MÓDULO 5 – Criação de Personagem


MÓDULO 5 – Criação de Personagem

Antes de embarcarmos na aventura de criar um personagem, é importante que fiquemos atentos e sejamos o mais sinceros conosco, no momento em que pensaremos “tive uma ideia”. Sim, é possível sempre sermos criativos, e nos inspirarmos em coisas e fatos ao nosso redor. Na verdade, eu não vejo como criar sem termos como referência ou inspiração, a nossa própria cultura, a nossa história. Mas INSPIRAÇÃO precisa ser entendida como algo diferente de CÓPIA ou REPRESENTAÇÃO LITERAL.

Dois tópicos importantes:

a) originalidade.

Tudo bem que você é fã do Wolverine, por exemplo. Não adianta inventar um personagem com músculos, garras e o jeito grosseirão idênticos do seu personagem preferido batizando-o com outro nome, achando que isso resolve o problema da originalidade. O seu personagem precisa ter a sua própria história. Pode não ser tão dramática quanto a “origem” do Batman, o garoto que perdeu os pais ainda muito novo e cresceu cada vez mais traumatizado com a violência que sentiu na pele. O mais importante é que a origem do seu personagem não seja a cópia da história de outro. Tudo bem que coincidências aconteçam, mas não me venha dizer que seu personagem foi picado por uma aranha (Homem-Aranha) ou teve os pais assassinados num assalto quando ainda era um garotinho (Batman).

b) ser convincente.

Se seu personagem tem poderes ou não, é mortal ou não, isso não importa. Ele pode viver 1.000.000 de anos e não é isso que faz perder credibilidade. Ser convincente diz respeito à forma com que você levará essa informação pra o leitor que define isso. A forma com que você vai apresentar seu personagem. A situação, a ambientação. É preciso haver oportunidade do leitor conhecer o personagem vivendo as situações ao invés de criarmos dezenas de quadros somente pra ficar descrevendo as características do personagem e como ele é.
Claro que precisamos ter essa descrição definida, mas não precisamos jogar o texto diretamente assim nas histórias. Precisam vir num contexto, para o leitor ir “digerindo” dentro da trama.

Criação de Personagem

Para que o leitor possa se envolver com os personagens é essencial que estes possuam personalidades diversas e definidas, como ocorre na vida real com as pessoas.

Nunca bastará dizer ao leitor que determinado personagem é “isto” ou “aquilo”. Precisamos apresentar os personagens e suas características utilizando não apenas palavras, mas as ações, expressões demonstrando isso em seu próprio comportamento.
Para o leitor se convencer, “embarcar” na história, é preciso um clima lúdico, uma contextualização. Um personagem bem elaborado, bem definido, ajuda muito, por isso, antes de partir para escrever e desenhar as histórias, se empenhe em criar seus personagens. Após o primeiro momento de elaboração não tenha preguiça ou receio de rever, ajustar tanto detalhes no traço quanto nas características sociais e/ou psicológicas se achar necessário. Assim como para uma novela ou um filme, é importante que a história seja bem escrita; que os personagens sejam interessantes e diferentes um do outro. Vamos supor que você resolveu desenvolver 3 personagens: 3 garotos que vivem situações cotidianas no universo infantil. A trama acontece no universo deles e em cima de situações simples. Se um deles gosta de comer maçã, é melhor que o outro goste de outra fruta. E quem sabe pode ficar melhor ainda se o terceiro odiar maçã? Claro que não é uma regra. Isso apenas é para chamar a sua atenção para as diferenças necessárias e que realmente compõem a vida, fonte de inspiração de qualquer ficção.

