravo e Canela”. Então, a história já existe. O que um de vocês fará é desenvolvido o processo de roteirização.

SEGUNDO: Se a história não existisse, então, o argumentista (como argumento, nesse caso, você deve entender “história”. Não estou me referindo a argumento no cinema) vai desenvolver antes de tudo o Story line. E o que é story line? Story line é um resumo da história em aproximadamente 5 linhas.
Aguarde a próxima dica. Abraço!

Se você tem interesse em obter mais informações sobre a Oficina de Quadrinhos, entre em contato pelo email: oficinahq@hotmail.com

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
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‘Turma da Mônica: Laços’ ganha vídeo dos bastidores

OK, se você vive ligado nas notícias em torno das UQ´s, deve estar cansado de saber que a publicação de 2015 “Turma da Mônica – Laços” está sendo adaptada para o cinema. Então, segue abaixo um vídeo dos bastidores. Se liga ai abaixo.
Link: http://cinepop.com.br/turma-da-monica-lacos-ganha-video-dos-bastidores-180395

Mas se isso tudo é novidade para você, sugiro que além de ver o vídeo de bastidores, veja os 2 parágrafos abaixo:


1 – História em Quadrinhos publicada em 2015!
Isso mesmo. Para quem não sabe, “Turma da Mônica – Laços” é um dos vários romances gráfico publicados em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. É uma leitura deliciosa!
Sabe aquelas leituras que despertam emoção, nos fazem rir e encher os olhos de lágrimas?! Bom, comigo, pelo menos foi assim. Com toda a divergências dos personagens, quando, diante da dificuldade, a amizade se sobrepõe às diferenças, é incrível. Umas das melhores HQ´s que já li da turma da Mônica, se não a melhor. Enquanto o filme não sai, vai na livraria e adquire sua publicação!
Data da primeira publicação: 17 de julho de 2015
Para cada publicação idealizada, artistas diferentes foram convidados. E para “Laços” a missão ficou por conta dos irmãos Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics

2 – Como surgiu a parceria entre o diretor do filme, Daniel Rezende e o Mauricio de Sousa para realizar o filme?
Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, a graphic novel criada pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Maurício também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato.

:: Wilton Bernardo – Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez

A Bahia perde o cartunista Luís Augusto

Luís Augusto, autor do personagem de Quadrinhos Fala Menino, entre muitos outros, faleceu em 20/1/2018


E os fãs de quadrinhos da Bahia sofrem mais uma perda. Faleceu hoje (20) vítima de um enfarte , Luis Augusto, criador da tirinha Fala Menino.

Luís Augusto tinha 46 anos era formado em Arquitetura e Urbanismo, Luiz foi arte-educador em escolas da Bahia, trabalhou com ZIRALDO, fazendo histórias para a revista O Menino Maluquinho, da Editora Abril, e publicou no Jornal A Tarde (Bahia). Recebeu o reconhecimento e diversos prêmios ao longo de sua carreira como: – Troféu HQMix de melhor livro infanto-juvenil de 1997, Primeiro Prêmio Ibero-americano de Comunicação pelos Direitos da Infância e Adolescência – UNICEF, 1999 e o Troféu Bigorna de Melhor Cartunista do Brasil em 2008.

Seu trabalho abordava o universo infantil concentrado em tamáticas como as diferenças físicas ou sociais,de superação de limites, de inclusão e Responsabilidade social, tendo como personagem principal de seu universo de tiras Lucas “um garoto de dez anos bastante verdadeiro, amável, divertido e filosófico que adora brincar com seus amigos, desenhar tirinhas e, diferente da maioria das crianças de sua idade, ainda não sabe falar. Não, ele não é surdo e os médicos dizem que falará algum dia mas, até lá, Lucas fala com o coração. Sempre!”

É difícil de acreditar. Uma perda irreparável. Conheci o Luís pessoalmente antes de entrar na Faculdade de Artes, mas me aproximei mais, após criar o curso de Quadrinhos “Oficina HQ”. Não era uma amizade próxima de falar sempre e conversar sobre todas as coisas. Mas era um parceiro, era um dos portos-seguros. Era alguém que em se tratando de quadrinhos, eventos, realizações, apoio, eu sabia que poderia contar. E contei muitas vezes. Desejo sinceramente que siga em paz. Desejo também que sua obra seja cuidada para que muito mais pessoas tenham acesso e possam conhecer a sensibilidade do trabalho especial do grande batalhador criativo e original Luís AugustoWilton Bernardo, idealizador do Curso de Quadrinhos Oficina HQ

Confira um trecho da entrevista concedia por ele ao site OficinaHQ em 2011:

Oficina HQ: Todos sabem que você já lançou diversos livros do Fala Menino e outros personagens abordando o universo infantil. Você já tem uma estrada, uma identidade. Por isso, antes de falar dessa trajetória, eu gostaria que você falasse um pouco de como foi a sua busca pra trabalhar com quadrinhos antes de se “encontrar” com o Fala Menino.

