OAB-BA promove seminário de Direito Intelectual

No dia 26 de setembro, no espaço Cultural Raul Chaves da Faculdade de Direito da UFBA, será realizado o seminário Duas Décadas das Leis de Direitos Intelectuais no Brasil. O evento acontecerá durante todo o dia e trará especialistas para debater questões voltadas para a propriedade intelectual e a Lei de Direitos Autorais Brasileira.

O seminário é realizado pela Comissão de Propriedade Intelectual da OAB-BA, que tomará posse no dia 26, e conta com o apoio da Escola Superior de Advocacia (ESA) Orlando Gomes. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela plataforma http://www.sympla.com.br.

Confira programação*:
9h – Posse da Comissão de Propriedade Intelectual da OAB-BA;

10h – Palestra: “A importância das Comissões de Propriedade Intelectual nas seccionais da OAB”, com o presidente Nacional da Comissão de Propriedade Intelectual da OAB, Dr. Ricardo Bacelar;

11h00 – Palestra: “O movimento em direção a uma proteção patentária da indústria farmacêutica; com a professora visitante do PPDG, Dra. Marta Gimenez Pereira;

14h – Apresentação musical do cantor e compositor Luiz Caldas;

14h30 – Palestra: “20 anos da Lei de Direitos Autorais Brasileira (Lei 9.610/98): histórico de sua tramitação, jurisprudência sedimentada e novos desafios na era digital, com o Desembargador do TJ/SP, Dr. José Carlos Costa Netto;

15h30 – Intervalo e lançamento de livros com sessão de autógrafos;

16h – Mesa redonda sobre música no ambiente digital: com artistas e advogados baianos (Manno Góes, Rodrigo Moraes, Ricardo Bacelar, Marcelo Timbó, Luiz Caldas, Gerônimo Santana, Alexandre Peixe, Eduardo Ferreira Gomes e Waltinho Queiroz);

17h – Encerramento com apresentações musicais dos participantes da Mesa Redonda.

*Programação sujeita a alteração

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CANTORA NÊSSA LANÇA NOVO SINGLE EM SALVADOR

Destaque na nova cena pop da música soteropolitana, a cantora Nêssa lança novo single, com direito a videoclipe gravado na capital baiana. É a terceira música lançada pela artista, ainda nova no mercado, mas que preza pelo trabalho autoral e muita criatividade em suas obras.

Trazendo o nome de “Eu não ando só”, o clipe traz imagens de bairros de Salvador, mostrando o dia-dia do baiano que se divide entre sua rotina de trabalho convencional e a vida artística, tudo isso acompanhado por versos que reforçam a fé e a autoestima do jovem negro. Formando assim, uma excelente combinação regada a uma melodia dançante e gostosa de ouvir.

A música foi composta por Nêssa e conta com participação do grupo de rap Família Tríplice, de Lauro de Freitas. Na técnica, Marco Lima, Daiane Rosário e Edvaldo Jr, assinam produção musical, direção geral e roteiro e fotografia, respectivamente.

Designer por formação e cantora por vocação, Nêssa é nascida e criada em Salvador, iniciou sua carreira na musical em Janeiro de 2018 quando lançou “Só vem”, primeiro trabalho que deu visibilidade a artista, rendendo milhares de views no YouTube e em plataformas de streaming de músicas como Spotify e Deezer, logo em seguida veio “Hard”, canção que mistura o universo dos games com o clima de paquera.

Apesar de ser nova na cena pop baiana, o trabalho da cantora chamou atenção de diversos artistas locais, rendendo participações em shows pela capital e região metropolitana, além de um convite para gravação de uma música com a banda Attoxxa, dona da música do carnaval “Elas Gostam”. A faixa fará parte do próximo albúm do grupo.