As perguntas básicas que você deve responder (e desenhar) para criar o personagem:

Dados pessoais:
– Nome
– Apelido
– Idade (data de nascimento)

a) Características físicas (externas): altura, cor do cabelo, cor dos olhos, peso…
b) Características psicológicas (internas): motivação, ânimo, moral…
c) Características sociais (o que faz, como vive, estuda? Trabalha? Solteiro(a)? casado(a)? religião? Tem pais? Filhos? Formação?
d) Desenho do personagem

Vamos criar nossos personagens?!
Força e foco! Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
+ Criativo do Estúdio e produtos da Laço Afro
+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

MÓDULO 4 – Desenho


Conhecendo e aceitando meu traço

Já escrevi várias questões em torno do desenho para vocês. Agora vamos partir para ações objetivas. Reflexão é importante e necessária, mas vocês também precisarão não só fazer atividades práticas, mas entender a importância dela. A importância de separar 30 minutos ou 1 hora de alguns duas para tal prática.

Vamos começar com algumas perguntas para vocês refletirem e conversarmos (podemos publicar nossas opiniões no POST do INSTAGRAM):

a) Você concorda que esboçar ou rascunhar algo é diferente de finalizar? Percebe que são 2 etapas diferentes que te exigem esforços ou empenhos diferentes?

b) É positivo variar o material utilizado nas diferentes etapas de construção de um desenho?

c) As formas geométricas podem nos ajudar no planejamento de um desenho?

Algumas citações

“Aprender a desenhar é realmente uma questão de aprender a ver – ver corretamente – o que implica muito mais do que ver apenas com os olhos”
Kimon Nicolaides (The Natural Way to Draw)

“O pintor pinta com os olhos, não com as mãos. O que quer que ele veja, se o vir com clareza, será capaz de pintar. O ato da pintura exige, talvez, muito cuidado e esforço, mas não mais agilidade muscular do que o artista necessita para escrever seu próprio nome. O importante é ver com clareza”.
Maurice Grosser (The Painter´s Eye)

Fonte das citações: livro “Desenhando com o Lado Direito do Cérebro” de Betty Edwards

EXERCÍCIO 1 – Na internet, selecione 3 fotos de pessoas em movimento (pode ser a mesma pessoa ou diferentes pessoas). O importante é que sejam movimentos diferentes. Exemplo: correndo, sentada no chão, na cadeira, dançando, etc.  Após selecionar (e salvar as imagens), observe atentamente o movimento do corpo na imagem, acompanhando com os olhos cada parte, cada detalhe. (Faça isso com uma image e siga os passos abaixo. Só depois você pega a segunda imagem e repete. Da mesma forma com a terceira).
Após sua atenta observação, desenhe num papel com linhas simples, representando a figura humana no mesmo movimento da foto.

Objetivo: Desenvolver sua percepção, bem como a prática de observar as coisas com atenção; praticar a elaboração/planejamento de desenho. (Não finalize o desenho. A atividade é realmente o esboço).

EXERCÍCIO 2 – Selecione um objeto para observar e representar.
Sugestão: uma fruta ou verdura como por exemplo um pimentão, um quiabo, algo que tenha curvas.

1- Se permita observar o objeto por pelo menos 5 minutos. Apenas observar as formas, curvas. Não se prenda ao significado simbólico do que você está observando. Se possível esqueça o nome. Direcione sua atenção apenas para as linhas que compõem seu objeto de observação.

2- Trace uma linha horizontal imaginária no objeto. Observe apenas a parte superior. Depois observe a parte inferior.

3- Trace uma linha vertical imaginária no objeto. Observe apenas o lado direito do objeto. Depois observe o lado esquerdo.

4- Observe a altura em relação ao cumprimento do objeto. Descubra alguma relação entre as medidas do objeto (medida vertical e horizontal). A altura é 2 vezes o comprimento? O que você pode concluir?

5- Agora que você já consegue relacionar as medidas básicas(citadas acima), pegue papel, lápis e borracha e vamos representar esta figura. Como começar? Trace no papel um espaço de acordo com as relação de medida descoberta por você. Por exemplo: Se você descobriu que a altura do objeto é a metade do comprimento, então trace um espaço no papel em branco estabelecendo o limite da altura do que você desenhará. Em seguida, estabeleça o limite horizontal seguinte: trace 2 vezes a medida na horizontal.

