Daniela Mercury, a corajosa brasileira é um turbilhão de ideias e canções!


Aos 54 anos, a cantora e dançarina está cortejando controvérsias e mudando seu som. Nesta semana, ela vem ao Sony Hall em Manhattan.

By James Gavin – 16|setembro|2019 – The New York Times

Assistir a um show da cantora e dançarina Daniela Mercury, uma das maiores estrelas do Brasil há quase 30 anos, é mergulhar em uma fantasia pulsante e hiper energizada de sua cidade natal, Salvador da Bahia, provavelmente a cidade mais africana fora da África. O palco está repleto de dançarinos em trajes afro-brasileiros; uma bateria de bateristas libera os ritmos do axé, o pop pop densamente percussivo de Salvador que Mercury tornou famoso.

Ela atravessa o grupo com uma presença radiante em constante movimento – juntando-se à coreografia de grupo, entre saltos e rodopios. O tempo todo ela canta, com doçura rouca e precisão. Enquanto suas produções contam com alguns dos coreógrafos, diretores e músicos mais talentosos de Salvador, os conceitos, muitas das músicas e as escolhas significativas são dela.

Então é a atitude. Quase todas as letras têm mensagens – de não discriminação, de tolerância, de direitos das mulheres, de manter a firmeza interior. Esses sentimentos ressoam mais profundamente do que nunca, à medida que o Brasil passa por uma das épocas mais politicamente divididas e voláteis de sua história. Este mês, Mercury, 54 anos, está levando suas mensagens para o mundo, como costuma fazer. Ela está no meio de sua última turnê americana, que a levará ao Sony Hall de Manhattan na terça-feira.

Mas as realidades mais frias do lar estão sempre esperando. Falando em português por telefone de Atlanta, ela disse: “A sociedade brasileira está lutando pela democracia, lutando contra o autoritarismo, lutando pela educação. Temos que lutar para defender a natureza, os indígenas, as minorias. Direitos humanos. Isso é muito importante.”

Para esse fim, Mercury é embaixadora da Boa Vontade da UNICEF e campeão da igualdade nas Nações Unidas; ela também é conhecida por cruzar batalhas com a extrema direita sobre suas políticas. Em 2018, ela ajudou a liderar uma campanha de mídia social, #EleNao (#NotHim), antes da eleição do presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro. Muitos de seus seguidores a boicotaram com sua própria hashtag, #ElaNao (#NotHer).

Cinco anos antes, Mercury, que tem um ex-marido e dois filhos, mostrou-se lésbica quando se casou com Malu Verçosa, jornalista. O casal adotou três filhos. “Quero ajudar a fazer com que o amor entre essas duas mulheres seja visto por todos como normal”, disse a cantora à revista brasileira Veja, mas ela escolheu alguns modos ousados. A capa de seu álbum de 2016, “Vinil Virtual”, é uma imagem que seus haters usam contra ela desde então. Modelado em uma famosa capa da Rolling Stone com John Lennon e Yoko Ono, mostra Daniela nua, enrolada em Malu Verçosa. Este ano, pelo 50º aniversário de Stonewall, o casal falou pelos direitos dos gays no Congresso Nacional em Brasília, capital do país. Elas terminaram a fala com um beijo.

Foto (Célia Santos)

Qualquer que seja a repercussão, Mercury mantém um tremendo apoio; no ano passado, cerca de 1,5 milhão de pessoas a viram no carnaval de São Paulo. Seu show nos Estados Unidos percorrerá toda a sua carreira, com dançarinos e músicos baianos e elementos de “tudo que me influenciou, que eu valorizo”, disse ela. “Estou traduzindo a cultura da minha cidade, as questões do meu povo. Mas de um jeito alegre e muito rítmico.”

Quando criança, em Salvador, Mercury – nascido em uma família de classe média de sete – estava imersa na dança. Ela aprendeu com crianças negras da escola; de praticantes de candomblé, os rituais da religião afro-brasileira; e nas aulas de dança, que ela frequentou por anos. “Eu também queria dançar com a voz”, disse ela. “Eu cantei samba muito jovem. Sambas rápidos. Gostei do desafio.”
Mercury ficou encantada com os blocos afro, grupos de tambores de bairros em Salvador. Deles, surgiu o axé, que mesclava samba, reggae e outras batidas africanas, brasileiras e caribenhas com uma força que a dominava. “É algo muito especial, muito inovador, que nasceu em Salvador”, disse ela. “Nasceu do povo. As pessoas pensam que as artes populares aqui são muito simples – não. Tocar samba afro, samba-reggae, é bastante complexo. São ritmos difíceis. ”