Confira:

Baixe a música:
https://www.suamusica.com.br/eunaoandoso

SOM DE II na Varanda do SESI


#SOM DE II
Na noite de 13 de setembro de 2018, quinta-feira, às 21h30, a Varanda do Sesi Rio Vermelho recebe o projeto #Som De II, formado pela cantora e dançarina Taii e pelo músico multi instrumentista Cesário Leony. A dupla vem com uma proposta musical irreverente, onde baixo e voz dialogam harmonicamente, trazendo em seu repertório pérolas da MPB, como O Trem Azul (de Lô Borges, consagrada na voz de Elis Regina) e Pérola Negra (do negro gato Luiz Melodia). Mas, não para por aí. O violão também está presente e com ele, músico e cantora interpretam canções que vão do samba de Jorge Aragão à bossa de Tom Jobim, em uma parceria Hessel Produções, Siri Produções, Comida de Varanda e Teatro SESI Rio Vermelho /FIEB.
O couvert artístico custa R$ 25,00.
TAII – Cantora e bailarina, formada em Dança pela UFBA, Taii possui mais de dez anos de pesquisas corporais, na dança e na música. Começou a cantar ainda na faculdade e vem unindo desde então as duas linguagens em seus trabalhos artísticos. Desenvolveu ao longo desses anos, uma intimidade com seu corpo e sua expressão, vivenciando, no palco, o seu canto e a sua dança. Compreende que as duas linguagens se complementam, trazendo com isso, um diferencial em seu trabalho como intérprete criadora.
Em sua empreitada na música, já esteve em cartaz em projetos como “Meia Noite se Improvisa” e “Ménage à Trois” no Teatro Vila Velha, e estreou seu primeiro show solo chamado “Pra Falar Do Amor”, em 2013. Em 2015, levou para as ruas e praças de Salvador o Taii Busking, onde cantou com Alexandre Vargas, Alex Mesquita, Cicinho de Assis, Luizinho do Jêji e Paulinho Andrade, sempre acompanhada por Cesário Leony. Além de atuar como intérprete, Taii também compõe, sendo boa parte das canções do seu show de origem autoral.

CESÁRIO LEONY – Formado em Licenciatura na Escola de Música da UFBA, ganhou notoriedade nacional e mundial como baixista, arranjador e diretor musical de Daniela Mercury, parceria que dura mais de 25 anos, tendo participado de diversos festivais internacionais de significante importância, como Festival de Jazz em Montreaux, London Jazz Festival, Jazztel Music, Tübingen Festival, Rock in Rio, Imatra Big Band Festival, Maiz Stage, entre outros, além de ter participado de toda a discografia da artista. Participou também, de inúmeros projetos musicais ligados à música instrumental na Bahia, integrando grupos e acompanhando artistas como Jazz Carmo Quinteto, Raposa Velha, Paulinho Andrade e várias outras formações. Acompanhou grandes nomes da MPB em turnês pelo Brasil e exterior, como Luis Melodia, Zezé Mota, Gilberto Gil, Margarete Menezes, Ivete Sangalo, Vânia Abreu, Carla Visi, Luiz Caldas e Armandinho, além de produzir vários artistas independentes, desenvolvendo gravações e produções musicais em estúdio próprio – o Estúdio da Ladeira.
Cesário Leony já recebeu inúmeros prêmios como instrumentista e, em 2006, foi homenageado com o Troféu Dodô e Osmar de Melhor Baixista do Carnaval Baiano.

Serviço:
O quê: projeto ‘#Som De II’, com Taii & Cesário Leony
Quando: 13 de setembro de 2018, quinta-feira
Horário: às 21h30
Onde: Varanda do SESI Rio Vermelho
Endereço: Rua Borges dos Reis, 09 – Rio Vermelho, Salvador-BA
Couvert Artístico: R$ 25,00
Realização: Hessel Produções, Siri Produções, Comida de Varanda e Teatro SESI Rio Vermelho /FIEB.
Maiores Informações: Tel.: (71) 9.9160-9140

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor da Ação Cultural Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Oficina de Quadrinhos no Horto Florestal


Oficina de Quadrinhos no Horto Florestal

Terminam na próxima sexta-feira, dia 27, as inscrições para a oficina de quadrinhos que acontece a partir do dia 28 e segue até setembro, sempre aos sábados, no Estúdio Foto e Design, localizado no Horto Florestal (Salvador-BA). As aulas, voltadas para estudantes a partir de 14 anos, jornalistas, publicitários, designers e educadores, serão realizadas sempre das 9:30h às 11:30h, sob o comando do artista visual Wilton Bernardo.
Nos encontros os participantes aprenderão a criar personagens, roteiro, desenho e outras etapas de construção de uma HQ. O objetivo do curso é movimentar a cena das artes gráficas em Salvador dando alternativas para quem gosta e deseja se aprimorar na área.
Para mais informações e inscrições é necessário entrar em contato através do telefone (71)99305-9093 (WhatsApp) ou do e-mail oficinahq@hotmail.com. As vagas são limitadas.