6- Agora, que você já delimitou o limite horizontal e vertical, será mais fácil representar o objeto, tendo maior facilidade. Agora, trace uma linha horizontal e vertical centralizados neste espaço delimitado por você, no papel.

7- Com atenção, agora, você irá representar as formas que observa do objeto, no papel, tendo os limites estabelecidos, a linha horizontal e vertical central, como guias.

8- Depois de representar as linhas do objeto, você pode avançar no exercício, agora observando as áreas escuras e claras. A incidência de luz e sombra no objeto. Com o próprio lápis, ou outro material de pintura, represente essas manchas que compõem a sombra do objeto. Atenção: sugiro que faça diversos exercícios, seguindo até o paço “7”. Só avance para o sombreamento, após perceber evolução na representação do objeto. Você pode variar o objeto observado, ou simplesmente variar a posição do mesmo objeto. Descobrirá formas inusitadas.

Dica: Quando você for desenhar algo ou alguém, coloque sua atenção naquilo como se talvez nunca mais você pudesse ter a chance de observar novamente.

Eu gostaria de ver esses dois exercícios. Há duas opções para isso: se você se inscreveu poderá me mostrar no grupo do Workshop (se você está acompanhando e não está no grupo, solicite pelo instagram do projeto @oficinahq). Outra opção é você publicar as produções no seu perfil do instagram e marcar @oficinahq. Assim poderei ver também. Você escolhe!

Até o próximo MÓDULO!


:: Wilton Bernardo

+ Coordenador e professor da Ação Cultural Oficina HQ
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+ Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia

MÓDULO 3 – SEGUNDA E TERCEIRA PARTE

1. Desenho e Mercado
Olá pessoal!
Finalmente vamos fechar a parte puramente teórica, e entraremos na parte de criação, no próximo módulo! Para isso, precisamos apenas fechar um conteúdo importante que é “Desenho e Mercado” e “Desenho e Quadrinhos”.
Eu acho bem interessante os dois tópicos porque assim, não deixaremos dúvidas sobre a diferença entre eles.
No Módulo 2 falamos de “HQ e Internet: Como lucrar?” Os caminhos abordados no Módulo 2 também servem para a prática do desenho, principalmente se estivermos falando de uma atuação e serviços mais gráficos como ilustração de livros, charges, caricaturas. Nesse aspecto além de tudo que foi abordado no Módulo 2, o leque se abre para o desenhista, afinal as agências de publicidade, estúdios de Design ou profissionais liberais da criação tornam-se clientes para os desenhistas, dentro ou não de um contexto de Histórias em Quadrinhos.
Exemplo: Uma agência de publicidade pode estar precisando de uma ilustração isolada, de um mascote para determinado produto. As possibilidade são muitas. E você está pronto para elas? Quando pergunto se está pronto para as oportunidades, podemos entender observando 2 aspectos:
a) Seu trabalho, suas técnicas: Independente do estágio em que você se encontra, evoluir e aprender sempre é um caminho. Mas caso esteja no início, e ainda não conseguiu nenhuma encomenda, pesquise Portfólios de outros artistas, observe peças publicitárias que utilizam ilustrações, veja vários perfis de ilustradores, observe os variados estilos. Mas não precisa copiar nenhum deles. É interessante ver o trabalho de outras pessoas para conhecer tantas possibilidades, variados estilos. Quanto mais você fizer isso e não parar de praticar, de desenvolver os seus desenhos, você vai sentir que não precisa copar ninguém. O processo é evoluir, tentar melhorar o que você faz. Desenvolver seu estilo sempre será a melhor opção. Copiar um estilo de outra pessoas, na minha opinião, será a pior escolha.

b) Portfólio e apresentação: Há ilustradores que fazem Portfólio virtual em sites, endereços específicos. Com o crescimento das redes sociais, não vejo problema em usar o próprio instagram e facebook, como grandes vitrines por exemplo. E fique atento, pois, a disseminação e visualização do seu perfil não é mais tão fácil de expandir como antes. Observe que as pessoas que vêem sua rede social são sempre as mesmas. Se não tiver percebendo a visita de seu perfil por pessoas diferentes, pode haver a necessidade de se fazer algum investimento em postagem. Vale a pena dar uma pesquisada sobre Mídias sociais, para poder explorar e ser mais visto.