Luis Augusto: “Eu mal tinha entrado na faculdade de Arquitetura da Ufba, qdo conheci o Ziraldo e apresentei a ele meu portifólio. Ele me chamou pra fazer parte da equipe da Zappin. Claro que fui. Coloquei a mochila nas costas e aluguei um quartinho no Rio. Fiquei 6 meses aprendendo a desenhar o menino da panela na cabeça, vendi roteiros mas acabei voltando para concluir meu curso aqui em Salvador. Não acreditava que houvesse espaço, mercado para quadrinhos e, de repente, meu destino na prancheta era mesmo desenhar projetos de casas ou coisas assim… Depois de idas e vindas, enquanto trabalhava como arte-educador em escolas de Salvador, ganhei uma menção honrosa num concurso de quadrinhos da Academia Brasileira de Artes, em São Paulo. Com esse estímulo, resolvi colocar a mochila nas costas e partir pros EUA. Fui aceito na Joe Kubert School of Cartooning and Graphic Arts, conheci muita gente lá. Conversei horas com o próprio Joe! Mas não tive como arcar com a anuidade do curso e do dormitório e acabei ficando um temponos States, fazendo freelas como ilustrador. Quem me deu a dica de criar uma comic strip foi o Neal Adams, quando viu trabalhos que eu fiz adaptando letras da MPB para meus alunos aqui em Salvador. Voltei ao Brasil e, no ano seguinte, surgiu o Lucas e o Fala Menino!”

Fonte: Site “noticias 075

Desafio de HQ: ter aventura e conteúdo sem ser chato


Um dos maiores desafio para a publicação de Dona Dedé “Bela, recatada e do lar é conseguir ter um conteúdo que faça jus ao que a personagem se tornou e consequentemente a fez conseguir mais de 7 mil curtidas na página do facebook, 1.500 curtidas e mais de 1 mil compartilhamentos com apenas 1 POST!
Nas tiras, é mais fácil manter o tom crítico-sem-ser-chato-e-moralista. A história em quadrinhos longa é o maior desafio, pois é exatamente onde existe um movimento e ação maior. O ápice da aventura acontecerá na feira de São Joaquim, uma tradicional e enorme feira que existe em Salvador, onde não vai ficar fruta sobre fruta..rsrs
A previsão de lançamento é para outubro/2017.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | http://www.oficinahq.wordpress.com
Email: wiltonbernardo@hotmail.com

HQ de Dona Dedé já tem título: “Bela, Recatada e do Lar”


Amigos, quanto ao título, não tenho dúvidas: “Bela, recatada e do lar”. Quanto a cor do fundo, ainda não sei. Estou aberto a opiniões, ok?
Acho que o título dá o tom do que é o personagem e do que vem nas tiras provocativas, porém leves, e na história com aventura e diversão para crianças de todas as idades : P
Mas o desenho está sendo refeito, e Dona Dedé terá um Black Power massa!

AUTOR & PROFESSOR DE QUADRINHOS
No dia 22 de julho estarei iniciando uma nova torna da Oficina de Quadrinhos como Curso de Extensão na Faculdade Ruy Barbosa (Rio Vermelho, Salvador-BA). Como estou imbuído de finalizar essa produção, vou dividir com os alunos muita coisa que estou planejando, como suportes de comercialização, impressão sob demanda, e-pub, streaming, Social Comics, Clube de autores (comercialização) além da produção, do desenho, da revisão de características, do roteiro. Vai ser muito bacana essa edição da Oficina de Quadrinhos porque além de todo o conteúdo didático e abordagens já definidas, eu terei algo em acabamento muito presente e atual para mostrar e falarmos sobre.
Para quem quiser saber sobre a Oficina, é só acessar: http://wiltonbernardo.com/oficinas-2/

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
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Professor de Quadrinhos vai lançar HQ de “Dona Dedé” em outubro

Quadrinhos originais que estão sendo redesenhados para lançamento em outubro/2017


Projetos, Projetos e projetos! São tantas idéias, tantas coisas por fazer, mas Entre tantos temas, de orixás a Freud, eu vou cantarolar “antiguidade é posto” e Quem sai do forno primeiro será Dona Dedé. A personagem nasceu de uma maneira super despretensiosa há anos atrás quando fui aluno de Gutemberg Cruz num curso sobre a História dos Quadrinhos. Foi uma delícia ter participado. Além de ter conhecido uma galera super bacana, eu criei Dona Dedé.

DONA DEDÉ – A PERSONAGEM
Se passaram anos, e a personagem que inicialmente queria se aventurar e pilotar sua própria vida, aventuras e desventuras, com a mesma força que seu esposo esperava que ela pilotasse apenas o fogão ganhou novos sonhos, e aprendeu a questionar mais. Mais de uma década de criada, Dona Dedé está de frente com as Redes Sociais que lhe joga na cara a violência física, verbal, o desrespeito que praticamente anda conosco lado a lado.