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor da Ação Cultural Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Projetos Socioculturais em site de Campanha Colaborativa


Faltam 3 dias para terminar a campanha do Ilê Axé Inginoquê Omorossí no site de arrecadação colaborativa.

O Ilê Axé Inginoquê Omorossí tem realizado uma série de Ações que beneficial a Salvador, principalmente a comunidade de Castelo Branco onde o Terreiro está localizado.
Muitos projetos já estão acontecendo como Jornada Empreendedora, Cursos profissionalizantes ( Curso de Auxiliar de Arquivo é um deles que já formou 2 turmas), Cine Ilê, distribuição de Cestas Básicas. Outros projetos já estão programados para o mês de outubro e existem alguns que precisam de um pouco mais de investimento e consequentemente, colaboração para acontecer. Por isso o Terreiro está com uma campanha no site de campanhas colaborativas Kickante.
Faltam apenas 3 dias para a campanha terminar.
É possível colaborar com valores a partir de R$10 basta acessar: https://www.kickante.com.br/campanhas/sustentabilidade-no-ile.
A campanha que já se encontra em seus últimos dias é muito importante para possibilitar que outras realizações que foram pensadas com o único intuito de beneficiar a comunidade, aconteça.
O Ilê Axé Inginoquê Omorossí é um terreiro de Candomblé da nação Keto que foi fundado em 1992 pelo Babalorixá Edvaldo Sampaio Jones, líder espiritual do terreiro que tem a regência de Obaluaê.

:: Wilton Bernardo é artista visual e designer gráfico;
criador da marca Laço Afro (@lacoafro) e da Ação Cultural Oficina HQ

Dica especial sobre Roteiro

As etapas de construção de uma História em Quadrinhos são várias. A DICA desta vez será sobre uma etapa super importante e não é desenho! Pois é…. quando falo da Oficina de Quadrinhos um monte de gente pensa logo que só vai desenhar. Mas vamos admitir que para fazer uma história em quadrinhos é necessário um monte de outras coisas, além de desenhar?
Acho super importante o entendimento e compreensão sobre diferenças entre roteiro e história por exemplo. Esse assunto será super abordado e detalhado na Oficina de Quadrinhos que ministrarei a partir do dia 28/07/18 no Horto Florestal(Salvador-BA). Mas se você por algum motivo não poderá participar, divido contigo agora uma explicação sobre esse assunto:

Vamos lá! DUAS DICAS:

PRIMEIRO: Roteiro não é história. Você precisa ter uma história para em seguida roteirizá-la. Para ilustrar isso, pense o seguinte: Uma editora contrata você e um outro profissional – um de vocês vai desenvolver o roteiro da HQ e o outro vai desenhar. Mas o objetivo é desenvolver uma narrativa da obra de Jorge Amado “Gabriela Cravo e Canela”. Então, a história já existe. O que um de vocês fará é desenvolvido o processo de roteirização.

SEGUNDO: Se a história não existisse, então, o argumentista (como argumento, nesse caso, você deve entender “história”. Não estou me referindo a argumento no cinema) vai desenvolver antes de tudo o Story line. E o que é story line? Story line é um resumo da história em aproximadamente 5 linhas.
Aguarde a próxima dica. Abraço!

Se você tem interesse em obter mais informações sobre a Oficina de Quadrinhos, entre em contato pelo email: oficinahq@hotmail.com

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
Portfolio: http://www.wiltonbernardo.com | Email: wiltonbernardo@hotmail.com

Dica especial: Desenho


Qual o seu processo de construção de um desenho? Já parou pra analisar isso?