2. Desenho e Quadrinhos
Por fim, antecedendo nossa viagem pela experimentação de criar personagem e história, eu desejo não apenas chamar atenção para que você observe variados estilos de desenho e temas de quadrinhos mas que você reflita hoje mesmo sobre o seu traço, o seu desenho. Você consegue analisar o seu desenho, por exemplo quanto ao tipo? É um desenho mais realista? É um desenho mais simplificado? Você pensa em desenvolver qual temática em quadrinhos?
Você acha que o seu tipo de traço pode funcionar com o tema que está interessado em desenvolver?
Eu fiz essas perguntas para estimular sua reflexão. É preciso refletir, observar o que fazemos. Aprecie seu traço, se interesse. Você pode buscar uma evolução, um melhor desempenho de forma consciente.
Se tiver dificuldade, mostre para um amigo cujo desenho você admira. Você sabe que a pessoa tem um bom desempenho, então pode confiar a ela mostrar e ouvir alguma dica, crítica positiva.

Pronto para iniciar Começarmos a criar personagem?
Próximo conteúdo será Módulo 4 e 5 juntos: Vamos mergulhar na atividade de criar personagem, e abordaremos nesse processo, como lidamos com nosso traço.
Muitas alunos, ao longo desses anos em que ministrei Oficinas de Quadrinhos, estavam insatisfeitos com seu próprio desenho, seja porque tem dificuldades de representar certos elementos, seja porque gostaria de ter um estilo de desenho diferente. Se seu caso é esse, calma! Vamos juntos!
Até o próximo MÓDULO!

:: Wilton Bernardo
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MÓDULO 3 – PRIMEIRA PARTE

MÓDULO 3 – primeira parte – Desenho X História

a) Onde está o desenhista na sociedade atual (2020)?
O que vocês me responderiam? Será que há espaço para o desenhista atuar profissionalmente nesta sociedade atual? Pare um pouco e tente responder para si, antes de continuar a leitura.

b) Nem tudo é beleza
Pessoal, eu tenho ministrado Oficinas de Quadrinhos há 17 anos. Foram muitas turmas, dezenas de alunos. E quer saber uma coisa que eu vi se repeti diversas vezes? A avaliação de diversos alunos em relação a seu próprio desenho no simples e raso quesito “beleza”. Não caia nessa armadilha de ficar avaliando seu desenho em relação a beleza. Até porque, provavelmente quando uma pessoa diz que o desenho é feio, é porque ela possivelmente tem uma referência de desenho bonito. Tendo ou não, se você quer desenvolver algum trabalho reconhecido como seu, sem que alguém necessariamente tenha que atrelar o seu trabalho a outra pessoa, então, você precisará desenvolver O SEU TRAÇO. E se esse traço não tem que se parecer com o de outra pessoa, não cobre de si, ter um traço como o de qualquer outra pessoa.
Se você quer desenvolver o seu traço, você não tem que se tornar outra pessoa, ou seja, não tem que tentar mudar seu traço completamente. Mas você pode sim, melhorar, evoluir. Eu posso te ajudar, se você me mostrar sua produção e quiser um feedback enquanto dura este workshop Virtual de HQ. Ser]ao 9 conteúdos, e estamos entrando no módulo 3, parte A.

c) O DESENHO em variados momentos da história

1 – Homem da Caverna:
Usavam as pinturas rupestres, e podemos obviamente falar em desenhos, como forma de se expressar e comunicar antes mesmo que se consolidasse uma linguagem verbal

2 – No Egito antigo:
O desenho, utilizado para decorar tumbas e templos, ganha status sagrado.
Uma grave condenação para alguém após a morte era ter raspados todos os desenhos e inscrições de sua tumba.