Tira de Dona Dedé, personagem de Wilton Bernardo que questiona o comportamento, e tenta se encontrar, de forma leve e despretensionsa


TIRAS E HISTÓRIA PRONTA
Várias tiras e 2 histórias prontas é o que vai servir de conteúdo para sua primeira publicação, planejada para ser lançada em outubro. Como as tiras e uma das histórias em quadrinhos – sobre “descobrimento do Brasil” – tem um roteiro muito antigo bem como os desenhos, o trabalho é refazer. Será uma nova versão ainda que a história seja inédita. Nunca foi lançada mas terá uma versão mais legal. Nos desenhos atuais a personagem tem um black Power e Nina, sua melhor amiga, não será empregada doméstica, como era originalmente. “Que os personagens negros possam assumir outros papéis menos óbvios, menos lugar comum”.

PÚBLICO ALVO
Sinceramente, apesar de saber que muitas mulheres têm curtido a página de Dona Dedé no Facebook (https://www.facebook.com/Rodouabaiana/) acho que crianças (independente de serem do sexo masculino ou feminino) e homens poderão curtir a personagem. No fundo é uma incógnita, mas ela há de conquistar seus “amigos”. No facebook já tem mais de 7 mil admiradores, o que não é nada mal pra começar.

AUTOR & PROFESSOR DE QUADRINHOS
No dia 22 estarei iniciando uma nova torna da Oficina de Quadrinhos como Curso de Extensão na Faculdade Ruy Barbosa (Rio Vermelho, Salvador-BA). Como estou imbuído de finalizar essa produção, vou dividir com os alunos muita coisa que estou planejando, como suportes de comercialização, impressão sob demanda, e-pub, streaming, Social Comics, Clube de autores (comercialização) além da produção, do desenho, da revisão de características, do roteiro. Vai ser muito bacana essa edição da Oficina de Quadrinhos porque além de todo o conteúdo didático e abordagens já definidas, eu terei algo em acabamento muito presente e atual para mostrar e falarmos sobre.
Para quem quiser saber sobre a Oficina, é só acessar: http://wiltonbernardo.com/oficinas-2/

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual; Professor do Curso de Quadrinhos Oficina HQ; designer idealizador da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | http://www.oficinahq.wordpress.com
Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Que tal, uma nova história em Quadrinhos?

A construção de uma HQ será abordada durante 8 sábados na próxima Oficina de Quadrinhos, que o artista visual Wilton Bernardo realizará no Ateliê da faculdade Ruy Barbosa.
Os alunos aprenderão, de forma teórica e prática, sobre criação de personagem, roteiro, desenho e todas as outras etapas que fazem parte da construção de uma HQ, com carga horária de 16h.

Podem se inscrever: estudantes (a partir de 12 anos) e profissionais de diversas áreas interessados em aprender mais sobre produção, reflexões, pesquisas, e perguntas que precisam ser respondidas para se construir uma História em Quadrinhos. Assuntos como mercado, produção autoral, direitos autorais, bem como dicas de espaços para expor/comercializar seus trabalhos de forma independente, serão pautas importantes dentro e fora da sala, durante os 2 meses de convívio.

Wilton Bernardo é graduado em artes Visuais, estudou cursos específicos sobre a narrativa dos quadrinhos e tem no currículo diversos trabalhos nas áreas de artes e design – criou personagens e ilustrou primeiro livro infantil lançado pelo cantor Carlinhos Brown(2012); criou uma marca (Laço Afro) que produz peças de design com ilustrações autorais acerca da temática afro-brasileira, desenvolveu diversos souveniers para as Obras Sociais Irmã Dulce e criou a marca Oficina HQ através da qual realiza Oficinas de Quadrinhos e de Desenho desde 2003. Também já ganhou vários prêmios como diretor de artes e ilustrador. Já aos 10 anos Wilton Bernardo ganhou seu primeiro de vários outros prêmios, realizando o sonho de passar 15 dias nos estados Unidos, conhecendo os grandes parques da Disney e uma bolsa para estudar numa escola particular sem prazo de validade, quando retornasse ao Brasil.

A Faculdade DeVry Ruy Barbosa busca em sua essência empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (whatsapp (71) 9 9224-0746, e-mail: jaraujo8@frb.edu.br).

Serviço:

Oficina de Quadrinhos (para adolescentes e adultos)
Local: Faculdade Ruy Barbosa – 422, Rua Theodomiro Baptista – Rio Vermelho, Salvador-BA
Horário: 9:30 às 11:30h
Período: 22/julho a 9/setembro (8 sábados)
Investimento: 2 x R$ 225
Informações e inscrições: (71) 9 9305-9093(tim/whatsapp de Wilton Bernardo), oficinahq@hotmail.com (e-mail)