Eu observo que a maioria das pessoas quando vão começar a fazer um desenho, elas simplesmente começam a desenhar os detalhes. Se pretendem desenhar uma pessoa, iniciam normalmente pela cabeça e começam a fazer os detalhes: contorno de cabeça, olhos, boca, sobrancelhas, cabelos, e vão descendo, completando o corpo.
Não é todo mundo, mas muitas dessas pessoas, quando iniciam o desenho pela cabeça, não sabem onde vai finalizar o pé. As vezes passam o limite do papel, não é? Calma! isso acontece com um mooonte de gente e se você se ligar nesta dica, não vai mais acontecer!

Sabe como se chama a causa e a solução disso? PLANEJAMENTO
Quem comete esse erro normalmente não percebe que pode desenvolver o desenho por etapas e antes de começar a finalizar o desenho, pode fazer um planejamento. Pode chamar de esboço também.
Se ficar apagando um desenho pra corrigir várias vezes já é arriscado, podendo lhe fazer perder o trabalho e o tempo, imagine como pode ser arriscado você fazer uma página de quadrinhos sem planejamento!?

Não se engane se pensa que os “feras” que trabalham para Marvel, DC Comics não fazem planejamento e pesquisa de referências, para fazerem desenhos o mais convincente possível.
Pois então, experimente planejar seu desenho, estabelecendo os limites nas 4 direções, reflita e planeje a posição que quer desenhar.

A GRANDE SACADA:
– Use formas geométricas para delimitações mais gerais.
– Faça as formas maiores, os traços mais gerais.
– Quando estiver satisfeito com as formas e configurações gerais, você passa para a etapa de fazer os detalhes.
– Você, inclusive, pode fazer os detalhes na mesma folha ou em outra folha com o auxílio de papel vegetal ou de uma mesa de luz, por exemplo.

Vamos tentar?
Esta é uma das primeiras dicas e exercícios que faço com os alunos quando iniciamos a Oficina de Desenho e também a Oficina de Quadrinhos.

Com certeza, você já pode começar!
E se quiser, mostra pra a gente seu desenho!
Se estiver em Salvador-BA e quiser participar da Oficina de Quadrinhos que abordará todas as etapas de construção de uma HQ, fala conosco! As aulas iniciam em 28 de julho, no Estúdio Foto e Design, no Horto Florestal! Se desejar maiores informações, contate-nos: oficinahq@hotmail.com!

# Wilton Bernardo
Designer gráfico e artista visual
Gestor do curso de Quadrinhos Oficina HQ e da marca Laço Afro
http://www.wiltonbernardo.com | wiltonbernardo@hotmail.com

Personagem de HQ x Sucesso

Possibilidade de sucesso
Quem não sonha em ver sua criação artística fazer sucesso? O fato é que já houve um tempo em que não se poderia imaginar as dimensões grandiosas de sucesso que um personagem de quadrinhos poderia alcançar. Imaginar que um personagem de tirinhas ou revistas em quadrinhos ganhariam sucessos arrebatadores em adaptações para games, virar garoto propaganda de campanhas publicitárias de grandes marcas e poder ganhar a indústria cinematográfica.
Apesar de não ser uma regra, o grande sucesso pode sim “abraçar” seu personagem. Antes de terminar este artigo, te pergunto: você está seguro sobre ter as rédeas do seu personagem? Entenda “rédeas” como noção de seus direitos autorais!


Histórias inusitadas de sucesso
Em 1962 uma agência de publicidade solicitou a um desenhista que ele criasse uma personagem para estrelar uma campanha publicitária. O nome da personagem deveria ter a sílaba “Ma” porque o patrocinador era Mansfiel. A campanha acabou não acontecendo, mas um diretor da agência ao assumir outro trabalho na imprensa, lembrou e solicitou a utilização da personagem que teve grande sucesso. Assim iniciou a história de sucesso da Mafalda, criação do Joaquín Salvador Lavado, o Quino.
No início da década de 1930 dois estudantes apaixonados por ficção científica se conhecem e no ano seguinte criam um personagem. Em meio a muitas revisões e mudanças de características desse personagem, batem em muitas portas e recebem muito “NÃO” antes da oportunidade que transformaria aquela criação numa das mais icônicas e rentáveis personagens do universo dos Quadrinhos – Superman! Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do homem de aço jamais imaginavam o sucesso que este personagem alcançaria. Com certeza experimentaram a grande felicidade de ver sua cria ganhar o mundo, mas tiveram sérios problemas com direitos autorais por fazerem acordo que parecia realmente ser bom para eles. Mas isso, se o personagem não tivesse crescido tanto e se tornado o grande sucesso que é até hoje.