A letra a tocou. A palavra axé, ela disse, “significa uma bênção. Uma energia positiva. Axé é uma maneira afirmativa de iniciar discussões contra a opressão. Contra a exclusão social. Contra a discriminação racial. Isso para mim era uma nova linguagem poética. ”
Depois de liderar sua própria banda, ela foi solo. Seu segundo álbum, “O Canto da Cidade”, lançado em 1992, produziu quatro singles brasileiros nº 1 e apresentou axé a um público nacional. Mercury havia lhe dado os toques do pop-rock e a sensualidade necessária para conquistar o mercado pop mais amplo do Brasil e dominar o mercado da música na Bahia, onde se destaca até hoje. Suas grandes performances nos palcos tornaram-se despertou interesse de grandes públicos.

A música foi vista por alguns como uma comercialização grosseira do axé dos Blocos Afro. Mas Vovô do Ilê, que fundou um dos Blocos Afro mais importantes, Ilê Aiyê, só admira Mercury, chamando-a de “Mãe do Axé”. A cantora também encontrou reconhecimento em Camille Paglia. A estudiosa feminista e crítica social Paglia chama Mercury de intérprete que Madonna gostaria de ser.

“Não acho que todo o trabalho dela tenha recebido análises sérias suficientes”, disse Paglia em entrevista. Ela chamou “Rap Repente” (“Suddenly Rap”), do álbum de Mercury de 1994, “Música de Rua”, “absolutamente emocionante. É como uma mini-ópera!”


Paglia também cita o DVD de “Canibália”, o épico de Mercury, programa televisivo de Réveillon de 2010 na praia de Copacabana, onde entre as participações, havia um “grupo muito pequeno de grandes e heroicas performances modernas de mulheres”. Naquela noite sufocante, com todas as distrações, Daniela Mercury, ajudada por dezenas de figurinos e coreografias elaboradas, conseguiu atrair a atenção de aproximadamente dois milhões de fãs ao levar Salvador ao mar no Rio.


Com a lealdade dos fãs garantida, Mercury está experimentando formas musicais mais puras. Seu som de eletropop praticamente desapareceu. Em uma turnê de 2016, ela até tirou seus hits para voz e violão, revelando a poesia que às vezes era dominada pelas batidas.
Enquanto isso, ela continua cortejando controvérsias, às vezes inesperadamente. Em dezembro passado, ela lançou um vídeo, “Pantera Negra Deusa”, de uma música que ela escreveu com seu filho Gabriel Póvoas. Daniela canta “A única raça / A raça humana”, acrescentando: “O Brasil é preto / E branco é preto / E o índio é preto”. Mais tarde, ela canta: “A beleza e os sons do infinito são da África”.

Semanas depois, Larissa Luz, uma jovem cantora e atriz negra de Salvador, fez acusações furiosas de apropriação cultural. Luz anunciou para seus fãs: “Quem é preto é preto. Quem não é, não é. Essa música é nossa!” Embora ela não tenha dado nomes, os internautas marcaram Mercury como o alvo dessas declarações, que Luz negou.
Contatado na semana passada, Vovô do Ilê, que aparece no vídeo de Mercury de 2018(Pantera Negra Deusa), a defendeu. “Daniela é parceira, irmã, amiga”, disse ele. “Fazer coisas com ela reforça nossa cultura e nossa luta contra a intolerância e o preconceito.”
No telefone, Mercury falou sobre o assunto com simpatia. “Sou privilegiada porque nunca fui discriminada com base na minha cor ou no meu cabelo”, disse ela. “Eu sou uma aliada na luta contra o racismo por mais de 40 anos e continuarei sendo”.
Em todos esses conflitos, ela disse que se esforça para manter a calma. Afinal, o trabalho dela é alcançar a unidade. “Eu tenho espírito de diplomata”, disse ela. “Eu sempre preferi um diálogo com todos os lados. O problema nunca é apenas governo; é sociedade. Mas precisamos conversar sobre isso de maneira educada. Lutar de maneira civilizada. Qualquer outra coisa é brutalidade.

Fonte: The New York Times https://www.nytimes.com/2019/09/16/arts/music/daniela-mercury-sony-hall.html?searchResultPosition=1

Exposição “A Vez dos Vilões” e Oficina de Quadrinhos!


