“Vingadores 2” introduz novos heróis e vilões

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“Avengers” nº 16, quando Feiticeira Escarlate e Mercúrio são integrados ao time

Sempre que um novo filme de super-heróis adiciona mais personagens à mistura, cria-se dois tipos diferentes de expectativa: a do fã de quadrinhos, ansioso para ver como fica a versão para cinema de algum velho conhecido; e a de quem nunca abriu um gibi na vida, sendo introduzido a um novo jogador pela primeira vez. Em “Vingadores: Era de Ultron”, os heróis e vilões (no plural mesmo) que entram em cena não só ajudam a mover a trama criada pelo diretor e roteirista Joss Whedon como também são fundamentais para o futuro do Universo Cinematográfico Marvel.

Embora sejam velhos conhecidos dos leitores de HQs, as versões para cinema dos personagens trazem origens às vezes bastante diferentes da fonte de papel. No caso dos gêmeos Pietro e Wanda Maximoff, Whedon teve de tirar o elefante da sala logo de cara. No gibi, a dupla é mutante e é recrutada por Magneto para sua Irmandade na luta contra os X-Men – que, no cinema, pertencem à Fox e não podem ser usados pela Disney em seus filmes da Marvel. Assim, sua origem e poderes tiveram de ser levemente alterados para que o batalhão de advogados não tivesse de travar uma luta nos bastidores.

Pietro e Wanda, chamados de Mercúrio e Feiticeira Escarlate nos quadrinhos (no filme eles não são referidos dessa forma), foram criados em 1964 para a quarta edição de” The X-Men”, como parte da Irmandade de Mutantes de Magneto. De vilões passaram a heróis no ano seguinte quando, com a aprovação do Capitão América, passaram a integrar os Vingadores na edição 16 dos heróis mais poderosos da Terra. Como fazem parte dos dois “universos”, seu direito de uso no cinema caiu numa espécie de vácuo legal, com a Fox e a Disney compartilhando seu uso.

Foi assim que o diretor Bryan Singer usou o Mercúrio em “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido” ano passado. Defendido pelo ator Evan Peters, ele protagonizou uma das cenas mais bacanas da aventura mutante, o resgate de Magneto, preso em uma cela especial no Pentágono.

Já em “Era de Ultron”, o mesmo Mercúrio é interpretado por Aaron Taylor-Johnson e, ao contrário do que acontece no mundo dos X-Men, não é um mutante. É aí que o nó legal aperta, já que a Marvel/Disney não tem o direito cinematográfico da palavra “mutante”, deixando para Joss Whedon a missão de reinventar sua origem.

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Marvel Comics ganha processo contra herdeiros de Jack Kirby

A juíza federal de Nova York, Colleen McMahon, da corte distrital dos Estados Unidos, declarou que os personagens e as histórias criados por Jack Kirby para a Marvel Comics foram feitos como trabalhado contratado, dentro do que está estabelecido na Lei de Direitos Autorais de 1909. Portanto, sua autoria não pode ser revertida para os herdeiros do desenhista.

A determinação se a produção de quadrinhos de Jack Kirby para a Marvel Comics foi ou não resultado de trabalho contratado (work for hire) era um elemento fundamental para ambas as partes e para a continuidade do processo. De acordo com a lei de direitos autorais estadunidense, os herdeiros só poderiam readquirir seus direitos caso o trabalho não tivesse sido contratado pela editora.

Marc Toberoff, o advogado que defende os herdeiros de Jack Kirby (e que também representa a família Siegel no processo pelos direitos do Superman, contra a DC Comics) disse que pretende apelar da decisão.

O processo movido pelos herdeiros de Kirby (os quatro filhos, Neal, Lisa, Barbara e Susan Kirby; e os dois netos do artista, Jeremy e Tracy) contra a Marvel Comics (que hoje pertence à Walt Disney Company) visava o término da cessão de direitos existente dos personagens criados ou cocriados pelo desenhista (dentre eles: Quarteto Fantástico, X-Men, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Hulk, Thor, Vingadores, Nick Fury e Homem-Formiga), a maioria deles entre 1958 e 1963.

McMahon fez questão de frisar que sua decisão é bastante específica é não reflete sobre outras questões, como se Kirby foi tratado de maneira justa e legal pela Marvel Comics; ou se ele é autor ou apenas coautor – junto com Stan Lee – de diversas histórias e personagens.

O único fato decidido pela juíza é que o que Jack Kirby produziu para a Marvel Comics está dentro do escopo legal do que é definido como trabalho contratado (work for hire). Nada mais. A luta pela reversão dos direitos autorais sobre os personagens de Jack Kirby está longe de terminar.

Jack Kirby faleceu em 6 de fevereiro de 1994, e sua esposa Rosalind, em 1998.

Fonte: Universo HQ