Direito autoral e falta de informação
Este é um assunto que gera muita discussão e falácia porque a grande parte das pessoas não conhecem as leis que defendem os direitos autorais, e por isso, acabam fazendo as vítimas se sentirem culpadas por conta dos desrespeitos aos seus direitos, causados por outros. Em situações assim os autores podem ser desencorajadas a lutar pelos seus direitos. Para perceber esse risco basta lembrar do que uma pessoa sempre pergunta ao saber que por exemplo, alguém utilizou seu personagem ou arte sem sua devida autorização: “e você registrou o personagem”?
Querendo ou não, ao lançar essa pergunta, o interlocutor praticamente está dizendo ao artista que teve seus direitos desrespeitados: “já que você não registrou sua criação, não reclame!”.
Mas este interlocutor está enganado e se baseia em “achismo”.
Entenda os seus direitos
A lei de direito autoral (9.610/98) protege qualquer criação do intelecto humano que não se caracteriza como elemento da propriedade industrial .
Os direitos autorais se dividem em direitos morais e direitos patrimoniais.
a) Direitos morais: Quanto a estes, são direitos perpétuos, inalienáveis e irrenunciáveis. Não se pode abrir mão nem vendê-los! E mesmo que o faça, não surtirá nenhum tipo de efeito juridicamente válido.
Duas das cláusulas referentes aos direitos morais defende que:
I – o direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra
II – O direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Há muitos outros itens e é importante se saber.
b) Direitos patrimoniais: Estes regulam a exploração econômica da obra. Já estes direitos pode ser vendidos, negociados, como o autor desejar. Cuidado!Pense duas vezes antes de fazer uma cessão de direitos sem prazo de validade no que diz respeito a exploração comercial. Hoje seu personagem pode ser anônimo e não render absolutamente nada, mas amanhã, ninguém sabe onde ele pode chegar!
E saiba que entre os itens que regem os direitos patrimoniais, é assegurado:
I – Dispensa de registro. Isso mesmo. De acordo com o artigo 18, para que o autor possa usufruir da proteção legal, basta que comprove , por qualquer meio, a sua autoria. O registro da obra não é fator que defini se o autor tem direito ou não, mesmo porque se este pode provar que sua autoria tem data que antecede ao registro,deixa de ter validade.
II – Temporariedade da obra: Segundo o artigo 41, o direito de explorar comercialmente sua obra em caráter exclusivo, dura por toda a vida do autor e mais 70 anos após a sua morte
Há muito mais a saber sobre os direitos autorais, portanto, se você é autor de alguma obra, procure se informar sobre seus direitos. Se perceber ou desconfiar que algo relacionado a seu direito pode ter sido violado, procure um advogado especialista em Direito Autoral. Só assim, poderá entender e cobrar justiça, se algum dia, precisar.

:: Wilton Bernardo
Artista visual, Designer Gráfico, Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

‘Turma da Mônica: Laços’ ganha vídeo dos bastidores

OK, se você vive ligado nas notícias em torno das UQ´s, deve estar cansado de saber que a publicação de 2015 “Turma da Mônica – Laços” está sendo adaptada para o cinema. Então, segue abaixo um vídeo dos bastidores. Se liga ai abaixo.
Link: http://cinepop.com.br/turma-da-monica-lacos-ganha-video-dos-bastidores-180395

Mas se isso tudo é novidade para você, sugiro que além de ver o vídeo de bastidores, veja os 2 parágrafos abaixo:


1 – História em Quadrinhos publicada em 2015!
Isso mesmo. Para quem não sabe, “Turma da Mônica – Laços” é um dos vários romances gráfico publicados em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. É uma leitura deliciosa!
Sabe aquelas leituras que despertam emoção, nos fazem rir e encher os olhos de lágrimas?! Bom, comigo, pelo menos foi assim. Com toda a divergências dos personagens, quando, diante da dificuldade, a amizade se sobrepõe às diferenças, é incrível. Umas das melhores HQ´s que já li da turma da Mônica, se não a melhor. Enquanto o filme não sai, vai na livraria e adquire sua publicação!
Data da primeira publicação: 17 de julho de 2015
Para cada publicação idealizada, artistas diferentes foram convidados. E para “Laços” a missão ficou por conta dos irmãos Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics

2 – Como surgiu a parceria entre o diretor do filme, Daniel Rezende e o Mauricio de Sousa para realizar o filme?
Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, a graphic novel criada pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Maurício também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato.