08/09/19 – Inscrições abertas
A Ação Cultural Oficina HQ coordenada por Wilton Bernardo tem inscrições abertas para 2 eventos que trazem uma injeção de cultura, arte e educação: A Mostra online “A Vez dos Vilões” e a Oficina de Quadrinhos para Adolescentes e adultos na UniRuy a partir de 14/09/19!

1 – “A VEZ DOS VILÕES” – 2ª Mostra Online de ilustrações e caricaturas – a partir de 13 de outubro de 2019, no instagram oficial da Oficina HQ (@oficinahq).
Assim como a 1ª edição realizada em 2008, nesta segunda, vamos mostrar os vilões que amamos odiar na ficção!
O objetivo é homenagear os personagens que de um jeito ou de outro, ditam o desafio dos “bons mocinhos”. Vale participar com Ilustração ou Caricaturas de qualquer vilão! Seja Coringa, Gargamel, Darth Vader, Mumm-Ha, Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Odete Hoitman entre muitos outros. Cada ilustrador escolhe os personagens que deseja representar, desde que seja(m) vilão(ões)!

1.1 – INSCRIÇÃO: envie seu trabalho até 30/09/19 para oficinahq@hotmail.com informando:
1.1.a. Especificações técnicas: versão digital em qualquer técnica, mas com resolução (200 a 300 dpi, com pelo menos 20cm de altura) em jpg ou PDF.
1.1.b. Quantidade: até 3 trabalhos
1.1.c. Dados do Autor: No corpo do email, junto com o(s) trabalho, envie as seguintes informações:
– Nome completo
– Nome artístico
– Cidade/Estado onde vive
– Nome do(s) vilão(ões) e técnica utilizada
– Breve resumo (aproximadamente 10 linhas no máximo falando sobre sua experiência e relação com as artes gráficas, atuação profissional. Resumindo, é o momento de fazer sua “divulgação”).

A inscrição, com o envio do(s) trabalho(s) e as informações acima, automaticamente significam que o inscrito concorda que Wilton Bernardo, realizadora da exposição, através da Ação Cultural Oficina HQ, divulgue o seu trabalho nas redes sociais e veículos de comunicação, com fins de promoção da mostra.

2 – OFICINA DE QUADRINHOS – para adolescentes e adultos no Centro Universitário UniRuy
Para os adolescentes (a partir de 14 anos) e profissionais das mais variadas áreas que se interessam por quadrinhos – professores, publicitários, jornalistas, artistas visuais, arquitetos entre outros – a última oficina do ano vai oferecer um conteúdo mais que especial. Além de experimentar as etapas de construção de uma HQ – desenho, criação de personagem, Introdução a pintura digital, roteiro, storyline, storyboard, recursos narrativos – sob orientação teórica e prática de Wilton Bernardo, artista visual e designer gráfico, na programação, há uma lista de temas riquíssimos que serão discutidos em sala de aula – “mercado e produção artística na atualidade”, “Direito Autoral” e “Produção autoral de quadrinhos e literatura”.

As etapas de construção de uma HQ bem como os temas que serão discutidos e serão incorporados ao cronograma da Oficina oficialmente pela primeira vez, é um conteúdo exclusivo desenvolvido por Wilton Bernardo, há 16 anos, desenvolvendo esta Ação Cultural que além de Mostras de Filmes e Oficinas, realizou dezenas de exposições coletivas – “Releitura do Batman”, “75 anos do Homem-Aranha”, “Releitura do Superman, “Ícones POP”, “Ícones POP da Música, “Ícones POP do Futebol”, “Axé Comics – Mostra de Humor com Sotaque Baiano”, entre várias outras.

Início da Oficina: 14/09/19
Local: Centro Universitário UniRuy, Salvador-BA
Horário: 10h às 12h (8 sábados)
Investimento: R$ 2 x R$ 260 ou 1 x R$ 520

Informações e inscrições:
Tel e zap: 71 99305-9093 (Wilton Bernardo)
Instagram: @oficinahq
Email: oficinahq@hotmail.com
Blog:oficinahq.wordpress.com

:: Wilton Bernardo
Artista visual graduado pela UFBA, Designer gráfico, produtor cultural e cartunista.
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Instagram: @wilton_bernardo

Parte 1: Novo ‘Coringa’ é aplaudido por 8 minutos em Veneza

02/09/2019
Após ser exibido em Veneza, nesta semana, o filme foi aplaudido por OITO MINUTOS consecutivos, aos gritos de “bravo!”.
Portanto, no que depender de quem já assistiu à première de “Coringa” (ou “Joker”, em inglês), novo filme da DC Comics em parceria com a Warner Bros., que conta a história de um dos principais vilões de “Batman” nos quadrinhos, o longa já conquistou seu lugar de destaque.