3 – No Renascimento:
O desenho ganha perspectivas e passa a retratar mais fielmente a realidade; surge um conhecimento mais aprofundado da anatomia humana e os desenhos ganham em realidade.

4 – Revolução industrial e História em Quadrinhos
Devido a Revolução Industrial surge uma nova modalidade de desenho voltado para a projeção de máquinas e equipamentos: o desenho industrial.
Em 1890, outro marco para o desenho: surge a primeira revista em quadrinhos semanal da história. No dia 17 de maio de 1890 foi lançada a Comic Cuts pelo magnata londrino Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe. Mas, outras fontes atribuem o feito a obras anteriores: uma destas obras seria o desenho chamado “Yellow Kid” publicada em 1897 por Richard Outcalt. No Brasil, as precursoras foram as tiras do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, publicadas em 1869, no jornal “Vida Fluminense” com o título de “As Aventuras de Nhô Quim”.

Considerações finais: O objetivo desse texto falar desses vários aspectos é chamar sua atenção para a ferramenta de comunicação e linguagem que você tem em mãos. Se você reduzir suas possibilidades a apenas “beleza”, pode desperdiçar a experimentação mágica de expressão. E para eu não ficar apenas no âmbito das ideias, sem dar nome aos bois, eu chamo sua atenção para obras como: Mafalda (autor: Quino), Persépolis (autora: Marjane Satrapi), Maus (autor: Art Spiegelman). Eu poderia citar muitos outros onde o desenho está longe do que alguém chama de “desenho bonito”, mas são trabalhos de altíssima qualidade e reconhecimento internacional.
Pense o seguinte: Se algum dos 3 autores citados acima resolvessem não produzir enquanto não tivessem um desenho maravilhoso, correriam o grande risco de nunca realizarem a produção incrível que fizeram. Pense nisso, e aguardo nossos dois próximos textos, que sairão amanhã e depois de amanhã para que no sábado, façamos a aula de CRIAÇÃO DE PERSONAGEM! Vocês querem a aula de criação de personagem através de uma LIVE no Instagram? Ou uma Videoconferência onde fica mais fácil todos interagirem?

Até a SEGUNDA PARTE do Módulo 3!

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Projeto Cine Janela homenageia artistas

O Projeto Cine Janela, uma rede colaborativa pelo Brasil, projetou uma caricatura da Daniela Mercury, feita por mim. Fizeram uma homenagem aos artistas baianos no 2 de Julho, Centro de Salvador(BA)!
Fui contatado por Jamile Coelho que participa da rede colaborativa aqui em Salvador(BA) e claro que adorei a ideia.

Projeção, 08/05/2020, no bairro 2 de Julho, Centro de Salvador (BA).

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MÓDULO 2 – HQ x INTERNET: Como lucrar?

MÓDULO 2 – HQ x INTERNET: Como lucrar?

Pessoal,
Eu achei interessante fazer esse questionamento porque, muitas vezes as orientações ligadas às artes dificilmente abordam a parte financeira, o lucro. E se uma pessoa deseja fazer algo de forma profissional, se ela escolhe uma atividade artística (ou não artística) para seguir e atuar profissionalmente, ela precisa, dentro de uma sociedade capitalista como a nossa, ganhar dinheiro honestamente, como se faz com qualquer profissão.

E o interessante é que para falar da forma de ganhar dinheiro, proposta desse conteúdo, é importante conhecer um pouco mais sobre como você mais se sente confortável, como prefere trabalhar. Vejamos duas opções abaixo que respondem ao título deste conteúdo:

Como lucrar na internet com a minha produção de Histórias em Quadrinhos?