:: Wilton Bernardo – Coordenador do Curso de Quadrinhos e Desenho Oficina HQ (Salvador-BA) @oficinahq e criador da marca Laço Afro @lacoafro
http://www.wiltonbernardo.com

Morre Steve Ditko, cocriador do Homem-Aranha e do Doutor Estranho


CREDIT: Courtesy of Marvel Comics

Steve Ditko é um arquiteto dos mitos modernos. De seu traço nasceram alguns dos mais famosos super-heróis — do Homem-Aranha ao Doutor Estranho, passando pela Eternidade (a mesmíssima encarnação do universo Marvel) ao lado do célebre Stan Lee. Personagens que valeram bilhões de dólares nas prateleiras e nas bilheterias do mundo inteiro. Apesar de sua importância em nossa cultura, não existe nenhuma foto pública colorida do desenhista. Ele concedeu sua última entrevista formal em 1968: “Nunca falo sobre mim. Meu trabalho sou eu. Faço o melhor que posso e, se gosto, espero que outros também gostem”, explicava o autor, encontrado morto aos 90 anos pela Polícia de Nova York, em seu apartamento, em 29 de junho passado. Seu adeus chega do mesmo jeito que ele viveu nas últimas décadas: recluso e rodeado de mistério. Tanto que as investigações, que só tornaram pública a sua morte na última sexta-feira, indicam que Ditko morrera dois dias antes, como informa o site da revista especializada The Hollywood Reporter. O autor pereceu sem poder (nem querer) contar a sua versão sobre uma polêmica história que deixou a indústria contra ele.

Steve Ditko chegou ao Homem-Aranha um pouco por acaso. Morou em Nova York durante 70 anos, mas, ao contrário de Stan Lee e Jack Kirby, nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnstown (Pensilvânia, EUA). Pouco se sabe sobre sua biografia, que ele sempre teve o cuidado de esconder (negou toda memória publicada sobre si). Viajou à Alemanha com o Exército após a Segunda Guerra Mundial e, ao voltar, inscreveu-se na Escola de Caricaturistas e Ilustradores de Nova York. Ali, nos anos cinquenta, conheceu Stan Lee, que visitou sua turma na condição de editor-chefe da editora Atlas, o embrião da Marvel. Ditko logo começaria a trabalhar com Lee, criando terror e monstros, algo para o qual seu traço realista, os rostos feiosos, a acumulação de vinhetas e a veia psicodélica pareciam mais do que indicados. Os super-heróis, por sua vez, não pareciam se encaixar em sua visão pouco convencional.

Essa ideia mudou em 1962, quando Lee decidiu que não queria que Kirby criasse seu novo herói. Não buscava um super-herói forte e arquetípico para modelar o estudante Peter Parker. O Homem-Aranha seria um marginado, alguém que não conseguia fazer bem as coisas e que precisaria de uma evolução para chegar a ser um homem feito. Ditko era perfeito para isso. Assim — embora sempre sem sabermos de quem foi a primeira ideia — nasceu um dos maiores ícones pop do mundo, que transformaria os parâmetros do gênero para sempre.

Em 2007, Jonathan Ross tentou procurar Steve Ditko e criou um documentário.

Durante 38 edições de The Amazing Spiderman, a dupla criou os personagens secundários mais famosos na vida do herói, assim como seus ecléticos e geniais vilões: o Duende Verde, o Doutor Octopus, o Lagarto, o Abutre… Enquanto isso, em Strange Tales os autores definiram um mundo psicodélico e imaginativo que navegava pela outra cara do universo Marvel: a feitiçaria, o oculto e as viagens astrais. O realismo frente ao surrealismo próprio de Dalí. Até que Ditko, em seu apogeu criativo, deixou aquilo tudo. Não queria os holofotes nem desejava trabalhar sem ganhar o que julgava merecer.