Com Joaquin Phoenix no papel do palhaço Arthur Fleck, nome original do vilão, “Coringa” tem direção e roteiro comandados por Todd Phillips, e vem recebendo elogios da crítica especializada, principalmente no que diz respeito à atuação de Phoenix. Segundo diretor e protagonista, o longa promete trazer uma abordagem bem diferente da que estamos acostumados a ver em filmes de super-heróis.
O filme está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 3 de outubro deste ano.

E até lá, além de uma surpresa(que revelarei no dia 8 de setembro), publicarei quantas matérias interessantes sobre o Coringa, eu encontrar ou produzir. Esta curta matéria que você acabou de ler foi publicada pelo MSN, mas antecipo o título com “Parte 1” para deixar claro que vai ter muito assunto sobre o Coringa por aqui. E é muito justo que tenha, concorda?!

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OFICINA DE QUADRINHOS
E para quem gostaria de aprender as etapas de construção de uma história em Quadrinhos, como criação de personagens, desenvolvimento de história/ Roteiro, storyboard, Recursos Narrativos, Simbologia de cores, e muito mais, se liga: Estão abertas as inscrições para a Oficina de Quadrinhos que eu ministrarei em Salvador-BA, no Centro Universitário UniRuy, a partir de 14/09/19!
Informações: oficinahq@hotmail.com ou Zap (71)9305-9093.

Fonte: MSN, Oficina HQ

:: Wilton Bernardo
Artista visual graduado pela UFBA, Designer gráfico, produtor cultural e cartunista. O premiado empreendedor que também trabalhou como Diretor de Arte, realiza Oficinas de Quadrinhos e promove exposições coletivas com artes gráficas desde 2003
Site: http://www.wiltonbernardo.com
Instagram: @wilton_bernardo

Quais as etapas para fazer uma HQ


Houve um tempo em que eu acreditava que para fazer uma História em Quadrinhos só era necessário a ideia, algum personagem, e claro, belos desenhos! Afinal de contas, depois de conhecer as grandes Editoras Marvel e DC Comics com um leque de desenhistas incríveis, como eu posso pensar em lançar uma publicação, sem antes estar com o meu desenho no nível deles, certo? ERRADO! Não existe um nível ou padrão de desenho que garanta que uma História em Quadrinhos vai ser bem sucedida. E lembrem-se: A originalidade de um traço que possa destoar da maioria é imensamente melhor que um desenho genérico, sem identidade, tecnicamente perfeito, mas que não traduz nem identifica o que você ou sua história deseja ou precisa exprimir.

Dona Dedé, uma das personagens criadas por Wilton Bernardo


Até meus 12 a 14 anos, colecionei revistas em quadrinhos não concluídas porque eu tinha uma ideia, e antes de definir início, meio e fim da história (storyline); antes de definir todos os personagens que nelas estariam; antes de desenvolver o roteiro; antes de planejar quantos desenhos seriam inseridos em cada página e como seriam as cenas (storyboard); antes de definir as diferentes angulações, escolher as onomatopeias e quantidade de quadros eu utilizaria pra mostrar cada passagem da história (recursos narrativos); eu já começava a fazer a história em quadrinhos nas folhas de papel ofício dobradas e grampeadas ao meio. Foi um longo aprendizado cheio de erros e acertos.

O mangá influenciou tudo! Nada mais poderia ser como antes, após a explosão desse estilo de HQ. As narrativas das HQs de super heróis mudou! Até a turma da mônica tem versão com influência do mangá!(imagens de Death Note e Lobo Solitário)


Após pesquisar, estudar, fazer cursos tanto em Salvador quanto em São Paulo com profissionais que produzem para Marvel, DC Comics, eu organizei tudo que havia estudado, pesquisado, e resolvi compartilhar com as pessoas, através daquilo que reuni e chamei de Oficina de Quadrinhos. É importante deixar claro que foi uma pesquisa longa, demorada. Anos se passaram. Entre início e fim, eu passei no vestibular, me formei em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia, me tornei infografista na Rede Bahia, entrei no mercado publicitário como Diretor de Arte, me tornei professor de Artes, e por fim, vi que eu havia organizado um conteúdo rico em torno das artes gráficas, plásticas e tinha em mãos informações que orientariam a produção de forma prática de uma história em Quadrinhos.