OPÇÃO A: Uma opção seria trabalhando para alguma editora ou empresa que te agencie. Antes do “boom” da internet, era mais comum o agenciamento, pelo menos no nincho de histórias em quadrinhos de super-heróis, o qual sempre teve um mercado consolidado e para o qual a velocidade de produção sempre foi necessária. O agenciamente acabou? Acredito que não, mas deve ter reduzido bastante, afinal, com a internet, nada é mais tão distante. Por outro lado, se você não domina por exemplo o inglês ou outra língua de onde seja seu contratante, pode ser arriscado, por exemplo, você tratar de contratos e questões burocráticas.
O fato é que sendo agenciado ou tratando diretamente com editoras – DC Comics, Marvel, Dark Horse entre tantas outras – esse pode ser um modelo de trabalho bem interessante para quem se sente à vontade em receber encomendas, orientações do que precisa ser feito, e possivelmente desenvolver roteiro, colorir ou desenhar personagens criados por outra pessoa.

OPÇÃO B: Mas se o seu prazer está em desenvolver suas próprias criações? Se você tem ideias para criar seus próprios personagens? Eu diria que a internet é tudo que você precisa. Seja para divulgar, seja para comercializar seu trabalho.
As redes sociais são as maiores promotoras de vendas da atualidade ou ferramentas para tal. Youtube, Instagram, Facebook, entre outras redes, dão conta da divulgação. Estruturas como marketplaces ou mesmo lojas virtuais pré-formatadas (onde você não precisa gastar com um programador a fim de construir do zero uma loja para você, lhe proporcionam baixo custo de investimento) ou vendas diretas por direct e whatsapp também são praticas comuns. Isso sem falar nas livrarias e estruturas específicas para vender ou permitir leitura de publicações (livros e quadrinhos) virtualmente. Vejam os exemplos abaixo:
a) http://www.clubedeautores.com.br: Nesta livraria virtual você pode inserir uma publicação, escolher em que formatos deseja comercializar (virtual ou impresso). Qualquer das duas formas, será de forma prática e sem custo inicial pois para o modelo impresso, o Clube de Autores trabalha com impressão sob demanda. Isso significa que você ao cadastrar sua publicação, já vai saber quanto custará a impressão unitária de cada exemplar. Isso te dá a possibilidade de planejar o valor da venda, já inserindo a sua margem de lucro. E se uma pessoa fizer a compra de 1 unidade, a Editora vai imprimir apenas esta única edição, efetuar a venda e lhe entregar seu lucro! Não é prático?
Além do Clube de Autores, há outros sites que funcionam da mesma forma.

b) http://www.socialcomics.com.br: Ela funciona, exatamente como o Netflix, através de streaming, onde os autores colocam seus conteúdo em quadrinhos na plataforma, e sua remuneração acontece de acordo com a procura sobre seu produto. Para ter acesso a tudo o cliente que deseja ler, vai precisar escolher um plano e pagar. Mas se você apernas fizer um cadastro, poderá entrar e terá acesso a alguns conteúdos sem que seja necessário, pagar.

A opção A pode ser fundida na B também. Digamos que você desenvolveu uma história em quadrinhos muito interessante e ao invés de simplesmente lançar-se como autor independente e se responsabilizar pela comercialização e divulgação deste trabalho, você resolve apresentar a uma editora. Se ela se interessa e lhe faz uma proposta interessante para ter o direito de comercializar? Pode surgir um acordo ou parceria que interesse a ambas as partes!

NUNCA ESQUEÇA DE 2 COISAS:
1) Se você criar um personagem, registre-o. Mais do que isso, nunca negue a autoria de um parceiro se você não criou sozinho. Isso pode lhe poupar trabalho e problemas desnecessários.
2) Não faça acertos comerciais, profissionais envolvendo criações, sem assinar um contrato. Isso também vai lhe evitar problemas futuros, pois quando algo dá certo, todo mundo quer ser dono e ter direito sobre o trabalho.

EXERCÍCIO 1 (do Módulo2):
Agora, você que se inscreveu no Workshop, eu gostaria de conhecer seu traço, seu jeito de desenhar. Por isso gostaria que fizesse 2 desenhos:
a) Um desenho com uma figura humana (pode ter cenário ou não e a figura humana pode estar como você desejar).
b) Um desenho apenas utilizando formas geométricas onde deve haver ou uma figura humana ou um animal, mas só de formas geométricas. O cenário é opcional. (Você poderá me mostrar por email (oficinahq2hotmail.com) ou pelo whatsapp. Te aguardo!