O modo de trabalho de Stan Lee sempre havia sido questionado. Segundo o método Marvel, o roteirista escrevia um argumento genérico, e os desenhistas o desenvolviam, mas sem créditos suficientes de seu chefe. Essa estratégia acabou colocando Lee contra Jack Kirby, que aos poucos viu como como se encarregava do roteiro sem remuneração nem direitos, e também contra Ditko, que conseguiu ser coautor, mas que foi menosprezado por Lee em diversas ocasiões. “Aquele que tem a primeira ideia é o criador”, frisou o fundador da Marvel durante anos. Ditko, que via sua ideia como uma cópia do Homem-Mosca, de Kirby, questionava inclusive esse conceito. Algo que os colocou em confronto publicamente. “Stan não conhecia nem meus roteiros antes de escrever os diálogos. A existência do Homem-Aranha precisava de uma identidade visual correta. Ter uma ideia não é nada se não for tangível”, afirmou Ditko na década de noventa, quando, 30 anos depois, voltou a falar com Lee. A partir de então, Lee sempre diria que considerava seu companheiro cocriador do Homem-Aranha, mas Ditko nunca ficou satisfeito com a forma como dizia isso.

Em seus últimos trabalhos em conjunto, Ditko e Lee nem sequer se falavam. Pouco a pouco, Ditko havia mergulhado numa das correntes filosóficas mais polêmicas do século XX: o objetivismo de Ayn Rand, e foi salpicando seus livros com conceitos que pareciam ter sido tirados de A Revolta do Atlas (Ed. Arqueiro, 2010). Se Lee via Peter Parker como um jovem tímido e comedido (uma versão do Ditko jovem), a filosofia de Ditko o levaria a se transformar no homem perfeito, individualista e intocável, que não pensa em ninguém mais para ser o melhor. Uma espécie de J. Jonah Jameson explorador e bem-sucedido. “Ditko acha que é um gênio do mundo”, chegou a dizer Lee. Em 1966, o desenhista, que não via sua originalidade recompensada por aquele a quem via como um homem “assustado e aborrecido demais”, foi embora. Inclusive pediu que Kirby fosse junto. Mas o criador do Capitão América e dos Quatro Fantásticos tinha uma família para cuidar. Ainda não podia ir, como recordou o jornalista norte-americano Sean Howe em Marvel Comics — The Untold Story (A história secreta da Marvel).

Ditko aportou na Charlton Comics, onde teve mais liberdade graças à menor popularidade da editora. Criou o herói de direita Questão, o Capitão Átomo, o Rastejante, Rapina e Columba, já na DC. Personagens que estão a ponto de serem adaptados também para a TV. O mesmo acontece com Speedball e sua hoje popular paródia Garota Esquilo, um de seus últimos trabalhos na Marvel quando regressou em 1992 (na época, tentaram sem sucesso reunir Lee e Ditko num gibi futurista). Porque, apesar de dar as costas à indústria e ao mundo, Ditko nunca deixou de criar — em revistinhas independentes, em colaborações pontuais, desenhando o Mr. A (baseado na filosofia de Rand) e inclusive em fanzines em preto e branco que enviava por carta.

Nunca saberemos toda a verdade. “Não nos aproximamos dele. É como J. D. Salinger [autor de O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 2012)]. É reservado e intencionalmente esteve longe dos holofotes”, disse em 2016 a The Hollywood Reporter o cineasta Scott Derrickson, diretor da adaptação Doutor Estranho (2016), pela qual nunca se soube se Ditko recebeu a sua parte. Antes sempre a havia rejeitado. Quando suas páginas de Amazing Fantasy 15 — a primeira aparição do Homem-Aranha — foram doadas à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos de maneira anônima, em 2008, o jornal Chicago Tribune tentou entrar em contato com ele. Sua resposta foi clara: “Pouco me importa.”

Fonte: El Pais – Eneko Ruiz Jiménez