São infindáveis abordagens, temas, estilos, centenas de personagens. Já criou o seu?


A pesquisa que desenvolvi aborda as etapas de construção dessa arte fascinante que encanta crianças e adultos com histórias dos mais variados traços e temas: Aventura, humor, ficção científica e terror, além das histórias reais, verdadeiros relatos, documentos vivos da nossa própria história. Tudo cabe nessa arte! Qualquer tema pode ser desenvolvido em Quadrinhos! Portanto são orientações – divididas entre teoria e atividades práticas – nos seguintes tópicos que tem sido compartilhadas nas Oficinas de Quadrinhos:

– Desenho
– Storyline
– Criação de Personagens
– Recursos Narrativos
– Simbologia das Cores
– Roteiro
– Storyboard

Assunto e motivo pra muitos debates construtivos não faltam. As capas históricas e direito autoral e a introdução à pintura digital são assuntos que não podem deixar de ser abordado na turma de adolescentes e adultos.

:: Wilton Bernardo
– Coordenador da Oficina de Quadrinhos e Desenho “Oficina HQ” ( @oficinahq );
– Criador da marca Laço Afro ( @lacoafro );
– Artista visual, Designer Gráfico ( http://www.wiltonbernardo.com )

Salvador recebe oficina de história em quadrinho entre agosto e outubro

Estão abertas as inscrições para a Oficina de HQ coordenada pelo artista gráfico e designer Wilton Bernardo, entre os dias 24 de agosto e 26 de outubro, em Salvador.

As aulas para a turma de crianças entre 8 e 12 anos acontecerão no Museu Carlos Costa Pinto, aos sábados, durante a tarde. “Vamos mergulhar no desenho, criação de personagens, roteiro, através de um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual, além do entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma HQ ou pelo menos, parte dela”, explica Wilton.

Já para os adolescentes e adultos, as aulas acontecem também aos sábados, só que pela manhã, no Centro Universitário UniRuy. A oficina propõe uma imersão no universo dos quadrinhos através dos recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores, criação de personagens e aula de introdução à pintura digital (photoshop).

Os interessados em se inscrever ou saber mais informações sobre o curso podem entrar em contato através do telefone (71) 99305-9093, pelo Instagram @oficinahq ou pelo e-mail oficinahq@hotmail.com.

Fonte: Bahis Notícias

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual e Designer gráfico, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
http://www.wiltonbernardo.com

Oficina de Quadrinhos para todas as Idades!


Oficina de Quadrinhos para todas as Idades!
Turmas no Museu Costa Pinto e Centro Universitário UniRuy

Inscrições abertas para novas Oficinas de Quadrinhos que terão início em 24 de agosto e serão ministradas pelos artistas gráficos e designers Wilton Bernardo e por Isadora Sabar. Serão 2 turmas aos sábados: Uma contemplando crianças de 8 a 12 anos, no Museu Carlos Costa Pinto a tarde. Outra, para adolescentes (a partir de 13 anos) e adultos, no Centro Universitário UniRuy, pela manhã.

OFICINAS
a) QUADRINHOS PARA CRIANÇAS DE 8 A 12 ANOS
Após 16 anos realizando Oficinas de Desenho, abriremos a segunda turma de Quadrinhos, mergulhando no desenho, criação de personagens, roteiro, através de um leque de conteúdos e atividades que estimularão a leitura, a produção textual, além de maior entendimento sobre os recursos narrativos para que, de forma lúdica, os alunos experimentem a construção de uma HQ ou pelo menos, parte dela.
O Curso será composto de 8 encontros, sempre aos sábados no turno vespertino, no espaço de atividades educativas do Museu Carlos Costa Pinto.

b) QUADRINHOS PARA ADOLESCENTES E ADULTOS
Para os adolescentes e adultos, o curso que também terá 8 encontros, oferece uma grande imersão no universo dos quadrinhos através dos recursos narrativos, roteiro, storyboard, storyline, desenho, simbologia de cores, criação de personagens e aula de introdução à pintura digital (photoshop) no laboratório do Centro Universitário UniRuy.