:: Wilton Bernardo
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Módulo 1 – TERCEIRA PARTE

Pessoal,
até chegarmos no MÓDULO 8 (o último) teremos oportunidade de fazer exercícios de criação, e o que sugiro? Vivencie cada momento de uma produção. É hora de criar o personagem? Então pesquise e crie o personagem…. não precisa querer escrever roteiro agora. Viva o momento que precisa ser vivido agora. A hora de escrever o roteiro vai chegar.

Então vamos lá! Para fazer uma História em Quadrinhos…
… é preciso realizar uma série de etapas, sozinho ou em equipe. Não basta pegar o lápis, caneta nanquim, papel e começar a desenhar.
Uma pessoa pode até produzir tudo sozinha, mas as editoras que geralmente precisam cumprir prazos, costumam contratar vários profissionais. Um ou mais, para determinada função. Veja abaixo quais são elas:

1 – Argumentista / Roteirista
Os argumentistas se responsabilizam pela ideia inicial, pela história. Podem ou não assumir o papel de roteirista, desenvolvendo a história com maiores detalhes e diálogos.

Dica: Adquira conhecimento sobre o assunto que deseja explorar. Se deseja escrever uma história com herói, bandido, aventura, ação, policial, assista filmes de ação, preste atenção nas cenas, na iluminação, nos movimentos dos personagens, angulações.
Se quer escrever uma história política, de crítica social, crítica de comportamento, preconceito, então leia jornais, assista programas jornalísticos e converse com quem você sabe que domina mais esses assuntos. Informe-se! Independente do assunto escolhido, antes de começar a desenhar, P-E-S-Q-U-I-S-E !!!!!!!! Nós não sabemos profundamente sobre todos os assuntos. Se não pesquisamos, escreveremos uma história sempre na superficialidade. A consequência disso, é que podemos não ser convincentes. Nenhuma história será boa sem ser convincente. Imagine que você inventou colocar um cientista na história. Você precisará pesquisar sobre algum cientista, sobre suas atividades, os assuntos que estão presentes no desenvolvimento de seu trabalho.

2 – Desenhista
Com o roteiro nas mãos, o desenhista cria a imagem. O desenhista pode criar e soltar a imaginação, mas deve obedecer a certas exigências que o roteirista ou editora pode fazer.
Por exemplo: O desenhista que faz histórias do Mickey recebe orientações para evitar desenha-lo de costas, pois este é seu pior ângulo. O Mickey de costas nos faz ver três bolas pretas.

3 – Letrista (Os Balões)
Com o desenho pronto é hora do letrista entrar em ação. O letrista aproveita os espaços deixados pelo desenhista para incluir os balões. Além disso ele também insere as onomatopeias. A tarefa do letrista pode ser antes ou depois da arte-final, dependendo do processo de finalização desenvolvido pelos artistas. Se o processo de finalização da história em quadrinhos for digital, por exemplo, provavelmente a inserção de letras e onomatopéias será mais adequada como última etapa.

4 – Arte-finalista (Arte-final)
Esta é a hora de dar o último toque aos desenhos. O arte-finalista reforça os contornos com traços de tinta nanquim, ora mais finos, ora mais grossos. Este é um dos momentos mais delicados na criação de um quadrinho. Em relação a colorização, a etapa de finalizar com caneta nanquim, pode também não ser a última. É preciso se estabelecer o processo de produção. Se o trabalho for totalmente manual, provavelmente o artista vai preferir colorir para depois finalizar com os toques de caneta nanquim. Porém o artista também pode não optar por utilizar caneta nanquim alguma.