AÇÃO CULTURAL @OFICINAHQ
A Ação Cultural existe desde 2003 idealizada por Wilton Bernardo, artista gráfico e designer que, junto com Isadora Sabar, ministrou diversas turmas de quadrinhos, desenho, além de ter realizado várias exposições coletivas virtuais e em variados espaços culturais de Salvador-BA.

OS PARCEIROS
A Centro Universitário UniRuy busca em sua essência, empoderar seus alunos para alcançarem seus objetivos de carreira e pessoais. Pensando nisso a coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Design de Produto e Design de Interiores da Ruy se unem no apoio a este projeto através do coordenador e professor José Wilker M. Araújo (email: Jose.araujo@frb.edu.br).

O Museu Carlos Costa Pinto reúne no seu acervo de artes decorativas, dos séculos XVII ao início do XX, um verdadeiro testemunho dos valores artísticos e culturais da Bahia Colonial e Imperial. Além da exposição do seu inestimável acervo, promove exposições temporárias, desenvolve intensa programação cultural e possui um atuante serviço educativo, realizando visitas orientadas e oficinas de arte para estudantes e grupos diversos (email: educativo@museucostapinto.com.br)

Serviço: Curso de Quadrinhos
a) Turma do Centro Universitário UniRuy: para adolescentes e adultos
Local: Avenida Luis Viana Filho, 3.230, Paralela, Salvador-BA
Horário: 10h às 12h
Período: 24/08 a 26/10/2019 (08 encontros).
Investimento: R$ 520 ou 2X R$260 (à vista em espécie ou cartões visa, master, hiper, elo)

b) Turma do Museu Carlos Costa Pinto: para crianças de 8 a 12 anos
Local: Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, Salvador-BA
Horário: 15h às 17h
Período: 24/08 a 26/10/2019 (08 encontros)
Investimento: R$ 520 ou 2X R$260 (à vista em espécie ou cartões visa, master, hiper, elo)

Informações e inscrições:
Tel e zap: 71 99305-9093
Instagram: @oficinahq
Email: oficinahq@hotmail.com
Blog:oficinahq.wordpress.com

*OBS: Os dias 07/09 e 12/10 são feriados, portanto não haverá aula

Criação de Personagem e Direito Autoral – analisando o Superman


Hoje vou falar um pouco sobre criação de personagem e direito autoral. Esse é um assunto muito importante. Afinal, não basta ser criativo, talentoso. É importante entender o que lhe cabe, a importância de se criar um personagem e o que significa “um personagem” nos dias de hoje.
Um personagem nascido de um desenho, pode ganhar o mundo. Um mundo de suportes como cadernos, roupas, produtos decorativos, brinquedos, jogos, além de ser garoto propagada de inúmeras marcas, e ganhar telas de cinema. Não há limites para os personagens.

Aproveitando o clima das aulas da Oficina HQ sobre Criação de Personagem – acontecendo desde o sábado passado, 11/05/19, no Museu Carlos Costa Pinto para a garotada e no Centro Universitário UniRuy, para adolescentes e adultos, vamos abordar alguns personagens e seus criadores!
Por onde começar? Claro que começaremos por ele o Superman. Sabe por quê?

CRIADORES DO SUPERMAN
Segundo o Roberto Guedes, em sua matéria para a revista Mundo dos Super heróis, até junho de 1938 as revistas em quadrinhos não existiam de verdade, eram quase sempre apáticas republicações de tiras de jornal. Mas depois de Action Comics 1 em que estampava o Superman na capa – 1ª aparição do personagem -, artistas talentosos e diversos personagens que surgiram em seguida, ajudaram a criar uma indústria bilionária!
É claro que sem investimentos, não há retorno. Mas em terreno de gente que valoriza a criatividade e o talento, se dá a Cesar o que é de Cesar! Aqui, no Blog do Curso de Quadrinhos Oficina HQ, reverenciamos, sem sombra de dúvidas, os criadores do Superman: Jerry Siegel e Joe Shuster e reconhecemos que se por um lado, sem altos investimentos, não se lucra alto, por outro lado, sem criatividade, sem a criação, não se tem no que investir, afinal dinheiro se consegue, financiamentos, empréstimos, economia pode-se fazer, mas criar, amigos, vamos reconhecer, não tem como negociar isso. Principalmente numa sociedade como a que vivemos onde a capacidade de se reproduzir o que se cria é enorme, o valor de uma mente criativa, é inestimável.

DESENHISTAS DIVERSOS
Ed McGuinness, José Luis Garcia-López, Wayne Boring, John Byrne, Alex Ross, Frank Quitely, Dan Jurgens, Max Fleischer e Curt Swan. Sabe o que todos estes nomes têm em comum? Todos eles desenharam o Supermam, em algum período de sua longa trajetória. E não pense que citei todos! A lista é enorme!!!! Mas fiz questão de citar alguns nomes para chamar atenção a uma coisa que deveria ser óbvia, mas tenho visto que não é: O fato de dezenas de outros desenhistas terem trabalhado com o personagem, cada artista com seu estilo, seu traço, sua forma específica de produzir sua representação gráfica do personagem, não muda em absolutamente nada os direitos e créditos dos autores Jerry Siegel e Joe Shuster. É muito simples entender. Pense numa música criada por determinado artista. Muitos artitas poderão cantar esta mesma música, mas o autor, não continua sendo o mesmo? Pois bem! Uma vez autor, sempre autor.
A exploração comercial pode até ser negociada, mas o autor, jamais deixa de ser autor de uma obra que desenvolveu. Não esqueça jamais disso.

Confira abaixo algumas versões do Superman por diferentes artistas:

Superman por Alex Ross

Superman por Frank Quitely

Superman por Joe Shuster, co-criador do personagem, em parceria com Jerry Siegel

:: Wilton Bernardo (@wilton_bernardo) é artista visual, criador da Ação Cultural Oficina HQ (@oficinahq) e criador da Marca Laço Afro (@lacoafro)
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O desenho na infância

Esse assunto é tão importante que merece sim, uma publicação específica. Abordei esse assunto na palestra que realizei no dia Mundial do Desenhista – 15 de abril – no Centro Universitário UniRuy para um público formado por estudantes de Design Gráfico, Design de Produto, Design de Interiores e de Engenharia.
Eu acredito ser de enorme importância abordar esse assunto. Estamos o tempo todo lidando com crianças, sejam filhos, sobrinhos ou até mesmo vizinhos. Por isso é importante entender a importância dessa atividade: DESENHAR, na fase infantil, principalmente até os 4 anos de idade, onde a criança não domina a língua falada ou escrita.

FORMA DE REGISTRAR, ORGANIZAR, SE EXPRESSAR
Ainda que inconsciente, o desenho na infância ajuda a criança a organizar as idéias, a exercitar a imaginação, desenvolvimento da coordenação motora e expressar como está, registrar de sua forma as percepções do que está em sua volta.

EVITE INTERFERIR
Você está achando as garatujas – os riscos que as crianças fazem – feios e sem sentido? Guarde essa opinião para você. Poupe a criança de sua opinião. Ela está riscando demais e os traços saem dos limites? Não se preocupe, não limite até onde ela pode ir. Não interfira!
Quer ajudar? Elogie, incentive a criança a continuar desenhando.

RISCANDO PAREDES? RISCANDO SOFÁ?
Que tal ofereça a elas, como um presente, um caderno ou folhas de papel?
A interferência na produção de desenhos de uma criança pode causar bloqueios e com toda certeza, não é isso que você quer causar. Por isso respeite este momento, este espaço dela.

Por fim, esteja aberto e receptivo para ouvir e ver o que a criança quer lhe mostrar ou explicar, mas cuidado! Não insista para que ela explique, se não for de sua vontade o fazer. A arte nem sempre precisa ser explicada, e você não sabe que sentimentos ou sensações fizeram a criança produzir aquele desenho.

Fonte: A ilustração foi retirada de uma matéria do site novaescola.org.br
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Entenda seu traço, aceite sua originalidade!


Entenda seu traço, aceite sua originalidade!

Fazendo uma pesquisa de desenhos, acabei encontrando esta ilustração de São Jorge feita por mim para estampar em camisetas. Resolvi aproveitar pra escrever uma dica sobre desenho para vocês!
Muitas pessoas demonstram insegurança sobre ter o desenho adequado ou não para fazer quadrinhos. Eu arrisco dizer que essa dúvida se dá quando ficamos muito acostumados a ver trabalhos de poucos artistas. E quando partimos para experimentarmos nos expressar com a artes do desenho, possivelmente (provavelmente fica mais adequado) nos deparamos com um traço (nosso traço) diferente dos tão famosos e consagrados, dos autores ou artistas que estampam famosas publicações ou grandes obras (não necessariamente em revistas em quadrinhos, mas em quadros, capas de revistas diversas, embalagens etc). Quanto mais vemos desenhos considerados “bonitos”, mais nosso grau de exigência cresce. De certa forma, num primeiro momento, é compreensível. Mas há 2 coisas que eu faço questão de ressaltar:

1) Fique feliz se você vê no seu desenho, um traço diferente dos outros que tanto já viu. Isso pode significar originalidade, sua expressão, sua identidade, e isso é precioso. Cabe a você conhecer mais esse seu traço, experimentar variações de espessuras dos grafites, das canetas de finalização, se elas te interessar, enfim, experimentar os materiais, e seguir testando como seu traço funciona e como se faz comunicar com os variados materiais. Experimente. Não queria fazer um único desenho e achar que já finalizou e já decidiu como vai ser seu personagem, a forma de finalizar uma história em quadrinhos. Não, não, não!

2) Exercite o desenho de observação. Ele lhe fará perceber as formas das coisas, as composições, se você se permitir realmente observar as formas, e buscar sempre nas formas geométricas, as bases de construção, sejam na imaginação ou realmente desenhando as formas, como uma maneira de construir algo maior. Sim, as formas geométricas podem te auxiliar e serem seus melhores amigos no que diz respeito a construção de desenho.

# Wilton Bernardo
Professor da Oficina HQ, Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro
@oficinahq

3ª DICA: Arquétipos


Dica 3: Arquétipos
Olha, Por mais bem estruturado e definido que já sejam seus personagens, e mais mais interessante e fechadinha que seja a sua idéia de história que você vai roteirizar, eu sugiro que antes de “bater o martelo”, antes da revisão final de sua história, você dê uma estudada sobre os arquétipos.
E digo mais, leia sobre a jornada do Herói! Isso vai ajudar de forma incrível a você conseguir organizar a história tão legal que deseja compartilhar com o mundo em forma de Quadrinhos, sem contar que você vai poder entender e organizar as funções de cada personagem dentro dessa narrativa.
Veja abaixo um pouco sobre os arquétipos e em seguida assista o vídeo!

Arquétipos
Os arquétipos podem ser compreendidos como representações personificadas das feições humanas. Todos nós temos um pouco de herói e vilão, tolo e sábio, palhaço e austero. O arquétipo vem a ser a encarnação destas características.

No roteiro, uma personagem pode representar um arquétipo. Nestas histórias o vilão sempre agirá como vilão e o herói como herói. Por outro lado existem roteiros que querem dar um aspecto mais humano as suas personagens, nestes cada personagem pode apresentar ou representar diferentes aspectos no decorrer da história.
Segundo Christopher Vogler, os principais arquétipos são: (vale muito a pena, pesquisar sobre as características de cada um desses arquétipos)
1 – HERÓI
2 – MENTOR
3 – GUARDIÃO DO LIMIAR
4 – ARAUTO
5 – CAMALEÃO
6 – SOMBRA
7 – PÍCARO
8 – O ANJO
9 – O ORELH
A

Quer saber mais?
Christopher Vogler é um roteirista de Hollywood. É famoso por ter escrito o “memorando The Writer’s Journey: Mythic Structure For Writers” (A Jornada do Escritor: Estrutura Mítica para Roteiristas), como um guia interno para os roteiristas dos estúdios Walt Disney.
Vogler trabalhou para os estúdios Disney, Fox 2000 Pictures, e para a Warner Bros. sempre nos departamentos de desenvolvimento de idéias. Também já foi professor da Escola de Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia, na Divisão de Animação e Artes Digitais, bem como na extensão da UCLA. Atualmente, Vogler é presidente da empresa Storytech.
Vogler cursou cinema na Escola de Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia, a mesma faculdade onde estudou George Lucas. Assim como Lucas, Vogler foi inspirado pelo trabalho do antropólogo Joseph Campbell, particularmente “O Herói de Mil Faces” e o conceito do monomito.

O monomito (às vezes chamado de “Jornada do Herói”) é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell. Agora que chegou até aqui, assista ao vídeo abaixo. Espero que esta última das 3 Dicas tenha colaborado com seu desenvolvimento na construção de sua história em Quadrinhos.
Me fala o que achou no instagram! Até as próximas dicas!

# Wilton Bernardo
Professor da Oficina HQ, Cartunista, designer gráfico, artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ, da marca Laço Afro e do estúdio ilê401
@oficinahq