5 – Colorista (A Cor)
Até aqui os desenhos e balões estão em preto & branco. Com canetas e tintas o colorista preenche os quadrinhos com cor preocupando-se em quebrar a monotonia, dar harmonia às páginas sem perder a atenção do leitor. As histórias podem ser pintadas à mão livre ou através do computador. Também pode ser uma opção, que a história em quadrinhos fique em preto e branco.
É importante ficar claro que no que diz respeito à produção artística, criação autoral, o artista não tem que seguir uma regra rígida sobre utilização de qualquer material.

Então a pergunta é: Quem define o formato? As regrinhas como o tipo de traço, número de páginas e outros detalhes cuja etapa faz parte da elaboração de uma HQ?
Se a produção é autoral, você está fazendo sua pesquisa para desenvolver sua história em quadrinhos, a decisão é sua.
Até o próximo MÓDULO!

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Já assistiu DEATH NOTE?

Existe Mangá e Anime (45 episódios dublados. Todos os outros 44 episódios estão disponíveis no youtube).
Death Note (“Caderno da Morte”) é uma série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata.
A história centra-se em Light Yagami, um estudante do ensino médio que descobre um caderno sobrenatural chamado Death Note, no qual pode matar pessoas se os nomes forem escritos nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de alguém que quer assassinar.[5] A partir daí Light tenta eliminar todos os criminosos e criar um mundo onde não exista o mal, mas seus planos são contrariados por L, um famoso detetive particular. (Texto: Wikipedia)

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Já assistiu CLAYMORE?

Anime (26 episódios dublados).
Claymore é um mangá escrito e ilustrado por Norihiro Yagi e publicado pela Monthly Shonen Jump desde 2001. A revista foi encerrada e a obra foi movida para a Jump Square. Uma adaptação para anime foi feita pela Madhouse em 2007 e exibida pela Nippon TV, contendo 26 episódios com 23 minutos de duração cada.
Em outubro de 2014, o último capítulo foi finalmente publicado, encerrando o mangá com 155 capítulos e 27 volumes.
Contexto:
A história se passa em um mundo fictício semelhante à era medieval europeia, que consiste num único continente dividido em 47 regiões. Nesse mundo, seres-humanos coexistem com criaturas chamadas Youma, monstros que se alimentam de vísceras humanas. Os Youma são capazes de adquirir a forma de suas vítimas, absorvendo as memórias e personalidade de sua presa, permitindo que eles enganem amigos e familiares e se infiltrem nas vilas para se alimentar sem levantar suspeitas para si.
Devido à situação, uma organização sem nome e altamente secreta criou uma ordem de guerreiras modificadas com o objetivo de proteger os humanos. Estas vieram a ser chamadas popularmente de Claymores, devido as imensas espadas claymore que portam. Comumente, as vilas sob ataque de Youmas contratam seus serviços para eliminar as criaturas (uma vez que são as únicas que são capazes de destingir um humano de um Youma).

A organização é a única que tem contato direto com essas guerreiras, mantendo o controle seus serviços, tanto aqueles requisitados pelas cidades quantos missões internas. Cada pedido de aniquilação de Youmas tem um custo altíssimo e apenas após o sucesso da missão o pagamento é feito, sempre recebido por um homem de preto que vem à cidade logo após a saída da Claymore. Caso a guerreira morra e não termine o serviço, não é necessário pagar. Também existem boatos de cidades que se recusaram a pagar e foram dizimadas pouco tempo depois por ataques consecutivos dos monstros, sem qualquer resposta de ajuda por parte da organização. (Texto: Wikipedia)

No Youtube tem todos os episódios duplados liberados para você assistir.

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Já leu as tirinhas do ARMANDINHO?

Quem dá vida ao simpático Armandinho é o ilustrador catarinense Alexandre Beck, de 43 anos, que criou o personagem em 2009 para ilustrar uma reportagem em um jornal de Santa Catarina. Não por coincidência, o texto envolvia a relação entre pais e filhos, tema recorrente nas tirinhas que publica no Facebook e no instagram. (Texto do Google)
Instagram: @tirasarmandinho

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